<h2>CONSTITUIÇÃO</h2><br /><h1>CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO</h1><br />(Atualizada até a Emenda Constitucional nº 091/2021).<br /><br />PREÂMBULO<br />A Assembleia Constituinte do Estado do Maranhão usando dos poderes que lhe foram conferidos pela Constituição Federal, invocando a proteção de Deus, visando a defesa do regime democrático e a garantia dos direitos do homem e da sociedade, promulga a seguinte CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_i67925">TÍTULO I<br ?/?> DISPOSIÇÕES PRELIMINARES </span><br /></span><br /><a name="artigo_1"><span class="label label-default">Art. 1º</span></a> O Estado do Maranhão e os Municípios integram, com autonomia político-administrativa, a República Federativa do Brasil.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal e desta Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Estado organiza-se e rege-se por esta Constituição e as leis que adotar, observados os princípios constitucionais da República.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A soberania popular é exercida por sufrágio universal e pelo voto direto secreto, com igual valor para todos e, nos termos da lei, mediante: (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 041, de 01/04/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - plebiscito; (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 041, de 01/04/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - referendo; (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 041, de 01/04/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - iniciativa popular. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 041, de 01/04/2003)<br /><br /><a name="artigo_2"><span class="label label-default">Art. 2º</span></a> São fundamentos do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a autonomia;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a cidadania;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a dignidade da pessoa humana;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os valores sociais do trabalho e a livre iniciativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - o pluralismo político.<br /><br /><a name="artigo_3"><span class="label label-default">Art. 3º</span></a> O Estado orientará sua atuação no sentido da regionalização de suas ações, visando o desenvolvimento e a redução das desigualdades sociais.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_ii598315">TÍTULO II<br ?/?> DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS </span><br /></span><br /><a name="artigo_4"><span class="label label-default">Art. 4º</span></a> É assegurada, no seu território e nos limites de sua competência, a inviolabilidade dos direitos e garantias fundamentais, nos termos da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_5"><span class="label label-default">Art. 5º</span></a> É vedado ao Estado e ao Município:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter, com eles ou seus representantes, relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - recusar a fé aos documentos públicos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_iii913020">TÍTULO III<br ?/?> DO ESTADO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i624380">CAPÍTULO I<br ?/?> DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i23491">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_6"><span class="label label-default">Art. 6º</span></a> São Poderes do Estado o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Salvo exceções previstas nesta Constituição, é vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições, e quem for investido na função de um deles não poderá exercer a de outro.<br /><br /><a name="artigo_7"><span class="label label-default">Art. 7º</span></a> São símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino instituídos em lei;<br /><br /><a name="artigo_8"><span class="label label-default">Art. 8º</span></a> A cidade de São Luís, na ilha de Upaon-Açu, é a capital do Estado.<br /><br /><a name="artigo_9"><span class="label label-default">Art. 9º</span></a> A alteração territorial do Estado dependerá de aprovação da população diretamente interessada através de plebiscito e de lei complementar federal.<br /><br /><a name="artigo_10"><span class="label label-default">Art. 10.</span></a> A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Município, preservarão a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano, far-se-ão por lei estadual, obedecidos os requisitos previstos em lei complementar federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações diretamente interessadas, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentadas e publicados na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii9043">Seção II<br ?/?> Da Competência do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_11"><span class="label label-default">Art. 11.</span></a> Ficam reservadas ao Estado todas as competências que, explícita ou implicitamente, não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_12"><span class="label label-default">Art. 12.</span></a> Compete, ainda, ao Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - em comum com a União e os Municípios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) zelar pela guarda da Constituição Federal e desta Constituição, das leis e das instituições democráticas, e pela preservação do patrimônio público;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) cuidar da saúde, da assistência pública, proteger e garantir as pessoas portadoras de deficiência de qualquer natureza;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) guardar e proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos e as paisagens notáveis e os sítios arqueológicos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras e de arte e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) preservar as florestas, a fauna, a flora e incentivar o reflorestamento;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> h) fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> i) promover e incentivar programas de construção de moradias e fomentar a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> j) combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> l) registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> m) estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. II - concorrentemente com a União, legislar sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) orçamento;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) juntas comerciais;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) custas dos serviços forenses;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) produção e consumo;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) floresta, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> h) responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, e a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> i) educação, cultura, ensino e desporto;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> j) criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> l) procedimento em matéria processual;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> m) previdência social, proteção e defesa da saúde;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> n) assistência jurídica e defensoria pública;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> o) proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência<br /> <span style="margin-left:30px"></span> p) proteção à infância, à juventude e à velhice;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> q) organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, no âmbito da legislação concorrente, o Estado exercerá a competência legislativa plena para atender a suas peculiaridades.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii867312">Seção III<br ?/?> Dos Bens do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_13"><span class="label label-default">Art. 13.</span></a> Incluem-se entre os bens do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - as terras devolutas não compreendidas entre as da União;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob o domínio da União, Municípios e terceiros;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - as águas superficiais ou subterrâneas fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - os rios e lagos de seu território não incluídos entre os bens da União.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - as áreas das ilhas costeiras que integrem a sede de municípios, oriundas de propriedade da União<br /><br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 050, de 16/11/2006)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Cabe ao Estado o direito de explorar, diretamente, ou mediante concessão a empresa estatal, com exclusividade de distribuição, os serviços de gás canalizado.<br /><br /><a name="artigo_14"><span class="label label-default">Art. 14.</span></a> É assegurado ao Estado o direito, nos termos da lei, a compensação financeira ou participação no resultado de exploração de petróleo ou de gás natural, de recursos hídricos e minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva.<br /><br /><a name="artigo_15"><span class="label label-default">Art. 15.</span></a> É vedada, a qualquer título, a alienação ou cessão de bens pertencentes ao patrimônio estadual, no período de seis meses anteriores à eleição até o término do mandato do Governador do Estado.<br /><br /><a name="artigo_15"><span class="label label-default">Art. 15.</span></a> É vedada, a qualquer título, a alienação ou cessão de bens pertencentes ao patrimônio estadual nos últimos 03 (três) meses de mandato do Governador do Estado.(Redação dada pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 078/2018)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii402760">CAPÍTULO II<br ?/?> DA INTERVENÇÃO </span><br /></span><br /><a name="artigo_16"><span class="label label-default">Art. 16.</span></a> O Estado não intervirá em Município, salvo quando:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - deixar de ser paga a dívida fundada, por dois anos consecutivos, sem motivo de força maior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - não forem prestadas as contas devidas, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - não tiver sido aplicado na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde, o mínimo exigido da receita municipal, estabelecido nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - O Tribunal de Justiça der provimento à representação para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - O Tribunal de Justiça der provimento à representação para assegurar a observância dos seguintes princípios: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) dignidade e direitos da pessoa humana; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) prestação de contas da administração pública direta e indireta. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_17"><span class="label label-default">Art. 17.</span></a> A decretação de intervenção dependerá:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - de requisição do Tribunal de Justiça, no caso de desobediência à ordem ou decisão judicial;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - de provimento, pelo Tribunal de Justiça, de representação do Procurador - Geral de Justiça, no caso de assegurar a observância de princípios indicados nesta Constituição ou para prover a execução da lei;<br /><br />(Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O decreto de intervenção, será submetido à apreciação da Assembleia Legislativa no prazo de vinte e quatro horas, especificará a amplitude, a duração, as condições de execução da medida e, se for o caso, nomeará o interventor;<br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se não estiver funcionando, a Assembleia Legislativa será convocada extraordinariamente no mesmo prazo de vinte e quatro horas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Nos casos do inciso IV do artigo anterior, dispensada apreciação pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas voltarão a seus cargos, salvo impedimento legal, sem prejuízo da apuração administrativa, civil ou criminal decorrente de seus atos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_18"><span class="label label-default">Art. 18.</span></a> Enquanto durar a intervenção, o interventor, que tomará posse perante o Governador do Estado, prestará contas de seus atos ao Chefe do Executivo Estadual e de sua administração financeira à Câmara Municipal.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii799322">CAPÍTULO III<br ?/?> DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i274852">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_19"><span class="label label-default">Art. 19.</span></a> A Administração Pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes do Estado e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade e eficiência e, também, ao seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis a todos os brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a investidura em cargo ou emprego público estadual e municipal depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei, de livre nomeação e exoneração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável, uma vez, por igual período;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele que for aprovado em concurso público de provas e de provas e títulos será convocado com prioridade sobre os novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos, preferencialmente, por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional, nos casos e condições previstos em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a lei determinará os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - a revisão geral da remuneração dos servidores públicos estaduais será feita sempre na mesma data, sem distinção de índice entre civis e militares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos Poderes do Estado, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Procuradoria-Geral do Estado e da Defensoria Pública e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, nos termos do § 12 do art. 37 da Constituição da República. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 066 de 20/06/2012)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração de pessoal do serviço público, ressalvados o disposto no inciso anterior e os casos de isonomia constitucionalmente assegurada;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título os fundamentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - os vencimentos dos servidores públicos civis e militares são irredutíveis e a remuneração observará o que dispõem os incisos XI e XII deste artigo e os artigos 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) de dois cargos de professor;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) a de um cargo de professor com outro de natureza técnica ou científica;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) um cargo de militar com um de professor ou outro cargo ou emprego privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas(Inseido pela Emenda Constitucional nº 83/2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções abrangendo autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - somente por lei específica poderão ser criadas empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias ou fundações públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - ressalvados os casos especificados em lei, as obras, serviços, compras e alienações serão contratadas mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, a qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXI - a posse em cargo eletivo ou de direção na administração pública direta, indireta ou fundacional será precedida de declaração de bens, atualizada na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou de servidores públicos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação prevista em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º É vedado ao Poder Público veicular, fora do Estado, publicidade de qualquer natureza, de seus atos e decisões, exceto quando se tratar de licitações ou em defesa dos interesses do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º É assegurada a participação permanente dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º O servidor público eleito para o cargo de direção de órgão de representação profissional da categoria será automaticamente afastado de suas funções, na forma da lei, com direito à percepção de sua remuneração.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º É proibido a denominação de obras e logradouros públicos com o nome de pessoas vivas, excetuando-se da aplicação deste dispositivo as pessoas vivas consagradas notória e internacionalmente como ilustres ou que tenham prestado relevantes serviços à comunidade na qual está localizada a obra ou logradouro. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 037, de 24/01/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º É proibida a denominação de obras e logradouros públicos com nome de pessoas vivas.(Redação dada pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 079/2018)<br /><br /><a name="artigo_20"><span class="label label-default">Art. 20.</span></a> Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo, emprego ou função;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego os função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, o tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados como se no exercício estivesse.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii81853">Seção II<br ?/?> Dos Servidores Públicos Civis</span> </span><br /><br /><a name="artigo_21"><span class="label label-default">Art. 21.</span></a> O Estado e os Municípios instituirão, no âmbito da respectiva competência, regime jurídico único e planos de careira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei assegurará aos servidores da administração direta isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei assegurará isonomia de vencimentos às carreiras referidas nos arts. 135 e 241 da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Asseguram-se aos servidores públicos civis os seguintes direitos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - salário-mínimo, conforme estabelecido em lei federal, capaz de satisfazer as suas necessidades básicas e as de sua família, com reajustes periódicos, de modo a preservar-lhe o poder aquisitivo, vedada sua vinculação, para qualquer fim, excluídos os casos constantes desta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - irredutibilidade de salário ou vencimento, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - garantia de salário ou vencimento nunca inferior ao mínimo para os que percebem remuneração variável;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - décimo terceiro salário, com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - salário-família para os dependentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários, ou a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - repouso remunerado, preferencialmente aos domingos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - remuneração do serviço extraordinário superior a cinquenta por cento à do normal, no mínimo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - gozo de férias anuais remuneradas pelo menos com um terço a mais do salário ou vencimento normal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - licença-gestante, com duração de cento e vinte dias, sem prejuízo do cargo ou emprego e da remuneração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - adicional de remuneração para as atividades penosas e insalubres ou perigosas, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - proibição de diferença de retribuição pecuniária de exercício de funções e de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A remoção do servidor dar-se-á a pedido e na forma da lei, salvo necessidade comprovada ou em atendimento da natureza do serviço.<br /><br /><a name="artigo_22"><span class="label label-default">Art. 22.</span></a> O servidor público será aposentado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - por invalidez permanente, com proventos integrais quando decorrente de acidentes em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável especificadas em lei, e proporcionais nos demais casos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos setenta ou aos setenta e cinco anos de idade, na forma da Lei Complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 26/10/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - voluntariamente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem; aos trinta, se mulher, com proventos integrais;<br /><br /><a name="artigo_22-A"><span class="label label-default">Art. 22-A</span></a> O Poder Público reconhece as Escolas Famílias Agrícolas, Casas Famílias Rurais e Centro Familiares de Formação por Alternância existentes no Maranhão, sendo-lhes garantidos seus princípios e suas metodologias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A Lei disporá sobre a forma adequada de estimulo a criação das Escolas Famílias Agrícolas, Casas Familiares Rurais e Centro Familiares de Formação por Alternância, além de garantir o apoio necessário para o seu funcionamento. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 060, de 21/12/2010)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor; e aos vinte e cinco anos, se professora, com proventos integrais;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) aos trinta anos de serviço, se homem; e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem; aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei disporá sobre aposentadoria em cargos ou empregos temporários.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os proventos da aposentadoria serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividades e estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive se decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido até o limite estabelecido em lei, observado o disposto no parágrafo anterior.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º No caso de extinção de cargo, emprego ou função, será assegurado ao servidor aposentado a equiparação ao cargo de atividade correlata, também assegurado ao inativo quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concebidas. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 010, de 14/12/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º O servidor, após sessenta dias decorridos da apresentação do pedido de aposentadoria voluntária, instruído com prova de ter completado o tempo de serviço necessário à obtenção do direito, poderá cessar o exercício da função pública, independente de qualquer formalidade e sem prejuízo de sua remuneração. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 015, de 27/11/1995)<br /><br /><a name="artigo_23"><span class="label label-default">Art. 23.</span></a> São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii510946">Seção III<br ?/?> Dos Servidores Públicos Militares</span> </span><br /><br /><a name="artigo_24"><span class="label label-default">Art. 24.</span></a> São servidores militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a eles inerentes, são asseguradas, em toda a sua plenitude, aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares do Estado, sendo-lhes privativos os títulos, postos e uniformes militares.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As patentes dos oficiais da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares são conferidas pelo Governador do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O militar em atividade que aceitar cargo público civil permanentemente será transferido para reserva.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função pública temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro e, enquanto permanecer nessa situação, somente poderá ser promovido por antiguidade, contando-se o seu tempo de serviço apenas para esse tipo de promoção ou reforma e, depois de dois anos do afastamento, contínuos ou não, será transferido para a reserva.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O militar em atividade que aceitar cargo público civil permanente será transferido para a reserva, ressalvados os casos previstos na alínea "d", do inciso XVI, do art. 19.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função pública temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro e, somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, ressalvados os casos previstos no parágrafo anterior. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 83/2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.<br />(Vide ADIn nº 3555-0, que, por unanimidade, declarou a<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º O militar, enquanto em efetivo exercício, não pode estar filiado a partido político.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º O oficial da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares do Estado só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão do órgão competente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º O oficial condenado pela justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º A lei disporá sobre os limites de idade, estabilidade e outras condições de transferência do servidor militar para a inatividade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10 Aplica-se aos servidores e pensionistas a que se refere este artigo o disposto no art. 22, parágrafos 2º e <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="2" data-toggle="tooltip" href="https://leis.org/estaduais/lei/nao-encontrada" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">3</a>º<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 11 Asseguram-se aos servidores públicos militares os seguintes direitos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - salário-família para os seus dependentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do vencimento normal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - licença-gestante, sem prejuízo do posto e do vencimento, com duração de cento e vinte dias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - licença-paternidade, nos termos da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - soldo do soldado-PM, respeitado o escalonamento vertical, definido em lei, não inferior ao salário mínimo vigente.<br /><br />inconstitucionalidade deste inciso. - Plenário, 04.03.2009. - Acórdão, DJ 08.05.2009. Publicada no DOU de 01.07.2009, pág. 01)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 12 O concurso público para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militares será realizado anualmente com número de vagas correspondente a, pelo menos, as dos militares falecidos, transferidos para reserva e as dos que, de qualquer modo, tenham disso transferidos à inatividade no ano anterior. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 71, de 18/12/2014)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv368326">Seção IV<br ?/?> Das Regiões</span> </span><br /><br /><a name="artigo_25"><span class="label label-default">Art. 25.</span></a> O Estado poderá, mediante Lei Complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas, microrregiões e regiões geoeconômicas, constituídas por agrupamento de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A participação de qualquer Município em uma região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião não implicará perda de autonomia e dependerá de prévia aprovação da respectiva Câmara Municipal.<br /><br /><a name="artigo_26"><span class="label label-default">Art. 26.</span></a> A abrangência geográfica, os objetivos e meios específicos do órgão, seu mecanismo de administração, respeitada a autonomia municipal, serão definidos na lei que o instituir.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_iv23001">TÍTULO IV<br ?/?> DOS PODERES DO ESTADO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i876718">CAPÍTULO I<br ?/?> DO PODER LEGISLATIVO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i367571">Seção I<br ?/?> Da Assembleia Legislativa</span> </span><br /><br /><a name="artigo_27"><span class="label label-default">Art. 27.</span></a> O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa, constituída de Deputados, eleitos pelo sistema proporcional, para uma legislatura de quatro anos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O número de parlamentares a que se refere este artigo corresponderá ao triplo de representantes do Estado na Câmara dos Deputados e, atingindo o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_28"><span class="label label-default">Art. 28.</span></a> Ao Poder Legislativo fica assegurada autonomia funcional, administrativa e financeira.<br /><br /><a name="artigo_28-A"><span class="label label-default">Art. 28-A</span></a> A consultoria jurídica e a representação judicial, no que couber, do Poder Legislativo, bem como a supervisão dos seus serviços de assessoramento jurídico são exercidas pelos procuradores que integram a Procuradoria Geral da Assembléia Legislativa, vinculada à Mesa Diretora.(Acrescentado pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 085/2019)<br /><br /><a name="artigo_28-B"><span class="label label-default">Art. 28-B</span></a> Os deputados que forem demandados judicialmente podem requerer à Mesa Diretora que a consultaria jurídica e a representação judicial sejam feitas pela Procuradoria Geral da Assembleia, caso a ação judicial se refira exclusivamente ao exercício da atividade parlamentar.(Acrescentado pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 085/2019)<br /><br /><a name="artigo_29"><span class="label label-default">Art. 29.</span></a> A Assembleia Legislativa reunir-se-á, anualmente na Capital do Estado, de 02 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.<br /><br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 049, de 30/05/2006).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º As reuniões marcadas para essas datas poderão ser transferidas para o primeiro dia útil subsequente, quando recaírem em sábados, domingos e feriados.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da Legislatura, a Assembleia Legislativa reunir-se-á em Sessões Preparatórias, para a posse de seus membros e eleição da Mesa Diretora para o mandato de dois anos, permitida a reeleição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 60, de 21/12/2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Por motivo de conveniência pública e deliberação da maioria absoluta de seus membros, poderá a Assembleia reunir-se temporariamente, em qualquer cidade do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A convocação extraordinária da Assembleia Legislativa far-se-á:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - pelo Governador do Estado ou a requerimento da maioria de seus membros, em caso de urgência ou de interesse público relevante;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - por seu Presidente, para compromisso e posse do Governador e do Vice - Governador do Estado ou apreciação de decreto de intervenção em Município.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Na sessão legislativa extraordinária, a Assembleia Legislativa somente deliberará sobre a matéria para qual foi convocada, ressalvada a hipótese do § 7º deste artigo, vedado o pagamento de parcela indenizatória em razão da convocação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 049, de 30/05/2006)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Havendo medidas provisórias em vigor na data da convocação extraordinária da Assembleia Legislativa, serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="#" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">038</a>, de 24/01/2003)<br /><br /><a name="artigo_30"><span class="label label-default">Art. 30.</span></a> Ressalvados os casos de sua competência exclusiva, cabe à Assembleia Legislativa, com a sanção do Governador do Estado, dispor sobre todas as matérias da competência do Estado e, em especial:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - tributação, arrecadação e aplicação dos recursos do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito e dívida pública;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - fixação e modificação do efetivo da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - transferência temporária da sede do Governo Estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público, da Procuradoria Geral e da Defensoria Pública do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - criação estruturação e atribuição das Secretarias de Estado ou órgãos equivalentes e outros da administração pública estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - matéria financeira;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - concessão para exploração de serviços públicos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - autorização para alienar bens imóveis do Estado e o recebimento de doações com encargos, não se considerando como tal a simples destinação específica do bem.<br /><br /><a name="artigo_31"><span class="label label-default">Art. 31.</span></a> É da competência exclusiva da Assembleia Legislativa:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - eleger sua Mesa Diretora e constituir suas comissões;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - elaborar seu Regimento Interno;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus servidores e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - fixar, em cada legislatura, para ter vigência na subsequente, a remuneração dos Deputados, obedecendo os limites da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - fixar, em cada exercício financeiro, a remuneração do Governador e doVice-Governador do Estado e dos Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente, observado o disposto na Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - dar posse ao Governador e ao Vice-Governador do Estado e conhecer de suas renúncias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - conceder licença ao Governador para interromper o exercício de suas funções, bem como autorizá-lo e ao Vice-Governador a se ausentarem do Estado e do País quando a sua ausência exceder a quinze dias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - processar e julgar o Governador e o Vice-Governador do Estado nos crimes de responsabilidade, e os Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente, nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - destituir do cargo o Governador e o Vice-Governador do Estado, após condenação por crime comum ou de responsabilidade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - proceder a tomada de contas do Governador do Estado, quando estas não forem apresentadas dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - julgar, anualmente, as contas do Governador do Estado e do Tribunal de Contas do Estado; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 009, de 25/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - Escolher quatro membros do Tribunal de Contas do Estado; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 028, de 28/03/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - aprovar, previamente por voto nominal, após arguição pública, a escolha dos membros do Tribunal de Contas do Estado; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 035 de 12/12/2002)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - destituir do cargo de Procurador Geral de Justiça, por maioria absoluta e votação nominal, antes do término do mandato e em forma da Lei Complementar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - aprovar convênios intermunicipais para modificação de limites;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - solicitar a intervenção federal para garantir o livre exercício de suas atribuições;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - aprovar ou suspender a intervenção em município;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - suspender, no todo ou em parte, a execução de lei ou ato normativo estadual ou municipal, declarados inconstitucionais por decisão definitiva do Tribunal de Justiça, quando esta se limitar a texto da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ma/maranhao/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao-do-estado-do data-original-title='Constituição Estadual MA' data-id=848884>Constituição do Estado</a>;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - fiscalizar e controlar diretamente os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXI - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia do Estado em operações de crédito;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXII - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXIII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares, excetuadas as que se destinarem à reforma agrária;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 043 de 11/12/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXIV - mudar temporariamente sua sede;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXV - dispor sobre o sistema de previdência dos seus membros, autorizando convênios com outras entidades;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXVI - autorizar o Poder Executivo a realizar investimentos sob a forma de subscrição de ações de bancos oficiais, sociedades de economia mista e empresas estatais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos VIII e IX, funcionará, como presidente, o do Tribunal de Justiça, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos dos membros da Assembleia Legislativa, à perda do cargo, com inabilitação por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.<br /><br /><a name="artigo_32"><span class="label label-default">Art. 32.</span></a> A Assembleia Legislativa terá Comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma da lei e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Na constituição da Mesa Diretora da Assembleia e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares que participam da respectiva Casa, bem como a representação proporcional de cada sexo dos integrantes da Casa, assegurando, ao menos, uma vaga para cada sexo.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 22/12/2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Às Comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do Regimento Interno, a competência do Plenário, salvo se houver, para decisão deste, recurso de um décimo dos membros da Assembleia;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos das autoridades públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - apreciar planos de desenvolvimento e programas de obras do Estado, regionais ou metropolitanos, de aglomerações urbanas, regiões geoeconômicas e microrregiões, e sobre eles emitir parecer.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas mediante requerimento de um terço dos membros da Assembleia Legislativa, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.<br /><br /><a name="artigo_33"><span class="label label-default">Art. 33.</span></a> A Assembleia Legislativa, ou qualquer de suas Comissões, poderá convocar Secretário de Estado ou ocupante de cargo equivalente, oProcurador-Geral de Justiça, o Procurador-Geral do Estado, o DefensorPúblico-Geral do Estado e o Auditor-Geral do Estado, bem como dirigente de entidades da administração indireta para prestar, pessoalmente, informações sobre o assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 018, de 08/01/1996)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os Secretários de Estado e os ocupantes de cargos a eles equivalentes poderão comparecer à Assembleia Legislativa ou qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimento com a Mesa Diretora para expor assuntos relevantes de sua competência.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A Mesa Diretora poderá encaminhar pedidos escritos de informação aos Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente, importando crime de responsabilidade a recusa ou o não-atendimento no prazo de 30 (trinta) dias, bem como a prestação de informações falsas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /><a name="artigo_34"><span class="label label-default">Art. 34.</span></a> Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembleia serão tomadas por maioria simples, presente a maioria absoluta de seus membros.<br /><br /><a name="artigo_35"><span class="label label-default">Art. 35.</span></a> Durante o recesso parlamentar, haverá uma Comissão representativa da Assembleia Legislativa, eleita na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas no Regimento Interno, cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária.<br /><br /><a name="artigo_36"><span class="label label-default">Art. 36.</span></a> Os Deputados são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os Deputados, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Desde a expedição do diploma, os membros da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Assembleia Legislativa, para que, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, resolva sobre a prisão.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Recebida a denúncia contra Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Tribunal de Justiça do Estado dará ciência à Assembleia Legislativa, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria absoluta de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O pedido de sustação será apreciado no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º As imunidades dos Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante voto de dois terços dos membros da Assembleia Legislativa do Estado, nos casos de atos praticados fora do recinto do Poder Legislativo, que sejam incompatíveis com a execução da medida.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º Aplicam-se aos Deputados as demais regras da Constituição Federal sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda do mandato, impedimentos e incorporação às Forças Armadas, não incluídas nesta Constituição.<br />(*nova redação dada ao artigo, parágrafos e acréscimos dados pela Emenda Constitucional nº 039, de 13/03/2003.)<br /><br /><a name="artigo_37"><span class="label label-default">Art. 37.</span></a> O Deputado não poderá:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - desde a expedição do diploma:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que seja exoneráveis <i>ad nutum</i>, nas entidades constantes da alínea anterior.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - desde a posse:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) ser proprietário, controlar ou dirigir empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.<br /><br /><a name="artigo_38"><span class="label label-default">Art. 38.</span></a> Perderá o mandato o Deputado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das reuniões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Assembleia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º São incompatíveis com o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao Deputado e a percepção de vantagens indevidas, além dos casos definidos no Regimento Interno.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Assembleia Legislativa, por maioria absoluta e votação nominal, mediante provocação da Mesa ou de Partido Político representado na Assembleia Legislativa, assegurada ampla defesa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 035, de 12/12/2002)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de ofício, mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político com representação na Assembleia Legislativa, assegurada ampla defesa.<br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="#" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">038</a>, de 24/01/2003)<br /><br /><a name="artigo_39"><span class="label label-default">Art. 39.</span></a> Não perderá o mandato o Deputado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, de Secretário de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital, de Interventor Municipal ou Chefe de Missão Diplomática. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 016, de 14/12/1995)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - licenciado pela Assembleia Legislativa por motivo de doença, comprovada por perícia médica, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê - la se faltaram mais de quinze meses para o término do mandato.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado poderá optar pela remuneração do mandato.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii390401">Seção II<br ?/?> Do Processo Legislativo</span> </span><br /><br /><a name="artigo_40"><span class="label label-default">Art. 40.</span></a> O processo legislativo compreende a elaboração de: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="#" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">038</a>, de 24/01/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - emenda à Constituição; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="#" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">038</a>, de 24/01/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - leis complementares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - leis ordinárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - medidas provisórias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - decretos legislativos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - resoluções.<br /><br /><a name="artigo_41"><span class="label label-default">Art. 41.</span></a> A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - de um terço, no mínimo, dos membros da Assembleia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - do Governador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - de mais da metade das Câmaras Municipais do Estado, com a manifestação de cada uma delas por maioria relativa de seus membros.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - dos cidadãos, por iniciativa popular, exercida pela apresentação à Assembleia Legislativa de Projeto de Emenda à Constituição subscrito por, no mínimo, dois por cento do eleitorado estadual, distribuído em pelo menos dezoito por cento dos municípios, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles, estando as subscrições firmadas preferencialmente por meio eletrônico, conforme estabelecido em lei ordinária, e que deverá ser apreciada no prazo máximo de sessenta dias.(Acrescido pela Emenda Constitucional nº 082/2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A proposta será discutida e votada em dois turnos, considerando-seaprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos membros da Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A emenda à Constituição será promulgada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa, salvo se subscrita por mais de dois terços dos membros da Assembleia Legislativa.<br /><br /><a name="artigo_42"><span class="label label-default">Art. 42.</span></a> A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Procurador-Geral da Justiça e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Em caso de relevância e urgência o Governador do Estado poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato à Assembleia Legislativa, que estando em recesso, será convocada extraordinariamente no prazo de cinco dias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - relativa a:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o disposto no art. 138, § 3º;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - reservada a lei complementar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - já disciplinada em projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa e pendente de sanção ou veto do Governador do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º As medidas provisórias, ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia, desde a edição se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias, prorrogável, nos termos do § 8º, uma vez por igual período, devendo a Assembleia Legislativa disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas delas decorrentes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O prazo a que se refere o § 4º contar-se-á da publicação da medida provisória, suspendendo-se durante os períodos de recesso da Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A deliberação da Assembleia Legislativa sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação, entrará em regime de urgência, ficando sobrestadas, até que se ultime a votação, todas as demais deliberações legislativas que estiverem tramitando.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º Porrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que, no prazo de sessenta dias, contado de sua publicação, não tiver a sua votação encerrada na Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º Caberá a uma Comissão Especial da Assembleia examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer, antes de serem apreciadas em definitivo pela Assembleia Legislativa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 067, de 30/08/2013)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10 É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 11 Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 4º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 12 Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória, esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="#" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">038</a>, de 24/01/2003)<br /><br /><a name="artigo_43"><span class="label label-default">Art. 43.</span></a> São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - fixação e alteração dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - organização administrativa e orçamentária; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 068, de 30/08/2013)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado ou órgãos equivalentes e outros órgãos da administração pública estadual. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A iniciativa parlamentar sobre projetos envolvendo matéria tributária só será permitida a projetos dos quais não decorra renúncia de receita. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 68, de 30/08/2013)<br /><br /><a name="artigo_44"><span class="label label-default">Art. 44.</span></a> É garantida a participação popular nos atos decisórios dos Poderes Executivo e Legislativo, dentre outras formas, mediante plebiscito, referendo ou iniciativa popular.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembleia Legislativa de Projeto de Lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado estadual, distribuído por pelo menos dezoito por cento dos municípios, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles, e que deverá ser apreciado no prazo máximo de sessenta dias.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A Assembleia Legislativa e as Câmaras Municipais, no âmbito de suas competências, poderão promover consultas referendárias e plebiscitárias sobre atos, autorizações ou concessões do Poder Executivo e sobre matéria legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - As consultas referendárias e plebiscitárias serão formuladas em termos de aprovação ou rejeição dos atos, autorizações ou concessões do Poder Executivo, bem como do teor da matéria legislativa, ficando a respectiva tramitação sustada até que o resultado das urnas seja proclamado. (Vide Emenda Constitucional nº 041, de 01/04/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - O plebiscito e o referendo serão convocados mediante Decreto Legislativo editado através: de proposta de um terço, no mínimo, dos membros que compõem a Assembleia Legislativa ou as Câmaras Municipais; ou de iniciativa popular, sendo obrigatória, neste caso, a convocação do plebiscito ou referendo sempre que preenchido os requisitos constantes no § 1º deste artigo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - Aprovado o ato convocatório, o Presidente da Assembleia Legislativa ou da Câmara Municipal dará ciência à Justiça Eleitoral, a quem incumbirá, nos limites de sua circunscrição: fixar a data da consulta popular que não poderá ser superior a sessenta dias da proclamação do ato convocatório, salvo se houver coincidência com o período de propaganda eleitoral até a data das eleições que se realizarem; expedir instruções para a realização do plebiscito ou referendo; assegurar a gratuidade nos meios de comunicação de massa concessionários de serviços públicos, em âmbito local, aos partidos políticos e às frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil em torno da matéria em questão, para divulgação de seus postulados referentes ao tema sob consulta;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - O plebiscito ou referendo, convocado nos termos desta Constituição, será considerado aprovado ou rejeitado por maioria simples, com caráter vinculante em relação à matéria consultada, de acordo com o resultado homologado pela Justiça Eleitoral.<br /><br /><a name="artigo_45"><span class="label label-default">Art. 45.</span></a> Não será admitido aumento da despesa prevista:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, ressalvado o disposto no art. 137, parágrafo 3º e 4º desta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - nos projetos sobre organização administrativa da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público do Estado.<br /><br /><a name="artigo_46"><span class="label label-default">Art. 46.</span></a> O Governador do Estado poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Se a Assembleia Legislativa não se manifestar até em quarenta e cinco dias sobre a proposição será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos para que se ultime a votação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O prazo do parágrafo anterior não corre nos períodos de recesso.<br /><br /><a name="artigo_47"><span class="label label-default">Art. 47.</span></a> O projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa será enviado à sanção governamental. Se for considerado inconstitucional, no todo ou em parte, ou contrário ao interesse público, o Governador vetá-lo-á, total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contado da data do recebimento, e comunicará os motivos do veto ao Presidente da Assembleia Legislativa dentro de quarenta e oito horas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Governador do Estado importará sanção.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O veto será apreciado dentro de trinta dias a contar do seu recebimento, só podendo ser rejeitado pela maioria dos Deputados mediante votação nominal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 035, de 12/12/2002)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Se o veto não for mantido, será o projeto enviado ao Governador do Estado, para promulgação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 3º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Se nos casos dos parágrafos 2º e 4º a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Governador do Estado, a promulgação será feita pelo Presidente da Assembleia Legislativa ou, se este não o fizer, pelo Vice - Presidente, em igual prazo.<br /><br /><a name="artigo_48"><span class="label label-default">Art. 48.</span></a> A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de nova proposição, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Assembleia Legislativa<br /><br /><a name="artigo_49"><span class="label label-default">Art. 49.</span></a> As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii216754">Seção III<br ?/?> Da Fiscalização Financeira, Orçamentária, Operacional e Patrimonial</span> </span><br /><br /><a name="artigo_50"><span class="label label-default">Art. 50.</span></a> A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicações das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Assembleia Legislativa, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de cada Poder.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /><a name="artigo_51"><span class="label label-default">Art. 51.</span></a> O controle externo, a cargo da Assembleia Legislativa, será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado, mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar do seu recebimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público estadual, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público estadual, excetuadas as nomeações para provimento de cargos em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - realizar, por iniciativa própria, da Assembleia Legislativa, de comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem assim nas demais entidades referidas no inciso II;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Estado mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres a município e a entidades públicas ou privadas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - prestar as informações solicitadas pela Assembleia Legislativa ou por qualquer de suas Comissões sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial e, de igual modo, sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesas ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade e determinar a reposição integral, pelo responsável, dos valores devidos ao erário;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Assembleia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - fiscalizar a distribuição das quotas-partes pertencentes aos Municípios, provenientes do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação e do imposto sobre a propriedade de veículos automotores, instituídos e arrecadados pelo Estado, promovendo a publicação oficial dos índices e valores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição, especificamente o disposto no Art. 172, incisos I a XI, e seus parágrafos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pela Assembleia Legislativa que, de imediato, solicitará as medidas cabíveis ao Poder Executivo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se a Assembleia Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A decisão do Tribunal de Contas de que resulte imputação de débito ou multa terá eficácia de título executivo, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O Tribunal de Contas encaminhará à Assembleia Legislativa, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades.<br /><br /><a name="artigo_52"><span class="label label-default">Art. 52.</span></a> O Tribunal de Contas do Estado, integrado por sete Conselheiros, tem sede na capital do Estado, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território estadual, e exerce, no que couber, as atribuições previstas no art. 76 desta Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - idoneidade moral e reputação ilibada;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão escolhidos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Três pelo Governador, com aprovação da Assembleia Legislativa, o primeiro deles de livre escolha e os outros dois, alternadamente entre Auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, por este indicado em lista tríplices segundo os critérios de antiguidade e merecimento. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 028 de 28/03/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - quatro pela Assembleia Legislativa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 028, de 28/03/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os membros do Tribunal de Contas do Estado serão nomeados: (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 032, de 14/12/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - O primeiro por livre escolha do Governador, com aprovação da Assembleia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - O segundo, o terceiro e o quarto mediante escolha da Assembleia Legislativa; (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 032, de 14/12/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o quinto por escolha do Governador, com a aprovação da Assembleia Legislativa, dentre os Auditores do quadro de pessoal do Tribunal de Contas do Estado, por este indicado mediante uma lista tríplice segundo os critérios de antiguidade e merecimento; (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 032, de 14/12/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - O sexto mediante escolha da Assembleia Legislativa; (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 032, de 14/12/2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - o sétimo por escolha do Governador, com aprovação da Assembleia Legislativa, dentre os membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, por este indicado mediante uma lista tríplice segundo os critérios de antiguidade e merecimento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40 da Constituição Federal.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O Auditor, quando em substituição a Conselheiro, terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de Juiz de Direito de última entrância. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /><a name="artigo_53"><span class="label label-default">Art. 53.</span></a> Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial, nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade, ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As contas do Estado permanecerão, durante trinta dias, na Assembleia Legislativa, à disposição de qualquer contribuinte, antes da votação, para exame, na forma da lei.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii444486">CAPÍTULO II<br ?/?> DO PODER EXECUTIVO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i344439">Seção I<br ?/?> Do Governador e do Vice-governador do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_54"><span class="label label-default">Art. 54.</span></a> O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado, auxiliado pelos Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os cargos equivalentes ao de Secretário de Estado são os definidos em lei. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /><a name="artigo_55"><span class="label label-default">Art. 55.</span></a> A eleição do Governador e do Vice-Governador será feita simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato vigente, por sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A eleição do Governador do Estado importará a do Vice-Governador com ele registrado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O mandato do Governador do Estado é de quatro anos e terá início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_56"><span class="label label-default">Art. 56.</span></a> São condições de elegibilidade do Governador e do Vice-Governadordo Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nacionalidade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o pleno exercício dos direitos políticos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o domicílio eleitoral na circunscrição do Estado pelo prazo estabelecido em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a filiação partidária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a idade mínima de trinta anos.<br /><br /><a name="artigo_57"><span class="label label-default">Art. 57.</span></a> Será considerado eleito Governador do Estado o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois candidatos mais votados, considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se, antes de realizado do segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato, com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.<br /><br /><a name="artigo_58"><span class="label label-default">Art. 58.</span></a> O Governador e Vice-Governador do Estado tomarão posse em sessão solene da Assembleia Legislativa, com o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo do Maranhão.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou Vice-Governador do Estado, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.<br /><br /><a name="artigo_59"><span class="label label-default">Art. 59.</span></a> Substituirá o Governador, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á no de vaga, o Vice-Governador.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Vice-Governador, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Governador, sempre que for por ele convocado para missões especiais, inclusive para o exercício da função de Secretário de Estado ou de cargo equivalente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Não perderá o mandato o Vice-Governador investido no cargo de<br />Secretário de Estado ou equivalente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Fica ressalvado da vedação expressa no artigo 37, inciso I, alínea "b", oVice-Governador quando no exercício do cargo de Secretário de Estado ou equivalente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Na hipótese de substituição do Governador, o Vice-Governador investido no cargo de Secretário ou equivalente deverá dele se afastar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_60"><span class="label label-default">Art. 60.</span></a> Em casos de impedimento do Governador e do Vice-Governador do Estado, ou de vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício do Poder Executivo o Presidente da Assembleia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça.<br /><br /><a name="artigo_61"><span class="label label-default">Art. 61.</span></a> Vagando os cargos de Governador e de Vice-Governador do Estado, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Ocorrendo a vacância nos dois últimos anos do período governamental, a eleição para ambos será feita trinta dias depois da última vaga, pela Assembleia Legislativa, por voto nominal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 035, de 12/12/2002)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.<br /><br /><a name="artigo_62"><span class="label label-default">Art. 62.</span></a> O Governador residirá na capital do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Governador e o Vice-Governador não poderão, sem licença da Assembleia Legislativa, ausentar-se do País ou do Estado, por período superior a quinze dias.<br /><br /><a name="artigo_63"><span class="label label-default">Art. 63.</span></a> Aplicam-se ao Governador e ao Vice-Governador, no que couber, as proibições e impedimentos estabelecidos para os Deputados Estaduais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Perderá o mandato o Governador que assumir cargo ou funções na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público, observado o disposto no art. 20, I, IV e V desta Constituição.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii443483">Seção II<br ?/?> Das Atribuições do Governador do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_64"><span class="label label-default">Art. 64.</span></a> Compete, privativamente, ao Governador do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nomear e exonerar os Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente, o Procurador-Geral do Estado, o Defensor Público-Geral do Estado, o Auditor-Geral do Estado e o Comandante-Geral da Policia Militar do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - sancionar promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração do Estado na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - decretar e executar a intervenção nos Municípios, na forma desta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - remeter mensagem e plano de governo à Assembleia Legislativa por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Estado e solicitando as providências que julgar necessárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - nomear o Procurador-Geral da Justiça e o Defensor Público-Geral do Estado, dentre os indicados em lista tríplice, composta, na forma desta Constituição, de integrantes da carreira, respectivamente, do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - nomear, observado o disposto no Art. 52, § 1º desta Constituição, os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - exercer o comando superior da Polícia Militar, promover seus oficiais enomeá-los para os cargos que lhes são privativos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - nomear os membros do Tribunal de Justiça na hipótese do art. 77, parágrafo único, desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - enviar à Assembleia Legislativa o plano plurianual de investimentos, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstas nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - encaminhar, anualmente, à Assembleia Legislativa, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, a prestação de contas referente ao exercício anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - prover e extinguir os cargos públicos estaduais, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 42, § 1º da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ma/maranhao/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao-do-estado-do data-original-title='Constituição Estadual MA' data-id=848884>Constituição do Estado</a>;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - exercer as demais atribuições previstas nesta Constituição. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="#" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">038</a>, de 24/01/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Governador do Estado poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos V e XV, primeira parte, aos Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente, Procurador-Geral do Estado, Auditoria-Geral do Estado e Defensor Público-Geral do Estado, que observarão os seguintes limites traçados nas respectivas delegações. (Redação alterada pela Emenda Constitucional nº 024 de 23/11/1999)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii589865">Seção III<br ?/?> Da Responsabilidade do Governador do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_65"><span class="label label-default">Art. 65.</span></a> São crimes de responsabilidade os atos do Governador do Estado que atentarem contra a Constituição Federal, esta Constituição e, especialmente, contra:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a existência da União ou dos Municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a segurança interna do País ou do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a probidade na administração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a lei orçamentária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O processo e julgamento, bem como a definição desses crimes, são os estabelecidos em lei federal.<br /><br /><a name="artigo_66"><span class="label label-default">Art. 66.</span></a> Admitida a acusação pelo voto de dois terços dos Deputados, o Governador do Estado será submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça, nas infrações penais comuns, ou perante a Assembleia Legislativa, nos crimes de responsabilidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Governador ficará suspenso de suas funções:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa crime pelo Superior Tribunal de Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Governador, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - praticar os Atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas pelo Governador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - propor ao Governador, anualmente, o orçamento de sua pasta;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - delegar suas atribuições a seus subordinados por ato expresso.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii721054">CAPÍTULO III<br ?/?> DO PODER JUDICIÁRIO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i935025">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv475234">Seção IV<br ?/?> Dos Secretários de Estado ou Ocupantes de Cargos Equivalentes (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)</span> </span><br /><br /><a name="artigo_68"><span class="label label-default">Art. 68.</span></a> Os Secretários de Estados ou ocupante de cargo equivalente serão escolhidos dentre brasileiros maiores de dezoito anos e no exercício dos direitos políticos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /><a name="artigo_69"><span class="label label-default">Art. 69.</span></a> Compete aos Secretários de Estado ou ocupante de cargo equivalente, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração estadual na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Governador;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - apresentar ao Governador do Estado relatório anual dos serviços realizados na Secretaria;<br /><br /><a name="artigo_70"><span class="label label-default">Art. 70.</span></a> Os Secretários de Estado ou ocupantes de cargo equivalente, nos crimes comuns e nos crimes de responsabilidade, serão julgados pelo Tribunal de Justiça. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /><a name="artigo_71"><span class="label label-default">Art. 71.</span></a> São Órgãos do Poder Judiciário:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o Tribunal de Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o Conselho de Justiça Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os Tribunais do Júri;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - os Juízes de Direito;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - os Juizados Especiais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - os Juízes de Paz.<br /><br /><a name="artigo_72"><span class="label label-default">Art. 72.</span></a> Lei complementar de iniciativa do Tribunal de Justiça disporá sobre a organização judiciária do Estado, observados os seguintes princípios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, mediante concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - previsão de cursos oficiais de preparação, aperfeiçoamento e promoção de magistrados, constituindo etapa obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso oficial ou reconhecido por escola de formação e aperfeiçoamento de magistrados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - exigência do bacharel em direito, para ingresso na carreira, de, no mínimo, três anos de atividade jurídica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antiguidade e merecimento, observados os seguintes critérios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) é obrigatória a promoção de juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade, presteza e segurança no exercício da jurisdição e pela frequência e aproveitamento em cursos reconhecidos de aperfeiçoamento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) na apuração de antiguidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo - se a votação até fixar-se a indicação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - o acesso ao Tribunal de Justiça far-se-á por antiguidade e merecimento, alternadamente, apurados na última ou única entrância;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - o subsídio dos magistrados estaduais será fixado com uma diferença não superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento de uma categoria para outra da carreira, não podendo exceder, a qualquer título, o dos membros do Tribunal de Justiça, nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores, obedecido, em qualquer caso, o disposto nos arts. 37, XI; 39, § 4º e 93 da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - os proventos dos magistrados na inatividade serão pagos na mesma data e revistos segundo os mesmos índices dos magistrados em atividade, observado o disposto no art. 22, § 2º desta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - A aposentadoria será compulsória aos setenta e cinco anos de idade ou por invalidez comprovada, e facultativa aos trinta e cinco anos de serviço público, em todos esses casos com vencimentos integrais, após cinco anos de efetivo exercício na judicatura. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 26/10/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - o ato de remoção, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas, sendo as de natureza disciplinar tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - o Juiz de Direito residirá na sede da comarca de que seja titular, salvo autorização do Tribunal, constituindo falta grave a violação deste preceito;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - a criação e a classificação de comarcas obedecerão a critérios estabelecidos na lei, tendo por base a população, o movimento forense, a receita tributária e as condições locais de acesso;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - nenhuma comarca terá mais de cinco termos judiciários, inclusive o da sede;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 022, de 07/05/1997)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - o número de cartórios extrajudiciais será fixado em lei complementar, respeitados os seguintes critérios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) a Capital do Estado e as cidades com mais de quinhentos mil habitantes serão divididas, no mínimo, em duas zonas judiciais, cada uma delas com dois cartórios de registro civil, dois cartórios de notas, um cartório geral de imóveis e hipotecas, um cartório de protestos de letras e outros títulos, além de um cartório de registro de títulos e documentos e das pessoas jurídicas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) nos termos judiciários que não forem sede de comarca haverá um mínimo de dois cartórios;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) no termo-sede das comarcas de primeira e segunda entrâncias haverá pelo menos dois cartórios;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) no termo-sede das comarcas de terceira e quarta entrância, haverá pelo menos três cartórios, obedecido, quando for o caso, o disposto na letra a deste artigo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - a distribuição de processos será imediata, em todos os graus de jurisdição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá, no que couber, ao disposto nas alíneas "a", "b", "c" e "e" do inciso IV. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_73"><span class="label label-default">Art. 73.</span></a> O Tribunal de Justiça poderá designar juiz itinerante para questões de atentados graves ao meio ambiente, auxílio em comarcas com serviços congestionados ou desprovidos de titulares, por tempo determinado.<br /><br /><a name="artigo_74"><span class="label label-default">Art. 74.</span></a> Os magistrados gozam das seguintes garantias, na forma da Constituição Federal:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 72, IX;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI; 39, § 4º; 150, II; 153, III e 153, § 2º, I da Constituição Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_75"><span class="label label-default">Art. 75.</span></a> Aos magistrados é vedado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - dedicar-se a atividade político-partidária.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_76"><span class="label label-default">Art. 76.</span></a> Compete privativamente ao Tribunal de Justiça:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - eleger os seus órgãos diretivos, elaborar o regimento interno e dispor sobre a competência administrativa e jurisdicional desses órgãos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - organizar as secretarias e serviços auxiliares do Tribunal e os dos juízes que lhe forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correcional respectiva;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - propor a criação de comarcas e varas judiciárias, a alteração do número de seus membros e dos magistrados de carreira, a fixação dos respectivos vencimentos e a criação e extinção de cargos; (Redação dade pela Emenda Constitucional nº 001 de 11/12/1989)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - prover, na forma desta Constituição:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) os cargos de Juiz de carreira;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) os cargos necessários à administração da Justiça, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, exceto os de confiança, assim definidos em lei;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) propor ao Poder Legislativo a alteração da organização e divisão judiciária do Estado.<br /><br /><a name="artigo_77"><span class="label label-default">Art. 77.</span></a> Um quinto dos lugares do Tribunal de Justiça será composto de membros do Ministério Público e de advogados de notório saber jurídico e ilibada reputação, com mais de dez anos de carreira ou de eletiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Recebida a indicação, o Tribunal de Justiça formará lista tríplice, que enviará ao Governador do Estado para a nomeação de um dos indicados, nos vinte dias subsequentes.<br /><br /><a name="artigo_78"><span class="label label-default">Art. 78.</span></a> Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira, sendo a ele assegurados recursos suficientes para manutenção, expansão e aperfeiçoamento de suas atividades jurisdicionais, visando ao acesso de todos à Justiça.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Tribunal de Justiça elaborará, junto com os demais Poderes, a sua proposta de orçamento dentre dos limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias.<br /><br /><a name="artigo_79"><span class="label label-default">Art. 79.</span></a> A exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos pela Fazenda Estadual ou Municipal, em razão de sentença judiciária, far-se-ão na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento dos seus débitos decorrentes de sentença judiciária e constantes de precatórios apresentados até o dia primeiro de julho, data em que terão atualizados os seus valores. O pagamento far-se-á, obrigatoriamente, até o final do exercício seguinte.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados ao Poder Judiciário, recolhendo-se as importâncias respectivas à repartição competente, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda determinar o pagamento segundo possibilidades de depósito, e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência, o sequestro da quantia necessária à satisfação do débito.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez, fundadas na responsabilidade civil, em virtude de sentença transitada em julgado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O disposto no "caput" deste artigo, relativamente à expedição dos precatórios, não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Estadual ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º São vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago, bem como fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução, a fim de que seu pagamento não se faça, em parte, na forma estabelecida no § 4º deste artigo e, em parte, mediante expedição de precatório. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 4º deste artigo, segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii388987">Seção II<br ?/?> Do Tribunal de Justiça</span> </span><br /><br /><a name="artigo_80"><span class="label label-default">Art. 80.</span></a> O Tribunal de Justiça, órgão superior do Poder Judiciário do Estado, com jurisdição em todo o seu território e sede na Capital, compõe-se de Desembargadores em número fixado por lei complementar de sua iniciativa e com competência definida nesta Constituição e na legislação pertinente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)(Vide Ação Direta de Inconstitucionalidade 366-6/600 julgada procedente pelo STF, que declarou inconstitucional a palavra "vinte e um", constante neste artigo)<br /><br /><a name="artigo_81"><span class="label label-default">Art. 81.</span></a> Compete ao Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, em face desta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - os Deputados Estaduais, os Secretários de Estado ou ocupantes de cargos equivalentes, os Procuradores-Gerais de Justiça e do Estado, o DefensorPúblico-Geral do Estado, o Auditor-Geral do Estado e os membros do Ministério Público nos crimes comuns e de responsabilidade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - os Prefeitos, nos crimes comuns;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os Juízes do Tribunal de Alçada, Juízes de Direito, os membros do Ministério Público, das Procuradorias Gerais do Estado, da Assembleia Legislativa e da Defensoria Pública e os Delegados de Polícia, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral; (Redação da Emenda Constitucional nº 34, de 29/08/2001).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - o habeas corpus quando forem pacientes quaisquer das pessoas referidas nos incisos anteriores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - o habeas corpus e o mandado de segurança contra atos do Governador do Estado, da Mesa da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas do Estado dos Procuradores-Gerais, dos Secretários de Estado e do próprio Tribunal de Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o mandado de injunção, quando a elaboração da norma reguladora for atribuição de órgão ou entidade ou autoridade estadual, da administração direta e indireta, ou do próprio Tribunal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - as execuções de sentença, nas causas de sua competência originária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - os conflitos de jurisdição entre os magistrados de entrância e os conflitos de atribuições entre autoridades judiciárias e administrativas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - a representação do Procurador-Geral da Justiça que tenha por objetivo a intervenção em município;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - julgar, em grau de recurso, as causas decididas em primeira instância;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - solicitar intervenção no Estado e nos Municípios, nos casos previstos nesta Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - julgar ações rescisórias e as revisões criminais em processos de sua competência;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - exercer todas as demais atribuições previstas em lei.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii869664">Seção III<br ?/?> Do Tribunal de Alçada</span> </span><br /><br /><a name="artigo_82"><span class="label label-default">Art. 82.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /><a name="artigo_83"><span class="label label-default">Art. 83.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /><a name="artigo_84"><span class="label label-default">Art. 84.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv244541">Seção IV<br ?/?> Da Justiça Militar</span> </span><br /><br /><a name="artigo_85"><span class="label label-default">Art. 85.</span></a> A Justiça Militar é constituída, em primeiro grau, pelo Conselho de Justiça e, em segundo, pelo Tribunal de Justiça.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Juiz Auditor goza de direitos, vantagens e vencimentos, com as mesmas vedações, dos Juízes de Direito.<br /><br /><a name="artigo_86"><span class="label label-default">Art. 86.</span></a> Compete à Justiça Militar processar e julgar os policiais militares e bombeiros militares, nos crimes militares definidos em lei.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_v827540">Seção V<br ?/?> Dos Tribunais do Júri</span> </span><br /><br /><a name="artigo_87"><span class="label label-default">Art. 87.</span></a> Em cada comarca funcionará pelo menos um Tribunal do Júri, com a composição e organização que a lei federal determinar, assegurado o sigilo das votações, a plenitude da defesa e a soberania dos veredictos.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vi549791">Seção VI<br ?/?> Dos Juízes de Direito</span> </span><br /><br /><a name="artigo_88"><span class="label label-default">Art. 88.</span></a> Os Juízes de Direito, que exercem a jurisdição estadual de primeiro grau, integram a carreira da magistratura nas comarcas e juízos e têm a sua competência definida na Lei de Organização Judiciária;<br /><br /><a name="artigo_89"><span class="label label-default">Art. 89.</span></a> Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça designará Juízes de entrância especial ou de última entrância, com a competência exclusiva para questões agrárias.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vii378773">Seção VII<br ?/?> Dos Juizados Especiais de Pequenas Causas e da Justiça de Paz</span> </span><br /><br /><a name="artigo_90"><span class="label label-default">Art. 90.</span></a> A competência, composição e processo dos Juizados Especiais de Pequenas Causas serão determinadas na Lei de Organização Judiciária, observado o disposto nos arts. 24, X e 98, I, da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_91"><span class="label label-default">Art. 91.</span></a> A Justiça de Paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência, na forma da lei, para celebrar casamentos, processos de habilitação e atribuições conciliatórias, será definida na Lei de Organização Judiciária.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_viii569718">Seção VIII<br ?/?> Da Declaração de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Inconstitucionalidade</span> </span><br /><br /><a name="artigo_92"><span class="label label-default">Art. 92.</span></a> São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, em face desta Constituição:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o Governador do Estado e a Mesa da Assembleia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o Procurador-Geral do Estado e o Procurador-Geral da Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o Prefeito Municipal e a Mesa da Câmara de Vereadores do respectivo Município;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - as federações sindicais, as entidades de classe de âmbito estadual ou municipal e os conselhos regionais de representação profissional legalmente instituídos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - os partidos políticos com representação, na Assembleia Legislativa ou, quando for o caso, nas Câmaras Municipais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Procurador-Geral da Justiça deverá ser previamente ouvido nas ações diretas de inconstitucionalidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Declarada a inconstitucionalidade, a decisão será comunicada à Assembleia Legislativa ou à Câmara de Vereadores.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Declarada a inconstitucionalidade, por omissão de medida para tornar efetiva norma desta Constituição, a decisão será comunicada ao poder competente para adoção das providências necessárias à prática do ato ou início do processo legislativo, e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Na ação de inconstitucionalidade de norma legal ou ato normativo, em tese, a citação será feita ao Procurador-Geral do Estado, ou, se for o caso, ao representante legal do Município, que defenderá o ato ou o texto impugnado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo estadual, citará previamente o Procurador-Geral do Estado e o Procurador-Geral da Assembleia Legislativa, que defenderão o ato ou texto impugnado, ou, no caso de norma legal ou ato normativo municipal, o Prefeito e o Presidente da Câmara, para a mesma finalidade.(Redação dada pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 085/2019)<br /><br /><a name="artigo_93"><span class="label label-default">Art. 93.</span></a> Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros poderá o Tribunal declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iv986449">CAPÍTULO IV<br ?/?> DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i940797">Seção I<br ?/?> Do Ministério Público</span> </span><br /><br /><a name="artigo_94"><span class="label label-default">Art. 94.</span></a> O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-Ihe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ao Ministério Público, com autonomia administrativa e funcional, compete:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus serviços auxiliares e Cargos, bem como o provimento destes por concurso público de provas e títulos, nos limites de despesa estabelecidos nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - participar dos colegiados deliberativos dos organismos estatais afetos a sua área de atuação, como a defesa do meio ambiente, do consumidor; de política penal e penitenciária.<br /><br /><a name="artigo_95"><span class="label label-default">Art. 95.</span></a> O Ministério Público elaborará a sua proposta orçamentária dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentárias, que submeterá à Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O controle externo da utilização dos recursos orçamentários do Ministério Público será exercido pela Assembleia Legislativa, e o interno, na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do caput deste artigo.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo com os limites estipulados na forma do caput deste artigo, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_96"><span class="label label-default">Art. 96.</span></a> Lei complementar de iniciativa facultada ao Procurador-Geral da Justiça estabelecerá a organização, as atribuições e o Estatuto do Ministério Público Estadual, observadas, relativamente a seus membros:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - as seguintes garantias:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI; 150, II; 153, III e 153, § 2º, I da Constituição Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as seguintes vedações:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) receber, a qualquer título ou sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) exercer a advocacia;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) participar de sociedade comercial, na forma da lei;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) exercer atividade político-partidária; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) exercer a advocacia no juízo ou tribunal perante o qual atuavam, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.<br /><br /><a name="artigo_97"><span class="label label-default">Art. 97.</span></a> Os membros do Ministério Público em exercício elegerão lista tríplice dentre os integrantes da carreira em atividade e com mais de dez anos de exercício funcional, para a escolha e nomeação do Procurador-Geral, pelo Governador do Estado, com mandato de dois anos, permitida a recondução, observada a mesma forma de indicação.<br /><br /><a name="artigo_98"><span class="label label-default">Art. 98.</span></a> São funções institucionais do Ministério Público:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - promover, privativamente, a ação penal pública na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, do consumidor e de outros interesses difusos e coletivos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção do Estado nos Municípios, nos casos previstos nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A legitimação do Ministério Público para as ações previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto na lei e na Constituição.<br /><br /><a name="artigo_99"><span class="label label-default">Art. 99.</span></a> O ingresso na carreira do Ministério Público far-se-á mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e observada, nas nomeações, a ordem de classificação.<br /><br /><a name="artigo_100"><span class="label label-default">Art. 100.</span></a> As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os membros do Ministério Público deverão, obrigatoriamente, residir na Comarca da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da Instituição.<br /><br /><a name="artigo_101"><span class="label label-default">Art. 101.</span></a> Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no art. 72, incisos IV e VIII.<br /><br /><a name="artigo_102"><span class="label label-default">Art. 102.</span></a> Os membros do Ministério Público junto à Justiça Militar integram o quadro único do Ministério Público Estadual.<br /><br /><a name="artigo_102-A"><span class="label label-default">Art. 102-A</span></a> O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas é essencial à função de controle externo exercida pelo Estado, aplicando-se aos seus membros as disposições desta seção pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, aplicam-se os princípios institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional.<br />(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas formarão lista tríplice dentre seus integrantes, na forma da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Tribunal, para escolha de seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Governador do Estado, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.<br />(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Chefe do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas é o seuProcurador-Geral, que tem tratamento protocolar, direitos e prerrogativas correspondentes aos de cargo de Conselheiro do Tribunal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Aos Membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, são asseguradas as mesmas garantias, prerrogativas e impedimentos dos Procuradores de Justiça. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º As atribuições do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas serão estabelecidas na <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Tribunal. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii53285">Seção II<br ?/?> Da Procuradoria Geral do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_103"><span class="label label-default">Art. 103.</span></a> A Procuradoria Geral do Estado, com quadro próprio de pessoal, é a instituição que representa o Estado judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e o assessoramento jurídico do Poder Executivo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A Procuradoria Geral do Estado tem por chefe o Procurador - Geral do Estado, de livre nomeação do Governador, dentre membros integrantes da carreira de Procurador do Estado do Maranhão, de notório saber jurídico e reputação ilibada, com no mínimo trinta anos de idade". (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 069, de 12/02/2014)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O ingresso na classe inicial da carreira de Procurador far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.<br /><br /><a name="artigo_104"><span class="label label-default">Art. 104.</span></a> Além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei, à Procuradoria Geral do Estado compete, especialmente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a unificação da jurisprudência administrativa do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a realização de processos administrativos disciplinares nos casos previstos em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a representação dos interesses da administração pública estadual perante o Tribunal de Contas do Estado.<br /><br /><a name="artigo_104-A"><span class="label label-default">Art. 104-A</span></a> No processo judicial que versar sobre ato praticado pelo Poder Legislativo ou por sua administração, a representação do Estado incumbe ao Procurador-Geral da Assembleia Legislativa, na forma do art.28A desta Constituição.(Acrescentado pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 085/2019)<br /><br /><a name="artigo_105"><span class="label label-default">Art. 105.</span></a> As atividades da Procuradoria Geral do Estado serão exercidas exclusivamente por seus Procuradores, organizados em carreira e regidos por estatuto próprio.<br /><br /><a name="artigo_106"><span class="label label-default">Art. 106.</span></a> É assegurado aos Procuradores do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - irredutibilidade de vencimentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - aposentadoria, com proventos integrais, compulsória por invalidez, ou aos setenta anos de idade, e, facultativamente a pedido, aos trinta e cinco anos de serviço, após cinco anos de efetivo exercício nas funções de Procurador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - independência funcional e estabilidade, após três anos de exercício do cargo, não podendo ser demitido senão por sentença judicial ou em virtude de processo administrativo, facultada ampla defesa.<br /><br /><a name="artigo_107"><span class="label label-default">Art. 107.</span></a> O Procurador-Geral e os Procuradores do Estado poderão requisitar a qualquer autoridade ou órgão da administração pública informações, esclarecimentos e diligências que entenderem necessários ao fiel cumprimento de suas funções.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Sem prévia autorização do Governador do Estado, na forma da lei, o Procurador-Geral e os Procuradores do Estado não poderão praticar atos de processo que importem confissão, reconhecimento de procedência de pedido, transação, desistência, renúncia ao direito sobre o qual se funda a ação, recebimento de valores e compromisso.<br /><br /><a name="artigo_108"><span class="label label-default">Art. 108.</span></a> A remuneração do Procurador-Geral do Estado não poderá ser inferior à que percebe o Secretário de Estado ou ocupante de cargo equivalente, asseguradas, em relação a estes, as mesmas prerrogativas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii102225">Seção III<br ?/?> Da Defensoria Pública</span> </span><br /><br /><a name="artigo_109"><span class="label label-default">Art. 109.</span></a> A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado e incumbi-lhe a assistência jurídica integral e gratuita, bem como a representação judicial em todas as esferas e instâncias daqueles que, na forma da lei, sejam considerados necessitados.<br /><br /><a name="artigo_110"><span class="label label-default">Art. 110.</span></a> A Defensoria Pública tem como chefe o Defensor Público - Geral, nomeado pelo Governador do Estado, dentre os integrantes da carreira maiores de 30 (trinta) anos, escolhidos em lista tríplice, mediante eleição de todos os membros da carreira da Defensoria Pública, para mandato de dois anos, permitida uma recondução, e a ele são assegurados os mesmos direitos, prerrogativas e vencimentos de Secretário do Estado ou ocupante de cargo equivalente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Defensor Público-Geral somente poderá ser exonerado, de ofício, antes do término do seu mandato, pela deliberação da maioria absoluta da Assembleia Legislativa, na forma da lei complementar respectiva. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /><a name="artigo_111"><span class="label label-default">Art. 111.</span></a> A lei disporá sobre a estrutura, funcionamento e competência da Defensoria Pública, observado o disposto na Constituição Federal e nas normas gerais prescritas por lei complementar federal, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e o provimento dos cargos de carreira, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 058, de 04/12/2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. À Defensoria Pública é assegurada autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º, da Constituição Federal.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_v489238">TÍTULO V<br ?/?> DA DEFESA DO ESTADO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_unico575624">CAPÍTULO ÚNICO<br ?/?> DA SEGURANÇA PÚBLICA </span><br /></span><br /><a name="artigo_112"><span class="label label-default">Art. 112.</span></a> A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida com vistas à preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio pelos seguintes órgãos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Policia Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Polícia Civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 021, de 13/12/1996)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - Polícia Penal; (acrescido pela EMENDA CONSTITUCIONAL nº 89 de 10 de Dezembro de 2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O sistema de segurança pública de que trata este artigosubordina-se ao Governador do Estado.<br /><br /><a name="artigo_113"><span class="label label-default">Art. 113.</span></a> Ao órgão central do Sistema de Segurança Pública cabe a organização e coordenação dos órgãos responsáveis pela segurança pública, para garantir a eficiência deles.<br /><br /><a name="artigo_113"><span class="label label-default">Art. 113.</span></a> Ao órgão central do Sistema de Segurança cabe a organização cabe a organização e coordenação da Polícia Civil, Polícia Militar, e Corpo de Bombeiros Militar, garantindo a eficiência destes" (N.R.) (alterado pela EMENDA CONSTITUCIONAL nº 89 de 10 de Dezembro de 2020)<br /><br /><a name="artigo_113-A"><span class="label label-default">Art. 113-A</span></a> Ao órgão central da Administração Penitenciária do Estado do Maranhão cabe a organização e coordenação da Polícia Penal. (N.R.) (acrescido pela EMENDA CONSTITUCIONAL nº 89 de 10 de Dezembro de 2020)<br /><br /><a name="artigo_114"><span class="label label-default">Art. 114.</span></a> A Polícia Militar, organizada com base na hierarquia e disciplina, força auxiliar e reserva do Exército, será regida por lei especial, competindo-lhe o policiamento ostensivo, a segurança do trânsito urbano e rodoviário, de florestas e mananciais e as relacionadas com a prevenção, preservação e restauração da ordem pública.<br /><br /><a name="artigo_115"><span class="label label-default">Art. 115.</span></a> A Polícia Civil, dirigida por Delegado de Polícia de carreira, incumbe as funções de policia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O cargo de Delegado de Polícia Civil integra as carreiras jurídicas do Estado. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 065, de 23/12/2011).<br /><br /><a name="artigo_116"><span class="label label-default">Art. 116.</span></a> O Corpo de Bombeiros Militar, órgão central do sistema de defesa civil do Estado, será estruturado por lei especial e tem as seguintes atribuições: (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 025, de 23/11/1999).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - estabelecer e executar a política estadual de defesa civil, articulada com o sistema nacional de defesa civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - estabelecer e executar as medidas de prevenção e combate a incêndio. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 025, de 23/11/1999).<br /><br /><a name="artigo_116-A"><span class="label label-default">Art. 116-A</span></a> À Polícia Penal, vinculada ao órgão gestor do sistema penitenciário estadual, incumbe a promoção da segurança dos estabelecimentos penais. (N.R.) (acrescido pela EMENDA CONSTITUCIONAL nº 89 de 10 de Dezembro de 2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Compete ao Poder Executivo a definição, em lei específica, das demais atribuições da Polícia Penal necessárias à garantia da eficiência no cumprimento de sua missão institucional." (N.R.) (acrescido pela EMENDA CONSTITUCIONAL nº 89 de 10 de Dezembro de 2020)<br /><br /><a name="artigo_117"><span class="label label-default">Art. 117.</span></a> Os Municípios poderão instituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://www.leismunicipais.com.br>lei municipal</a>, observadas as normas gerais estabelecidas nas legislações federal e estadual.<br /><br /><a name="artigo_118"><span class="label label-default">Art. 118.</span></a> O exercício da função policial é privativo do policial de carreira, recrutado exclusivamente por concurso público de provas e submetido a curso de formação policial.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os integrantes dos serviços policiais serão reavaliados periodicamente, com aferição de suas condições para o exercício do cargo, na forma da lei.<br /><br /><a name="artigo_119"><span class="label label-default">Art. 119.</span></a> Os estabelecimentos beneficiários de segurança e vigilância especializadas, cujas atividades implicam riscos extraordinários, sobrecarga da atividade policial em detrimento dos demais administrados, ressarcirão o erário, na forma da lei, proporcionalmente ao que exceder da normalidade do serviço.<br /><br /><a name="artigo_120"><span class="label label-default">Art. 120.</span></a> Para atuar em colaboração com organismos federais, mediante o recebimento de assistência técnica, operacional e financeira, poderá haver órgão especializado para prevenir e reprimir o tráfico, a posse e a facilitação do uso de entorpecentes e tóxicos.<br /><br /><a name="artigo_121"><span class="label label-default">Art. 121.</span></a> A pesquisa e a investigação científica aplicadas, a especialização e o aprimoramento de policiais integrantes do sistema de segurança pública poderão contar com cooperação das Universidades, por meio de convênios.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_vi864380">TÍTULO VI<br ?/?> DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i740303">CAPÍTULO I<br ?/?> DO SISTEMA TRIBUTÁRIO ESTADUAL </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i819547">Seção I<br ?/?> Dos Princípios Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_122"><span class="label label-default">Art. 122.</span></a> O Estado e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - impostos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - taxas, em razão do exercício do poder de Polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º É vedado ao Estado e aos Municípios renunciar à receita e conceder isenções e anistia sem interesse público justificado.<br /><br /><a name="artigo_123"><span class="label label-default">Art. 123.</span></a> O Estado e os Municípios poderão instituir contribuições, cobradas de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistema de previdência e assistência social.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii154391">Seção II<br ?/?> Das Limitações do Poder de Tributar</span> </span><br /><br /><a name="artigo_124"><span class="label label-default">Art. 124.</span></a> Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Estado e aos Municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - cobrar tributos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada lei que os houver instituído ou aumentado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - utilizar tributo com efeito de confisco;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - instituir impostos sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) patrimônio, renda ou serviços uns dos outros;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) templos de qualquer culto;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, observados os requisitos da lei;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A vedação expressa no inciso VI, a, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O disposto no inciso VI, a e no parágrafo anterior não compreende o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativo ao bem imóvel.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As vedações expressas no inciso VI, b e c, compreende somente o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A lei determinará medidas que esclareçam os consumidores acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Qualquer anistia ou remissão que envolva matéria tributária ou previdenciária estadual ou municipal só poderá ser concedida através de lei específica.<br /><br /><a name="artigo_125"><span class="label label-default">Art. 125.</span></a> É vedado ao Estado e aos Municípios estabelecer diferenças tributárias entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.<br /><br /><a name="artigo_126"><span class="label label-default">Art. 126.</span></a> As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos ao setor privado.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii583816">Seção III<br ?/?> Dos Impostos do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_127"><span class="label label-default">Art. 127.</span></a> Compete ao Estado instituir:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - imposto sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transportes interestadual e municipal e de comunicação, ainda que as operações a prestação se iniciem no exterior;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) propriedade de veículos automotores.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoa física ou jurídica domiciliadas no território do Estado, a título de imposto sobre lucros, ganhos e rendimentos de capital.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os princípios e critérios, previstos no Sistema Tributário Nacional, bem como a atribuição ou inclusão de impostos, serão observados pela legislação complementar ordinária, e integram o Sistema Tributário Estadual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Relativamente ao imposto de que trata o inciso I, a, deste artigo, é o Estado competente para exigir o tributo sobre bens imóveis e respectivos direitos, quando situados em seu território, e sobre bens móveis, títulos e créditos, quando nele se processar o inventário ou arrolamento ou tiver o doador o seu domicílio.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Quando o doador tiver domicílio ou residência no exterior e, se ali, o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário processado, a competência para instituir o tributo de que trata o inciso I, letra a, observará o disposto em lei complementar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º As alíquotas do imposto de que trata o inciso I, a, não excederão os limites estabelecidos pelo Senado Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O imposto previsto no inciso I, b, atenderá ao seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da legislação:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º As alíquotas do imposto de que trata o inciso I, b, aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de exportação, serão as fixadas em resolução do Senado Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º As alíquotas mínimas e máximas, nas operações internas do imposto de que trata o inciso I, letra b, obedecerão ao que vier a ser determinado pelo Senado Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º Salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do disposto no § 12, inciso VII, as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para operações interestaduais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º Relativamente às operações e prestações que destinem bens e serviços ao consumidor final localizado em outro Estado, adotar-se-á:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte do imposto.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10. O imposto de que trata o inciso I, b, deste artigo:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - incidirá também:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) sobre a entrada de mercadoria procedente do exterior, ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, assim como sobre serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado se neste estiver situado o estabelecimento do destinatário da mercadoria ou do serviço;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - não incidirá sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) operações que destinem ao exterior produtos industrializados, excluídos ossemi-elaborados definidos em lei complementar;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º, da Constituição Federal;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) transporte intermunicipal de característica urbana, nas regiões metropolitanas que venham a ser criadas no Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos industrializados, quando a operação realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador de incidência dos dois impostos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 11 À exceção do imposto de que trata o inciso I, b, nenhum tributo estadual incidirá sobre as operações relativas à energia elétrica, combustíveis líquidos e gasosos, lubrificantes e minerais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 12 Quanto ao imposto de que trata o inciso I, b, observar-se-á a lei complementar federal, no tocante a:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - definição de seus contribuintes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - substituição tributária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - compensação do imposto;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - fixação, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável, do local das operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - exclusão da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, de serviços e outros produtos, além dos mencionados no § 10, II, a;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - casos da manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - concessão e revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 13 O imposto de que trata o inciso I, c, deste artigo, não incidirá sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - ambulância de hospitais da rede pública de saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - os veículos dos corpos de diplomatas acreditados junto ao governo brasileiro;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - os veículos nacionais e estrangeiros com mais de vinte e trinta anos, respectivamente.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv758545">Seção IV<br ?/?> Dos Impostos Municipais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_128"><span class="label label-default">Art. 128.</span></a> Compete aos Municípios instituir impostos sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - propriedade predial e territorial urbana;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem assim cessão de direitos a sua aquisição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - serviços de qualquer natureza não compreendidos no inciso I, b, do art. 155 da Constituição Federal, definidos em lei complementar federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O imposto de que trata o inciso I poderá ser progressivo, nos termos da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://www.leismunicipais.com.br>lei municipal</a>, de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O imposto de que trata o inciso II não incide sobre a transmissão de bens ou de direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O imposto de que trata o inciso II compete ao Município da situação do bem.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A competência municipal para instituir e cobrar o imposto mencionado no inciso III não exclui a do Estado para instituir e cobrar, na mesma operação, o imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A fixação das alíquotas máximas dos impostos previstos nos incisos III e IV, bem assim a exclusão da incidência do imposto previsto no inciso IV, nas exportações dos serviços para o exterior, serão estabelecidas em lei complementar.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_v298154">Seção V<br ?/?> Da Repartição Das Receitas Tributárias</span> </span><br /><br /><a name="artigo_129"><span class="label label-default">Art. 129.</span></a> Pertencem ao Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título por ele, suas autarquias e pelas fundações que instituir e mantiver;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - trinta por cento da arrecadação, no Estado, do imposto a que se refere o art. 153, V, e seu § 5º, da Constituição Federal, incidente sobre o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial.<br /><br /><a name="artigo_130"><span class="label label-default">Art. 130.</span></a> Pertencem aos Municípios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis em cada um deles;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto estadual sobre a propriedade de veículos automotores licenciados no território de cada um deles;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto estadual sobre as operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a parcela do Fundo de Participação dos Municípios prevista no art. 159, I, b, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - setenta por cento da arrecadação, conforme a origem do imposto a que se refere o art. 153, V e seu §<br /><br />5º da Constituição Federal, incidente sobre ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - vinte e cinco por cento dos recursos recebidos pelo Estado, nos termos do art. 159, § 3º, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As parcelas de receitas pertencentes aos Municípios, mencionadas no inciso IV, serão creditadas conforme os seguintes critérios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - até um quarto, de acordo com o que dispuser a lei estadual.<br /><br /><a name="artigo_131"><span class="label label-default">Art. 131.</span></a> Até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação, o Estado divulgará os montantes de cada um dos tributos arrecadados, bem assim os recursos recolhidos, os valores de origem tributária entregues e a entregar, e a expressão numérica dos critérios do rateio.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os dados serão divulgados por Município.<br /><br /><a name="artigo_132"><span class="label label-default">Art. 132.</span></a> Os Municípios divulgarão, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação, os montantes de cada um dos tributos recolhidos, dando ciência desses dados à Câmara de Vereadores.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii85754">CAPÍTULO II<br ?/?> DAS FINANÇAS PÚBLICAS </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i873037">Seção I<br ?/?> Normas Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_133"><span class="label label-default">Art. 133.</span></a> Lei complementar disporá sobre finanças públicas observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal e em lei complementar federal.<br /><br /><a name="artigo_134"><span class="label label-default">Art. 134.</span></a> As disponibilidades de caixa do Estado, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas serão depositadas nas instituições financeiras estaduais e, onde não houver, nas da União, ressalvados os casos previstos em lei.<br /><br /><a name="artigo_135"><span class="label label-default">Art. 135.</span></a> Sob pena de responsabilidade de quem der causa ao retardamento, o Estado repassará aos Municípios, até o décimo dia subsequente ao da quinzena vencida, as parcelas do Imposto de Circulação de Mercadorias de outros tributos a que têm direito.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii623990">Seção III<br ?/?> Dos Orçamentos</span> </span><br /><br /><a name="artigo_136"><span class="label label-default">Art. 136.</span></a> Leis de iniciativa do Executivo estabelecerão:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - plano plurianual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as diretrizes orçamentárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - os orçamentos anuais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública estadual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Os planos e programas estaduais, regionais e setoriais, previstos nesta Constituição, serão elaborados em consonância como plano plurianual e apreciados pela Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A lei orçamentária anual compreenderá:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o orçamento de investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculadas, da administração direta e indireta, bem assim os fundos e fundações instituídos e mantidos, pelo Poder Público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A Sessão Legislativa não será encerrada sem a deliberação sobre o projeto de lei orçamentária anual, que será acompanhado, ainda, de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas, e despesas decorrentes isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributaria e creditícia. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 55, de 17/12/2008)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, compatibilizados com o plano plurianual, terão, entre suas funções, a de reduzir desigualdades inter - regionais, segundo critério populacional.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e a fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratações de operações de crédito, ainda que por antecipação da receita nos termos da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º Cabe à lei complementar:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta, indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos para a realização do disposto no §1º do art. 136-A. (Acrescido pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 090 /2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10 O projeto de lei orçamentária de iniciativa do Poder Executivo resultará das propostas parciais de cada Poder, bem como do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado.<br /><br /><a name="artigo_136-A"><span class="label label-default">Art. 136-A</span></a> A programação constante da lei orçamentária anual, incluída por emenda parlamentar é de execução obrigatória, salvo se aprovada, pela Assembleia Legislativa, por maioria absoluta, solicitação, de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, para cancelamento ou contingenciamento, total ou parcial, de dotação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A solicitação de que trata o caput deste artigo somente poderá ser formulada até 120 (cento e vinte) dias antes do encerramento da Sessão Legislativa e será acompanhada de pormenorizada justificativa das razões de natureza técnica, econômico-financeira, operacional ou jurídica, que impossibilitem a execução. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 55, de 17/12/2008)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A solicitação poderá, ainda, ser formulada a qualquer tempo, nas situações que afetem negativamente a arrecadação da receita, calamidade pública de grande proporções, ou quaisquer fatos que afetem sobremaneira a programação financeira - orçamentária do Estado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 55, de 17/12/2008)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Em qualquer das hipóteses, as solicitações tramitarão em regime de urgência.<br /><br /><a name="artigo_136-A"><span class="label label-default">Art. 136-A</span></a> As emendas parlamentares individuais ao Projeto de Lei Orçamentária serão aprovadas até o limite de 0,86% (zero vírgula oitenta e seis por cento) da Receita Corrente Líquida realizada no exercício anterior, deduzidas as receitas extraordinárias decorrentes de circunstâncias excepcionais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º É obrigatória a execução orçamentária e financeira mínima da metade dos créditos constantes da Lei Orçamentária Anual destinados às emendas parlamentares individuais, ressalvados os casos de impedimentos de ordem técnica, legal ou derivado de situações de calamidade pública.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O projeto de lei orçamentária encaminhado pelo Poder Executivo conterá uma reserva específica para atendimento de programações decorrentes de emendas individuais, observando as limitações dispostas na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A não utilização dos créditos orçamentários previstos no §1º deste artigo, bem como os empenhos cancelados em atendimento ao princípio da anualidade, nos termos da Lei Federal nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="9149" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320.htm#:~:text=LEI%20No%204.320%2C%20DE%2017%20DE%20MAR%C3%87O%20DE%201964&text=Estatui%20Normas%20Gerais%20de%20Direito,Munic%C3%ADpios%20e%20do%20Distrito%20Federal." data-original-title=" Data da Norma: 17.03.1964 - Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e contrôle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.">4.320</a>/64, não implicará em reposição dos referidos créditos nos anos subsequentes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias, o montante previsto no § 1º deste artigo poderá ser reduzido em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das despesas discricionárias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.(Redação dada pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 090 /2020)<br /><br /><a name="artigo_137-I"><span class="label label-default">Art. 137-I</span></a> examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos no artigo anterior e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Governador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas estaduais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais Comissões da Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º As emendas serão apresentadas na comissão, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas pelo Plenário, na forma regimental.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual, ou aos projetos que o modifiquem, somente podem ser aprovadas caso:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) dotação para pessoal e seus encargos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) serviço da dívida;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) transferências tributárias constitucionais para municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - sejam relacionadas:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) com a correção de erros e omissões;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O Governador do Estado poderá enviar mensagem à Assembleia Legislativa propondo modificação nos projetos a que se refere o artigo anterior, enquanto não iniciada a votação, na Comissão Permanente, da parte objeto da alteração.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Aplicam-se aos projetos mencionadas neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.<br /><br /><a name="artigo_138"><span class="label label-default">Art. 138.</span></a> São vedados:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pela Assembleia Legislativa, por maioria absoluta;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159 da Constituição Federal, a destinação dos recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, exceto o disposto no § 4º deste artigo.(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 011, de 14/12/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra, ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social, para suprir necessidades ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize, sob pena de crime de responsabilidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto nesta Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º É permitida a vinculação de receitas próprias gerados pelo imposto a que se referem os arts. 127 e 128 e dos recursos de que tratam os arts. 129 e 130 desta Constituição e o art. 159, I, a e b, e II da Constituição Federal, para prestação ou garantia à União, para pagamento de débitos para com esta.<br />(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 011, de 14/12/1993)<br /><br /><a name="artigo_139"><span class="label label-default">Art. 139.</span></a> Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, ser-lhes-ãoentregues até o dia 20 de cada mês, na forma da lei complementar a que se refere o art. 136, § 9º<br /><br /><a name="artigo_140"><span class="label label-default">Art. 140.</span></a> A despesa com pessoal ativo e inativo do Estado não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar federal, na forma do art. 169 da Constituição da República.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_vii853830">TÍTULO VII<br ?/?> DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i353626">CAPÍTULO I<br ?/?> DOS MUNICÍPIOS </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i424977">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_141"><span class="label label-default">Art. 141.</span></a> O Município, unidade territorial com autonomia política, administrativa e financeira, organiza-se e rege-se pelos termos da Constituição Federal, desta Constituição e da respectiva <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a>.<br /><br /><a name="artigo_142"><span class="label label-default">Art. 142.</span></a> São Poderes do Município, independentes e harmônicos, o Legislativo, representado pela Câmara Municipal, e o Executivo, exercido pelo Prefeito.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. É vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições, e quem for investido num deles não poderá exercer as do outro, ressalvadas as exceções constitucionais.<br /><br /><a name="artigo_143"><span class="label label-default">Art. 143.</span></a> A <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Município, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, aprovada por dois terços da Câmara Municipal e por esta promulgada, observará os seguintes preceitos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, em pleito direto e simultâneo realizado em todo o Estado, na forma da legislação específica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato, na respectiva circunscrição municipal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - proibições, impedimentos e incompatibilidade no exercício da vereança, similares, no que couber, aos definidos na Constituição Federal e nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e Deputados Estaduais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - obrigatoriedade de apresentação das declarações de bens para ocupantes de cargos comissionados e detentores de mandatos eletivos, antes de neles serem investidos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - iniciativa popular no processo legislativo municipal, através da manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - aplicação aos Vereadores, no que couber, das imunidades conferidas aos Deputados Estaduais no art. 36 desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_144"><span class="label label-default">Art. 144.</span></a> A instalação de novos Municípios será processada na forma dos preceitos respectivos da Lei Complementar Estadual.(Alterado pela Emenda Constitucional nº 019, de 28/02/1996)<br /><br /><a name="artigo_144-A"><span class="label label-default">Art. 144-A</span></a> A denominação do Município poderá ser alterada por lei estadual, observando os seguintes requisitos prévios: (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 72, de 22/06/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - resolução da Câmara Municipal, aprovada por, no mínimo, dois terços de seus membros e encaminhada a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa;(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 72, de 22/06/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - aprovação da população interessada mediante plebiscito, solicitado pela Assembleia Legislativa ao Tribunal Regional Eleitoral, com manifestação favorável de, no mínimo, mais da metade dos votos validos, dos eleitores que comparecerem à votação.(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 72, de 22/06/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - informação do órgão técnico competente sobre a inexistência de topônimo correlato no Estado ou em outra unidade da federação.(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 72, de 22/06/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. sendo o resultado do plebiscito favorável, o órgão competente para realização do plebiscito encaminhará à Assembleia Legislativa para a elaboração da lei estadual mencionada no "caput".(Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 72, de 22/06/2015)<br /><br /><a name="artigo_145"><span class="label label-default">Art. 145.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 008, de 24/03/1992)<br /><br /><a name="artigo_146"><span class="label label-default">Art. 146.</span></a> Os Municípios poderão associar-se mediante convênios para explorar, sob planejamento integrado e execução múltipla, os serviços de interesse comum, de forma permanente ou periódica.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii593693">Seção II<br ?/?> Da Competência do Município</span> </span><br /><br /><a name="artigo_147"><span class="label label-default">Art. 147.</span></a> Compete ao Município:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - legislar sobre os assuntos locais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - legislar, supletivamente, no que couber;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - decretar e arrecadar os tributos de sua competência, aplicar as suas rendas, prestar contas e publicar os balancetes nos prazos de lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - criar, organizar e extinguir distritos, observado o que a lei estadual dispuser a respeito;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluindo-se nestes o transporte coletivo, que tem caráter essencial;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - manter os serviços obrigatórios de atendimento à cultura, à educação pré - escolar e de ensino fundamental, à saúde e à habitação, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - promover, no que couber, o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle de uso, parcelamento e ocupação do solo urbano;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - zelar pelo patrimônio municipal, inclusive o histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - afixar as leis, decretos e editais na sede municipal, em lugar visível ao povo, ou publicá-los em jornal oficial, se houver;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - elaborar o estatuto dos seus servidores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - gerir os interesses locais como fator essencial de desenvolvimento da comunidade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - publicar no sítio eletrônico oficial do ente municipal, as leis, decretos, editais ou outros atos administrativos cuja publicidade seja condição de eficácia, sem prejuízo de afixação em lugar visível ao povo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 81 de 23 de abril de 2019).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - exercer outras atribuições previstas em lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aplica-se ao Município o exercício da competência comum com o Estado e a União prevista no art. 12, I, desta Constituição.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii574403">Seção III<br ?/?> Do Poder Legislativo Municipal</span> </span><br /><br /><a name="artigo_148"><span class="label label-default">Art. 148.</span></a> O Poder Legislativo do Município é a Câmara Municipal, composta de Vereadores com mandato de quatro anos, eleitos pelo sistema proporcional, obedecido, quanto ao número de seus membros, o disposto no art. 152 desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_149"><span class="label label-default">Art. 149.</span></a> Além das hipóteses previstas no art. 143, inciso III desta Constituição, perderá o mandato o Vereador que não residir no Município.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Não perderá o mandato o Vereador investido no cargo de Secretário Municipal ou licenciado nas hipóteses do disposto no art. 39, inciso II.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A convocação do suplente somente se dará nos casos de vaga, de investidura nas funções estabelecidas no parágrafo anterior ou de licença superior a cento e vinte dias.<br /><br /><a name="artigo_150"><span class="label label-default">Art. 150.</span></a> A Câmara Municipal reunir-se-á anualmente, de 15 de fevereiro a 30 de junho, e de 1º de agosto a 15 de dezembro Parágrafo único.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 046, de 18/05/2004)<br /><br /><a name="artigo_151"><span class="label label-default">Art. 151.</span></a> A fiscalização do Município será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Executivo Municipal, na forma da Lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado que emitirá parecer prévio sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 033, de 09/01/2001)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Somente por deliberação de dois terços dos membros da Câmara Municipal deixará de prevalecer o parecer prévio de que trata o parágrafo anterior.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Prestará contas qualquer pessoa física, jurídica ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Município responda, ou que, em nome destes, assuma obrigações de natureza pecuniária.<br /><br /><a name="artigo_152"><span class="label label-default">Art. 152.</span></a> O número de Vereadores proporcional à população do Município, observados os seguintes limites:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão de habitantes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - mínimo de quarenta e dois e máximo de cinquenta e cinco nos Municípios de mais de cinco milhões de habitantes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - para Municípios de cinquenta mil e um até cem mil habitantes, o máximo de quinze Vereadores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - para Municípios de cem mil e um até duzentos mil habitantes, o máximo de dezessete Vereadores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - para Municípios de duzentos mil e um até quatrocentos mil habitantes, o máximo de dezenove Vereadores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - para Municípios de quatrocentos mil e um até um milhão de habitantes, o máximo de vinte e um Vereadores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - para Municípios de um milhão e um até dois milhões de habitantes, o máximo de trinta e cinco Vereadores.<br /><br />procedente a ação direta para declarar a inconstitucionalidade deste artigo. - Plenário, 13.09.2006. Acórdão, DJ 29.09.2006)<br /><br /><a name="artigo_153"><span class="label label-default">Art. 153.</span></a> A remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores será fixada em cada legislatura para a subsequente, na forma da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_154"><span class="label label-default">Art. 154.</span></a> A <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Município definirá a competência, o processo legislativo e a estrutura administrativa da Câmara Municipal, respeitadas as disposições desta e da Constituição Federal.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv520746">Seção IV<br ?/?> Do Poder Executivo Municipal</span> </span><br /><br /><a name="artigo_155"><span class="label label-default">Art. 155.</span></a> O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários do Município.<br /><br /><a name="artigo_156"><span class="label label-default">Art. 156.</span></a> O Prefeito e o Vice-Prefeito, eleitos para um mandato de quatro anos, serão empossados em sessão solene da Câmara Municipal, no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. No prazo de dez dias após a proclamação do resultado da eleição municipal pelo Juiz Eleitoral da respectiva Zona, o Prefeito Municipal deverá entregar ao sucessor, relatório da situação administrativa municipal, que conterá obrigatoriamente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - relação das dívidas do Município por credor, com as datas dos respectivos vencimentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - medidas necessárias à regularização das contas municipais junto ao Tribunal de Contas do Estado e da União, referentes a processos que se encontram pendentes, se for o caso;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - situação dos contratos com empresas concessionárias de serviços públicos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - relação dos contratos para execução de obras já em andamento ou apenas formalizados, informando o que foi realizado e pago, bem como o que há para realizar e pagar referente aos mesmos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - transferências a serem recebidas da União e do Estado, referentes a convênio;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - relação dos servidores municipais efetivos e comissionados com a respectiva lotação e remuneração. (alterado pela Emenda Constitucional nº 75/2016).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No prazo de trinta dias após a proclamação do resultado da eleição municipal pelo Juiz Eleitoral da respectiva Zona, o Prefeito Municipal deverá entregar ao sucessor, com dados atualizados até o dia anterior à sua entrega e sob pena de responsabilidade, relatório da situação administrativa municipal, que conterá obrigatoriamente: (...)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - relação dos servidores municipais efetivos, comissionados e contratados, com a respectiva lotação e remuneração, discriminandoos em face do seu regime jurídico e quadro de pessoal regularmente aprovado por lei, agrupados em:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) servidores estáveis, assim considerados por força do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, se houver;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) servidores pertencentes ao quadro suplementar, por força do não enquadramento no art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, se houver;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) servidores admitidos através de concurso público, indicando seus vencimentos e data de admissão, bem como o protocolo de sua remessa ao Tribunal de Contas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) pessoal admitido mediante contratos temporários por prazo determinado, informando a data de início e vigência dos contratos; e<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) eventuais contratados como autorizados ou prestadores de serviço, e similares.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - Lei do Plano Plurianual - PPA, com as alterações, se houver;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO, para o exercício seguinte, contendo, se for o caso, os Anexos de Metas Fiscais e de Riscos Fiscais, previstos nos arts. 4º e 5º da Lei Complementar Federal nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="189410" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp101.htm" data-original-title=" Data da Norma: 04.05.2000 - Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências.">101</a>, de 2000;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - Lei Orçamentária Anual - LOA, ou projeto de lei relativo ao assunto, para o exercício seguinte;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - demonstrativo dos saldos disponíveis, da seguinte forma:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) termo de conferência de saldos em caixa, onde se firmará valor em moeda corrente encontrado nos cofres municipais na data da prestação das informações e, ainda, os cheques em poder da Tesouraria;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) termo de conferência de saldos em bancos, onde serão anotados os saldos de todas as contas mantidas pelo Poder Executivo, acompanhado de extratos que indiquem expressamente o valor existente na data da prestação das informações;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) conciliação bancária, contendo data, número do cheque, banco e valor; e<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) relação de valores pertencentes a terceiros e regularmente confiados à guarda da Tesouraria;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - demonstrativos da Dívida Fundada Interna, bem como de operações de créditos por antecipação de receitas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - relações dos documentos financeiros, decorrentes de contratos de execução de obras, consórcios, parcelamentos, convênios e outros que não serão concluídos até o término do mandato atual, contendo as seguintes informações:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) identificação das partes;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) data de início e término do ato;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) valor pago e saldo a pagar;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) posição da meta alcançada; e<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) posição quanto à prestação de contas junto aos órgãos fiscalizadores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - termos de ajuste de conduta e de gestão firmados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - relação atualizada dos bens móveis e imóveis que compõem o patrimônio do Poder Executivo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - relação dos bens de consumo existentes em almoxarifado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - cópia dos relatórios da Lei de Responsabilidade Fiscal referentes ao exercício findo, devendo apresentar o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do 4º bimestre e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 2º quadrimestre/1º semestre, bem como cópia das atas das audiências públicas realizadas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - relação dos precatórios judiciários inscritos e pendentes de inscrição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - relação dos sistemas eletrônicos (softwares) utilizados pela administração pública;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - demonstrativo das obras em andamento, com resumo dos saldos a pagar e percentual que indique o seu estágio de execução;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - relatório circunstanciado da situação atuarial e patrimonial do órgão previdenciário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ao prefeito eleito é garantido, a qualquer tempo após a proclamação do resultado das eleições, o direito de instituir uma Comissão de Transição, com até oito membros, sendo um coordenador, com o objetivo de inteirar-se do funcionamento do Município e preparar os atos de iniciativa da nova gestão.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O exercício das funções pela Comissão de Transição de que trata o §2º será honorífico, sem direito a qualquer tipo de remuneração, exceto ao indicado que for servidor ou empregado público, efetivo, estável ou ocupante de cargo em comissão ou função de confiança, ao qual se garantirá a remuneração do cargo ou emprego que ocupa, com ou sem afastamento de suas funções, a seu critério, sendo-lhe garantidos todos os direitos estatutários ou legais, vedada a sua exoneração ou demissão após a indicação, exceto decorrente de regular processo disciplinar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O prefeito eleito e o coordenador da Comissão de Transição de que trata o §2º terão poderes de solicitar informações junto aos órgãos e entidades da administração pública municipal, que deverão ser atendidas em até dez dias, sob pena de responsabilidade, e perante órgãos públicos estaduais e federais, inclusive no âmbito dos Tribunais de Contas, relativas ao respectivo Município.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º No prazo de cinco dias após ser notificado da constituição de Comissão de Transição pelo prefeito eleito, o prefeito em fim de mandato poderá indicar representantes de sua equipe de governo para receber e responder a todas as solicitações de informações de que trata o §4º, e apresentar toda a estrutura municipal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Leis municipais poderão dispor sobre a transição republicana de governo, desde que não exclua a aplicação de qualquer disposição contida no presente artigo.<br /><br /><a name="artigo_157"><span class="label label-default">Art. 157.</span></a> Substituirá o Prefeito no caso de impedimento e suceder-lhe-á no de vaga, o Vice-Prefeito, observado, no que couber, o disposto nos arts. 60 e 61 desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_158"><span class="label label-default">Art. 158.</span></a> Compete ao Prefeito, nos termos da Constituição Federal, desta Constituição e da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Município:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exercer a direção superior da administração municipal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - iniciar o processo legislativo nos casos previstos nesta Constituição e na <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Município;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - sancionar, promulgar e publicar as leis;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - dispor sobre a estrutura, atribuições e funcionamento dos órgãos municipais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - vetar projetos de lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - nomear, suspender, exonerar, demitir, admitir, rescindir contratos, licenciar, conceder férias e aposentar, na forma da lei, os servidores do Município;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - celebrar convênios, acordos, contratos e outros ajustes de interesse do Município;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - praticar todos os demais atos previstos em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - prestar, anualmente, ao Tribunal de Contas do Estado, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa municipal, as contas referentes ao exercício anterior.<br /><br /><a name="artigo_159"><span class="label label-default">Art. 159.</span></a> Perderá o mandato o Prefeito que assumir outro cargo na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público nos termos da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Investido no cargo de Prefeito, o servidor público será afastado do emprego, cargo ou função, com direito de opção pela maior remuneração.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_v407249">Seção V<br ?/?> Do Orçamento, Fiscalização e Controle</span> </span><br /><br /><a name="artigo_160"><span class="label label-default">Art. 160.</span></a> O orçamento anual atenderá às disposições contidas nas Constituições Federal e Estadual, às normas gerais de direito financeiro e traduzirá os programas de trabalho e a política econômica financeira do Governo Municipal, e dele constarão os recursos de qualquer natureza ou procedência vinculados à sua execução.<br /><br /><a name="artigo_161"><span class="label label-default">Art. 161.</span></a> O Projeto de Lei Orçamentária será enviado pelo prefeito até o dia 31 de agosto de cada ano à Câmara Municipal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A sessão legislativa não será interrompida sem aprovação do projeto de lei orçamentária.<br /><br /><a name="artigo_162"><span class="label label-default">Art. 162.</span></a> A lei orçamentária não conterá normas alheias à previsão da receita e fixação de despesas, nos termos do § 8º do art. 136.<br /><br /><a name="artigo_163"><span class="label label-default">Art. 163.</span></a> A <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Município estabelecerá o processo de elaboração da lei orçamentária, atendidos os preceitos específicos desta Constituição e da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_164"><span class="label label-default">Art. 164.</span></a> É vedado aos Municípios realizarem operações de créditos cujos prazos de liquidação excedam o término do mandato do Prefeito que as contraiu, exceto as operações de créditos, efetuados para aplicação em Programas de Geração de Emprego e Renda e de Infra-Estrutura, e que não comprometam mais de 10% (dez por cento) da Receita Mensal do Município. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 30, de 14 de dezembro de 2000)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aplicam-se aos Municípios as demais vedações constantes do art. 138, desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_165"><span class="label label-default">Art. 165.</span></a> Os órgãos da administração municipal manterão sistemas de controle interno, a fim de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - criar condições indisponíveis para assegurar eficácia ao controle externo e regularidade à realização da receita e da despesa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - acompanhar a execução do orçamento e dos programas de trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - avaliar os resultados alcançados pelos administradores e verificar a execução dos contratos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - Fica vedada a celebração de contrato ou convênio como o Município que estabeleça a vinculação de impostos ou multas à prestação de serviços ou obras. (Acrescido pela Emenda Constitucional nº 36, de 12/12/2002).<br /><br /><a name="artigo_166"><span class="label label-default">Art. 166.</span></a> Sempre que se verificar a ilegalidade de qualquer despesa, inclusive a decorrente de contrato, o Tribunal de Contas do Estado de ofício ou mediante provocação do Ministério Público ou de qualquer Vereador, deverá, na forma da lei:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - assinar prazo razoável para que o órgão ou entidade da administração pública adote medidas necessárias ao exato cumprimento da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, exceto em relação a contrato, comunicando a decisão à Câmara Municipal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - solicitar à Câmara Municipal em caso de contrato, que determine a medida prevista no inciso anterior, ou outras necessárias ao resguardado dos objetivos legais.<br /><br /><a name="artigo_167"><span class="label label-default">Art. 167.</span></a> Se a Câmara Municipal, no prazo de noventa dias não efetivar as medidas previstas no artigo 166, III, o Tribunal decidirá a respeito.<br /><br /><a name="artigo_168"><span class="label label-default">Art. 168.</span></a> As contas do Município ficarão durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte para exame e apreciação, nos termos da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As contas estarão à disposição do contribuinte na sede da Câmara Municipal, pelo menos vinte dias antes do julgamento pelo Plenário.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vi249207">Seção VI<br ?/?> Do Patrimônio Municipal</span> </span><br /><br /><a name="artigo_169"><span class="label label-default">Art. 169.</span></a> O patrimônio do Município compreende:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - os bens móveis e imóveis de seu domínio pleno, direto ou útil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as rendas provenientes do exercício das atividades de sua competência e prestação de seus serviços.<br /><br /><a name="artigo_170"><span class="label label-default">Art. 170.</span></a> Os bens imóveis do domínio municipal, conforme sua destinação, são de uso comum do povo, de uso especial ou dominicais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os bens imóveis do Município não podem ser objeto de doação, salvo se:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o beneficiário, mediante autorização do Prefeito, for pessoa jurídica de direito público interno;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - tratar-se de entidade componente da administração direta ou indireta do Município, ou fundação por ele instituída.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A alienação de bens imóveis do Município, a título oneroso, dependerá de autorização prévia da Câmara Municipal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º É vedada alienação ou cessão, a qualquer título, de bens pertencentes ao patrimônio municipal, no período de seis meses anteriores à eleição até o término do mandato do Prefeito.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vii296554">Seção VII<br ?/?> Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária do Município</span> </span><br /><br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 009, de 23/03/1993)<br /><br /><a name="artigo_171"><span class="label label-default">Art. 171.</span></a> A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos Municípios e de todas as entidades de sua administração direta, indireta e fundacional, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicações das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado, sobre as contas que o Prefeito deve prestar anualmente, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderáquestionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de contas municipais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Município responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><br /><a name="artigo_172"><span class="label label-default">Art. 172.</span></a> Ao Tribunal de Contas do Estado, no âmbito do controle externo do Município, além das atribuições previstas nesta Constituição, compete: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - apreciar as contas prestadas anualmente pelos Prefeitos Municipais, mediante parecer prévio; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - julgar as contas de qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais os Municípios respondam ou que, em nome destes, assuma obrigações de natureza pecuniária, bem como daqueles que derem causa a perda, a extravio ou a outra irregularidade de que resulte dano ao erário; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - julgar as contas prestadas anualmente pelo Presidente das Câmaras Municipais; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - realizar, por iniciativa própria ou por solicitação da Câmara Municipal, de comissão técnica ou de inquérito, auditorias, inspeções ou acompanhamentos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo e Executivo, e demais órgãos e entidades referidas no inciso II; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Município mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a qualquer entidade pública ou privada; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - prestar as informações solicitadas pelas Câmaras Municipais, por qualquer de suas comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a legalidade das concessões de aposentadorias, reformas e pensões a servidores públicos municipais, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara Municipal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pela Câmara Municipal, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo, as medidas cabíveis. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se a Câmara Municipal, ou o Poder Executivo Municipal, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal de Contas do Estado decidirá a respeito. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As decisões do Tribunal de Contas do Estado de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O Tribunal de Contas do Estado comunicará à Câmara Municipal a remessa, ou sua falta, das contas a que se refere o inciso I deste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O Tribunal de Contas do Estado, no exercício da competência de que trata o inciso IV deste artigo, e para assegurar a eficácia do controle externo, procederá à tomada de contas do Prefeito Municipal e do Presidente da Câmara, quando não apresentadas no prazo da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 053, de 20/12/2007)<br /><br /><a name="artigo_173"><span class="label label-default">Art. 173.</span></a> (Suprimido pela Emenda Constitucional nº 009, de 20/03/1993)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_viii552147">TÍTULO VIII<br ?/?> DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i760073">CAPÍTULO I<br ?/?> DOS PRINCÍPIOS GERAIS </span><br /></span><br /><a name="artigo_174"><span class="label label-default">Art. 174.</span></a> O Estado e os Municípios, com observância dos preceitos estabelecidos na Constituição Federal, atuarão no sentido da realização do desenvolvimento econômico e da justiça social, com finalidade de assegurar a elevação dos níveis de vida e bem-estar da população.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo livre a iniciativa privada, desde que não contrarie o interesse público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O planejamento, seus objetivos, diretrizes e prioridades são imperativos para a administração pública direta e indireta e indicativos para o setor privado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Estado adotará programas especiais destinados a erradicação das causas da pobreza, dos fatores de marginalização e das discriminações, com vistas à emancipação social, política e econômica dos carentes.<br /><br /><a name="artigo_175"><span class="label label-default">Art. 175.</span></a> O Estado reconhecerá, apoiará e incentivará o turismo como atividade econômica e forma de promoção social e cultural.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado, juntamente com os segmentos envolvidos no setor, definirá a política estadual de turismo, mediante plano integrado e permanente, estabelecido em lei, e estímulo à produção artesanal típica de cada região.<br /><br /><a name="artigo_176"><span class="label label-default">Art. 176.</span></a> O Estado e os Municípios dispensarão as microempresas e as empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias e creditícias, bem como pela eliminação ou redução destas por meio de lei.<br /><br /><a name="artigo_177"><span class="label label-default">Art. 177.</span></a> Na administração das empresas públicas, das sociedades de economia mista e das fundações instituídas pelo Poder Público estadual, será assegurada a participação de pelo menos um representante de seus empregados.<br /><br /><a name="artigo_178"><span class="label label-default">Art. 178.</span></a> O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção ao meio ambiente e a promoção econômica social dos garimpeiros.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii759144">CAPÍTULO II<br ?/?> DA POLÍTICA URBANA </span><br /></span><br /><a name="artigo_179"><span class="label label-default">Art. 179.</span></a> A política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A propriedade urbana cumpre a sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no Plano Diretor. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 044, de 16/12/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em moeda corrente. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 044, de 16/12/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O disposto neste Capítulo será regido, no que couber, pela legislação federal em vigor. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 044, de 16/12/2003)<br /><br /><a name="artigo_180"><span class="label label-default">Art. 180.</span></a> O Plano Diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, e disporá:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - sobre o macrozoneamento, o parcelamento, uso e ocupação do solo, as construções, as edificações e suas alturas, o licenciamento e a fiscalização, a proteção ao meio ambiente, bem assim sobre os parâmetros urbanísticos básicos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - criação de áreas de especial interesse urbanístico, social, ambiental, turístico e de utilização pública. O artigo alterado dispunha o seguinte:<br /><br /><a name="artigo_180"><span class="label label-default">Art. 180.</span></a> O Plano Diretor do Município, obrigatório para as cidades com mais de vinte mil habitantes, disporá:<br /><br /><a name="artigo_181"><span class="label label-default">Art. 181.</span></a> É facultado ao poder público municipal, mediante lei específica para a área incluída no Plano Diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado que promova o seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - parcelamento ou edificações compulsórias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - imposto progressivo no tempo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As terras públicas urbanas não utilizadas ou subutilizadas serão prioritariamente destinadas a assentamentos humanos de população de baixa renda.<br /><br /><a name="artigo_182"><span class="label label-default">Art. 182.</span></a> Aquele que possuir como sua área urbana até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Esse domínio não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 044, de 16/12/2003)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 044, de 16/12/2003)<br /><br /><a name="artigo_183"><span class="label label-default">Art. 183.</span></a> Incumbe ao Estado e aos Municípios promover e executar programas de construção de moradias populares e garantir condições habitacionais einfra-estruturais urbanas, em especial as de saneamento básico e de transporte, assegurado sempre o nível compatível com a dignidade da pessoa humana.<br /><br /><a name="artigo_184"><span class="label label-default">Art. 184.</span></a> O Estado manterá serviço de natureza técnica destinado a orientar a população de baixa renda sobre construção de moradia e de obras comunitárias.<br /><br /><a name="artigo_185"><span class="label label-default">Art. 185.</span></a> O Estado poderá firmar convênio com os Municípios para a realização de programas de urbanização e saneamento de áreas ocupadas por favelas e palafitas.<br /><br /><a name="artigo_186"><span class="label label-default">Art. 186.</span></a> O Poder Público Estadual poderá assistir os Municípios na criação de órgãos técnicos municipais, financeira e tecnicamente.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii413951">CAPÍTULO III<br ?/?> DOS TRANSPORTES </span><br /></span><br /><a name="artigo_187"><span class="label label-default">Art. 187.</span></a> Os sistemas viários e meios de transporte subordinar-se-ão à preservação da vida humana, à segurança e conforto dos cidadãos, à defesa da ecologia e do patrimônio arquitetônico e paisagístico.<br /><br /><a name="artigo_188"><span class="label label-default">Art. 188.</span></a> O transporte coletivo de passageiros é um serviço público essencial incluído entre as atribuições do Poder Público, responsável por seu planejamento e execução, diretamente ou mediante concessão.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Poder Público estabelecerá as seguintes condições mínimas para a execução dos serviços:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - valor da tarifa que permita a justa remuneração do capital;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - frequência;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - tipo de veículo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - itinerário;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - padrões de segurança e manutenção;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - normas de proteção ambiental relativas à poluição sonora e atmosférica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - normas relativas ao conforto e saúde dos passageiros e operadores dos veículos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Para fins do disposto neste Capítulo, consideram-se transportes coletivos urbanos os que circulam nas áreas das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões existentes ou que venham a ser criadas.<br /><br /><a name="artigo_189"><span class="label label-default">Art. 189.</span></a> Compete aos Municípios o planejamento e a administração do trânsito, na forma da lei federal.<br /><br /><a name="artigo_190"><span class="label label-default">Art. 190.</span></a> O Poder Público estimulará a substituição de combustíveis poluentes utilizados nos veículos, privilegiará e incentivará a operação dos sistemas de transporte que utilizem combustíveis não poluentes.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iv445303">CAPÍTULO IV<br ?/?> DA POLÍTICA FUNDIÁRIA, AGRÍCOLA E PESQUEIRA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i432104">Seção I<br ?/?> Da Política Fundiária</span> </span><br /><br /><a name="artigo_191"><span class="label label-default">Art. 191.</span></a> A política fundiária será planejada e executada visando a fixação do homem na zona rural, e garantindo efetivas condições de melhoria de sua qualidade de vida, observadas as normas desta e da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_192"><span class="label label-default">Art. 192.</span></a> O Estado não poderá dispor de suas terras devolutas sem prévia discriminação, nem aliená-las sem prévia demarcação.<br /><br /><a name="artigo_193"><span class="label label-default">Art. 193.</span></a> Salvo os casos de interesse público, as terras estaduais serão utilizadas para:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - áreas de reserva ecológica e de proteção ao meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - assentamentos rurais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - loteamentos populares urbanos e rurais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - distritos industriais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - projetos agropecuários e industriais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os contratos de titulação de domínio ou concessão real de uso de terras públicas do Estado, para assentamentos rurais e loteamentos populares urbanos, conterão cláusula proibitiva de alienação ou cessão pelo prazo de dez anos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A A vedação à alienação ou cessão de que trata o §1º deste artigo não inviabiliza a alienação fiduciária do imóvel exclusivamente quando necessária ao financiamento da construção da unidade habitacional adquirida pelo beneficiário da alienação ou cessão.(Acrescido EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 086/2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil, nos termos e condições previstos em lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º São isentas de impostos estaduais as operações de transferência de imóveis que tenham por fim o assentamento de trabalhadores rurais em programas desenvolvidos pelo Poder estadual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A lei disporá sobre a alienação ou cessão de terras públicas para definir o interesse público e estabelecer regras que compatibilizem o desenvolvimento econômico com o interesse social.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O Estado alienará, na forma de lei complementar e gratuitamente, as áreas das ilhas costeiras que integrem a sede de municípios, oriundas de propriedade da União, a quem comprovar que: (Acrescido pela Emenda Constitucional nº 050, de 16/11/2006)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - possua como seu o domínio de área de ilha costeira, devidamente cadastrado junto à União; ou<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - que esteja ocupando área de ilha costeira na data da publicação desta Emenda, adquirindo o título definitivo, assim que completados cinco anos de efetiva posse.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A alienação gratuita de terras públicas, na hipótese do inciso II do parágrafo anterior, não poderá ter como objeto áreas superiores a mil metros quadrados na zona urbana e cinco hectares na zona rural, subordinando-se ao regime do art. 194 desta. Constituição a alienação ou concessão de terras públicas para além desse limite, ressalvadas as áreas definidas em lei complementar como produtivas, que serão alienadas gratuitamente independentemente de sua dimensão (Acrescido pela Emenda Constitucional nº 050, de 16/11/2006)<br /><br /><a name="artigo_194"><span class="label label-default">Art. 194.</span></a> O Poder Executivo poderá alienar ou conceder terras públicas até o limite de dois mil e quinhentos hectares.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A alienação ou concessão, a qualquer título, de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares dependerá de prévia aprovação da Assembleia Legislativa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 043, de 11/12/2003)<br /><br /><a name="artigo_195"><span class="label label-default">Art. 195.</span></a> São inalienáveis os campos inundáveis das terras públicas e devolutas de domínio do Estado, e o seu uso será disciplinado por lei, que assegurará as formas comunais de sua utilização e a preservação do meio ambiente.<br /><br /><a name="artigo_196"><span class="label label-default">Art. 196.</span></a> Os babaçuais serão utilizados na forma da lei, dentro de condições que assegurem a sua preservação natural e do meio ambiente, e como fonte de renda do trabalhador rural.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Nas terras públicas e devolutas do Estado assegurar-se-á a exploração dos babaçuais em regime de economia familiar e comunitária.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii182804">Seção II<br ?/?> Da Política Agrícola e Agrária</span> </span><br /><br /><a name="artigo_197"><span class="label label-default">Art. 197.</span></a> As políticas agrícola e agrária serão formuladas e executadas em nível estadual e municipal, nos termos da Constituição Federal, visando a melhoria das condições de vida, a fixação do homem na terra e a democratização do acesso à propriedade, garantido a justiça social e desenvolvimento econômico e tecnológico, com a participação e integração dos trabalhadores rurais, e se orientará no sentido de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - garantir a prestação de serviço de assistência técnica e extensão rural, prioritariamente aos pequenos e médios produtores, aos trabalhadores rurais, suas famílias e suas organizações;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - incentivar e manter a pesquisa agropecuária que garanta o desenvolvimento do setor de produção de alimentos com desenvolvimento tecnológico, voltado para o pequeno e médio produtor, para as características regionais e para os ecossistemas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - planejar e implementar a política do desenvolvimento agrícola compatível com a preservação do meio ambiente e conservação do solo, com o estímulo do sistema de produção e de integração da agricultura, da pecuária e da piscicultura;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - fiscalizar e controlar o armazenamento, o abastecimento de produtos agropecuários e a comercialização de insumos agrícolas em todo o território do Estado, estimulando o combate biológico às pragas e a adubação orgânica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - desenvolver programas de irrigação e drenagem, eletrificação rural, abertura de estradas, produção e distribuição de mudas e sementes e de reflorestamento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - criar instrumentos creditícios e fiscais que beneficiem a pequena e média produção, com financiamento para custeio e investimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - fomentar o cooperativismo, em todas as suas modalidades, através de estímulos adequados ao desenvolvimento das atividades próprias e, mais:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) participação de representação cooperativista em todos os conselhos estaduais vinculados ao setor;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) não incidência de imposto sobre o ato cooperativo praticado entre o associado e sua cooperativa ou entre cooperativas associadas, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - desenvolver, em cooperação com os Municípios, programa anual de recuperação de estradas vicinais para escoamento da produção agrícola.<br /><br /><a name="artigo_198"><span class="label label-default">Art. 198.</span></a> O Estado e os Municípios aplicarão, anualmente, no mínimo, cinco por cento de sua receita de impostos inclusive a proveniente de transferências, na produção de alimentos básicos.<br /><br /><a name="artigo_199"><span class="label label-default">Art. 199.</span></a> O Estado procederá ao zoneamento agropecuário e implantará uma política de apoio à preservação e recuperação florestal nas encostas, pré - Amazônia maranhense, florestas protetoras de mananciais, com estímulo ao reflorestamento para uso econômico nas áreas inadequadas à exploração agrícola.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As ações dos órgãos oficiais de apoio à produção atenderão preferencialmente aos beneficiários de projetos de assentamento e das posses consolidadas e aos estabelecimentos agrícolas que cumpram a função social da propriedade.<br /><br /><a name="artigo_200"><span class="label label-default">Art. 200.</span></a> O Estado disciplinará, na forma da lei, a produção e a comercialização de carvão vegetal por meio de política voltada para a proteção do pequeno produtor e do meio ambiente, e da exploração racional dos recursos naturais.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii52223">Seção III<br ?/?> Da Política Pesqueira</span> </span><br /><br /><a name="artigo_201"><span class="label label-default">Art. 201.</span></a> O Estado elaborará plano de desenvolvimento do setor pesqueiro com o objetivo de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - proteger e preservar a fauna e a flora aquáticas, quanto aos recursos e ecossistemas naturais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - planejar, coordenar e executar política de proteção à pesca do ponto de vista científico, técnico e sócio-econômico;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - fomentar e proteger a pesca artesanal e a piscicultura através de programas de crédito, rede de frigoríficos, pesquisa, assistência técnica e extensão pesqueira;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - desenvolver e estimular sistema de comercialização direta entre pescadores e consumidores, com garantia do preço mínimo do mercado e seu armazenamento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - manter linha especial de crédito para apoiar a pesca artesanal.<br /><br /><a name="artigo_202"><span class="label label-default">Art. 202.</span></a> Compete, ainda, ao Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prever um manejo adequado das espécies e ecossistemas aquáticos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - preservar a integridade e diversidade do patrimônio genético das espécies utilizadas na pesca, com a fiscalização das entidades dedicadas à pesquisa e manipulação do material genético;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - promover a conscientização e a educação ambiental junto a pescadores, suas famílias e organizações, para a preservação do meio ambiente através de serviço de assistência técnica e extensão pesqueira gratuitas.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_v273752">CAPÍTULO V<br ?/?> DA SEGURIDADE SOCIAL </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i854245">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_203"><span class="label label-default">Art. 203.</span></a> A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações do Estado e dos Municípios, com a participação da União, destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social e atender aos objetivos fixados na Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_204"><span class="label label-default">Art. 204.</span></a> A seguridade social será financiada por toda a sociedade de forma direta e indireta, mediante contribuições sociais e recursos provenientes da receita tributária das entidades estatais, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A proposta de orçamento de seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde e previdência social, e terá em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii384342">Seção II<br ?/?> Da Saúde</span> </span><br /><br /><a name="artigo_205"><span class="label label-default">Art. 205.</span></a> A saúde, como direito de todos e dever do Estado, é assegurada mediante políticas sociais, econômicas e ambientais que visam à eliminação de risco de doença e outros agravos, e ao acesso igualitário às ações e serviços para sua proteção e recuperação.<br /><br /><a name="artigo_206"><span class="label label-default">Art. 206.</span></a> Como integrante do Sistema Único de Saúde, cabe ao Estado a organização e a defesa da saúde pública, por meio de medidas preventivas e da prestação dos serviços necessários.<br /><br /><a name="artigo_207"><span class="label label-default">Art. 207.</span></a> Os órgãos colegiados de saúde previstos na legislação federal terão poderes de deliberação e participação paritária do poder público e da comunidade.<br /><br /><a name="artigo_208"><span class="label label-default">Art. 208.</span></a> O Estado e os Municípios possibilitarão às comunidades do interior assistência médica, odontológica, farmacêutica e social, com a utilização de unidades móveis de atendimento.<br /><br /><a name="artigo_209"><span class="label label-default">Art. 209.</span></a> É vedada a destinação de recursos públicos na área da saúde para auxílios e subvenções a instituições privadas com fins lucrativos.<br /><br /><a name="artigo_210"><span class="label label-default">Art. 210.</span></a> Ao Sistema Estadual de Saúde competirá, na forma da lei:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a elaboração e atualização do plano de atendimento e nutrição em consonância com o respectivo plano nacional;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a criação de comissão permanente de fiscalização e controle das atividades próprias do setor de saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a regulamentação de todo o percurso do sangue; coleta, processamento, estocagem, tubagem, sorologia, distribuição, transporte, descarte, indicação e transfusão, bem como a procedência e a qualidade do sangue ou componente destinado à industrialização, seu processamento, guarda, distribuição e aplicação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a criação de bancos de órgãos humanos, reguladas a sua aquisição e doação na forma da lei federal.<br /><br /><a name="artigo_211"><span class="label label-default">Art. 211.</span></a> Cabe ao Estado, com o uso de técnicas adequadas, inspecionar e fiscalizar os serviços de saúde públicos e privados, para assegurar a salubridade e bem-estar dos funcionários e usuários.<br /><br /><a name="artigo_212"><span class="label label-default">Art. 212.</span></a> O Poder Público regulamentará o tratamento e o destino do lixo hospitalar, compreendidos como tal os resíduos das unidades de saúde, dos consultórios, das farmácias e dos serviços que usem aparelhos radioativos.<br /><br /><a name="artigo_213"><span class="label label-default">Art. 213.</span></a> O Sistema Único de Saúde do Estado cooperará com a rede pública de creche pré-escolar e de ensino fundamental, para promover o acompanhamento médico-odontológico ao educando.<br /><br /><a name="artigo_214"><span class="label label-default">Art. 214.</span></a> O Estado formulará política de saneamento básico e implementará a execução de ações que visem à erradicação de doenças endêmicas, parasitárias, infecciosas, com prioridade da saúde preventiva e promoção da educação sanitária.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii777130">Seção III<br ?/?> Da Previdência e Assistência Social</span> </span><br /><br /><a name="artigo_215"><span class="label label-default">Art. 215.</span></a> O Estado e os Municípios poderão instituir planos e programas, isolados ou conjuntos, de previdência e assistência social para seus servidores, mediante contribuições na forma do plano previdenciário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A gratificação de natal aos aposentados e pensionistas, em cada ano, terá por base o valor integral dos proventos pagos no mês de dezembro.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º É vedada a subvenção ou auxílio do Poder Público a entidades de previdência privada com fins lucrativos.<br /><br /><a name="artigo_216"><span class="label label-default">Art. 216.</span></a> A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente da contribuição à seguridade, e tem por finalidade:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o amparo às crianças e adolescentes carentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a promoção da integração ao mercado de trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e sua integração na sociedade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado e os Municípios, em regime de prioridade, destinarão recursos para garantir os direitos da criança e do adolescente na execução das políticas sociais básicas.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_vi793611">CAPÍTULO VI<br ?/?> DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i457977">Seção I<br ?/?> Da Educação</span> </span><br /><br /><a name="artigo_217"><span class="label label-default">Art. 217.</span></a> A educação, direito de todos e dever do Estado, será promovida e incentivada com a colaboração da família, visará ao desenvolvimento integral e preparo da pessoa para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, com base nos princípios e garantias da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A gratuidade do ensino inclui a do material escolar e a da alimentação do educando na escola. É proibida a cobrança de qualquer taxa nas escolas públicas do Estado e dos Municípios.<br /><br /><a name="artigo_218"><span class="label label-default">Art. 218.</span></a> Os conteúdos do ensino fundamental, para a formação básica comum e o respeito aos valores culturais e artísticos regionais, atenderão aos aspectos sociais, históricos e geoeconômicos do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os alunos de escolas rurais, em regiões agrícolas, tem direito a tratamento especial, adequado à sua realidade, devendo o Poder Público adotar critérios que levem em conta as estações do ano e seus ciclos agrícolas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O ensino fundamental é obrigatório e gratuito, com período de oito horas diárias para o turno diurno, e contará com a atuação prioritária dos Municípios e assistência técnica e financeira do Estado, inclusive para os que não tiveram acesso na idade própria.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas e privadas em todos os níveis.<br /><br /><a name="artigo_219"><span class="label label-default">Art. 219.</span></a> As escolas públicas do Estado e dos Municípios contarão com regimento interno, elaborado por sua diretoria e com a participação de pais, professores e alunos.<br /><br /><a name="artigo_220"><span class="label label-default">Art. 220.</span></a> O Estado e os Municípios aplicarão, anualmente, vinte e cinco por cento, no mínimo, de sua receita de impostos, inclusive o proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino, na forma da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As receitas provenientes dos royalties e da participação especial devida em função da exploração do petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos deverão ser aplicadas pelo Estado e Municípios, à base de 75% (setenta e cinco por cento) para a educação e 25% (vinte e cinco por cento) para a saúde.<br /><br /><a name="artigo_221"><span class="label label-default">Art. 221.</span></a> A lei estabelecerá o plano estadual e municipal de educação plurianual, articulando e desenvolvendo o ensino estadual em seus diversos níveis, mediante ação integrada do poder público, para a:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - erradicação do analfabetismo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - universalização do atendimento escolar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - melhoria da qualidade do ensino;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - cumprimento das normas gerais de educação nacional;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - garantia pelo Poder Público de mecanismos de controle indispensáveis à necessária autorização para cobrança de mensalidades e quaisquer outros pagamentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - autorização e avaliação pelo Poder Público, segundo norma do Conselho Estadual de Educação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - formação para o trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - promoção humanística, científica e tecnológica.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O plano de educação disporá sobre os currículos mínimos das escolas públicas estaduais e municipais, e a criação de creches nos estabelecimentos escolares.<br /><br /><a name="artigo_222"><span class="label label-default">Art. 222.</span></a> O Estado dará apoio financeiro às atividades universitárias de ensino, pesquisa e extensão, mediante a formação de recursos humanos, concessão de meios e condições especiais de trabalho, visando à solução de problemas regionais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Serão reservadas na forma da Lei Complementar, 50% das vagas dos cursos de graduação oferecidos pelas instituições públicas estaduais de educação superior do Estado do Maranhão aos alunos que tenham cursado todas as séries na rede pública de ensino médio, a serem preenchidas mediante exame vestibular.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º No caso do não preenchimento das vagas oferecidas segundo os critérios previstos no parágrafo anterior, as mesmas serão ocupadas por candidatos excedentes que não concorreram pelo sistema de reserva de vagas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Poder Executivo promoverá, no prazo de dez anos, a contar de sua implantação, a revisão do sistema especial para o acesso de estudantes que tenham cursado todas as séries na rede pública de ensino médio. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 51, de 20/12/2006).<br /><br /><a name="artigo_223"><span class="label label-default">Art. 223.</span></a> O Estado e os Municípios garantirão o ensino obrigatório em condições apropriadas para os portadores de deficiência física, mental e sensorial, com estimulação precoce e ensino profissionalizante.<br /><br /><a name="artigo_224"><span class="label label-default">Art. 224.</span></a> Os programas de suplementação alimentar e de material didático escolar atenderão às peculiaridades regionais, observada a realidade do Estado.<br /><br /><a name="artigo_225"><span class="label label-default">Art. 225.</span></a> A <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> do Município adotará providências no sentido de que não seja concedida licença para construção de conjuntos residenciais cujos projetos não incluam a edificação de prédios escolares com capacidade de atendimento à população escolar ali residente.<br /><br /><a name="artigo_226"><span class="label label-default">Art. 226.</span></a> O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - cumprimento das normas gerais de educação nacional;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - garantia pelo Poder Público de mecanismos de controle indispensáveis à necessária autorização para cobrança de mensalidades e quaisquer outros pagamentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - autorização e avaliação pelo Poder Público, segundo norma do Conselho Estadual de Educação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. É assegurado a participação paritária do Poder Público, das entidades mantenedoras dos estabelecimentos de ensino, dos professores, dos alunos do segundo e do terceiro grau, emancipados e em pleno exercício da capacidade civil, e dos pais de alunos na composição do Conselho Estadual de Educação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 52, de 14/11/2007).<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii294887">Seção II<br ?/?> Da Cultura</span> </span><br /><br /><a name="artigo_227"><span class="label label-default">Art. 227.</span></a> O Estado assegurará acesso às fontes de cultura, apoiando e incentivando todas as manifestações de natureza cultural.<br /><br /><a name="artigo_228"><span class="label label-default">Art. 228.</span></a> O patrimônio cultural do Estado é constituído dos bens materiais e imateriais portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos que se destacaram na defesa dos valores nacionais e estaduais, entre os quais:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - as obras, objetos, documentos, monumentos e outras manifestaçõesartístico-culturais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - as formas de expressão;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os modos de criar, fazer e viver;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - as criações científicas, tecnológicas e artísticas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Poder Público e todo cidadão são responsáveis pela proteção do patrimônio cultural maranhense, através da sua conservação e manutenção sistemática e por meio de inventários, registros, vigilância, tombamentos, desapropriação e de outras formas de acautelamento e preservação, com vistas a assegurar, para a comunidade, o seu uso social.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos maranhenses.<br /><br /><a name="artigo_229"><span class="label label-default">Art. 229.</span></a> O Estado reconhecerá e legalizará, na forma da lei, as terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.<br /><br /><a name="artigo_230"><span class="label label-default">Art. 230.</span></a> Com o fim de preservar a memória dos povos indígenas e os fatos da história maranhense, ficam mantidos ou revigorados os topônimos de origem indígena ou histórica relacionados com o devido lugar.<br /><br /><a name="artigo_231"><span class="label label-default">Art. 231.</span></a> O Estado e os Municípios farão, em conjunto, o inventário dos bens que constituem o patrimônio cultural maranhense e o mapeamento da cultura, visando à adoção de medidas necessárias à sua proteção e conservação.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii835574">Seção III<br ?/?> Do Desporto</span> </span><br /><br /><a name="artigo_232"><span class="label label-default">Art. 232.</span></a> O Estado fomentará práticas desportivas formais e não formais, para assegurar:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a autonomia das entidades dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e amador.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Serão destinados recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e comunitário e, na forma da lei, do desporto de alto rendimento.<br /><br /><a name="artigo_233"><span class="label label-default">Art. 233.</span></a> O lazer é uma forma de promoção social a que se obriga o Poder Público, que o desenvolverá e incentivará.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_vii287321">CAPÍTULO VII<br ?/?> DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA </span><br /></span><br /><a name="artigo_234"><span class="label label-default">Art. 234.</span></a> O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológica.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Estado elaborará diretrizes para os órgãos de ciência e tecnologia, e apoiará a formação de recursos humanos para valorizá-los.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário, tendo em vista o bem público e o progresso das ciências.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução de problemas regionais e o desenvolvimento produtivo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º O Estado vinculará parcela de sua receita corrente anual, correspondente a meio por cento, para a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA. (Alterado pela Emenda Constitucional nº 045, de 18/05/2004)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º As despesas com a administração da FAPEMA, inclusive com pessoal, não poderão ultrapassar a dez por cento do seu orçamento. (Alterado pela Emenda Constitucional nº 045, de 18/05/2004)<br /><br /><a name="artigo_235"><span class="label label-default">Art. 235.</span></a> A política científica e tecnológica deverá proteger os patrimônios arqueológicos, paleontológicos e históricos, ouvida a comunidade científica.<br /><br /><a name="artigo_236"><span class="label label-default">Art. 236.</span></a> A legislação ordinária fixará regimes especiais de prioridades para preservar a produção intelectual de inovações tecnológicas, tais como sistemas e programas de processamento de dados, genes e outros tipos de inovações que assim o exijam.<br /><br /><a name="artigo_237"><span class="label label-default">Art. 237.</span></a> É vedada a construção, o armazenamento e o transporte de armas nucleares no território do Estado.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_viii834089">CAPÍTULO VIII<br ?/?> DA COMUNICAÇÃO SOCIAL </span><br /></span><br /><a name="artigo_238"><span class="label label-default">Art. 238.</span></a> A comunicação social, feita por meio da manifestação do pensamento, da criação, de expressão e da informação, com liberdade e responsabilidade, obedecerá, no que for aplicável, às normas contidas na Constituição Federal.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ix94245">CAPÍTULO IX<br ?/?> DO MEIO AMBIENTE </span><br /></span><br /><a name="artigo_239"><span class="label label-default">Art. 239.</span></a> Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade da vida, impondo-se a todos, e em especial ao Estado e aos Municípios, o dever de zelar por sua preservação e recuperação em benefício das gerações atuais e futuras.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A devastação da flora nas nascentes e margens dos rios, riachos e lagos de todo o Estado importará em responsabilidade patrimonial e penal, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Estado e os Municípios da Ilha de Upaon-Açu desenvolverão em conjunto um programa de recuperação e conservação dos seus rios, riachos, lagos e fontes naturais, bem como o estabelecimento de suas paisagens naturais notáveis.<br /><br /><a name="artigo_240"><span class="label label-default">Art. 240.</span></a> A atividade econômica e social conciliar-se-á com a proteção ao meio ambiente. A utilização dos recursos naturais será feita de forma racional para preservar as espécies nos seus caracteres biológicos, na sua ecologia, harmonia e funcionalidade dos ecossistemas, para evitar danos à saúde, à segurança e ao bem estar das populações.<br /><br /><a name="artigo_241"><span class="label label-default">Art. 241.</span></a> Na defesa do meio ambiente, o Estado e os Municípios levarão em conta as condições dos aspectos locais e regionais, e assegurarão:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a implantação de unidades de conservação representativas de todos os ecossistemas originais da área territorial do Estado, vedada qualquer utilização ou atividade que comprometa seus atributos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a proteção à fauna e à flora, vedadas as práticas que submetam os animais à crueldade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a manutenção das unidades de conservação atualmente existentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a proteção das seguintes áreas de preservação permanente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) os manguezais;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) as nascentes dos rios;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) áreas que abriguem exemplares raros da fauna e da flora e as que sirvam como local de pouso ou reprodução de espécies migratórias e nativas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) recifes e corais das reentrâncias;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) as paisagens notáveis;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) as dunas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) a Lagoa da Jansen;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> h) faixa de, no mínimo, cinqüenta metros em cada margem dos mananciais e rios;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> i) as nascentes dos rios e as faixas de proteção de águas superficiais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a definição como áreas de relevante interesse ecológico e cujo uso dependerá de prévia autorização:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) os campos inundáveis e lagos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) a Ilha dos Caranguejos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) a cobertura florestal da pré-Amazônia e a zona florestal do rio Una, na região do Munim;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) a zona costeira;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) os cocais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - o gerenciamento costeiro dos recursos hídricos continentais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o zoneamento agrícola do seu território, estimulando o manejo integrado e a difusão de técnicas de controle biológico;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a elaboração de estudo de impacto ambiental, a que se dará publicidade, e a realização de audiências públicas, como condicionamento a implantação de instalações ou atividades efetivas ou potencialmente causadoras de alterações significativas do meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a criação e o livre acesso de informação que garanta à população o conhecimento dos níveis de poluição, da qualidade do meio ambiente, das situações de risco de acidentes e da presença de substâncias potencialmente danosas à saúde, na água potável, nos mares e rios e nos alimentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - a promoção de medidas judiciais e administrativas de responsabilização dos causadores de poluição ou degradação ambiental;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - a conscientização da população e a adequação do ensino de forma a incorporar os princípios e objetivos da proteção ambiental.<br /><br /><a name="artigo_242"><span class="label label-default">Art. 242.</span></a> O Estado promoverá o zoneamento de seu território, definindo diretrizes gerais para sua ocupação, inclusive para as questões inerentes à disposição de resíduos sólidos humanos, de esgotos domésticos e industriais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A efetiva implantação de áreas ou pólos industriais, bem como as transformações de uso, dependerão de estudo de impacto ambiental e do correspondente licenciamento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei regulará as atividades industriais que utilizem produtos florestais, como combustíveis ou matéria-prima.<br /><br /><a name="artigo_243"><span class="label label-default">Art. 243.</span></a> O Estado tem a competência e deverá coordenar o inventário e o mapeamento das coberturas florestais, para a adoção de medidas especiais para sua proteção.<br /><br /><a name="artigo_244"><span class="label label-default">Art. 244.</span></a> É obrigatória a recuperação da vegetação nativa nas áreas protegidas por lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A lei definirá os critérios e métodos de recuperação e as penalidades aos infratores.<br /><br /><a name="artigo_245"><span class="label label-default">Art. 245.</span></a> O Estado apoiará a formação de consórcios entre Municípios, para a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental, em particular ao saneamento básico e à preservação dos recursos hídricos.<br /><br /><a name="artigo_246"><span class="label label-default">Art. 246.</span></a> O Ministério Público atuará na proteção e defesa do meio ambiente e do patrimônio paisagístico, cultural, artístico e arqueológico.<br /><br /><a name="artigo_247"><span class="label label-default">Art. 247.</span></a> Dependerá de autorização legislativa o licenciamento para execução de programas e projetos, produção ou uso de substâncias químicas ou fontes energéticas que constituam ameaça potencial aos ecossistemas naturais e à saúde humana.<br /><br /><a name="artigo_248"><span class="label label-default">Art. 248.</span></a> Aquele que explorar recursos vegetais e minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As autoridades, sob pena de responsabilidade, punirão os infratores na forma que a lei estabelecer.<br /><br /><a name="artigo_249"><span class="label label-default">Art. 249.</span></a> Nas áreas de preservação permanente serão vedadas as atividades econômicas e permitida a pesquisa, o lazer controlado e a educação ambiental, e elas não podem ser transferidas a particulares, a qualquer título.<br /><br /><a name="artigo_250"><span class="label label-default">Art. 250.</span></a> O Estado promoverá programa de reflorestamento das nascentes e das margens dos rios, lagoas e lagos.<br /><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_x360164">CAPÍTULO X<br ?/?> DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010) </span><br /><br /><a name="artigo_251"><span class="label label-default">Art. 251.</span></a> A família, base da sociedade, receberá especial proteção do Estado, na forma desta Constituição e da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado manterá programas destinados à assistência integral à família por meio de serviços que incluam:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - orientação e oferta de recursos científicos para o adequado planejamento familiar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - criação e manutenção de serviços de prevenção e orientação, e de recebimento e encaminhamento de denúncia referente à violência no âmbito das relações familiares, institucionais e sociais.<br /><br /><a name="artigo_252"><span class="label label-default">Art. 252.</span></a> A família, a sociedade e o Estado promoverão ações que assegurem à criança, ao adolescente e ao jovem, prioritariamente, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à cultura, à profissionalização, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, colocando-os a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (modificado pela Emenda à Constituição nº 059, de 07/04/2010).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Para assegurar a equidade de acesso, caberá aos Municípios criar e manter uma estrutura que ofereça condições suficientes para o funcionamento regulardos Conselhos Tutelares, observada, preferencialmente, a proporção mínima de um Conselho para cada cem mil habitantes. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 076/2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. É vedado o contingenciamento das dotações orçamentárias especificamente consignadas para a educação, a saúde e a assistência social de crianças e adolescentes, bem assim de manutenção dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente e da Assistência Social, como também dos Fundos a eles vinculados (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 57, de 22.09.2009)<br /><br /><a name="artigo_252-A"><span class="label label-default">Art. 252-A</span></a> O Estado protegerá os direitos econômicos, sociais e culturais das juventudes mediante políticas especificas, visando assegurar-lhes: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - formação profissional e o desenvolvimento da cultura; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - acesso ao primeiro emprego e a habitação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - lazer; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - segurança social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A lei estabelecerá o plano estadual de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias esferas do poder público para a execução de políticas públicas.<br /><br /><a name="artigo_253"><span class="label label-default">Art. 253.</span></a> O Estado estimulará, por meio de incentivos fiscais e subsídios, nos termos da lei, o acolhimento ou a guarda da criança, adolescente e jovem órfão ou carente, ou idoso necessitado.(Modificado pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Receberão apoio técnico do Estado os programas socioeducativos destinados aos carentes, de proteção ao idoso, de responsabilidade de entidades beneficentes sem fins lucrativo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A família, a sociedade, o Estado e os Municípios tem o dever de amparar as pessoas idosas e carentes, de preferência nos seus próprios lares e de assegurar a sua dignidade e bem-estar, assim como garantir-lhe o direito à vida e à moradia.<br /><br /><a name="artigo_254"><span class="label label-default">Art. 254.</span></a> A Lei de Organização Judiciária instituirá Varas especializadas que tenham por objeto as relações jurídicas da criança e do adolescente, nas Comarcas de população superior a trezentos mil habitantes.<br /><br /><a name="artigo_255"><span class="label label-default">Art. 255.</span></a> Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos e interurbanos.<br /><br /><a name="artigo_256"><span class="label label-default">Art. 256.</span></a> Os órgãos públicos aplicarão percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil, de forma a assegurar meios e condições de combate eficaz à mortalidade infantil.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_ix588761">TÍTULO IX<br ?/?> DISPOSIÇÕES GERAIS FINAIS </span><br /></span><br /><a name="artigo_257"><span class="label label-default">Art. 257.</span></a> Os Juízes de Direito e os Promotores de Justiça enviarão, mensalmente, às respectivas Corregedorias, relatório de suas atividades, sendo que o desempenho nele consignado servirá, na forma da lei, de critério para promoção por merecimento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Para promoção na Magistratura e no Ministério Público, a aferição do merecimento, pelos critérios de presteza e segurança no exercício da jurisdição, observará os atos de abuso de poder e de procrastinação processual.<br /><br /><a name="artigo_258"><span class="label label-default">Art. 258.</span></a> Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por designação do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil dos notários, dos oficiais de registro e de seus atos pelo Poder Judiciário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro serão fixados no Regimento de Custas e Emolumentos, atendidas as normas gerais da lei federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, e não se permitirá que qualquer serventia fique vaga sem abertura de concurso de provimento ou de remoção por mais de seis meses.<br /><br /><a name="artigo_259"><span class="label label-default">Art. 259.</span></a> A lei disporá, no que couber, sobre a adaptação dos logradouros, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo atualmente existentes, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência.<br /><br /><a name="artigo_260"><span class="label label-default">Art. 260.</span></a> O Estado se empenhará, por seus órgãos ligados à política agrária e à segurança pública, no sentido de dar apoio à aplicação do art. 243 da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_261"><span class="label label-default">Art. 261.</span></a> O Estado poderá instituir contencioso administrativo para apreciação de recursos contra as decisões da Fazenda Pública Estadual.<br /><br /><a name="artigo_262"><span class="label label-default">Art. 262.</span></a> O ensino público estadual será orientado no sentido de excluir qualquer forma de manifestação racista e discriminação religiosa, e de contemplar as origens étnicas da população.<br /><br /><a name="artigo_263"><span class="label label-default">Art. 263.</span></a> O Estado promoverá as ações indispensáveis à manutenção e à reintegração das áreas a que se refere o art. 195 desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_264"><span class="label label-default">Art. 264.</span></a> Cabe ao Poder Executivo assegurar, na forma da lei, em todo o território estadual, o livre trânsito de gado destinado a cria e recria em estabelecimento de produtores agropecuários registrados no Cadastro de Contribuintes do Estado.<br /><br /><a name="artigo_265"><span class="label label-default">Art. 265.</span></a> O Estado e os Municípios disciplinarão a criação do rebanho bubalino, para conciliar essa atividade com os interesses do pequeno produtor rural e da pesca artesanal.<br /><br /><a name="artigo_266"><span class="label label-default">Art. 266.</span></a> É vedado o uso de qualquer integrante da Polícia Militar para serviço de vigilância, guarda e proteção de bens particulares, inclusive de residências não oficiais, de detentores de mandato eletivo e de função pública de qualquer dos Poderes, salvo se no cumprimento de decisão judicial.<br /><br /><a name="artigo_267"><span class="label label-default">Art. 267.</span></a> Incide na penalidade de destituição do mandato administrativo ou do cargo ou função de direção, o agente público que, dentro de noventa dias do requerimento do interessado, deixar injustificadamente de sanar omissão inviabilizadora do exercício de direito constitucionalmente assegurado.<br /><br /><a name="artigo_268"><span class="label label-default">Art. 268.</span></a> Ninguém será discriminado ou de qualquer forma prejudicado pelo fato de litigar contra a Fazenda Pública Estadual ou Municipal, no âmbito administrativo ou judicial.<br /><br /><a name="artigo_269"><span class="label label-default">Art. 269.</span></a> Nos processos administrativos, qualquer que seja o objeto e o procedimento, observar-se-ão, entre outros requisitos de validade, a publicidade, o contraditório, a ampla defesa e a motivação do despacho ou decisão.<br /><br /><a name="artigo_270"><span class="label label-default">Art. 270.</span></a> Todos têm o direito de requerer e obter, em prazo não excedente a trinta dias, informações sobre projetos do Poder Público, ressalvados os casos cujo sigilo seja comprovadamente imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.<br /><br /><a name="artigo_271"><span class="label label-default">Art. 271.</span></a> Os estabelecimentos de ensino médio farão incluir no currículo escolar, obrigatoriamente, o estudo da História do Maranhão.<br /><br /><a name="artigo_272"><span class="label label-default">Art. 272.</span></a> A Universidade Estadual do Maranhão goza de autonomia didático - científico, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerá ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A lei de diretrizes orçamentárias consignará percentual nunca inferior a vinte por cento dos recursos constitucionais previstos no art. 220 desta Constituição, em apoio às atividades do ensino superior público estadual.<br /><br /><a name="artigo_273"><span class="label label-default">Art. 273.</span></a> O uso de carro oficial de caráter exclusivo será admitido somente para o Governador e Vice-Governador do Estado, Presidente da Assembleia Legislativa, Presidente e membros do Tribunal de Justiça.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A lei regulará o uso de carros oficiais destinados ao serviço público.<br /><br /><a name="artigo_274"><span class="label label-default">Art. 274.</span></a> Dos recursos arrecadados pelo Estado nas multas de trânsito, quinze por cento serão repassados aos municípios que possuírem serviço de trânsito organizado, na forma da lei. (Redação dade pela Emenda Constitucional nº 001 de 11/12/1989)<br /><br /><a name="artigo_275"><span class="label label-default">Art. 275.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /><a name="artigo_275-A"><span class="label label-default">Art. 275-A</span></a> .Fica instituído, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual da Pessoa com Deficiência, a ser regulamentado por Lei, com o objetivo de garantir e valorizar a pluralidade e a singularidade, assegurar direitos e criar oportunidades para o cidadão com deficiência.(Acrescido pela Emenda Constitucional nº 087/2020)<br /><br /><a name="artigo_275-B"><span class="label label-default">Art. 275-B</span></a> Fica instituído, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, a ser regulado por Lei, destinado a financiar as ações da Política Estadual de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres com o objetivo de garantir e valorizar a pluralidade e a singularidade das pessoas, assegurar direitos e criar oportunidades para a mulher violentada. .(Acrescido pela Emenda Constitucional nº 088/2020)<br /><br /><a name="artigo_276"><span class="label label-default">Art. 276.</span></a> Está Constituição e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias entrarão em vigor na data de sua publicação.<br /><br />ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS<br /><br /><a name="artigo_1"><span class="label label-default">Art. 1º</span></a> O Governador do Estado, o Presidente do Tribunal de Justiça e os membros da Assembleia Legislativa prestarão compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, no ato e na data de sua promulgação.<br /><br /><a name="artigo_2"><span class="label label-default">Art. 2º</span></a> Promulgada a <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ma/maranhao/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao-do-estado-do data-original-title='Constituição Estadual MA' data-id=848884>Constituição do Estado</a>, caberá às Câmaras Municipais, no prazo de seis meses, votar a <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-maranhao-ma data-original-title='Lei Orgânica Maranhão MA' data-id="">Lei Orgânica</a> respectiva, em dois turnos de discussão e votação, respeitado o disposto na Constituição Federal e nesta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_3"><span class="label label-default">Art. 3º</span></a> Será criada, dentro de noventa dias da Promulgação desta Constituição, a Comissão de Estudos Territoriais com dez membros indicados pela Assembleia Legislativa e cinco pelo Poder Executivo, com a finalidade de apresentar estudos sobre o território estadual, e anteprojetos relativos aos limites das unidades municipais, notadamente com áreas pendentes de solução.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No prazo de um ano, a Comissão submeterá à Assembleia Legislativa os resultados de seus estudos, para, nos termos da Constituição, serem apreciados nos doze meses subseqüentes, e se extinguirá logo após.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Estado, em conjunto com os Municípios, deverá, no prazo do § 2º do art. 12 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, promover, mediante acordo ou arbitramento, a demarcação de suas linhas divisórias, podendo para isso fazer alteração e compensações de áreas que atendam aos acidentes naturais, critérios históricos, conveniências administrativas e comodidade das populações limítrofes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Havendo solicitação dos Municípios interessados, o Estado poderáencarregar-se dos trabalhos de demarcação.<br /><br /><a name="artigo_4"><span class="label label-default">Art. 4º</span></a> É assegurado o exercício cumulativo de dois cargos de profissionais de saúde que estejam sendo exercidos na administração pública direta ou indireta.<br /><br /><a name="artigo_5"><span class="label label-default">Art. 5º</span></a> Os servidores públicos do Estado, da administração direta, indireta e das fundações públicas, em exercício na data da publicação da Constituição, são considerados estáveis no serviço público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos professores de nível superior nem aos ocupantes de cargos, funções ou empregos de confiança ou em comissão, nem aos que a lei declare de livre nomeação.<br /><br /><a name="artigo_6"><span class="label label-default">Art. 6º</span></a> A lei definirá os critérios para a criação do centro de treinamento e atualização do servidor público estadual, cuja finalidade será a permanente reciclagem e formação profissional dos servidores públicos do Estado do Maranhão.<br /><br /><a name="artigo_7"><span class="label label-default">Art. 7º</span></a> O Poder Executivo encaminhará à Assembleia Legislativa, no prazo de cento e vinte dias, contados da promulgação desta Constituição, o plano de carreira, cargos e salários dos servidores da administração direta, autarquias e fundações públicas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /><a name="artigo_8"><span class="label label-default">Art. 8º</span></a> Dentro de cento e oitenta dias, contados da promulgação desta Constituição, proceder-se-á a revisão dos direitos dos servidores públicos inativos e pensionistas do Estado, e à atualização dos proventos e pensões a eles devidos, a fim de ajustá-los ao nela disposto.<br /><br /><a name="artigo_9"><span class="label label-default">Art. 9º</span></a> Ficam oficializados serventias do foro judicial, assim definidas em lei, remuneradas exclusivamente pelo Poder Público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os atuais ocupantes de serventias do foro judicial e extrajudicial serão aproveitados no cargo, desde que estáveis no serviço público, na forma da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Poder Judiciário, dentro de noventa dias, encaminhará projeto de lei que definirá as serventias do foro judicial e extrajudicial e seu regime jurídico.<br /><br /><a name="artigo_10"><span class="label label-default">Art. 10.</span></a> O Estado editará lei que estabeleça critérios para a compatibilização de seus quadros de pessoal com o disposto no art. 39 da Constituição Federal, no prazo de seis meses a partir da promulgação desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_11"><span class="label label-default">Art. 11.</span></a> O Estado e os Municípios reavaliarão todos os incentivos fiscais de natureza setorial ora em vigor e proporão ao Poder Legislativo as respectivas medidas cabíveis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Considerar-se-ão revogados, após dois anos, a partir da promulgação desta Constituição, os incentivos que não forem confirmados em lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A revogação não prejudicará os direitos que já tiverem sido adquiridos àquela data em relação a incentivos concedidos sob condição e com prazo certo.<br /><br /><a name="artigo_12"><span class="label label-default">Art. 12.</span></a> Fica criada, na Assembleia Legislativa do Estado, uma Procuradoria Geral destinada a prestar assessoramento jurídico interno a seus órgãos e membros, cuja estrutura, organização, funcionamento e quadro de pessoal serão definidos em lei de iniciativa da Assembleia Legislativa.<br /><br /><a name="artigo_13"><span class="label label-default">Art. 13.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Até que se instale o Tribunal de Alçada, o Tribunal de Justiça exercerá as atribuições e competências definidas na ordem constitucional precedente." Vide Ação Direta de Inconstitucionalidade 366-6/600 julgada procedente pelo STF.<br /><br /><a name="artigo_14"><span class="label label-default">Art. 14.</span></a> Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 137, § 9º, serão obedecidas as seguintes normas:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato governamental subsequente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o projeto de lei orçamentária do Estado será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.<br /><br /><a name="artigo_15"><span class="label label-default">Art. 15.</span></a> Após a promulgação desta Constituição, para cumprimento das Disposições Constitucionais que impliquem variações de despesa e receita do Estado, o Poder Executivo elaborará projeto de revisão da lei orçamentária referente ao exercício financeiro de 1990, para apreciação do Poder Legislativo.<br /><br /><a name="artigo_16"><span class="label label-default">Art. 16.</span></a> Nos dez primeiros anos da promulgação desta Constituição o Poder Público desenvolverá esforços com a mobilização de todos os setores organizados da sociedade e com aplicação de, pelo menos, cinqüenta por cento dos recursos a que se refere o art. 212 da Constituição Federal, para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental.<br /><br /><a name="artigo_17"><span class="label label-default">Art. 17.</span></a> O Estado promoverá, no prazo de cinco anos, as medidas administrativas e judiciais, necessárias ao início e conclusão dos trabalhos discriminatórios de suas terras devolutas.<br /><br /><a name="artigo_18"><span class="label label-default">Art. 18.</span></a> O Forte Vera Cruz, na cidade de Rosário, e o Forte de Santo Antonio da Barra, na Ilha de Upaon-Açu, serão tombados para constituírem patrimôniohistórico-cultural do Estado, com a sua transformação em museu.<br /><br /><a name="artigo_19"><span class="label label-default">Art. 19.</span></a> Fica criada a Região Metropolitana da Grande São Luís, com a abrangência, organização e funções definidas em lei complementar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Lei Complementar criará Regiões Metropolitanas, nos termos do disposto neste artigo.<br /><br /><a name="artigo_20"><span class="label label-default">Art. 20.</span></a> O Estado assistirá às entidades mantenedoras de estabelecimentos destinados à moradia de estudantes carentes, localizados na cidade de São Luís.<br /><br /><a name="artigo_21"><span class="label label-default">Art. 21.</span></a> A lei estabelecerá, sem prejuízo do plano permanente, programa de emergência que resguarde o patrimônio histórico, artístico e paisagístico do Maranhão, notadamente nas cidades de São Luís, Alcântara e Viana.<br /><br /><a name="artigo_22"><span class="label label-default">Art. 22.</span></a> O Poder Público incentivará a criação e a manutenção de escolas comunitárias de segundo grau, especialmente voltadas para a profissionalização do homem do campo.<br /><br /><a name="artigo_22-A"><span class="label label-default">Art. 22-A</span></a> O Poder Público reconhece as Escolas Famílias Agrícolas, Casas Famílias Rurais e Centro Familiares de Formação por Alternância existentes no Maranhão, sendo-lhes garantidos seus princípios e suas metodologias.(Acrescido pela Emenda Constitucional nº 061, de 22/12/2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A Lei disporá sobre a forma adequada de estimulo a criação das Escolas Famílias Agrícolas, Casas Familiares Rurais e Centro Familiares de Formação por Alternância, além de garantir o apoio necessário para o seu funcionamento (Acrescido pela Emenda Constitucional nº 061, de 22/12/2010)<br /><br /><a name="artigo_23"><span class="label label-default">Art. 23.</span></a> É assegurada a participação dos sindicatos ou associações de professores públicos no processo da reformulação do Estatuto do Magistério e na implantação do regimento das escolas públicas do Estado.<br /><br /><a name="artigo_24"><span class="label label-default">Art. 24.</span></a> As áreas das nascentes dos rios Parnaíba, Farinha, Itapecuruzinho, Pindaré, Mearim, Corda, Grajaú, Turiaçu e ainda os campos naturais inundáveis das Baixadas Ocidental e Oriental Maranhenses serão limitadas em lei como reservas ecológicas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelo Estado por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As áreas definidas neste artigo terão seu uso e destinação regulados em lei e serão discriminadas no prazo de até quatro anos, contados da promulgação desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 05, de 03/10/1991)<br /><br /><a name="artigo_25"><span class="label label-default">Art. 25.</span></a> O Estado instituirá órgão especial vinculado à Secretaria de Saúde e destinado a promover e desenvolver a política estadual de sangue e hemoderivados.<br /><br /><a name="artigo_26"><span class="label label-default">Art. 26.</span></a> Verificada a turbação, ou esbulho de terras públicas ou devolutas nos campos inundáveis do Estado, o Poder Executivo promoverá as ações possessórias competentes, no prazo de cento e vinte dias.<br /><br /><a name="artigo_27"><span class="label label-default">Art. 27.</span></a> Após apuração em ação judicial adequada, ficam transferidas para o patrimônio dos respectivos Municípios as terras remanescentes de processo de demarcação, divisão ou discriminação, destinadas ao pagamento de ausentes e desconhecidos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os Municípios beneficiados terão o prazo de dois anos para a efetivação do disposto neste artigo, sob pena de reverterem essas terras ao domínio do Estado.<br /><br /><a name="artigo_28"><span class="label label-default">Art. 28.</span></a> O Estado desenvolverá, através da Universidade Estadual do Maranhão, atividades de museologia e turismo, com vistas à valorização do patrimônio cultural de São Luís e Alcântara.<br /><br /><a name="artigo_29"><span class="label label-default">Art. 29.</span></a> Até promulgação da lei complementar referida no art. 140, desta Constituição, o município não poderá despender com pessoal, inclusive os membros do Legislativo, mais de sessenta e cinco por cento do valor de suas receitas correntes.<br /><br /><a name="artigo_30"><span class="label label-default">Art. 30.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 028, de 28.03.2000)<br /><br /><a name="artigo_31"><span class="label label-default">Art. 31.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 58, de 04.12.2009)<br /><br /><a name="artigo_32"><span class="label label-default">Art. 32.</span></a> O Poder Judiciário, no prazo de seis meses, remeterá à Assembleia Legislativa o projeto de Lei de Organização Judiciária do Estado.<br /><br /><a name="artigo_33"><span class="label label-default">Art. 33.</span></a> Enquanto não definida em lei, a circunscrição judiciária do novo Município continuará subordinada à Comarca em que se localizará a nova sede municipal.<br /><br /><a name="artigo_34"><span class="label label-default">Art. 34.</span></a> Continua em vigor a Lei Complementar nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="" data-ambito="2" data-toggle="tooltip" href="https://leis.org/estaduais/lei/nao-encontrada" data-original-title=" Data da Norma: .. - ">03</a>, de 23 de dezembro de 1981, no que não colidir com as normas desta Constituição, até a promulgação das novas Leis Orgânicas dos Municípios.<br /><br /><a name="artigo_35"><span class="label label-default">Art. 35.</span></a> Ficam extintas as Delegacias Regionais no antigo Conselho de Contas dos Municípios.<br /><br /><a name="artigo_36"><span class="label label-default">Art. 36.</span></a> O plano plurianual, num período de dez anos, destinará recursos necessários à cobertura das despesas com a construção de fóruns nas comarcas do interior.<br /><br /><a name="artigo_37"><span class="label label-default">Art. 37.</span></a> O Estado poderá aplicar, através de suas agências creditícias ou de estabelecimento criado para esse fim, em programas de financiamento do setor produtivo, as transferências feitas pela União em razão do disposto no art. 159, I, da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_38"><span class="label label-default">Art. 38.</span></a> Na liquidação dos débitos contraídos no período de 25 de fevereiro de 1986 a 31 de dezembro de 1987, inclusive suas negociações e composições posteriores, ainda que ajuizados, decorrentes do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, junto à Fazenda Estadual, não existirá correção monetária e multa, desde que o devedor seja:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - micro ou pequeno empresário;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - mini, pequeno ou médio produtor rural.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Para efeito deste artigo, consideram-se microempresas as pessoas jurídicas e as firmas individuais com receita anual de até sessenta mil Bônus do Tesouro Nacional (BTNs), e pequenas empresas, as pessoas jurídicas e as firmas individuais com receita anual de até cento e cinqüenta mil BTNs.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A classificação de miniprodutor, pequeno produtor e médio produtor rural será feita com base nas normas de crédito rural, emitidas pelo Banco Central do Brasil à época da promulgação desta Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A isenção da correção monetária e da multa a que se refere o caput deste artigo só será concedida se a liquidação do débito inicial, Acrescentado de juros legais de doze por cento ao ano e taxas judiciais, vier a ser efetivada no prazo de cento e vinte dias a contar da promulgação desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_39"><span class="label label-default">Art. 39.</span></a> Os fundos existentes na data da promulgação desta Constituiçãoextinguir-se-ão, se não forem ratificados pela Assembleia Legislativa, no prazo de doze meses.<br /><br /><a name="artigo_40"><span class="label label-default">Art. 40.</span></a> Fica criado o Conselho Estadual do Meio Ambiente - CONSEMA, órgão colegiado de composição paritária, que será regulado em lei ordinária.<br /><br /><a name="artigo_41"><span class="label label-default">Art. 41.</span></a> Fica criado o Conselho Estadual da Mulher, ao qual incumbe desenvolver, normatizar, orientar e deliberar a política a ser implantada no atendimento integral à mulher. As atribuições e composições desse órgão serão definidas em lei, e os seus membros, paritariamente serão indicados pelo Poder Executivo e entidades da sociedade civil.<br /><br /><a name="artigo_42"><span class="label label-default">Art. 42.</span></a> Fica criado o Conselho Estadual da Defesa da Criança e do Adolescente, com a incumbência de desenvolver, normatizar, orientar e deliberar a Política de atendimento aos direitos da criança e do adolescente. A composição paritária pelo Estado e sociedade civil e as atribuições do Conselho serão definidos em lei.<br /><br /><a name="artigo_43"><span class="label label-default">Art. 43.</span></a> Aos ex-combatentes serão assegurados pelo Estado, no que couber, os direitos previstos no artigo 53 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_44"><span class="label label-default">Art. 44.</span></a> O funcionamento de cassinos será autorizado em zonas de interesse turístico, na forma da lei, desde que não definido na legislação como contravenção penal.<br /><br /><a name="artigo_45"><span class="label label-default">Art. 45.</span></a> Cessada a investidura no cargo de Governador do Estado, o ex - governador que tenha exercido o cargo em caráter permanente, fará jus, a título de representação e desde que não tenha sofrido suspensão dos direitos políticos, a um subsídio mensal e vitalício igual aos vencimentos do cargo de Desembargador.<br /><br /><a name="artigo_46"><span class="label label-default">Art. 46.</span></a> O criador de gado bubalino, no prazo previsto no § 2º do art. 24 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ma/maranhao/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao-do-estado-do data-original-title='Constituição Estadual MA' data-id=848884>Constituição do Estado</a>, deverá efetuar a retirada dos búfalos que estejam sendo criados nos campos públicos naturais inundáveis das Baixadas Ocidental e Oriental Maranhenses, observadas as condições estabelecidas nos §§ 1º e 2º deste artigo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A retirada dos búfalos dar-se-á imediatamente após o julgamento dos processos discriminatórios administrativo ou judicial, cabendo ao Poder Executivo a adoção de medidas para o cumprimento do disposto neste parágrafo. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 05, de 03/10/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Das áreas definida neste artigo que tenham sido discriminadas até 05 de outubro de 1991, a retirada dos búfalos dar-se-á, improrrogavelmente, no prazo de seis meses a contar desta data. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 05, de 03/10/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Encerrado o prazo a que se refere o caput deste artigo, não será permitida a criação de gado bubalino nas Baixadas Ocidental e Oriental Maranhense, ressalvado o direito de proprietários de terras particulares legalmente registradas e reconhecidas pelo Estado, desde que o criatório se processe em regime de propriedades cercadas. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 05, de 03/10/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A Lei de Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos Anual e Plurianual conterão, obrigatoriamente, recursos destinados a discriminação dos campos naturais inundáveis na forma do disposto no § 2º do art. 24 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ma/maranhao/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao-do-estado-do data-original-title='Constituição Estadual MA' data-id=848884>Constituição do Estado</a>. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 05, de 03/10/1991)<br /><br /><a name="artigo_47"><span class="label label-default">Art. 47.</span></a> O serviço de imprensa Oficial do Estado promoverá edição popular de texto desta Constituição, que será posta à disposição das escolas, universidades, cartórios, sindicatos, quartéis, igrejas e de outras instituições representativas da comunidade, gratuitamente, de modo que cada cidadão maranhense possa receber do Estado um exemplar.<br /><br /><a name="artigo_48"><span class="label label-default">Art. 48.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O plebiscito de que trata o artigo 10 desta Constituição será realizado após a publicação da lei a que se refere este artigo, em data a ser designada pelo Tribunal Regional Eleitoral, que não poderá ultrapassar a 03 de maio de 1990.<br /><br /><a name="artigo_49"><span class="label label-default">Art. 49.</span></a> Fica instituído o Fundo para Conservação e Recuperação do Acervo Arquitetônico do Centro Histórico de São Luis do Maranhão, com o objetivo de custear programas e projetos governamentais de recuperação e conservação dos prédios do centro histórico de São Luis do Maranhão inscritos no Patrimônio Mundial e tombados pelo Governo Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Fundo será constituído por até 0,2% (dois décimos por cento) da parcela pertencente ao Estado do Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, arrecadado, bem como por recursos financeiros decorrentes de doações, legados, convênio e transferências. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 54, de 25/03/2008)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Fundo a que se refere o caput desse artigo será administrado por um comitê gestor que terá sua composição e atribuições regulamentadas em lei complementar. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 54, de 25/03/2008)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Poder Executivo publicará demonstrativo bimestral da execução orçamentária, discriminando as fontes e a aplicação dos recursos do Fundo. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 54, de 25/03/2008)<br /><br /><a name="artigo_50"><span class="label label-default">Art. 50.</span></a> (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º (Revogado pela Emenda Constitucional nº 004, de 14/06/1991)<br /><br /><a name="artigo_51"><span class="label label-default">Art. 51.</span></a> É instituído, para vigorar até o ano de 2020, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual de Combate ao Câncer", a ser regulado por lei complementar, com o objetivo de garantir maior qualidade de vida e da saúde pública a todos os maranhenses portadores de câncer, cujos recursos serão exclusivamente aplicados em ações destinadas ao tratamento adequado da doença.<br /><br /><a name="artigo_51"><span class="label label-default">Art. 51.</span></a> É instituído, para vigorar até o ano de 2030, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual de Combate ao Câncer, a ser regulado por Lei Complementar, com objetivo de garantir maior qualidade de vida e de saúde pública a todos os maranhenses portadores de câncer, cujos recursos serão exclusivamente aplicados em ações destinadas ao tratamento adequado da doença.(Redação dada pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 077/2018)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Fundo previsto neste artigo terá Conselho Consultivo e de Acompanhamento que contará com a participação de representantes da sociedade civil, nos termos da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /><a name="artigo_52"><span class="label label-default">Art. 52.</span></a> Compõem o Fundo Estadual de Combate ao Câncer: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a parcela do produto da arrecadação correspondente a 5% (cinco por cento) da receita bruta do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação - ICMS, incidentes sobre cigarros, cigarrilhas, charutos, demais derivados do tabaco;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a parcela do produto da arrecadação correspondente a 3% (três por cento) da receita bruta do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação - ICMS, incidentes sobre bebidas alcoólicas;<br /><br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - dotações orçamentárias próprias do Estado; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - doações, repasses, subvenções, contribuições ou quaisquer outras transferências de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado do País ou do exterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - verbas resultantes de convênios e acordos com entidades públicas municipais, estaduais, federais e estrangeiras;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - outras receitas, a serem definidas na regulamentação do referido Fundo.<br /><br />(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Aos recursos integrantes do Fundo de que trata este artigo não se aplica o disposto nos arts. 130, inciso IV e 138, inciso IV, da Constituição, assim como qualquer desvinculação de recursos orçamentários. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A arrecadação decorrente do disposto nos incisos I e II deste artigo, será integralmente repassada ao Fundo.<br /><br /><a name="artigo_53"><span class="label label-default">Art. 53.</span></a> Os recursos do Fundo são rotativos, não se revertendo os saldos do exercício financeiro aos cofres da Fazenda Estadual. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 063, de 14/04/2011)<br /><br /><a name="artigo_54"><span class="label label-default">Art. 54.</span></a> É instituído, para vigorar até o ano de 2020, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual da Pessoa com Deficiência, a ser regulado por Lei Complementar, com o objetivo de garantir e valorizar a pluralidade e a singularidade das pessoas, assegurar direitos e criar oportunidades para o cidadão com deficiência. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Fundo previsto neste artigo terá como conselho consultivo e de acompanhamento o Conselho Estadual da Pessoa com Deficiencia criado por meio da Lei Estadual nº 8.360/2005. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /><a name="artigo_55"><span class="label label-default">Art. 55.</span></a> Compõe o Fundo Estadual da Pessoa com Deficiência: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Dotações orçamentarias próprias do Estado; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Doações, repasses, subvenções, contribuições ou quaisquer outras transferências de Pessoas Físicas ou Jurídicas de Direito Público ou Privado do país ou exterior; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - verbas resultantes de convênios e acordos com entidades públicas municipais, estaduais, federais e estrangeiras; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - outras receitas, a serem definidas na regulamentação do referido fundo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /><a name="artigo_56"><span class="label label-default">Art. 56.</span></a> Os recursos do Fundo são rotativos, não se revertendo os saldos do exercício financeiro aos cofres da Fazenda Estadual (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 073, de 21/10/2015)<br /><br /><a name="artigo_57"><span class="label label-default">Art. 57.</span></a> É instituído, para vigorar até o ano de 2020, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual da Pessoa com Deficiência, a ser regulado por Lei Complementar, com o objetivo de garantir e valorizar a pluralidade e a singularidade das pessoas, assegurar direitos e criar oportunidades para o cidadão com deficiência.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Fundo previsto neste artigo terá como conselho consultivo e de acompanhamento o Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência criado por meio da Lei Estadual nº 8.360/2005. (Acrescido pela Emenda Constitucional nº 73, de 21.10.2015)(Revogados pela Emenda Constitucional nº 087/2020)<br /><br /><a name="artigo_58"><span class="label label-default">Art. 58.</span></a> Compõe o Fundo Estadual da Pessoa com Deficiência:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Dotações orçamentárias próprias do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Doações, repasses, subvenções, contribuições ou quaisquer outras transferências de Pessoas Físicas ou Jurídicas de Direito Público ou Privado do país ou exterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - verbas resultantes de convênios e acordos com entidades públicas municipais, estaduais, federais e estrangeiras;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - outras receitas, a serem definidas na regulamentação do referido fundo.<br /><br />(Acrescido pela Emenda Constitucional nº 73, de 21.10.2015)<br /><br /><a name="artigo_59"><span class="label label-default">Art. 59.</span></a> Os recursos do Fundo são rotativos, não se revertendo os saldos do exercício financeiro aos cofres da Fazenda Estadual. (Acrescido pela Emenda Constitucional nº 73, de 21.10.2015)<br /><br /><a name="artigo_60"><span class="label label-default">Art. 60.</span></a> É instituído, para vigorar até o ano de 2020, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, a ser regulado por Lei Complementar, destinado a financiar as ações da Política Estadual de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres com o objetivo de garantir e valorizar a pluralidade e a singularidade das pessoas, assegurar direitos e criar oportunidades para a mulher violentada. (Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 074, de 1 de dezembro de 2016).<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Fundo deve atender, na forma de seu regulamento, aos objetivos traçados pela Política Estadual de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, em consonância com o disposto na Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha).(REVOGADOS pela Emenda Constitucional nº 088/2020)<br /><br /><a name="artigo_61"><span class="label label-default">Art. 61.</span></a> Compõe o Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Dotações orçamentarias próprias do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Doações, repasses, subvenções, contribuições ou quaisquer outras transferências de Pessoas Físicas ou Jurídicas de Direito Público ou Privado do país ou exterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - verbas resultantes de convênios e acordos com entidades públicas municipais, estaduais, federais e estrangeiras;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - outras receitas, a serem definidas na regulamentação do referido fundo.<br /><br /><a name="artigo_62"><span class="label label-default">Art. 62.</span></a> Os recursos do Fundo são rotativos, não se revertendo os saldos do exercício financeiro aos cofres da Fazenda Estadual.<br /><br /><a name="artigo_63"><span class="label label-default">Art. 63.</span></a> É instituído, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual para Transplantes de Tecidos, Órgãos e Partes do Corpo Humano a ser regulado por lei complementar, com o objetivo de garantir e valorizar a pluralidade e a singularidade das pessoas, assegurar direitos e criar oportunidades para o cidadão que tenha a necessidade de realizar um transplante de tecido, órgão ou parte do corpo humano.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Fundo previsto neste artigo será administrado por um conselho consultivo e de acompanhamento que contará com a participação de representantes da sociedade civil, nos termos da Lei.<br /><br /><a name="artigo_64"><span class="label label-default">Art. 64.</span></a> Compõe o Fundo Estadual para Transplantes Tecidos, Órgãos e Partes do Corpo Humano:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Dotações orçamentárias próprias do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Doações, repasses, subvenções, contribuições ou quaisquer outras transferências de Pessoas Físicas ou Jurídicas de Direito Público ou Privado do país ou exterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - verbas resultantes de convênios e acordos com entidades públicas municipais, estaduais, federais e estrangeiras;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - outras receitas, a serem definidas na regulamentação do referido fundo.<br /><br /><a name="artigo_65"><span class="label label-default">Art. 65.</span></a> Os recursos do Fundo são rotativos, não se revertendo os saldos do exercício financeiro aos cofres da Fazenda Estadual. (Acrescidos pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 080/2018)<br /><br /><a name="artigo_66"><span class="label label-default">Art. 66.</span></a> É instituído, para vigorar até o ano de 2030, no âmbito do Poder Executivo Estadual, o Fundo Estadual da Juventude, a ser regulado por Lei Complementar, destinado a financiar as ações da Política Estadual da Juventude com o objetivo de garantir e valorizar o cumprimento do Plano Estadual da Juventude.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Fundo deve atender, na forma de seu regulamento, aos objetivos traçados pela Política Estadual da Juventude, em consonância com o disposto no Estatuto da Juventude, Lei nº 12.852/2013.<br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> Compõe o Fundo Estadual da Juventude:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Dotações orçamentarias próprias do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Doações, repasses, subvenções, contribuições ou quaisquer outras transferências de Pessoas Físicas ou Jurídicas de Direito Público ou Privado do país ou exterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - verbas resultantes de convênios e acordos com entidades públicas municipais, estaduais, federais e estrangeiras;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - outras receitas a serem definidas na regulamentação do referido fundo.<br /><br /><a name="artigo_68"><span class="label label-default">Art. 68.</span></a> Os recursos do Fundo são rotativos, não se revertendo os saldos do exercício financeiro aos cofres da Fazenda Estadual.(Acrescidos pela EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 091/2021)<br /><br />São Luís, 05 de outubro de 1989. <!-- BEGIN ANCORA --> <style> .fixar { position:fixed; margin-top: -400px !important; _margin-left: 320px; margin-left: 380px; padding-top:15px; background-color: #fff !important; } #select-art { _margin-top: 15px; width: 300px; position:absolute; display: none; margin-left: 320px; } #scrollable-content { max-height: 200px; overflow: auto; padding: 3px; } </style>
<!-- END ANCORA -->
<div id="meuMenu"> <div class="input-prepend" id="enderr">
</div> <div id="select-art" class="well well-small"> <div id="scrollable-content"> <p><a href="#titulo_i67925" class="anchor_link">TÍTULO I <br /> DISPOSIÇÕES PRELIMINARES </a></p><p><a href="#artigo_1" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 1</span></a></p><p><a href="#artigo_2" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 2</span></a></p><p><a href="#artigo_3" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 3</span></a></p><p><a href="#titulo_ii598315" class="anchor_link">TÍTULO II <br /> DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS </a></p><p><a href="#artigo_4" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 4</span></a></p><p><a href="#artigo_5" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 5</span></a></p><p><a href="#titulo_iii913020" class="anchor_link">TÍTULO III <br /> DO ESTADO </a></p><p><a href="#capitulo_i624380" class="anchor_link">CAPÍTULO I <br /> DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO </a></p><p><a href="#secao_i23491" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_6" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 6</span></a></p><p><a href="#artigo_7" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 7</span></a></p><p><a href="#artigo_8" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 8</span></a></p><p><a href="#artigo_9" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 9</span></a></p><p><a href="#artigo_10" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 10</span></a></p><p><a href="#secao_ii9043" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Competência do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_11" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 11</span></a></p><p><a href="#artigo_12" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 12</span></a></p><p><a href="#secao_iii867312" class="anchor_link">Seção III <br /> Dos Bens do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_13" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 13</span></a></p><p><a href="#artigo_14" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 14</span></a></p><p><a href="#artigo_15" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 15</span></a></p><p><a href="#artigo_15" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 15</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii402760" class="anchor_link">CAPÍTULO II <br /> DA INTERVENÇÃO </a></p><p><a href="#artigo_16" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 16</span></a></p><p><a href="#artigo_17" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 17</span></a></p><p><a href="#artigo_18" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 18</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii799322" class="anchor_link">CAPÍTULO III <br /> DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA </a></p><p><a href="#secao_i274852" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_19" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 19</span></a></p><p><a href="#artigo_20" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 20</span></a></p><p><a href="#secao_ii81853" class="anchor_link">Seção II <br /> Dos Servidores Públicos Civis</span> </a></p><p><a href="#artigo_21" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 21</span></a></p><p><a href="#artigo_22" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 22</span></a></p><p><a href="#artigo_22-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 22-A</span></a></p><p><a href="#artigo_23" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 23</span></a></p><p><a href="#secao_iii510946" class="anchor_link">Seção III <br /> Dos Servidores Públicos Militares</span> </a></p><p><a href="#artigo_24" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 24</span></a></p><p><a href="#secao_iv368326" class="anchor_link">Seção IV <br /> Das Regiões</span> </a></p><p><a href="#artigo_25" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 25</span></a></p><p><a href="#artigo_26" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 26</span></a></p><p><a href="#titulo_iv23001" class="anchor_link">TÍTULO IV <br /> DOS PODERES DO ESTADO </a></p><p><a href="#capitulo_i876718" class="anchor_link">CAPÍTULO I <br /> DO PODER LEGISLATIVO </a></p><p><a href="#secao_i367571" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Assembleia Legislativa</span> </a></p><p><a href="#artigo_27" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 27</span></a></p><p><a href="#artigo_28" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 28</span></a></p><p><a href="#artigo_28-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 28-A</span></a></p><p><a href="#artigo_28-B" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 28-B</span></a></p><p><a href="#artigo_29" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 29</span></a></p><p><a href="#artigo_30" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 30</span></a></p><p><a href="#artigo_31" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31</span></a></p><p><a href="#artigo_32" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 32</span></a></p><p><a href="#artigo_33" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 33</span></a></p><p><a href="#artigo_34" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 34</span></a></p><p><a href="#artigo_35" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 35</span></a></p><p><a href="#artigo_36" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 36</span></a></p><p><a href="#artigo_37" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 37</span></a></p><p><a href="#artigo_38" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 38</span></a></p><p><a href="#artigo_39" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 39</span></a></p><p><a href="#secao_ii390401" class="anchor_link">Seção II <br /> Do Processo Legislativo</span> </a></p><p><a href="#artigo_40" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 40</span></a></p><p><a href="#artigo_41" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 41</span></a></p><p><a href="#artigo_42" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 42</span></a></p><p><a href="#artigo_43" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 43</span></a></p><p><a href="#artigo_44" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 44</span></a></p><p><a href="#artigo_45" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 45</span></a></p><p><a href="#artigo_46" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 46</span></a></p><p><a href="#artigo_47" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 47</span></a></p><p><a href="#artigo_48" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 48</span></a></p><p><a href="#artigo_49" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 49</span></a></p><p><a href="#secao_iii216754" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Fiscalização Financeira, Orçamentária, Operacional e Patrimonial</span> </a></p><p><a href="#artigo_50" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 50</span></a></p><p><a href="#artigo_51" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 51</span></a></p><p><a href="#artigo_52" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 52</span></a></p><p><a href="#artigo_53" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 53</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii444486" class="anchor_link">CAPÍTULO II <br /> DO PODER EXECUTIVO </a></p><p><a href="#secao_i344439" class="anchor_link">Seção I <br /> Do Governador e do Vice-governador do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_54" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 54</span></a></p><p><a href="#artigo_55" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 55</span></a></p><p><a href="#artigo_56" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 56</span></a></p><p><a href="#artigo_57" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 57</span></a></p><p><a href="#artigo_58" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 58</span></a></p><p><a href="#artigo_59" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 59</span></a></p><p><a href="#artigo_60" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 60</span></a></p><p><a href="#artigo_61" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 61</span></a></p><p><a href="#artigo_62" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 62</span></a></p><p><a href="#artigo_63" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 63</span></a></p><p><a href="#secao_ii443483" class="anchor_link">Seção II <br /> Das Atribuições do Governador do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_64" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 64</span></a></p><p><a href="#secao_iii589865" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Responsabilidade do Governador do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_65" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 65</span></a></p><p><a href="#artigo_66" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 66</span></a></p><p><a href="#artigo_67" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 67</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii721054" class="anchor_link">CAPÍTULO III <br /> DO PODER JUDICIÁRIO </a></p><p><a href="#secao_i935025" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#secao_iv475234" class="anchor_link">Seção IV <br /> Dos Secretários de Estado ou Ocupantes de Cargos Equivalentes (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 023, de 18/12/1998)</span> </a></p><p><a href="#artigo_68" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 68</span></a></p><p><a href="#artigo_69" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 69</span></a></p><p><a href="#artigo_70" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 70</span></a></p><p><a href="#artigo_71" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 71</span></a></p><p><a href="#artigo_72" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 72</span></a></p><p><a href="#artigo_73" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 73</span></a></p><p><a href="#artigo_74" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 74</span></a></p><p><a href="#artigo_75" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 75</span></a></p><p><a href="#artigo_76" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 76</span></a></p><p><a href="#artigo_77" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 77</span></a></p><p><a href="#artigo_78" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 78</span></a></p><p><a href="#artigo_79" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 79</span></a></p><p><a href="#secao_ii388987" class="anchor_link">Seção II <br /> Do Tribunal de Justiça</span> </a></p><p><a href="#artigo_80" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 80</span></a></p><p><a href="#artigo_81" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 81</span></a></p><p><a href="#secao_iii869664" class="anchor_link">Seção III <br /> Do Tribunal de Alçada</span> </a></p><p><a href="#artigo_82" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 82</span></a></p><p><a href="#artigo_83" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 83</span></a></p><p><a href="#artigo_84" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 84</span></a></p><p><a href="#secao_iv244541" class="anchor_link">Seção IV <br /> Da Justiça Militar</span> </a></p><p><a href="#artigo_85" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 85</span></a></p><p><a href="#artigo_86" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 86</span></a></p><p><a href="#secao_v827540" class="anchor_link">Seção V <br /> Dos Tribunais do Júri</span> </a></p><p><a href="#artigo_87" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 87</span></a></p><p><a href="#secao_vi549791" class="anchor_link">Seção VI <br /> Dos Juízes de Direito</span> </a></p><p><a href="#artigo_88" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 88</span></a></p><p><a href="#artigo_89" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 89</span></a></p><p><a href="#secao_vii378773" class="anchor_link">Seção VII <br /> Dos Juizados Especiais de Pequenas Causas e da Justiça de Paz</span> </a></p><p><a href="#artigo_90" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 90</span></a></p><p><a href="#artigo_91" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 91</span></a></p><p><a href="#secao_viii569718" class="anchor_link">Seção VIII <br /> Da Declaração de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Inconstitucionalidade</span> </a></p><p><a href="#artigo_92" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 92</span></a></p><p><a href="#artigo_93" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 93</span></a></p><p><a href="#capitulo_iv986449" class="anchor_link">CAPÍTULO IV <br /> DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA </a></p><p><a href="#secao_i940797" class="anchor_link">Seção I <br /> Do Ministério Público</span> </a></p><p><a href="#artigo_94" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 94</span></a></p><p><a href="#artigo_95" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 95</span></a></p><p><a href="#artigo_96" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 96</span></a></p><p><a href="#artigo_97" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 97</span></a></p><p><a href="#artigo_98" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 98</span></a></p><p><a href="#artigo_99" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 99</span></a></p><p><a href="#artigo_100" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 100</span></a></p><p><a href="#artigo_101" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 101</span></a></p><p><a href="#artigo_102" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 102</span></a></p><p><a href="#artigo_102-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 102-A</span></a></p><p><a href="#secao_ii53285" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Procuradoria Geral do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_103" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 103</span></a></p><p><a href="#artigo_104" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 104</span></a></p><p><a href="#artigo_104-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 104-A</span></a></p><p><a href="#artigo_105" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 105</span></a></p><p><a href="#artigo_106" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 106</span></a></p><p><a href="#artigo_107" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 107</span></a></p><p><a href="#artigo_108" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 108</span></a></p><p><a href="#secao_iii102225" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Defensoria Pública</span> </a></p><p><a href="#artigo_109" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 109</span></a></p><p><a href="#artigo_110" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 110</span></a></p><p><a href="#artigo_111" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 111</span></a></p><p><a href="#titulo_v489238" class="anchor_link">TÍTULO V <br /> DA DEFESA DO ESTADO </a></p><p><a href="#capitulo_unico575624" class="anchor_link">CAPÍTULO ÚNICO <br /> DA SEGURANÇA PÚBLICA </a></p><p><a href="#artigo_112" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 112</span></a></p><p><a href="#artigo_113" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 113</span></a></p><p><a href="#artigo_113" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 113</span></a></p><p><a href="#artigo_113-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 113-A</span></a></p><p><a href="#artigo_114" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 114</span></a></p><p><a href="#artigo_115" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 115</span></a></p><p><a href="#artigo_116" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 116</span></a></p><p><a href="#artigo_116-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 116-A</span></a></p><p><a href="#artigo_117" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 117</span></a></p><p><a href="#artigo_118" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 118</span></a></p><p><a href="#artigo_119" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 119</span></a></p><p><a href="#artigo_120" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 120</span></a></p><p><a href="#artigo_121" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 121</span></a></p><p><a href="#titulo_vi864380" class="anchor_link">TÍTULO VI <br /> DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO </a></p><p><a href="#capitulo_i740303" class="anchor_link">CAPÍTULO I <br /> DO SISTEMA TRIBUTÁRIO ESTADUAL </a></p><p><a href="#secao_i819547" class="anchor_link">Seção I <br /> Dos Princípios Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_122" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 122</span></a></p><p><a href="#artigo_123" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 123</span></a></p><p><a href="#secao_ii154391" class="anchor_link">Seção II <br /> Das Limitações do Poder de Tributar</span> </a></p><p><a href="#artigo_124" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 124</span></a></p><p><a href="#artigo_125" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 125</span></a></p><p><a href="#artigo_126" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 126</span></a></p><p><a href="#secao_iii583816" class="anchor_link">Seção III <br /> Dos Impostos do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_127" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 127</span></a></p><p><a href="#secao_iv758545" class="anchor_link">Seção IV <br /> Dos Impostos Municipais</span> </a></p><p><a href="#artigo_128" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 128</span></a></p><p><a href="#secao_v298154" class="anchor_link">Seção V <br /> Da Repartição Das Receitas Tributárias</span> </a></p><p><a href="#artigo_129" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 129</span></a></p><p><a href="#artigo_130" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 130</span></a></p><p><a href="#artigo_131" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 131</span></a></p><p><a href="#artigo_132" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 132</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii85754" class="anchor_link">CAPÍTULO II <br /> DAS FINANÇAS PÚBLICAS </a></p><p><a href="#secao_i873037" class="anchor_link">Seção I <br /> Normas Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_133" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 133</span></a></p><p><a href="#artigo_134" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 134</span></a></p><p><a href="#artigo_135" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 135</span></a></p><p><a href="#secao_iii623990" class="anchor_link">Seção III <br /> Dos Orçamentos</span> </a></p><p><a href="#artigo_136" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 136</span></a></p><p><a href="#artigo_136-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 136-A</span></a></p><p><a href="#artigo_136-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 136-A</span></a></p><p><a href="#artigo_137-I" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 137-I</span></a></p><p><a href="#artigo_138" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 138</span></a></p><p><a href="#artigo_139" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 139</span></a></p><p><a href="#artigo_140" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 140</span></a></p><p><a href="#titulo_vii853830" class="anchor_link">TÍTULO VII <br /> DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL </a></p><p><a href="#capitulo_i353626" class="anchor_link">CAPÍTULO I <br /> DOS MUNICÍPIOS </a></p><p><a href="#secao_i424977" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_141" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 141</span></a></p><p><a href="#artigo_142" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 142</span></a></p><p><a href="#artigo_143" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 143</span></a></p><p><a href="#artigo_144" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 144</span></a></p><p><a href="#artigo_144-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 144-A</span></a></p><p><a href="#artigo_145" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 145</span></a></p><p><a href="#artigo_146" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 146</span></a></p><p><a href="#secao_ii593693" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Competência do Município</span> </a></p><p><a href="#artigo_147" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 147</span></a></p><p><a href="#secao_iii574403" class="anchor_link">Seção III <br /> Do Poder Legislativo Municipal</span> </a></p><p><a href="#artigo_148" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 148</span></a></p><p><a href="#artigo_149" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 149</span></a></p><p><a href="#artigo_150" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 150</span></a></p><p><a href="#artigo_151" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 151</span></a></p><p><a href="#artigo_152" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 152</span></a></p><p><a href="#artigo_153" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 153</span></a></p><p><a href="#artigo_154" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 154</span></a></p><p><a href="#secao_iv520746" class="anchor_link">Seção IV <br /> Do Poder Executivo Municipal</span> </a></p><p><a href="#artigo_155" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 155</span></a></p><p><a href="#artigo_156" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 156</span></a></p><p><a href="#artigo_157" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 157</span></a></p><p><a href="#artigo_158" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 158</span></a></p><p><a href="#artigo_159" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 159</span></a></p><p><a href="#secao_v407249" class="anchor_link">Seção V <br /> Do Orçamento, Fiscalização e Controle</span> </a></p><p><a href="#artigo_160" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 160</span></a></p><p><a href="#artigo_161" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 161</span></a></p><p><a href="#artigo_162" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 162</span></a></p><p><a href="#artigo_163" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 163</span></a></p><p><a href="#artigo_164" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 164</span></a></p><p><a href="#artigo_165" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 165</span></a></p><p><a href="#artigo_166" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 166</span></a></p><p><a href="#artigo_167" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 167</span></a></p><p><a href="#artigo_168" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 168</span></a></p><p><a href="#secao_vi249207" class="anchor_link">Seção VI <br /> Do Patrimônio Municipal</span> </a></p><p><a href="#artigo_169" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 169</span></a></p><p><a href="#artigo_170" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 170</span></a></p><p><a href="#secao_vii296554" class="anchor_link">Seção VII <br /> Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária do Município</span> </a></p><p><a href="#artigo_171" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 171</span></a></p><p><a href="#artigo_172" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 172</span></a></p><p><a href="#artigo_173" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 173</span></a></p><p><a href="#titulo_viii552147" class="anchor_link">TÍTULO VIII <br /> DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL </a></p><p><a href="#capitulo_i760073" class="anchor_link">CAPÍTULO I <br /> DOS PRINCÍPIOS GERAIS </a></p><p><a href="#artigo_174" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 174</span></a></p><p><a href="#artigo_175" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 175</span></a></p><p><a href="#artigo_176" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 176</span></a></p><p><a href="#artigo_177" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 177</span></a></p><p><a href="#artigo_178" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 178</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii759144" class="anchor_link">CAPÍTULO II <br /> DA POLÍTICA URBANA </a></p><p><a href="#artigo_179" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 179</span></a></p><p><a href="#artigo_180" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 180</span></a></p><p><a href="#artigo_180" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 180</span></a></p><p><a href="#artigo_181" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 181</span></a></p><p><a href="#artigo_182" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 182</span></a></p><p><a href="#artigo_183" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 183</span></a></p><p><a href="#artigo_184" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 184</span></a></p><p><a href="#artigo_185" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 185</span></a></p><p><a href="#artigo_186" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 186</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii413951" class="anchor_link">CAPÍTULO III <br /> DOS TRANSPORTES </a></p><p><a href="#artigo_187" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 187</span></a></p><p><a href="#artigo_188" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 188</span></a></p><p><a href="#artigo_189" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 189</span></a></p><p><a href="#artigo_190" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 190</span></a></p><p><a href="#capitulo_iv445303" class="anchor_link">CAPÍTULO IV <br /> DA POLÍTICA FUNDIÁRIA, AGRÍCOLA E PESQUEIRA </a></p><p><a href="#secao_i432104" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Política Fundiária</span> </a></p><p><a href="#artigo_191" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 191</span></a></p><p><a href="#artigo_192" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 192</span></a></p><p><a href="#artigo_193" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 193</span></a></p><p><a href="#artigo_194" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 194</span></a></p><p><a href="#artigo_195" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 195</span></a></p><p><a href="#artigo_196" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 196</span></a></p><p><a href="#secao_ii182804" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Política Agrícola e Agrária</span> </a></p><p><a href="#artigo_197" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 197</span></a></p><p><a href="#artigo_198" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 198</span></a></p><p><a href="#artigo_199" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 199</span></a></p><p><a href="#artigo_200" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 200</span></a></p><p><a href="#secao_iii52223" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Política Pesqueira</span> </a></p><p><a href="#artigo_201" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 201</span></a></p><p><a href="#artigo_202" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 202</span></a></p><p><a href="#capitulo_v273752" class="anchor_link">CAPÍTULO V <br /> DA SEGURIDADE SOCIAL </a></p><p><a href="#secao_i854245" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_203" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 203</span></a></p><p><a href="#artigo_204" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 204</span></a></p><p><a href="#secao_ii384342" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Saúde</span> </a></p><p><a href="#artigo_205" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 205</span></a></p><p><a href="#artigo_206" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 206</span></a></p><p><a href="#artigo_207" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 207</span></a></p><p><a href="#artigo_208" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 208</span></a></p><p><a href="#artigo_209" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 209</span></a></p><p><a href="#artigo_210" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 210</span></a></p><p><a href="#artigo_211" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 211</span></a></p><p><a href="#artigo_212" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 212</span></a></p><p><a href="#artigo_213" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 213</span></a></p><p><a href="#artigo_214" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 214</span></a></p><p><a href="#secao_iii777130" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Previdência e Assistência Social</span> </a></p><p><a href="#artigo_215" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 215</span></a></p><p><a href="#artigo_216" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 216</span></a></p><p><a href="#capitulo_vi793611" class="anchor_link">CAPÍTULO VI <br /> DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO </a></p><p><a href="#secao_i457977" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Educação</span> </a></p><p><a href="#artigo_217" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 217</span></a></p><p><a href="#artigo_218" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 218</span></a></p><p><a href="#artigo_219" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 219</span></a></p><p><a href="#artigo_220" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 220</span></a></p><p><a href="#artigo_221" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 221</span></a></p><p><a href="#artigo_222" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 222</span></a></p><p><a href="#artigo_223" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 223</span></a></p><p><a href="#artigo_224" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 224</span></a></p><p><a href="#artigo_225" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 225</span></a></p><p><a href="#artigo_226" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 226</span></a></p><p><a href="#secao_ii294887" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Cultura</span> </a></p><p><a href="#artigo_227" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 227</span></a></p><p><a href="#artigo_228" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 228</span></a></p><p><a href="#artigo_229" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 229</span></a></p><p><a href="#artigo_230" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 230</span></a></p><p><a href="#artigo_231" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 231</span></a></p><p><a href="#secao_iii835574" class="anchor_link">Seção III <br /> Do Desporto</span> </a></p><p><a href="#artigo_232" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 232</span></a></p><p><a href="#artigo_233" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 233</span></a></p><p><a href="#capitulo_vii287321" class="anchor_link">CAPÍTULO VII <br /> DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA </a></p><p><a href="#artigo_234" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 234</span></a></p><p><a href="#artigo_235" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 235</span></a></p><p><a href="#artigo_236" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 236</span></a></p><p><a href="#artigo_237" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 237</span></a></p><p><a href="#capitulo_viii834089" class="anchor_link">CAPÍTULO VIII <br /> DA COMUNICAÇÃO SOCIAL </a></p><p><a href="#artigo_238" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 238</span></a></p><p><a href="#capitulo_ix94245" class="anchor_link">CAPÍTULO IX <br /> DO MEIO AMBIENTE </a></p><p><a href="#artigo_239" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 239</span></a></p><p><a href="#artigo_240" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 240</span></a></p><p><a href="#artigo_241" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 241</span></a></p><p><a href="#artigo_242" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 242</span></a></p><p><a href="#artigo_243" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 243</span></a></p><p><a href="#artigo_244" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 244</span></a></p><p><a href="#artigo_245" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 245</span></a></p><p><a href="#artigo_246" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 246</span></a></p><p><a href="#artigo_247" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 247</span></a></p><p><a href="#artigo_248" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 248</span></a></p><p><a href="#artigo_249" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 249</span></a></p><p><a href="#artigo_250" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 250</span></a></p><p><a href="#capitulo_x360164" class="anchor_link">CAPÍTULO X <br /> DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 07.04.2010) </a></p><p><a href="#artigo_251" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 251</span></a></p><p><a href="#artigo_252" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 252</span></a></p><p><a href="#artigo_252-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 252-A</span></a></p><p><a href="#artigo_253" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 253</span></a></p><p><a href="#artigo_254" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 254</span></a></p><p><a href="#artigo_255" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 255</span></a></p><p><a href="#artigo_256" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 256</span></a></p><p><a href="#titulo_ix588761" class="anchor_link">TÍTULO IX <br /> DISPOSIÇÕES GERAIS FINAIS </a></p><p><a href="#artigo_257" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 257</span></a></p><p><a href="#artigo_258" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 258</span></a></p><p><a href="#artigo_259" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 259</span></a></p><p><a href="#artigo_260" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 260</span></a></p><p><a href="#artigo_261" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 261</span></a></p><p><a href="#artigo_262" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 262</span></a></p><p><a href="#artigo_263" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 263</span></a></p><p><a href="#artigo_264" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 264</span></a></p><p><a href="#artigo_265" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 265</span></a></p><p><a href="#artigo_266" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 266</span></a></p><p><a href="#artigo_267" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 267</span></a></p><p><a href="#artigo_268" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 268</span></a></p><p><a href="#artigo_269" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 269</span></a></p><p><a href="#artigo_270" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 270</span></a></p><p><a href="#artigo_271" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 271</span></a></p><p><a href="#artigo_272" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 272</span></a></p><p><a href="#artigo_273" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 273</span></a></p><p><a href="#artigo_274" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 274</span></a></p><p><a href="#artigo_275" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 275</span></a></p><p><a href="#artigo_275-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 275-A</span></a></p><p><a href="#artigo_275-B" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 275-B</span></a></p><p><a href="#artigo_276" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 276</span></a></p><p><a href="#artigo_1" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 1</span></a></p><p><a href="#artigo_2" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 2</span></a></p><p><a href="#artigo_3" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 3</span></a></p><p><a href="#artigo_4" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 4</span></a></p><p><a href="#artigo_5" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 5</span></a></p><p><a href="#artigo_6" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 6</span></a></p><p><a href="#artigo_7" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 7</span></a></p><p><a href="#artigo_8" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 8</span></a></p><p><a href="#artigo_9" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 9</span></a></p><p><a href="#artigo_10" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 10</span></a></p><p><a href="#artigo_11" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 11</span></a></p><p><a href="#artigo_12" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 12</span></a></p><p><a href="#artigo_13" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 13</span></a></p><p><a href="#artigo_14" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 14</span></a></p><p><a href="#artigo_15" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 15</span></a></p><p><a href="#artigo_16" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 16</span></a></p><p><a href="#artigo_17" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 17</span></a></p><p><a href="#artigo_18" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 18</span></a></p><p><a href="#artigo_19" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 19</span></a></p><p><a href="#artigo_20" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 20</span></a></p><p><a href="#artigo_21" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 21</span></a></p><p><a href="#artigo_22" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 22</span></a></p><p><a href="#artigo_22-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 22-A</span></a></p><p><a href="#artigo_23" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 23</span></a></p><p><a href="#artigo_24" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 24</span></a></p><p><a href="#artigo_25" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 25</span></a></p><p><a href="#artigo_26" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 26</span></a></p><p><a href="#artigo_27" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 27</span></a></p><p><a href="#artigo_28" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 28</span></a></p><p><a href="#artigo_29" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 29</span></a></p><p><a href="#artigo_30" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 30</span></a></p><p><a href="#artigo_31" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31</span></a></p><p><a href="#artigo_32" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 32</span></a></p><p><a href="#artigo_33" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 33</span></a></p><p><a href="#artigo_34" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 34</span></a></p><p><a href="#artigo_35" class="anchor_link"><span class="label 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<!-- Consolida Modal Window --> <div id="consolidacao-modal" class="modal hide fade" style="width:400px;left:55%;right:auto;"> <div class="modal-header"> <button type="button" class="close" data-dismiss="modal" aria-hidden="true">×</button> <p style="font-size:16px;font-weight:bold">Atos vinculados/indexados</p> </div> <div class="modal-body"> <div style="height:300px;padding-top:15px;padding-left:20px"> <p><small><strong>Atos que alteram, regulamentam ou revogam esta Constituição Estadual</strong></small></p> <div> <p><small><em class=muted>Nenhum Ato.</em></small></p> </div> <div><p><br /></p></div> <p><small><strong>Atos que são alterados, regulamentados ou revogados por esta Constituição Estadual</strong></small></p> <div> <p><a rel="tooltip" data-toggle="tooltip" href="http://leisestaduais.com.br/ma/lei-complementar-n-3-1981-maranhao-constituicao-do-estado-do-maranhao" data-original-title="ÓRGÃO PÚBLICO AINDA NÃO DISPONIBILIZOU ESTE ATO."> Lei Complementar nº 3/1981 <small><i>de //</small></i></a> </p> </div> <div><hr></div> </div> </div> </div>