<h2>CONSTITUIÇÃO</h2><br /><h1>CONSTITUIÇÃO ESTADUAL</h1><br /><a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao data-original-title='Constituição Estadual MS' data-id=848885>Constituição do Estado</a> de Mato Grosso do Sul de 1989.<br /><br />Texto Constitucional promulgado em 5 de outubro de 1989, consolidado com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais.<br /><br />PREÂMBULO<br /><br />Nós, representantes do povo sul-mato-grossense, reunidos em Assembleia Estadual Constituinte para garantir a dignidade do ser humano e o pleno exercício de seus direitos; para reafirmar os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade; para consolidar o sistema representativo, republicano e democrático; para ratificar os direitos do Estado no concerto da Federação; para assegurar a autonomia municipal e o acesso de todos à justiça, à educação, à saúde e à cultura; e para promover um desenvolvimento econômico subordinado aos interesses humanos, visando à justiça social para o estabelecimento definitivo da democracia, invocando a proteção de Deus, promulgamos a seguinte CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL.<br /><br /><span class="anchor_target" id="titulo_i247704">Título I<br ?/?> Fundamentais </span> Princípios<br /><br /><a name="artigo_1"><span class="label label-default">Art. 1º</span></a> O Estado de Mato Grosso do Sul tem como fundamentos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a preservação da sua autonomia como unidade federativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o respeito aos princípios fundamentais estabelecidos na Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a dignidade da pessoa humana;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a garantia da autonomia municipal dentro dos princípios estabelecidos nesta Constituição em consonância com a Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal e desta.<br /><br /><a name="artigo_2"><span class="label label-default">Art. 2º</span></a> São Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º É vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O cidadão investido na função de um dos Poderes não poderá exercer a de outro, salvo nas exceções previstas nesta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_3"><span class="label label-default">Art. 3º</span></a> Constituem objetivos fundamentais do Estado de Mato Grosso do Sul:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - construir uma sociedade livre, justa e solidária, sem quaisquer formas de discriminação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - garantir o desenvolvimento estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - reduzir as desigualdades sociais.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_ii125465">Título II<br ?/?> DO ESTADO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i930229">Capítulo I<br ?/?> Da Organização do Estado </span><br /></span><br /><a name="artigo_4"><span class="label label-default">Art. 4º</span></a> O Estado de Mato Grosso do Sul, integrante da República Federativa do Brasil, exerce em seu território todos os poderes que não lhe sejam vedados, implícita ou explicitamente, pela Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_5"><span class="label label-default">Art. 5º</span></a> A cidade de Campo Grande é a capital do Estado.<br /><br /><a name="artigo_6"><span class="label label-default">Art. 6º</span></a> São símbolos estaduais a bandeira, o hino e o brasão em uso na data da promulgação desta Constituição e outros que forem estabelecidos por lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os símbolos estaduais devem ser usados em todo o território do Estado, na forma que a lei determinar.<br /><br /><a name="artigo_7"><span class="label label-default">Art. 7º</span></a> Incluem-se entre os bens do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes ou em depósito, ressalvadas, nos termos da lei, as decorrentes de obras da União;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - as terras devolutas não compreendidas no domínio da União;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os terrenos das extintas colônias nacionais localizadas em seu território;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - os parques estaduais e as reservas ecológicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - os que tenham sido ou venham a ser, a qualquer título, incorporados ao seu patrimônio.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii458850">Capítulo II<br ?/?> DA COMPETÊNCIA DO ESTADO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i738888">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_8"><span class="label label-default">Art. 8º</span></a> É competência do Estado, em comum com a União e os Municípios, cumprir o disposto no art. 23 da Constituição Federal.<br /><br /><span class="label label-default">Art. 8º-A </span> Compete ao Estado explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de transporte: (acrescentado pela EC nº 90, de 5 de julho de 2022, publicada no D.O. 10.884, de 6 de julho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - aquaviário e ferroviário que não transponham os limites de seu território; (acrescentado pela EC nº 90, de 5 de julho de 2022, publicada no D.O. 10.884, de 6 de julho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - rodoviário intermunicipal de passageiros. (acrescentado pela EC nº 90, de 5 de julho de 2022, publicada no D.O. 10.884, de 6 de julho de 2022)<br /><br /><a name="artigo_9"><span class="label label-default">Art. 9º</span></a> O Estado poderá celebrar convênios com a União ou com os Municípios para a execução, por funcionários federais e municipais, das suas leis, serviços ou decisões.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii312802">Seção II<br ?/?> Da Assistência Aos Municípios</span> </span><br /><br /><a name="artigo_10"><span class="label label-default">Art. 10.</span></a> O Estado assegurará ampla assistência técnica e financeira, com base em programas especiais, aos Municípios de escassas condições de desenvolvimento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A assistência, prestada com a preservação da autonomia municipal, inclui também:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a abertura e a manutenção de estradas locais e vicinais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a instalação de equipamentos indispensáveis de ensino e de saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a difusão intensiva das potencialidades da região;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a implantação de meios de escoamento da produção regional;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - assistência técnica às Prefeituras, às Câmaras Municipais e às microrregiões;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a implantação de política de colonização, a partir do estímulo à execução de programas de reforma agrária nas terras de domínio do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o apoio na elaboração de planos diretores.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar poderão, por solicitação do Município, incumbir-se da orientação e treinamento às guardas municipais, quando instituídas por lei, para a proteção de seus bens, serviços e instalações.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Às guardas municipais caberá, além das atribuições referidas no parágrafo anterior, auxiliar nas atividades de defesa civil.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii924223">Seção III<br ?/?> Da Intervenção</span> </span><br /><br /><a name="artigo_11"><span class="label label-default">Art. 11.</span></a> O Estado não intervirá nos Municípios, salvo quando:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - não forem prestadas contas nos termos da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e no desenvolvimento do ensino;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados nesta Constituição ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.<br /><br /><a name="artigo_12"><span class="label label-default">Art. 12.</span></a> A intervenção no Município dar-se-á por decreto do Governador:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - mediante representação do Tribunal de Contas do Estado, nos casos dos incisos I, II e III do art. 11;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - mediante requisição do Tribunal de Justiça, no caso do inciso IV do art. 11.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará interventor, será submetido, no prazo de vinte e quatro horas, à apreciação da Assembleia Legislativa, a qual, se não estiver reunida, será convocada extraordinariamente, no mesmo prazo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º No caso do inciso IV do art. 11, dispensada a apreciação da Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal, sem prejuízo da apuração administrativa, civil ou criminal, decorrente de seus atos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O interventor prestará contas de seus atos ao Governador do Estado e aos órgãos de fiscalização a que estão sujeitas as autoridades afastadas.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii172242">Capítulo III<br ?/?> Dos Municípios </span><br /></span><br /><a name="artigo_13"><span class="label label-default">Art. 13.</span></a> Os Municípios são unidades territoriais, com autonomia política, administrativa e financeira, nos termos assegurados pela Constituição Federal, por esta Constituição e pelas respectivas Leis Orgânicas.<br /><br /><a name="artigo_14"><span class="label label-default">Art. 14.</span></a> São órgãos do Município, independentes e harmônicos, o Executivo e o Legislativo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os Municípios poderão adotar símbolos próprios.<br /><br /><a name="artigo_15"><span class="label label-default">Art. 15.</span></a> A criação, incorporação, fusão e o desmembramento de Município far-se-ão por lei estadual, com observância dos requisitos previstos no § 4º do art. 18 da Constituição Federal e na forma de lei complementar federal. (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Para a mudança de denominação de Municípios, a lei estadual será precedida da manifestação favorável da respectiva Câmara Municipal e de consulta, através de plebiscito.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os Municípios deverão organizar e planejar suas atividades atendendo às peculiaridades locais e aos princípios técnicos adequados ao desenvolvimento integrado das comunidades.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Município publicará, na imprensa local, da região ou da capital, as suas leis, balancetes mensais e ainda o balanço anual de suas contas e o orçamento municipal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Os Municípios poderão, direta ou indiretamente, instituir órgão oficial para a publicação dos atos administrativos e dos legislativos.<br /><br /><a name="artigo_16"><span class="label label-default">Art. 16.</span></a> O Estado, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de seu interesse e de municípios limítrofes do mesmo complexo geoeconômico e social, poderá, em consonância com o disposto no § 3º do artigo 25 da Constituição Federal, mediante Lei Complementar, instituir: (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Regiões metropolitanas; (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Aglomerações urbanas; (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - Microrregiões. (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A instituição de região metropolitana se fará com base em avaliação do conjunto dos seguintes dados ou fatores, entre outros, objetivamente apurados: (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - população, crescimento demográfico, grau de concentração e fluxos migratórios; (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - atividade econômica e perspectivas de desenvolvimento; (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - fatores de polarização; (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - deficiência dos recursos públicos, em um ou mais Municípios, com implicação no desenvolvimento da região. (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Não serão criadas microrregiões integrada por menos de quatro por cento dos Municípios do Estado. (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os Municípios poderão criar associações, consórcios e entidades intermunicipais, para a realização de ações, obras e serviços de interesse comum. (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A criação de estância de qualquer natureza dependerá de parecer dos órgãos técnicos competentes e de aprovação pela maioria dos membros da Assembleia Legislativa. (Redação dada pela EC nº 8, de 10 de dezembro de 1997, republicada no D.O. nº 4.798, de 23 de junho de 1998, página 17)<br /><br /><a name="artigo_17"><span class="label label-default">Art. 17.</span></a> Compete aos Municípios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - legislar sobre assuntos de interesse local;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - suplementar a legislação federal e estadual, no que couber;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - manter, com a cooperação técnica e financeira do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - promover, no que couber, o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle de uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, ficando dispensada a exigência de alvará ou qualquer outro tipo de licenciamento de templos religiosos e proibida a fixação de limitações de caráter geográfico, assim como desmembramento delimitado de qualquer porção de área doada ou por qualquer outra forma de aquisição para construção e instalação dos templos religiosos. (Redação dada pela EC 17, de 29 de novembro de 2011, publicada no D.O. nº 5.644, de 3 de dezembro de 2001, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - promover a proteção do patrimônio histórico e cultural local, observadas a legislação e a ação fiscalizadora federais e estaduais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - criar, organizar e manter o arquivo público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. É assegurado às Câmaras Municipais, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora, o direito ao recebimento das informações que solicitarem aos órgãos estaduais da administração direta e indireta situados nos Municípios, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias. (acrescentado pela EC nº 10, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 52)<br /><br /><a name="artigo_18"><span class="label label-default">Art. 18.</span></a> No ato da posse e no término do mandato, o Prefeito e os Vereadores deverão fazer declaração pública de bens, assim como o Vice-Prefeito, quando tomar posse no cargo de Prefeito.<br /><br /><a name="artigo_18-A"><span class="label label-default">Art. 18-A</span></a> O Prefeito em final de Mandato constituirá Comissão de Transição de Governo para o novo mandato, na forma da Lei. (acrescentado pela EC nº 56, de 18 de junho de 2013, art. 1º, publicada no D.O. nº 8.454, de 19 de junho de 2013, página 1)<br /><br /><a name="artigo_19"><span class="label label-default">Art. 19.</span></a> O subsídio do Prefeito, Vice-Prefeito e Secretários Municipais será fixado pela Câmara Municipal, observados os limites da arrecadação municipal estabelecidos na <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-mato-grosso-do-sul-ms data-original-title='Lei Orgânica Mato Grosso do Sul MS' data-id="">Lei Orgânica</a> e o disposto na Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 43, de 9 de dezembro de 2009, publicada no D.O. nº 7.601, de 10 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais, em cada legislatura para a subsequente, observado o que dispõe a Constituição Federal e os critérios estabelecidos na respectiva <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-mato-grosso-do-sul-ms data-original-title='Lei Orgânica Mato Grosso do Sul MS' data-id="">Lei Orgânica</a>. (acrescentado pela EC nº 43, de 9 de dezembro de 2009, publicada no D.O. nº 7.601, de 10 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /><a name="artigo_20"><span class="label label-default">Art. 20.</span></a> Para a composição das Câmaras Municipais serão observados, respectivamente, os limites máximos previstos nas Alíneas do Inciso IV do Art. 29 da Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 43, de 9 de dezembro de 2009, publicada no D.O. nº 7.601, de 10 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /><a name="artigo_21"><span class="label label-default">Art. 21.</span></a> O Prefeito não poderá, desde a posse:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exercer cargo, função ou emprego público da União, do Estado ou do Município, bem como de suas entidades descentralizadas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - firmar ou manter contrato com o Município, com o Estado, com a União, com suas entidades descentralizadas ou com pessoas que realizem serviços ou obras municipais, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - patrocinar causas contra o Município ou contra suas entidades descentralizadas.<br /><br /><a name="artigo_22"><span class="label label-default">Art. 22.</span></a> Aplica-se aos Vereadores o disposto nos incisos II, III e IV do artigo anterior.<br /><br /><a name="artigo_23"><span class="label label-default">Art. 23.</span></a> O Vereador, no exercício de seu mandato e na circunscrição do Município, é inviolável por suas opiniões, palavras e votos.<br /><br /><a name="artigo_24"><span class="label label-default">Art. 24.</span></a> A fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios será exercida através do controle externo da Câmara Municipal e através do controle interno do Executivo Municipal, nos termos da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, que emitirá parecer prévio sobre todas as contas prestadas pelo Prefeito, dentro dos noventa dias seguintes ao encerramento do exercício financeiro.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Somente por deliberação de dois terços da Câmara deixará de prevalecer o parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Anualmente, as contas do Município ficarão, durante sessenta dias, à disposição de qualquer contribuinte para exame, podendo questionar-lhes, nos termos da lei, a legitimidade.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_iii127426">Título III<br ?/?> DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i97208">Capítulo I<br ?/?> DISPOSIÇÕES GERAIS </span><br /></span><br /><a name="artigo_25"><span class="label label-default">Art. 25.</span></a> A administração pública direta, indireta ou das fundações de qualquer dos Poderes do Estado obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. (Redação dada pela EC nº 22, de 3 de setembro de 2003, publicada no Diário Oficial nº 6.075, de 5 de setembro de 2003, página 1)<br /><br /><a name="artigo_26"><span class="label label-default">Art. 26.</span></a> A lei estabelecerá a obrigatoriedade da notificação do interessado para determinados atos administrativos, caso em que só produzirão efeitos a partir de tal diligência.<br /><br /><a name="artigo_27"><span class="label label-default">Art. 27.</span></a> Para a organização da administração pública direta, indireta ou das fundações de qualquer dos Poderes do Estado é obrigatório o cumprimento do seguinte: (Redação dada pela EC nº 40, de 19 de novembro de 2008, publicada no D.O. nº 7.342, de 19 de novembro de 2008) (Redação dada pela EC nº 32, de 15 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.631, de 21 de dezembro de 2005, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - os cargos, os empregos ou as funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos por lei, assim como aos estrangeiros, na forma da legislação federal; (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declarado em lei de livre nomeação e exoneração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o prazo de validade do concurso, as condições de sua realização, incluindo o quantitativo de vagas a serem obrigatoriamente preenchidas no prazo de validade do mesmo, serão fixadas em edital, devendo a nomeação obedecer a ordem de classificação; (Redação dada pela EC nº 40, de 18 de novembro de 2008, publicada no D.O. nº 7.342, de 19 de novembro de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, o aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre os novos concursados para assumir cargo ou emprego na carreira;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo em efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a lei reservará percentual de cargos e empregos públicos, incluídos os comissionados, de livre nomeação e exoneração, para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; (Redação dada pela EC nº 24, de 11 de dezembro de 2003, publicada no D.O. nº 6.147, de 17 de dezembro de 2003, página 33)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - a revisão geral da remuneração dos servidores públicos civis e militares e membros dos três Poderes, sem distinção de índices, far-se-á sempre na mesma data;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, observados, como limites máximos, no âmbito dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, os valores percebidos como remuneração em espécie, a qualquer título, respectivamente, pelos Deputados, pelos Secretários de Estado e pelos Desembargadores;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - a adoção, como limite máximo, para efeitos remuneratórios, do subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, nos termos da lei, não se aplicando o disposto neste inciso aos subsídios dos Deputados Estaduais; (Redação dada pela EC nº 73, de 14 de julho de 2016, publicada no D.O. 9.206, de 15 de julho de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo, assegurada a isonomia de vencimentos para os cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - são vedadas a vinculação e a equiparação de vencimentos para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores sob o mesmo título ou idêntico fundamento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - os vencimentos dos servidores públicos, civis e militares, são irredutíveis e a remuneração observará o que dispõem os incisos XI e XII deste e os artigos 150, II, 153, III, § 2º, I, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - a proibição de acumular a que se refere o art. 37, XVI, da Constituição Federal estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste ultimo caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - os atos que importam em alteração do patrimônio imobiliário do Estado a título oneroso, assim como o fornecimento, obras e serviços realizados por terceiros, com despesas para o Estado, ficam sujeitos à legislação sobre licitação, que estabelecerá as hipóteses exceptivas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - é garantido ao servidor público gozo de férias anuais remuneradas com um terço a mais dos vencimentos normais. (Redação dada pela EC nº 4, de 1º de julho de 1997, publicada no D.O. nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXI - a Administração Pública, no âmbito de cada Poder do Estado, deverá disponibilizar aos servidores o serviço de Ouvidoria do Servidor, como meio direto de comunicação com a gestão pública, com o objetivo de atender as dúvidas, receber sugestões ou questionamentos relativos as condições de trabalho, denúncias de prática de assedio sexual ou moral, bem como de outras irregularidades no âmbito da administração pública. (acrescentado pela EC nº 74, de 2 de agosto de 2016, publicada no D.O. 9.220, de 3 de agosto de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos da administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes do Estado e dos Municípios, ainda que não custeada diretamente pelo erário, terá caráter educativo, informativo ou de orientação social, nela não podendo constar nomes, símbolos, imagens, logotipos, divisas, motes, slogans ou cores que caracterizem a promoção pessoal de autoridades, dos servidores públicos, de agentes políticos ou de partidos políticos. (Redação dada pela EC nº 32, de 15 de dezembro de 2005, publicada no D.O. nº 6.631, de 21 de dezembro de 2005, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os órgãos da administração pública referidos no parágrafo anterior deverão ter sua caracterização com símbolos próprios e permanentes, registrada nos termos da lei, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de caracterização estranha. (Redação dada pela EC nº 32, de 15 de dezembro de 2005, publicada no D.O. nº 6.631, de 21 de dezembro de 2005, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão recebidas pela Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso, nos casos de dolo ou culpa, contra o responsável.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A lei estabelecerá a aplicação do disposto no inciso II às empresas e fundações de cujo capital o Estado participe, maioritariamente, ainda que constituídas sob o regime de direito privado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A administração pública é obrigada a fornecer, no prazo de trinta dias, a qualquer cidadão, para a defesa de direitos, certidão de quaisquer atos e a atender, no mesmo prazo, se outro não for fixado, às requisições judiciais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º No âmbito de cada Poder do Estado bem como do Ministério Público Estadual, o cônjuge, o companheiro e o parente consangüíneo ou afim, até o terceiro grau civil, de membros ou titulares de Poder e de dirigentes superiores de órgãos ou entidades da administração direta, indireta ou fundacional, não poderão, a qualquer título, ocupar cargo em comissão ou função gratificada, esteja ou não o cargo ou a função relacionada a superior hierárquico que mantenha referida vinculação de parentesco ou afinidade, salvo se integrante do respectivo quadro de pessoal em virtude de concurso público de provas ou de provas e títulos. (acrescentado pela EC nº 19, de 6 de junho de 2002, publicada no D.O. nº 5.769, de 10 de junho de 2002, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º É vedado a qualquer servidor o exercício de cargo, emprego ou função sob as ordens imediatas de superior hierárquico, de que seja cônjuge, companheiro ou parente, consangüíneo ou afim, até o terceiro grau civil. (acrescentado pela EC nº 19, de 6 de junho de 2002, publicada no D.O. nº 5.769, de 10 de junho de 2002, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º É vedada a nomeação de autoridades que se enquadrem nas condições de inelegibilidade nos termos da lei complementar de que trata o § 9º do art. 14 da Constituição Federal, no que se refere à proteção da probidade administrativa e da moralidade da administração pública, considerada vida pregressa do nomeado, para os cargos de: (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Secretário de Estado e Secretário-Adjunto; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Procurador-Geral do Estado; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - Defensor Público-Geral; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - Diretor-Geral e/ou Diretor-Presidente de órgãos da administração pública indireta, fundacional, de agências reguladoras, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - Diretor-Geral da Polícia Civil; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - Comandante-Geral da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - Reitor de universidade pública estadual. (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - Comissão de assessoramento conforme determina o inciso V do art. 37 da Constituição Federal. (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º-A É vedada também, no serviço público da Administração Direta e Indireta do Estado de Mato Grosso do Sul, a designação para função de confiança ou a nomeação para emprego ou para cargo efetivo ou em comissão de pessoa que esteja em situação de inelegibilidade em razão de condenação ou punição de qualquer natureza, na forma da lei complementar prevista no art. 14, § 9º, da Constituição Federal, durante o prazo de duração do impedimento. (acrescentado pela EC nº 64, de 2 de junho de 2015, publicada no D.O. 8.933, de 3 de junho de 2015, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º-A É vedada também, no serviço público da Administração Direta e Indireta do Estado de Mato Grosso do Sul, a designação para função de confiança ou a nomeação para emprego ou para cargo efetivo ou em comissão de pessoa que: (Redação dada pela EC nº 87, de 4 de maio de 2021, publicada no Diário Oficial nº 10.496, de 5 de maio de 2021, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - esteja em situação de inelegibilidade em razão de condenação ou punição de qualquer natureza, na forma da lei complementar prevista no art. 14, § 9º, da Constituição Federal, durante o prazo de duração do impedimento; (acrescentado pela EC nº 87, de 4 de maio de 2021, publicada no Diário Oficial nº 10.496, de 5 de maio de 2021, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - for condenado em decisão transitada em julgado, por crime praticado com violência doméstica e familiar contra a mulher, desde a condenação, até o integral cumprimento da pena, seguido de obtenção de reabilitação criminal; (acrescentado pela EC nº 87, de 4 de maio de 2021, publicada no Diário Oficial nº 10.496, de 5 de maio de 2021, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - for condenado em decisão transitada em julgado, por crime contra a dignidade sexual de criança ou de adolescente, desde a condenação, até o integral cumprimento da pena, seguido de obtenção de reabilitação criminal; (acrescentado pela EC nº 87, de 4 de maio de 2021, publicada no Diário Oficial nº 10.496, de 5 de maio de 2021, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - for condenado em decisão transitada em julgado, por crime contra o idoso, desde a condenação, até o integral cumprimento da pena, seguido de obtenção de reabilitação criminal. (acrescentado pela EC nº 87, de 4 de maio de 2021, publicada no Diário Oficial nº 10.496, de 5 de maio de 2021, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10 Para aferição das condições a que se refere o § 9º, os nomeados deverão apresentar, no ato de posse, certidões de ações cíveis e criminais, emitidas: (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - pela Seção da Justiça Federal do Estado de Mato Grosso do Sul e pelo respectivo Tribunal Regional Federal; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - pela Justiça Estadual de 1º e 2º graus; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - pelos Tribunais competentes, quando o nomeado tiver exercido, nos últimos dez anos, função pública que implique foro especial por prerrogativa de função; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 11 Quando as certidões criminais previstas no § 10 forem positivas, o nomeado também deverá apresentar as respectivas certidões de objeto e pé atualizadas de cada um dos processos criminais indicados. (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 12 A implementação do teto remuneratório estabelecido no inciso XI do caput deste artigo dependerá de lei de iniciativa de cada Chefe de Poder ou Instituição, não produzindo qualquer efeito enquanto não houver a devida regulamentação por meio de lei competente, com exceção do Poder Executivo Estadual para o qual as suas disposições são autoaplicáveis. (acrescentado pela EC nº 73, de 14 de julho de 2016, publicada no D.O. 9.206, de 15 de julho de 2016, página 1)<br /><br /><a name="artigo_28"><span class="label label-default">Art. 28.</span></a> Sempre que pagos com atraso, os vencimentos dos servidores públicos estaduais sofrerão atualização pela incidência do índice oficial de correção monetária, devendo o Estado, nesta hipótese, efetuar o pagamento desses valores no mês subseqüente ao da referida ocorrência.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii494730">Capítulo II<br ?/?> DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i989104">Seção I<br ?/?> Dos Servidores Públicos Civis</span> </span><br /><br /><a name="artigo_29"><span class="label label-default">Art. 29.</span></a> Lei de iniciativa exclusiva do Governador do Estado instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações instituídas pelo Poder Público.<br /><br /><a name="artigo_30"><span class="label label-default">Art. 30.</span></a> Ao servidor público, no exercício de mandato eletivo, aplica-se o disposto no art. 38 da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_30"><span class="label label-default">Art. 30.</span></a> Ao servidor público, no exercício de mandato eletivo, aplica-se o disposto no art. 38 da Constituição Federal, na Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019, publicada no Diário Oficial da União em 13 de novembro de 2019. (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_31"><span class="label label-default">Art. 31.</span></a> O servidor será aposentado: (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais, quando decorrente de acidente em serviço, de moléstia profissional ou de doença grave, contagiosa ou incurável, especificados em lei; e proporcionais, nos demais casos; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - voluntariamente: (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e aos vinte e cinco anos, se professora, com proventos integrais; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco anos, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - Pessoas com deficiência: (acrescentado pela EC nº 59, de 4 de junho de 2014, republicada no D.O. nº 8.693, de 10 de junho de 2014, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) aos 25 (vinte e cinco) anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 (vinte) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave; (acrescentada pela EC nº 59, de 4 de junho de 2014, republicada no D.O. nº 8.693, de 10 de junho de 2014, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) aos 29 (vinte e nove) anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 (vinte e quatro) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência moderada; (acrescentada pela EC nº 59, de 4 de junho de 2014, republicada no D.O. nº 8.693, de 10 de junho de 2014, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) aos 33 (trinta e três) anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 (vinte e oito) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência leve; ou (acrescentada pela EC nº 59, de 4 de junho de 2014, republicada no D.O. nº 8.693, de 10 de junho de 2014, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) aos 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, independentemente do grau de deficiência, desde que cumprido tempo mínimo de contribuição de 15 (quinze) anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período. (acrescentada pela EC nº 59, de 4 de junho de 2014, republicada no D.O. nº 8.693, e 10 de junho de 2014, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Regulamento do Poder Executivo definirá as deficiências grave, moderada e leve para os fins do inciso IV. (acrescentado pela EC nº 59, de 4 de junho de 2014, republicada no D.O. nº 8.693, de 10 de junho de 2014, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Aplica-se ao especialista de educação o que dispõe o inciso III, "b". (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Lei Complementar poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, "a" e "c", no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos, funções ou empregos temporários. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para aposentadoria e disponibilidade; e o privado, para aposentadoria, na forma de § 2º do art. 181. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de reenquadramento, de transformação ou de reclassificação de cargo ou de função, alteração de quotas de produtividade ou nomenclatura similar. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Quando se tratar de funcionário que na ativa percebia remuneração total ou parcialmente variável, sob a forma de auxílio, estímulo, prêmio ou produtividade pelo exercício de cargos ou de funções especiais ou insalubres, o reajuste dos proventos será calculado de forma a permitir a igualdade financeira com os funcionários em atividade. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º O disposto no parágrafo anterior não implica na exclusão das vantagens financeiras de caráter pessoal conferidas regularmente ao funcionário e integradas nos proventos de sua aposentadoria. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, até o limite estabelecido em lei, observado o disposto no § 5º (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_31-A"><span class="label label-default">Art. 31-A</span></a> Para efeito da redução da idade e do tempo de contribuição no caso da aposentadoria de professores, conforme o artigo antecedente, são consideradas funções de magistério as exercidas por professores no desempenho de atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educação básica, em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as de direção de unidade escolar, as de coordenação pedagógico e assessoramento escolar. (acrescentado pela EC nº 51, de 8 de novembro de 2011, publicada no D.O. nº 8.065, de 9 de novembro de 2011, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As gratificações de função pagas aos profissionais em educação abrangidos por este artigo integrarão a base de cálculo para fixação dos proventos de aposentadoria quando: (acrescentado pela EC nº 51, de 8 de novembro de 2011, publicada no D.O. nº 8.065, de 9 de novembro de 2011, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - percebidas em caráter permanente, assim entendidas aquelas recebidas por mais de 3 (três) anos, ininterruptos, antecedentes ao adimplemento das condições para aposentadoria; (acrescentado pela EC nº 51, de 8 de novembro de 2011, publicada no D.O. nº 8.065, de 9 de novembro de 2011, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - haja contribuição sobre estas para o regime próprio de previdência dos servidores do Estado; (acrescentado pela EC nº 51, de 8 de novembro de 2011, publicada no D.O. nº 8.065, de 9 de novembro de 2011, página 1) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - respeitado o princípio do equilíbrio atuarial, por meio da realização da média aritmética das contribuições, conforme as normas previdenciárias nacionais e estaduais. (acrescentado pela EC nº 51, de 8 de novembro de 2011, publicada no D.O. nº 8.065, de 9 de novembro de 2011, página 1.) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_31-B"><span class="label label-default">Art. 31-B</span></a> Os Regimes Próprios de Previdência Social dos membros e dos servidores titulares de cargos efetivos do Estado e dos Municípios do Estado do Mato Grosso do Sul têm caráter contributivo e solidário, observados os critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e as regras e os requisitos estabelecidos para o regime próprio do servidor público federal titular de cargo efetivo, mediante o recolhimento: (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - da contribuição do respectivo ente federativo, nesta incluída a contribuição dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Defensoria Pública, das Autarquias e das Fundações Estaduais; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - da contribuição dos servidores efetivos ativos dos Poderes Executivo, incluídos os das Autarquias e das Fundações, e Legislativo, além dos membros e servidores efetivos ativos do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública Estadual; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - da contribuição dos servidores aposentados do Poder Executivo, incluídos os das Autarquias e das Fundações, e do Poder Legislativo, além dos membros e servidores aposentados do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública Estadual, e seus respectivos pensionistas. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O servidor abrangido por Regime Próprio de Previdência Social será aposentado: (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma estabelecida para o servidor público federal titular de cargo efetivo; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, conforme estabelecido para o servidor público federal titular de cargo efetivo; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - voluntariamente, aos sessenta e dois anos de idade, se mulher, e aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos para o servidor público federal titular de cargo efetivo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o § 2º do art. 201 da Constituição Federal ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência Social, observado o disposto nos §§ 15 a 17 deste artigo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As regras de cálculo e de reajustamento dos benefícios de aposentadoria e de pensão por morte serão as mesmas aplicáveis para o servidor público federal titular de cargo efetivo e de seus respectivos dependentes. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º É vedada a adoção de requisitos ou de critérios diferenciados para concessão de benefícios em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 5º e 6º deste artigo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O Estado e os Municípios que mantêm RPPS aplicarão as regras estabelecidas para o servidor público federal titular de cargo efetivo relativas à idade e ao tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores: (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - com deficiência, após obrigatória avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, para verificação do preenchimento dos requisitos para a concessão; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial civil; e (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação destes agentes, vedados a caracterização por categoria profissional ou a ocupação e o enquadramento por periculosidade. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em cinco anos em relação às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º deste artigo, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, conforme estabelecido para o servidor público federal titular de cargo efetivo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição Federal, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência social, aplicando-se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários, estabelecidas no Regime Geral de Previdência Social. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º Observado o disposto no § 2º do art. 201 da Constituição Federal, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo dependente, o benefício de pensão por morte será concedido, utilizando-se a forma diferenciada aplicável ao servidor público federal titular de cargo efetivo, na hipótese de morte dos servidores de que trata o inciso II do § 5º deste artigo, decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real conforme critérios estabelecidos pela União para o servidor público federal titular de cargo efetivo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10 A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 11 O tempo de contribuição federal, distrital, estadual ou municipal será contado para fins de aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201 da Constituição Federal, e o tempo de serviço correspondente será contado para fins de disponibilidade. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 12 Aplica-se o limite fixado no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal à soma total dos proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras atividades sujeitas à contribuição para o Regime Geral de Previdência Social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma da Constituição Federal, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração e de cargo eletivo, observado o disposto no § 12 do art. 27 desta Constituição. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 13 Além do disposto neste artigo, serão observados, no Regime Próprio de Previdência Social do Estado e dos Municípios, no que couber, os requisitos e os critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 14 Aplica-se ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, inclusive aos detentores de mandato eletivo, ou de emprego público, o Regime Geral de Previdência Social. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 15 O Estado e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, Regime de Previdência Complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo, observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto no § 17 deste artigo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 16 O Regime de Previdência Complementar de que trata o § 15 deste artigo oferecerá plano de benefícios somente na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 da Constituição Federal e será efetivado por intermédio de entidade fechada ou aberta de previdência complementar, observado o disposto no art. 33 da Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 17 Somente mediante prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 15 e 16 deste artigo poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público, até a data da publicação do ato de instituição do correspondente Regime de Previdência Complementar. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 18 Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3º deste artigo serão devidamente atualizados, nos mesmos termos estabelecidos pela União para o servidor público federal titular de cargo efetivo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 19 Incidirá contribuição ordinária sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição Federal, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos na ausência de déficit atuarial. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 20 Observados critérios a serem estabelecidos em lei do respectivo ente federativo, Estadual ou Municipal, o membro e o servidor titular de cargo efetivo que tenham completado as exigências para a aposentadoria voluntária e que optem por permanecer em atividade poderão fazer jus a um abono de permanência equivalente, no máximo, ao valor da sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria compulsória, mantidos os mesmos critérios estabelecidos para o servidor público federal titular de cargo efetivo. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 21 É vedada a existência de mais de um Regime Próprio de Previdência Social e de mais de um órgão ou entidade gestora desse regime em cada ente federativo, abrangidos todos os Poderes do Estado, órgãos e entidades autárquicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu financiamento, observados os critérios, os parâmetros e a natureza jurídica definidos na Lei Complementar Estadual. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 22 A gestão de que trata o § 21 deste artigo não compreende os procedimentos preparatórios e o ato de concessão de benefício previdenciário, que caberá à autoridade competente no âmbito de cada Poder, Instituição ou Entidade, nos termos da Lei Complementar Estadual. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 23 Antes da concessão do benefício previdenciário, caberá à autoridade competente consultar, sob pena de nulidade, o órgão ou a entidade gestora a que se refere o §21 deste artigo, a quem caberá, nos termos da Lei Complementar Estadual, emitir parecer opinativo e não vinculante, no prazo legal. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 24 O órgão ou a entidade gestora de que trata o §21 deste artigo exercerá sua competência no caso de constatadas irregularidades nos atos de concessão de benefícios previdenciários pelos Poderes e Instituições e deverá notificá-los administrativamente e, se for o caso, adotar as medidas judiciais cabíveis. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 25 O rol de benefícios do regime próprio de previdência social fica limitado às aposentadorias e à pensão por morte. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_31-C"><span class="label label-default">Art. 31-C</span></a> As regras do Regime Próprio de Previdência Social do servidor público federal titular de cargo efetivo serão parâmetro para as Leis aplicáveis aos membros e aos servidores públicos titulares de cargo efetivo do Estado e dos Municípios que mantêm RPPS, incluindo-se as de: (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - idade mínima para aposentadoria; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - tempo mínimo de contribuição para aposentadoria e pensão; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - valor mínimo e limite máximo igual ao estabelecido para o Regime Geral de Previdência Social para proventos de aposentadoria e de pensão; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - fórmula de cálculo para proventos de aposentadoria e de pensão; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - forma de apuração de remuneração; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - reajuste de aposentadoria e de pensão; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - requisitos de idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de: (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) servidores com deficiência; (acrescentada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial do órgão de que trata o inciso IV do caput do art. 144 da Constituição Federal; (acrescentada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) servidores cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação destes agentes; e (acrescentada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) titulares do cargo de professor que comprovem exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio; (acrescentada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - redução da idade mínima para os ocupantes do cargo de professor, desde que comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - abono de permanência; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - acúmulo de benefícios; (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - regras de transição para aposentadoria, seja por idade, por tempo de contribuição ou por combinação destes. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Lei Complementar Estadual estabelecerá os requisitos para aposentadoria prevista no inciso III do § 1º do art. 31-B desta Constituição, para os membros e servidores públicos efetivos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado, e suas respectivas pensões, vedada a adoção de requisitos ou condições diferentes dos instituídos pela Emenda à Constituição Federal nº 103, de 12 de novembro de 2019. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Até a publicação da Lei Complementar de que trata o §1º deste artigo, aplicam-se às aposentadorias e às pensões as disposições permanentes e transitórias estabelecidas na Emenda à Constituição Federal nº 103, de 12 de novembro de 2019. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_32"><span class="label label-default">Art. 32.</span></a> Fica assegurada ao servidor público a contagem proporcional, para fins de aposentadoria, do tempo de efetivo exercício em funções de magistério, como professor ou professora, no regime previsto no art. 31, III, b. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_33"><span class="label label-default">Art. 33.</span></a> O tempo de serviço prestado ao Estado, sob qualquer forma e vínculo, por servidor efetivo e estável será computado para todos os efeitos legais, incluídas a ascensão e a progressão funcionais. (expressões declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 844. O acórdão da decisão final foi publicado no Diário da Justiça de 21 de junho de 2002) (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_34"><span class="label label-default">Art. 34.</span></a> Aplica-se aos servidores públicos estaduais, para efeito de estabilidade, o disposto no Art. 41 da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_35"><span class="label label-default">Art. 35.</span></a> As vantagens de qualquer natureza, no âmbito dos três Poderes do Estado só poderão ser concedidas por lei e quando atendam efetivamente ao interesse público e às exigências do serviço.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. São assegurados aos servidores públicos estaduais, desde que profissionais enquadrados nas disposições constantes da Lei Federal nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="11308" data-ambito="1" data-toggle="tooltip" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4950a.htm#:~:text=LEI%20No%204.950%2DA,22%20DE%20ABRIL%20DE%201966.&text=Disp%C3%B5e%20s%C3%B4bre%20a%20remunera%C3%A7%C3%A3o%20de,%2C%20Arquitetura%2C%20Agronomia%20e%20Veterin%C3%A1ria." data-original-title=" Data da Norma: 20.04.1966 - Concede isenção dos impostos de importação e de consumo, de emolumentos consulares e da taxa de despacho aduaneiro, excluída a cota de previdência social, para equipamentos industriais e acessórios destinados à produção de papel para impressão de jornais, periódicos e livros, e dá outras providências.">4.950</a>-A, de 22 de abril de 1966, os direitos referentes ao salário mínimo profissional e à jornada de trabalho, nos termos estatuídos naquele diploma legal. (acrescentado pela EC nº 1, de 16 de dezembro de 1993, publicada no D.O. nº 3.691, de 21 de dezembro de 1993, página 1) (Declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - Sessão de 7.8.97 - D.J. 26.9.97)<br /><br /><a name="artigo_36"><span class="label label-default">Art. 36.</span></a> Nenhum servidor poderá ser diretor ou integrar conselho de empresa fornecedora ou que realize qualquer modalidade de contrato com o Estado, sob pena de demissão do serviço público.<br /><br /><a name="artigo_37"><span class="label label-default">Art. 37.</span></a> Ao funcionário ou servidor será assegurado o direito de remoção para igual cargo ou função no lugar de residência do cônjuge ou companheiro, se este também for funcionário ou servidor.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se também ao titular de mandato eletivo estadual ou municipal.<br /><br /><a name="artigo_38"><span class="label label-default">Art. 38.</span></a> Revogado pela EC nº 5, de 1º de julho de 1997, publicada no D.O nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Revogado pela EC nº 5, de 1º de julho de 1997, publicada no D.O nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Revogado pela EC nº 5, de 1º de julho de 1997, publicada no D.O nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Revogado pela EC nº 5, de 1º de julho de 1997, publicada no D.O nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Revogado pela EC nº 5, de 1º de julho de 1997, publicada no D.O nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii25085">Seção II<br ?/?> Dos Servidores Públicos Militares</span> </span><br /><br /><a name="artigo_39"><span class="label label-default">Art. 39.</span></a> São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, sendo-lhes privativos os títulos, postos e uniformes militares.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As patentes dos oficiais militares do Estado são conferidas pelo Governador do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O policial militar em atividade que aceitar cargo ou emprego público civil permanente será transferido para a reserva.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O policial militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função pública temporária, não-eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro enquanto permanecer nessa situação e só poderá ser promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para promoção e transferência para a reserva, sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para inatividade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º São vedadas ao servidor público militar a sindicalização, a greve e, enquanto em efetivo serviço, a filiação a partido político.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º O oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão do Tribunal de Justiça, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º A lei disporá sobre os limites de idade, sobre a estabilidade e sobre outras condições de transferência do militar para inatividade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 4º e 5º, da Constituição Federal. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. 7º, VIII, XII, XVIII e XIX, da Constituição Federal.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii553666">Capítulo III<br ?/?> DA SEGURANÇA PÚBLICA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i523054">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_40"><span class="label label-default">Art. 40.</span></a> A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública, das prerrogativas da cidadania, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos, subordinados administrativa e operacionalmente ao Secretário de Estado de Segurança Pública:<br /><br /><a name="artigo_40"><span class="label label-default">Art. 40.</span></a> A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública, das prerrogativas da cidadania, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por meio dos seguintes órgãos, subordinados ao Governador do Estado, e vinculados operacional e administrativamente à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública: (Redação dada pela EC nº 85, de 8 de setembro de 2020, publicada no D.O. 10.274, de 9 de setembro de 2020, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a Polícia Civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a Polícia Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - Corpo de Bombeiros Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - Polícia Penal. (acrescentado pela EC Nº 88, de 8 de dezembro de 2021, publicada no D.O. 10.701, de 9 de dezembro de 2021, página 2, republicada no D.O. 10.764, de 23 de fevereiro de 2022, página 2.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aplica-se aos órgãos constantes neste artigo o disposto no § 6º do art. 144 da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_41"><span class="label label-default">Art. 41.</span></a> As Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se à legislação especial, que definirá sua estrutura, competências, direitos, garantias, deveres, prerrogativas de seus integrantes, de maneira a assegurar a eficiência de suas atividades, baseando-se nos princípios da hierarquia e da disciplina.<br /><br /><a name="artigo_41"><span class="label label-default">Art. 41.</span></a> As Polícias Civil, Penal e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se à legislação especial, que definirá sua estrutura, competência, direitos, garantias, deveres, prerrogativas de seus integrantes, de maneira a assegurar a eficiência de suas atividades, baseando-se nos princípios da hierarquia e da disciplina. (Redação dada pela EC Nº 88, de 8 de dezembro de 2021, publicada no D.O. 10.701, de 9 de dezembro de 2021, página 2, republicada no D.O. 10.764, de 23 de fevereiro de 2022, página 2.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aos policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros Militar e aos agentes penitenciários, vítimas de acidentes em decorrência da atividade profissional de confronto, salvamento ou treinamento, será garantida pela administração pública estadual, a cobertura integral das despesas hospitalares e do tratamento médico necessários para o restabelecimento da saúde. (Redação dada pela EC nº 61, de 2 de setembro de 2014, publicada no D.O. nº 8.749, de 3 de setembro de 2014, página 1) (acrescentado pela EC nº 57, de 18 de fevereiro de 2014, publicada no D.O. nº 8.620, de 19 de fevereiro de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aos policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros Militar e aos policiais penais, vítimas de acidentes em decorrência da atividade profissional de confronto, salvamento ou treinamento, será garantida pela administração pública estadual, a cobertura integral das despesas hospitalares e do tratamento médico necessário para o restabelecimento da saúde. (Redação dada pela EC Nº 88, de 8 de dezembro de 2021, publicada no D.O. 10.701, de 9 de dezembro de 2021, página 2, republicada no D.O. 10.764, de 23 de fevereiro de 2022, página 2.)<br /><br /><a name="artigo_42"><span class="label label-default">Art. 42.</span></a> O Estado organizará a Coordenadoria da Defesa Civil visando ao socorro, à assistência aos atingidos por sinistros e à recuperação dos danos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Farão obrigatoriamente parte das atividades de defesa civil, além dos órgãos previstos nesta Seção, as guardas municipais e os órgãos públicos estaduais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A Coordenadoria da Defesa Civil deverá, sempre que necessário, recorrer aos órgãos federais, à iniciativa privada e à comunidade, através de suas entidades representativas.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii513442">Seção II<br ?/?> Da Polícia Civil</span> </span><br /><br /><a name="artigo_43"><span class="label label-default">Art. 43.</span></a> A Polícia Civil, instituição permanente, incumbida das funções de polícia judiciária e de apuração de infrações penais, exceto as militares e ressalvada a competência da União, é dirigida por um diretor-geral, cargo privativo de Delegado de Polícia da última classe da carreira, de livre escolha, nomeação e exoneração do Governador do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a competência, a estrutura, a organização, a investidura, os direitos, os deveres, as prerrogativas, as atribuições e o regime disciplinar de seus membros.<br /><br /><a name="artigo_44"><span class="label label-default">Art. 44.</span></a> As atribuições de Delegado de Polícia serão exercidas por integrantes da Carreira. (Redação dada pela EC nº 53, de 14 de agosto de 2012, publicada no D.O. nº 8.254, de 15 de agosto de 2012, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O cargo de Delegado de Polícia integra, para todos os fins, as carreiras jurídicas do Estado. (acrescentado pela EC nº 53, de 14 de agosto de 2012, publicada no D.O. nº 8.254, de 15 de agosto de 2012, página 1)<br /><br /><a name="artigo_45"><span class="label label-default">Art. 45.</span></a> O Conselho Superior da Polícia Civil, órgão consultivo e deliberativo, terá sua composição, competência e funcionamento definidos por lei complementar.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii771472">Seção III<br ?/?> Da Polícia Militar</span> </span><br /><br /><a name="artigo_46"><span class="label label-default">Art. 46.</span></a> A Polícia Militar, instituição permanente e regular, força auxiliar e reserva do Exército, é dirigida por um comandante-geral, cargo privativo de oficial superior, de livre escolha, nomeação e exoneração do Governador do Estado.<br /><br /><a name="artigo_47"><span class="label label-default">Art. 47.</span></a> À Polícia Militar incumbem, além de outras atribuições que a lei estabelecer:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - policiamento ostensivo e preventivo de segurança;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - policiamento preventivo e ostensivo para a defesa do meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - policiamento do trânsito urbano e do rodoviário estadual, por delegação do Departamento Estadual de Trânsito;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a guarda externa dos presídios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a guarda externa dos presídios, quando esta não for exercida por agentes penitenciários estaduais; (Redação dada pela EC nº 69, de 17 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.069, de 18 de dezembro de 2015, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - as atividades de polícia judiciária militar.<br /><br /><a name="artigo_48"><span class="label label-default">Art. 48.</span></a> A seleção, o preparo, o aperfeiçoamento, o treinamento e a especialização dos integrantes da Polícia Militar são de competência da corporação.<br /><br /><a name="artigo_49"><span class="label label-default">Art. 49.</span></a> A organização, o efetivo, o equipamento, as garantias, a convocação e a mobilização da Polícia Militar serão regulados por lei complementar.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv662760">Seção IV<br ?/?> Do Corpo de Bombeiros Militar</span> </span><br /><br /><a name="artigo_50"><span class="label label-default">Art. 50.</span></a> Ao Corpo de Bombeiros Militar, instituição permanente, regular e autônoma, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil, de prevenção e de combate a incêndios, de busca, de salvamento e de socorro público.<br /><br /><a name="artigo_51"><span class="label label-default">Art. 51.</span></a> O Corpo de Bombeiros Militar é dirigido por um comandante-geral, cargo privativo de oficial superior, de livre escolha, nomeação e exoneração do Governador do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aplica-se ao Corpo de Bombeiros Militar o disposto nos artigos 48 e 49.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_v622336">Seção V<br ?/?> Da Polícia Penal</span> </span><br /><br />(acrescentada pela EC Nº 88, de 8 de dezembro de 2021, publicada no D.O. 10.701, de 9 de dezembro de 2021, página 2, republicada no D.O. 10.764, de 23 de fevereiro de 2022, página 2.)<br /><br /><a name="artigo_51-A"><span class="label label-default">Art. 51-A</span></a> À Polícia Penal, dirigida por um policial penal, sob o comando da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário e subordinada ao Governador do Estado, cabe a segurança dos Estabelecimentos Penais. (acrescentado pela EC Nº 88, de 8 de dezembro de 2021, publicada no D.O. 10.701, de 9 de dezembro de 2021, página 2, republicada no D.O. 10.764, de 23 de fevereiro de 2022, página 2.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A Lei disporá sobre a competência, a estrutura, a organização, a investidura, os direitos, os deveres, as prerrogativas, as atribuições e o regime disciplinar de seus membros. (acrescentado pela EC Nº 88, de 8 de dezembro de 2021, publicada no D.O. 10.701, de 9 de dezembro de 2021, página 2, republicada no D.O. 10.764, de 23 de fevereiro de 2022, página 2.)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_iv274004">Título IV<br ?/?> DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i736609">Capítulo I<br ?/?> DO PODER LEGISLATIVO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i417280">Seção I<br ?/?> Da Assembleia Legislativa</span> </span><br /><br /><a name="artigo_52"><span class="label label-default">Art. 52.</span></a> O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, que se compõe de representantes do povo, eleitos na forma da legislação federal.<br /><br /><a name="artigo_53"><span class="label label-default">Art. 53.</span></a> A Assembleia Legislativa reunir-se-á em Sessão Ordinária na Capital do Estado, independentemente de convocação, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro de cada ano. (Redação dada pela EC nº 46, de 13 de julho de 2011, publicada no D.O. nº 7.990, de 15 de julho de 2011, página 1) (Redação dada pela EC nº 36, de 20 de dezembro de 2006, republicada no D.O. 6.875, de 26 de dezembro de 2006, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Quando caírem em sábados, domingos ou feriados, as reuniões previstas para as datas fixadas neste artigo serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º No início de cada legislatura haverá, a partir de primeiro de fevereiro, reuniões preparatórias com a finalidade de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - dar posse aos Deputados diplomados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - eleger a Mesa que dirigirá os trabalhos nas duas sessões legislativas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º É permitida a recondução de membro da Mesa, para o mesmo cargo, na eleição subsequente. (Redação dada pela EC nº 26, de 19 de maio de 2004, republicada no D.O. nº 6.250, de 21 de maio de 2004, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Por motivo de conveniência pública e por deliberação da maioria absoluta de seus membros, poderá a Assembléia Legislativa reunir-se, temporariamente, em qualquer cidade do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A convocação de sessão extraordinária da Assembléia Legislativa será feita:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - pelo Governador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - por seu Presidente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) quando ocorrer intervenção em Município;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) para compromisso e posse do Governador ou do Vice-Governador do Estado;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) a requerimento da maioria de seus membros, em caso de urgência ou de interesse público relevante.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa deliberará somente sobre a matéria para a qual tenha sido convocada.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º Na abertura da sessão legislativa de cada ano, em sessão solene, o Governador comparecerá à Assembléia Legislativa, ou se fará representar por Secretário de Estado, quando exporá a situação do Estado e solicitará as providências que julgar necessárias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º A Mesa Diretora que dirigirá os trabalhos nas duas últimas sessões legislativas será eleita antes do encerramento da segunda Sessão Legislativa, em data prevista no Regimento Interno. (acrescentado pela EC nº 39, de 12 de novembro de 2008, republicada no D.O. nº 7.339, de 14 de novembro de 2008, página 1)<br /><br /><a name="artigo_54"><span class="label label-default">Art. 54.</span></a> Por deliberação da maioria simples, a Assembleia Legislativa, bem como qualquer de suas comissões, poderá convocar o Secretário de Estado ou dirigentes de entidades da administração direta para prestar, no prazo de trinta dias, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, sob pena de responsabillidade no caso de ausência injustificada.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os Secretários de Estado poderão comparecer à Assembleia Legislativa ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa da Assembleia, para expor assunto de relevância de sua Secretaria.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A mesa da Assembleia Legislativa poderá encaminhar pedido escrito de informações a Secretário de Estado, importando em crime de responsabilidade a recusa ou o não-atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas.<br /><br /><a name="artigo_55"><span class="label label-default">Art. 55.</span></a> Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembléia Legislativa e de suas comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta dos seus membros.<br /><br /><a name="artigo_56"><span class="label label-default">Art. 56.</span></a> Ao Poder Legislativo é assegurada a autonomia financeira e administrativa e sua proposta orçamentária será elaborada dentro do limite percentual das receitas correntes do Estado a ser fixado na lei de diretrizes orçamentárias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No decorrer da execução orçamentária, o montante correspondente ao Poder Legislativo será repassado em duodécimos, até o dia vinte de cada mês, corrigidas as parcelas na mesma proporção do excesso de arrecadação apurado em relação à previsão orçamentária.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Integra o orçamento do Poder Legislativo o do Tribunal de Contas, cujo montante será fixado na lei de diretrizes orçamentárias.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii644346">Seção II<br ?/?> Deputados </span> Dos</span><br /><br /><a name="artigo_57"><span class="label label-default">Art. 57.</span></a> Os Deputados são invioláveis, no exercício de seu mandato, por suas opiniões, palavras e votos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Desde a expedição do diploma até a inauguração da legislatura seguinte, os Deputados não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados por crime, sem prévia licença da Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação suspende a prescrição enquanto durar o mandato.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro de vinte e quatro horas, à Assembléia Legislativa, para que, pelo voto aberto da maioria de seus membros, delibere sobre a prisão e autorize, ou não, a formação de culpa. (Redação dada pela EC nº 16, de 29 de novembro de 2001, publicada no D.O. nº 5.644, de 3 de dezembro de 2001, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiarem ou deles receberem informações.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A incorporação às Forças Armadas de Deputados, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º As imunidades de Deputados subsistirão durante o Estado de sítio e só poderão ser suspensas mediante voto de dois terços dos membros da Casa, no caso de atos, praticados fora do recinto da Assembléia Legislativa, incompatíveis com a execução da medida.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º As prerrogativas processuais do Deputado arrolado como testemunha deixarão de subsistir, se ele não atender, sem justa causa, no prazo de trinta dias, ao convite judicial.<br /><br /><a name="artigo_58"><span class="label label-default">Art. 58.</span></a> Os Deputados terão acesso às repartições públicas estaduais para se informarem sobre qualquer assunto de natureza administrativa.<br /><br /><a name="artigo_59"><span class="label label-default">Art. 59.</span></a> Os Deputados não poderão:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - desde a expedição do diploma:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) aceitar ou exercer, nas entidades constantes na alínea anterior, cargo, função ou emprego remunerado, incluídos os de que sejam demissíveis <i>ad nutum</i>;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - desde a posse:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público ou nela exercer função remunerada;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) ocupar, nas entidades referidas no inciso I, a, cargo ou função de que sejam demissíveis <i>ad nutum</i>;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.<br /><br /><a name="artigo_60"><span class="label label-default">Art. 60.</span></a> Perderá o mandato o Deputado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Assembléia Legislativa, salvo no caso de licença ou missão por esta autorizada;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - quando perder ou tiver suspensos os direitos políticos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - quando o decretar a Justiça Eleitoral.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º São incompatíveis com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas aos Deputados ou a percepção de vantagens indevidas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Nos casos dos incisos I, II e III, a perda do mandato será decidida pela Assembléia Legislativa, por voto aberto e por maioria absoluta, mediante provocação de qualquer Deputado, da Mesa ou de partido político representado na Assembléia Legislativa, assegurada a ampla defesa. (Redação dada pela EC nº 16, de 29 de novembro de 2001, publicada no D.O. nº 5.644, de 3 de dezembro de 2001, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Nos casos previstos nos incisos IV e V, a perda será declarada pela Mesa da Assembléia Legislativa, de ofício ou mediante provocação de qualquer Deputado ou partido político representado na Assembléia Legislativa, assegurada a ampla defesa.<br /><br /><a name="artigo_61"><span class="label label-default">Art. 61.</span></a> Não perderá o mandato o Deputado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - investido no cargo de Ministro ou Secretário de Estado ou chefe de missão diplomática temporária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse a cento e vinte dias por sessão legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - licenciado em virtude de licença maternidade, conforme disposto no § 3º-A do art. 206 desta Constituição. (acrescentado pela EC nº 91, de 13 de julho de 2022, publicada no Diário Oficial nº 10.891, de 14 de julho de 2022, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ocorrendo vaga, não havendo suplente e faltando mais de quinze meses para o término do mandato, far-se-á eleição para preenchê-la.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado poderá optar pela remuneração do mandato.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii90294">Seção III<br ?/?> Das Atribuições do Poder Legislativo</span> </span><br /><br /><a name="artigo_62"><span class="label label-default">Art. 62.</span></a> Cabe à Assembléia Legislativa, com sanção do Governador, legislar sobre todas as matérias de competência do Estado, especialmente sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - tributos, arrecadação e distribuição de rendas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito e dívida pública;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - planos e programas estaduais e regionais de desenvolvimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - criação e extinção de cargos públicos e fixação dos respectivos vencimentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - transferência temporária da sede do governo estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - aquisição, alienação, arrendamento e cessão de bens imóveis do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - criação, incorporação e subdivisão de Municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - fixação dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - concessão de anistia, isenção e remição tributária ou previdenciária e incentivos fiscais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - organização administrativa e organização e divisão judiciárias, do Ministério Público e da Defensoria Pública;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - criação, estrutura e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos da administração pública.<br /><br /><a name="artigo_63"><span class="label label-default">Art. 63.</span></a> Compete privativamente à Assembléia Legislativa:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - eleger sua Mesa e constituir suas comissões;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção de cargos, empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - elaborar o seu regimento interno;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - conceder licença para processar Deputado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - autorizar o Governador a realizar operações de crédito ou compromissos gravosos ao patrimônio do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - aprovar ou suspender a intervenção em Municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - sustar atos normativos do Poder Executivo que exorbitem o poder regulamentar ou os limites de delegação legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - fixar subsídio do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado; (Redação dada pela EC nº 35, de 20 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.878, de 29 de dezembro de 2006, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e apreciar os relatórios sobre planos de governo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - fiscalizar e controlar diretamente os atos do Poder Executivo, do Tribunal de Contas e os da administração indireta;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - escolher, nos termos desta Constituição, os membros do Tribunal de Contas do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - fixar de uma para outra legislatura a remuneração dos Deputados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - dar posse ao Governador e ao Vice-Governador eleitos; conhecer de sua renúncia; conceder ao Governador licença para interromper o exercício de suas funções, ausentar-se do Estado por mais de dez dias ou se afastar do País;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - dar posse ao Governador e ao Vice-Governador eleitos; conhecer de sua renúncia; conceder ao Governador licença para ausentar-se do Estado ou do País, quando a ausência exceder a quinze dias; (Redação dada pela EC nº 81, de 17 de outubro de 2019, publicada no D.O. nº 10.012, de 23 de outubro de 2019, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Tribunal de Justiça do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia do Estado em operações de créditos interno e externo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - autorizar operações externas de natureza financeira;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - declarar, pelo voto de dois terços dos Deputados, a procedência da acusação contra o Governador, nos crimes de responsabilidade, e contra os Secretários de Estado, nos crimes da mesma natureza ou conexos com aqueles; (expressão declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - ADI nº 4.781, publicada no DJe nº 100/2017, de 15 de maio de 2017, páginas 116 a 120)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - conceder licença para processar o Governador do Estado nos crimes comuns; (declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - ADI nº 4.781, publicada no DJe nº 100/2017, de 15 de maio de 2017, páginas 116 a 120)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - processar e julgar o Governador do Estado nos crimes de responsabilidade e os Secretários de Estado nos crimes da mesma natureza, conexos com os daqueles; (expressão declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - ADI nº 4.781, publicada no DJe nº 100/2017, de 15 de maio de 2017, páginas 116 a 120)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - suspender, se declarar procedente a acusação, nos crimes comuns e de responsabilidade, o exercício do mandato do Governador do Estado, e afastar os Secretários de Estado, e destituí-los, quando condenados definitivamente; (expressão declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - ADI nº 4.781, publicada no DJe nº 100/2017, de 15 de maio de 2017, páginas 116 a 120)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXI - aprovar convenções e ajustes de que o Estado seja parte e ratificar os que, por motivo de urgência e no interesse público, foram efetivados sem prévia aprovação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXII - deliberar sobre o adiamento e suspensão das sessões;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXIII - aprovar as indicações dos membros de conselhos e órgãos estaduais, nos casos previstos nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXIV - dispor sobre o sistema de previdência social dos seus membros e servidores de sua secretaria, autorizando convênio com outras entidades; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXV - recolher as contribuições ao Fundo de Previdência Parlamentar, que serão calculadas tomando-se por base a remuneração mensal; (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - exercer outras competências estabelecidas em lei.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv676194">Seção IV<br ?/?> Comissões </span> Das</span><br /><br /><a name="artigo_64"><span class="label label-default">Art. 64.</span></a> A Assembléia Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Na constituição de cada comissão é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - discutir e votar projetos de lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - convocar Secretários de Estado e dirigentes de autarquias, de empresas públicas, de economia mista e de fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, para prestar, no prazo de trinta dias, informações sobre assunto de sua pasta ou área de atuação, previamente determinado, caracterizando, a recusa ou o não-atendimento, crime de responsabilidade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões de autoridades públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais ou setoriais de desenvolvimento e emitir pareceres;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - convocar o Procurador-Geral de Justiça, o Procurador-Geral do Estado e o Procurador-Geral da Defensoria Pública para prestar informações a respeito de assuntos previamente fixados e relacionados à respectiva área.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no regimento da Assembléia Legislativa, serão criadas, mediante requerimento de um terço dos Deputados, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao órgão competente, para que promova a responsabilidade dos infratores.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_v928150">Seção V<br ?/?> Do Processo Legislativo</span> </span><br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="subsecao_i162786">Subseção I<br ?/?> Disposição Geral</span> </span><br /><br /><a name="artigo_65"><span class="label label-default">Art. 65.</span></a> O processo legislativo compreende a elaboração de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - emendas à Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - leis complementares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - leis ordinárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - leis delegadas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - decretos legislativos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - resoluções.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A Assembléia Legislativa, por deliberação da maioria de seus membros, poderá subscrever proposta de emenda à Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Lei complementar disporá sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Lei complementar disporá sobre a elaboração, a redação, a alteração, a consolidação e a revogação das leis. (Redação dada pela EC 83, de 5 de fevereiro de 2020, publicada no D.O. nº 10.089, de 7 de fevereiro de 2020, página 2)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="subsecao_ii357800">Subseção II<br ?/?> Da Emenda à Constituição</span> </span><br /><br /><a name="artigo_66"><span class="label label-default">Art. 66.</span></a> A Constituição poderá ser emendada por proposta:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - de um terço, no mínimo, dos membros da Assembléia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - do Governador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - de mais da metade das Câmaras Municipais, manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa, de seus membros.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A proposta será discutida e votada em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, dois terços dos votos dos membros da Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A proposta será discutida e votada em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos membros da Assembleia Legislativa. (Redação dada pela EC Nº 84, de 8 de setembro de 2020, publicada no D.O. 10.274, de 9 de setembro de 2020, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A emenda à Constituição será promulgada pela Mesa da Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda que: (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 3º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - ferir princípio federativo; (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 3º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - atentar contra separação dos poderes. (Redação dada pela EC nº 38, de 27 de fevereiro de 2008, art. 3º, publicada no D.O. nº 7.165, de 3 de março de 2008, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A matéria constante em proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="subsecao_iii804188">Subseção III<br ?/?> Das Leis</span> </span><br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador-Geral de Justiça e aos cidadãos, nos termos desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador-Geral de Justiça, ao Defensor Público-Geral do Estado e aos cidadãos, nos termos desta Constituição. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, página 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador-Geral de Justiça, ao Defensor Público-Geral do Estado, ao Procurador-geral de Contas e aos cidadãos, nos termos desta Constituição. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 3º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador-Geral de Justiça, ao Defensor Público-Geral do Estado e aos cidadãos, nos termos desta Constituição. (Redação dada pela EC 68, de 15 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.067, de 16 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. nº 9.068, de 17 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. 9.071, de 22 de dezembro de 2015, página 1) (Obs: Emenda Constitucional 68, de 15 de dezembro de 2015, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /><a name="artigo_67"><span class="label label-default">Art. 67.</span></a> A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador-Geral de Justiça, ao Defensor Público-Geral do Estado e aos cidadãos, nos termos desta Constituição. (Redação dada pela EC nº 80, de 27 de agosto de 2019, publicada no D.O. nº 9.973, de 28 de agosto de 2019, página 2) (Obs: Emenda Constitucional 80, de 27 de agosto de 2019, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por arrastamento da Emenda Constitucional nº 68, de 15 de dezembro de 2015, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º São de iniciativa do Governador do Estado as leis que:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - fixem ou modifiquem os efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - disponham sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) a criação de cargos, de funções ou de empregos públicos na administração direta e autárquica ou sobre o aumento de sua remuneração;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) os servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) a organização da Procuradoria-Geral do Estado; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, página 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) a criação, a estrutura e as atribuições das Secretarias de Estado e dos órgãos da administração pública.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembléia Legislativa de projeto subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado do Estado, distribuído em pelo menos vinte por cento dos Municípios, com não menos de três décimos dos eleitores de cada um deles.<br /><br /><a name="artigo_68"><span class="label label-default">Art. 68.</span></a> Não será admitido aumento de despesa prevista:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, ressalvados os casos do art. 166, §§ 3º e 4º, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Assembléia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Defensoria Pública. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, página 1 a 2)<br /><br /><a name="artigo_69"><span class="label label-default">Art. 69.</span></a> O Governador poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Se a Assembléia Legislativa não se manifestar em até quarenta e cinco dias sobre a proposição, será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação sobre os demais assuntos para que se ultime a votação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A apreciação de emendas apresentadas far-se-á no prazo de dez dias, observado quanto ao mais, o disposto no parágrafo anterior.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os prazos do § 1º não correm nos períodos de recesso parlamentar nem se aplicam aos projetos de código.<br /><br /><a name="artigo_70"><span class="label label-default">Art. 70.</span></a> Nos casos do art. 62, concluída a votação, a Assembléia Legislativa enviará o projeto ao Governador que, aquiescendo, o sancionará.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Se o Governador, ao apreciar o projeto para sanção, o considerar, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Assembléia Legislativa os motivos do veto.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Governador importará em sanção.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O veto será apreciado em trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados, em escrutínio aberto. (Redação dada pela EC nº 16, de 29 de novembro de 2001, publicada no D.O. nº 5.644, de 3 de dezembro de 2001, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Rejeitado o veto, será o projeto enviado, para promulgação, ao Governador.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Se nos casos dos §§ 3º e 5º, a lei não for promulgada em quarenta e oito horas pelo Governador, o Presidente da Assembléia Legislativa a promulgará e, se este não o fizer, caberá ao 1º Vice-Presidente fazê-lo.<br /><br /><a name="artigo_71"><span class="label label-default">Art. 71.</span></a> A matéria constante em projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, por proposta da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa.<br /><br /><a name="artigo_72"><span class="label label-default">Art. 72.</span></a> As leis delegadas serão elaboradas pelo Governador do Estado, que deverá solicitar a delegação à Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva da Assembléia Legislativa, a matéria reservada a lei complementar e a legislação sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a organização do Poder Judiciário e do Ministério Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A delegação ao Governador terá forma de resolução da Assembléia Legislativa, que especificará seu conteúdo e os termos do seu exercício.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pela Assembléia Legislativa, esta o fará em votação única, vedada qualquer emenda.<br /><br /><a name="artigo_73"><span class="label label-default">Art. 73.</span></a> Nas matérias de competência exclusiva da Assembléia Legislativa, após a aprovação final, a lei será promulgada pelo seu Presidente.<br /><br /><a name="artigo_74"><span class="label label-default">Art. 74.</span></a> As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vi717989">Seção VI<br ?/?> Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária</span> </span><br /><br /><a name="artigo_75"><span class="label label-default">Art. 75.</span></a> A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, à legitimidade, à economicidade, à aplicação de subvenções e a renúncias de receitas, será exercida pela Assembléia Legislativa, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.<br /><br /><a name="artigo_76"><span class="label label-default">Art. 76.</span></a> Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos, ou pelos quais o Estado responda ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.<br /><br /><a name="artigo_77"><span class="label label-default">Art. 77.</span></a> O controle externo a cargo da Assembléia Legislativa será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado, através de parecer prévio, que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar do seu recebimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta ou indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público estadual, e as contas daqueles que derem causa a perda, a extravio ou a outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, bem como a da concessão de aposentadoria, reforma e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento do ato concessório;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - realizar por iniciativa própria, da Assembléia Legislativa, de comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e de entidades referidas no inciso II;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - fiscalizar as contas das empresas de cujo capital o Estado participe, de forma direta ou indireta, nos termos do estatuto próprio;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Estado através de convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Municípios ou outras entidades;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - prestar as informações solicitadas pela Assembléia Legislativa ou suas comissões, sobre fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - se verificada a ilegalidade, assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Assembléia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pela Assembléia Legislativa, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Se a Assembléia Legislativa, ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os danos causados ao erário pelo ato impugnado ou sustado serão imediatamente apurados e cobrados aos servidores responsáveis pela operação ou pelo ato, independentemente das penalidades administrativas cabíveis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º As decisões do Tribunal de que resultar imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O Tribunal de Contas encaminhará à Assembléia Legislativa relatórios trimestral e anual de suas atividades.<br /><br /><a name="artigo_78"><span class="label label-default">Art. 78.</span></a> A Comissão permanente incumbida de emitir parecer sobre os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais, diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Não prestados os esclarecimentos ou considerados estes insuficientes, a comissão solicitará no Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo, no prazo de trinta dias, sobre a matéria.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Entendendo o Tribunal ilegal ou irregular a despesa, a comissão, se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá à Assembléia Legislativa sua sustação.<br /><br /><a name="artigo_79"><span class="label label-default">Art. 79.</span></a> Comprovados os fatos que denotem infringência dos tipos previstos nos incisos I a III do art. 11, no Tribunal de Contas representará ao Poder competente, visando à intervenção.<br /><br /><a name="artigo_80"><span class="label label-default">Art. 80.</span></a> O Tribunal de Contas do Estado, integrado por sete Conselheiros, tem sede na Capital, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território estadual, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 114.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Tribunal de Contas será organizado através de <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-mato-grosso-do-sul-ms data-original-title='Lei Orgânica Mato Grosso do Sul MS' data-id="">lei orgânica</a> e funcionará consoante o seu regimento interno.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de idoneidade moral, reputação ilibada e notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos, financeiros ou de administração pública, com mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Dos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Dos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado: (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 1º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - dois sétimos serão indicados pelo Governador do Estado, com aprovação da Assembleia Legislativa, sendo escolhidos alternadamente, entre Auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, indicados em lista tríplice organizada pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - três sétimos serão indicados pelo Governador do Estado, com aprovação da Assembléia Legislativa; sendo dois escolhidos alternadamente, entre Auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, indicados em lista tríplice organizada pelo Tribunal, segundo os critérios de antigüidade e merecimento; (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 1º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - cinco sétimos serão escolhidos pela Assembleia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - quatro sétimos serão escolhidos pela Assembléia Legislativa. (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 1º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Os Conselheiros terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos, direitos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça e poderão aposentar-se com as vantagens do cargo, somente quando o tenham exercido efetivamente por mais de cinco anos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Os Auditores, quando em substituição a Conselheiros, terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos titulares e quando, no exercício das demais atribuições estabelecidas em lei, as dos magistrados de nível imediatamente inferior ao do adotado para os Conselheiros.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Os Auditores, substitutos dos Conselheiros, em número de três, serão nomeados pelo Governador do Estado, dentre bacharéis em Ciências Jurídicas, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis ou em Administração Pública, após aprovaçao em concurso público de provas e títulos, realizado pelo Tribunal de Contas, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Os Auditores, substitutos dos Conselheiros, em número de 06 (seis), serão nomeados pelo Governador do Estado, dentre diplomados em curso superior, no nível de graduação, após aprovação em concurso público de provas e títulos realizado pelo Tribunal de Contas, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, na aplicação das provas. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 1º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /><a name="artigo_81"><span class="label label-default">Art. 81.</span></a> O Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado, terá estrutura, atribuições e competências estabelecidas em lei complementar, será composto de sete membros, sendo um Procurador-Chefe, três Subprocuradores e três Procuradores.<br /><br /><a name="artigo_81"><span class="label label-default">Art. 81.</span></a> O Ministério Público de Contas, é instituição permanente, essencial à atividade de controle externo da Administração Pública, com atuação junto ao Tribunal de Contas do Estado; terá estrutura, atribuições e competências estabelecidas em lei complementar; será composto por sete Procuradores de Contas, organizados em carreira. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /><a name="artigo_81"><span class="label label-default">Art. 81.</span></a> O Ministério Público de Contas, é instituição permanente, essencial à atividade de controle externo da Administração Pública, com atuação custos legis perante o Tribunal de Contas do Estado; terá estrutura, atribuições e competências estabelecidas em lei complementar; será composto por quatro Procuradores de Contas, organizados em carreira. (Redação dada pela EC 68, de 15 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.067, de 16 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. nº 9.068, de 17 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. 9.071, de 22 de dezembro de 2015, página 1) (Obs: Emenda Constitucional 68, de 15 de dezembro de 2015, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /><a name="artigo_81"><span class="label label-default">Art. 81.</span></a> O Ministério Público de Contas é instituição permanente, essencial à atividade de controle externo da Administração Pública, com atuação custos legis perante o Tribunal de Contas do Estado, tendo estrutura, atribuições e competências estabelecidas em lei complementar, sendo composto por quatro Procuradores de Contas, organizados em carreira. (Redação dada pela EC nº 80, de 27 de agosto de 2019, publicada no D.O. nº 9.973, de 28 de agosto de 2019, página 2) (Obs: Emenda Constitucional 80, de 27 de agosto de 2019, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por arrastamento da Emenda Constitucional nº 68, de 15 de dezembro de 2015, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O ingresso na carreira dar-se-á no cargo de Procurador e através da aprovação em concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O ingresso na carreira dar-se-á no cargo de Procurador de Contas, através da aprovação em concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A promoção ao cargo de Subprocurador far-se-á, alternadamente, por antiguidade e merecimento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A promoção dentro da carreira far-se-á, alternadamente, por antiguidade e merecimento, nos termos da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=/lei-organica-mato-grosso-do-sul-ms data-original-title='Lei Orgânica Mato Grosso do Sul MS' data-id="">Lei Orgânica</a> do Ministério Público de Contas. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A promoção dentro da carreira far-se-á, alternadamente, por antiguidade e merecimento, nos termos da Lei. (Redação dada pela EC 68, de 15 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.067, de 16 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. nº 9.068, de 17 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. 9.071, de 22 de dezembro de 2015, página 1) (Obs: Emenda Constitucional 68, de 15 de dezembro de 2015, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A promoção dentro da carreira far-se-á, alternadamente, por antiguidade e merecimento, nos termos da Lei. (Redação dada pela EC nº 80, de 27 de agosto de 2019, publicada no D.O. nº 9.973, de 28 de agosto de 2019, página 2) (Obs: Emenda Constitucional nº 80, de 27 de agosto de 2019, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, por arrastamento da Emenda Constitucional nº 68, de 15 de dezembro de 2015, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Procurador-Chefe será nomeado pelo Governador do Estado dentre os Subprocuradores.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Procurador-Geral de Contas será nomeado pelo Governador do Estado, na forma da lei, para mandato de dois anos, permitida uma recondução. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Aos membros do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado aplicam-se as disposições atinentes a direito, vedações e forma de investidura aplicáveis aos membros do Ministério Público do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Aos membros do Ministério Público de Contas aplicam-se as mesmas disposições atinentes a direitos, vedações e forma de investidura dos membros do Ministério Público Estadual. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Lei Complementar de iniciativa facultada ao Procurador-Geral de Contas disporá sobre a organização e funcionamento do Ministério Público de Contas, assegurada sua autonomia funcional e administrativa, nos termos do art. 130 da Constituição Federal e art. 128 da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao data-original-title='Constituição Estadual MS' data-id=848885>Constituição Estadual</a>. (Redação dada pela EC nº 42, de 8 de dezembro de 2009, art. 2º, publicada no D.O. nº 7.600, de 9 de dezembro de 2009, página 1) (revogado pela EC 68, de 15 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.067, de 16 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. nº 9.068, de 17 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. 9.071, de 22 de dezembro de 2015, página 1) (revogado pela EC nº 80, de 27 de agosto de 2019, publicada no D.O. nº 9.973, de 28 de agosto de 2019, página 20) (Obs: Emenda Constitucional 68, de 15 de dezembro de 2015, julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, e, por arrastamento, a Emenda Constitucional nº 80, de 27 de agosto de 2019, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5483. Decisão transitada em julgado em 27 de março de 2020)<br /><br /><a name="artigo_82"><span class="label label-default">Art. 82.</span></a> Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, o sistema de controle interno com a finalidade de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução de programas de governo e orçamento do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e à eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da aplicação dos recursos públicos por entidades de direito privado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como direitos e haveres do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomar conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º No âmbito do Poder Executivo, o controle interno será exercido pela Auditoria-Geral do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º No âmbito do Poder Executivo Estadual, o controle interno será exercido pela Controladoria-Geral do Estado, nos termos da Lei Complementar, que definirá sua estrutura, competências, direitos, garantias, deveres, prerrogativas de seus integrantes, de maneira a assegurar a eficiência de suas atividades. (Redação dada pela EC nº 72, de 5 de julho de 2016)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, nos termos da lei, denunciar ao Tribunal de Contas do Estado irregularidades ou ilegalidades.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii746202">Capítulo II<br ?/?> DO PODER EXECUTIVO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i583100">Seção I<br ?/?> Do Governador e do Vice-governador</span> </span><br /><br /><a name="artigo_83"><span class="label label-default">Art. 83.</span></a> O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado, auxiliado pelos Secretários de Estado.<br /><br /><a name="artigo_84"><span class="label label-default">Art. 84.</span></a> A eleição do Governador e do Vice-Governador realizar-se-á, simultaneamente, noventa dias antes do término do mandato governamental vigente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A eleição do Governador importará na do Vice-Governador com ele registrado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Será considerado eleito Governador o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer a morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.<br /><br /><a name="artigo_85"><span class="label label-default">Art. 85.</span></a> O Governador e o Vice-Governador tomarão posse em sessão da Assembléia Legislativa, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição Federal e a Estadual, observar as leis, promover o bem geral do povo sul-mato-grossense e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.<br /><br /><a name="artigo_86"><span class="label label-default">Art. 86.</span></a> O Governador será substituído em ausências eventuais e impedimentos pelo Vice-Governador, a quem também incumbe auxilia-lo sempre que for convocado para missões especiais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago. (Redação dada pela EC nº 81, de 17 de outubro de 2019, publicada no D.O. nº 10.012, de 23 de outubro de 2019, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As substituições de que tratam o caput deste art. 86 serão previamente comunicadas à Assembleia Legislativa. (acrescentado pela EC nº 81, de 17 de outubro de 2019, publicada no D.O. nº 10.012, de 23 de outubro de 2019, página 2)<br /><br /><a name="artigo_87"><span class="label label-default">Art. 87.</span></a> Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da chefia do Poder Executivo o Presidente da Assembléia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça.<br /><br /><a name="artigo_88"><span class="label label-default">Art. 88.</span></a> O mandato do Governador é de quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da eleição. (Redação dada pela EC nº 21, de 3 de setembro de 2003, publicada no Diário Oficial nº 6.075, de 5 de setembro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Governador do Estado ou quem o houver sucedido ou substituído no curso do mandato poderá ser reeleito para um único período subseqüente. (Redação dada pela EC nº 21, de 3 de setembro de 2003, publicada no Diário Oficial nº 6.075, de 5 de setembro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Governador residirá na Capital e não poderá, sem prévia permissão da Assembléia Legislativa, ausentar-se do País, por qualquer tempo, nem do Estado, por mais de dez dias, sob pena de perda do cargo. (Redação dada pela EC nº 21, de 3 de setembro de 2003, publicada no Diário Oficial nº 6.075, de 5 de setembro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Governador residirá na Capital e não poderá, sem prévia autorização da Assembleia Legislativa, ausentar-se do Estado ou do País, quando a ausência exceder a quinze dias, sob pena de perda do cargo. (Redação dada pela EC nº 81, de 17 de outubro de 2019, publicada no D.O. nº 10.012, de 23 de outubro de 2019, página 2)<br /><br /><a name="artigo_88-A"><span class="label label-default">Art. 88-A</span></a> O Governador em final de Mandato constituirá Comissão de Transição de Governo para o novo mandato, na forma da Lei. (acrescentado pela EC nº 56, de 18 de junho de 2013, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.454, de 19 de junho de 2013, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii47881">Seção II<br ?/?> Das Atribuições do Governador</span> </span><br /><br /><a name="artigo_89"><span class="label label-default">Art. 89.</span></a> Compete privativamente ao Governador do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nomear e exonerar, livremente, os Secretários de Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - nomear e exonerar o Procurador-Geral do Estado, o Procurador-Geral de Justiça e o Procurador-Geral da Defensoria Pública;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - nomear o Desembargador indicado pelo quinto constitucional e, após aprovação pela Assembléia Legislativa, os Conselheiros do Tribunal de Contas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - nomear e exonerar os dirigentes de autarquias, conselhos e órgãos estaduais, nos casos previstos nesta Constituição e em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - exercer, com o auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para a sua fiel execução;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - vetar, total ou parcialmente, projetos de lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - dispor sobre a estrutura, atribuições e funcionamento dos órgãos da administração estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - prover e extinguir os cargos públicos estaduais, na conformidade desta Constituição e das leis pertinentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - remeter mensagem à Assembléia Legislativa por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Estado e solicitando as providências que julgar necessárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - enviar à Assembléia Legislativa o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - realizar operações de crédito, desde que autorizadas pela Assembléia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - celebrar convênios com a União, com outros Estados e com os Municípios, <i>ad referendum</i> da Assembléia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - representar o Estado nas suas relações jurídicas, políticas e administrativas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - prestar, anualmente, à Assembléia Legislativa, dentro de sessenta dias da abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - decretar e executar a intervenção em Municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - solicitar intervenção federal no Estado, quando lhe couber fazê-lo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - prestar, nos casos previstos em lei, informações solicitadas pelos Poderes Legislativo ou Judiciário;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - delegar à autoridade do Executivo funções administrativas que não sejam de sua exclusiva competência;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXI - promover desapropriações;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXII - subscrever ou adquirir ações, realizar ou aumentar capital, desde que haja recursos hábeis, de sociedade de economia mista ou de empresa pública, bem como dispor, a qualquer título, no todo ou em parte, de ações ou capital que tenha subscrito, adquirido, realizado ou aumentado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXIII - propor a instituição de órgãos autônomos, entidades de administração indireta, regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e regiões de desenvolvimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXIV - propor ação de inconstitucionalidade, nos termos desta Constituição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXV - nomear e exonerar o comandante-geral da Polícia Militar, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar e o diretor-geral da Polícia Civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXVI - exercer o comando supremo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, promover seus oficiais e nomeá-los para os cargos que lhe são privativos.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii898770">Seção III<br ?/?> Da Responsabilidade do Governador</span> </span><br /><br /><a name="artigo_90"><span class="label label-default">Art. 90.</span></a> São crimes de responsabilidade os atos do Governador que atentem contra a Constituição Federal, contra a <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao data-original-title='Constituição Estadual MS' data-id=848885>Constituição Estadual</a> e, especialmente, contra:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a existência da União e do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos Poderes constitucionais da União; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, página 1 e 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a lei orçamentária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a segurança interna do Estado e do País;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a probidade da administração;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - cumprimento das leis e das decisões judiciais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os crimes previstos neste artigo não excluem outros definidos em lei federal.<br /><br /><a name="artigo_91"><span class="label label-default">Art. 91.</span></a> Nos crimes comuns, o Governador do Estado será submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça e, nos de responsabilidade, nos termos da lei federal.<br /><br /><a name="artigo_92"><span class="label label-default">Art. 92.</span></a> O Governador ficará suspenso de suas funções:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia, ou queixa crime, pelo Superior Tribunal de Justiça; (declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - ADI nº 4.781, publicada no DJe nº 100/2017, de 15 de maio de 2017, páginas 116 a 120)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela Assembléia Legislativa, se recebida a denúncia por dois terços de seus membros. (declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - ADI nº 4.781, publicada no DJe nº 100/2017, de 15 de maio de 2017, páginas 116 a 120)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Governador, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv112553">Seção IV<br ?/?> Dos Secretários de Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_93"><span class="label label-default">Art. 93.</span></a> Os Secretários de Estado, auxiliares do Governador, serão escolhidos entre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Compete aos Secretários de Estado, além de outras atribuições definidas nesta Constituição e na lei:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exercer a coordenação, orientação e supervisão dos órgãos e entidades da administração estadual na área de suas atribuições e referendar os atos e decretos assinados pelo Governador;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - praticar atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Governador do Estado.<br /><br /><a name="artigo_94"><span class="label label-default">Art. 94.</span></a> A lei disporá sobre a criação, a estrutura básica e as atribuições das Secretarias.<br /><br /><a name="artigo_95"><span class="label label-default">Art. 95.</span></a> Os Secretários de Estado, nos crimes comuns, serão processados e julgados pelo Tribunal de Justiça e, nos crimes conexos com os do Governador do Estado, pelos órgãos competentes para o processo e julgamento deste.<br /><br /><a name="artigo_96"><span class="label label-default">Art. 96.</span></a> Os Secretários de Estado estão sujeitos aos mesmos crimes de responsabilidade previstos para o Governador do Estado, bem como quanto ao procedimento e julgamento.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii765261">Capítulo III<br ?/?> DO PODER JUDICIÁRIO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i229620">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_97"><span class="label label-default">Art. 97.</span></a> O Poder Judiciário do Estado é exercido pelos seguintes órgãos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Tribunal de Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Tribunal do Júri;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - os Juízes de Direito;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os Juízes Substitutos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - os Juizados Especiais das Causas Cíveis de Menor Complexidade e de Infrações Penais de Menor Potencial Ofensivo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a Auditoria Militar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - os Juizados de Paz.<br /><br /><a name="artigo_98"><span class="label label-default">Art. 98.</span></a> Os vencimentos dos magistrados serão fixados com diferença não-superior a dez por cento de uma para outra das categorias da carreira, não podendo, a qualquer título, os vencimentos dos Desembargadores exceder aos dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.<br /><br /><a name="artigo_99"><span class="label label-default">Art. 99.</span></a> Um quinto dos lugares dos Tribunais do Estado será composto de membros do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e 31 de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Recebida a indicação, o Tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Governador do Estado, que, nos vinte dias subseqüentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação, sob pena responsabilidade.<br /><br /><a name="artigo_100"><span class="label label-default">Art. 100.</span></a> A lei poderá estabelecer como condição de ingresso na carreira, de promoção por merecimento, a partir de determinada entrância, ou de acesso no Tribunal de Justiça, pelo mesmo critério, a freqüência e aprovação em curso ministrado pela Escola Superior da Magistratura do Estado, similar federal ou de outra unidade da Federação reconhecida oficialmente.<br /><br /><a name="artigo_101"><span class="label label-default">Art. 101.</span></a> O ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz Substituto, dar-se-á através de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, em todas as suas fases, obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação.<br /><br /><a name="artigo_102"><span class="label label-default">Art. 102.</span></a> A promoção de entrância para entrância dar-se-á, alternadamente, por antigüidade e merecimento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O acesso ao Tribunal de Justiça far-se-á por antiguidade e merecimento, alternadamente, apurados na última entrância.<br /><br /><a name="artigo_103"><span class="label label-default">Art. 103.</span></a> Ao Tribunal de Justiça, através de ato do seu Presidente, compete nomear, promover, remover, permutar e aposentar os Juízes de sua jurisdição, bem como os servidores de sua secretaria e os de primeira instância, e exercer, pelos seus órgãos competentes, as demais atribuições previstas nesta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_104"><span class="label label-default">Art. 104.</span></a> A Magistratura é estruturada em carreira, que se submete às normas, às prerrogativas e às vedações enunciadas na Constituição Federal e no estatuto próprio, conforme dispuser lei complementar.<br /><br /><a name="artigo_105"><span class="label label-default">Art. 105.</span></a> Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse público o exigir, limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados ou somente a estes.<br /><br /><a name="artigo_106"><span class="label label-default">Art. 106.</span></a> As decisões administrativas do Tribunal serão motivadas e tomadas pelo voto da maioria dos membros presentes, salvo as disciplinares, que serão tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros.<br /><br /><a name="artigo_107"><span class="label label-default">Art. 107.</span></a> Compete privativamente ao Tribunal de Justiça propor ao Poder Legislativo:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a alteração do número de seus membros;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a criação ou extinção de tribunais de segundo grau;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a criação e a extinção de cargos e a fixação de vencimentos dos seus membros, dos juízes e dos serviços auxiliares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a alteração da organização e divisão judiciárias.<br /><br /><a name="artigo_108"><span class="label label-default">Art. 108.</span></a> A aposentadoria dos magistrados, com vencimentos integrais, é compulsória por invalidez ou aos setenta anos de idade, e facultativa aos trinta anos de serviço, após cinco anos de exercício efetivo de judicatura.<br /><br /><a name="artigo_108"><span class="label label-default">Art. 108.</span></a> A aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto nos arts. 31-B, 31-C e 181 desta <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao data-original-title='Constituição Estadual MS' data-id=848885>Constituição Estadual</a> e no art. 40 da Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_109"><span class="label label-default">Art. 109.</span></a> O Tribunal de Justiça poderá determinar, por motivo de interesse publico, em escrutínio secreto e pelo voto de dois terços de seus membros efetivos, a remoção ou a disponibilidade de Juiz de categoria inferior, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, assegurando-lhe ampla defesa, e proceder da mesma forma em relação a seus próprios Juízes.<br /><br /><a name="artigo_110"><span class="label label-default">Art. 110.</span></a> Ao Poder Judiciário é assegurada a autonomia administrativa e financeira.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Tribunal de Justiça, anualmente, elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias e a encaminhará à Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e os especiais, consignados ao Poder Judiciário, ser-lhe-ão repassados em duodécimos até o dia vinte de cada mês, corrigidas as parcelas na mesma proporção do excesso de arrecadação apurado em relação à previsão orçamentária.<br /><br /><a name="artigo_111"><span class="label label-default">Art. 111.</span></a> Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão, exclusivamente, na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim, à exceção dos casos de crédito de natureza alimentícia.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, da verba necessária ao pagamento dos seus débitos constantes em precatórios judiciários apresentados até o dia 1º de julho, data em que terão atualizados os seus valores, fazendo-se o pagamento, obrigatoriamente, até o final do exercício seguinte.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados ao Poder Judiciário, recolhendo-se as importâncias respectivas à repartição competente, cabendo ao Presidente do Tribunal determinar o pagamento, segundo as possibilidades de depósito, e autorizar, a requerimento do credor e, exclusivamente para o caso de preterimento do seu direito de precedência, o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As verbas necessárias ao pagamento dos precatórios não se incluem nas dotações orçamentárias destinadas ao Poder Judiciário.<br /><br /><a name="artigo_112"><span class="label label-default">Art. 112.</span></a> O expediente forense ficará aberto ao povo, entre oito e dezoito horas, vedando-se, qualquer que seja a justificativa, a redução desse período de atendimento. (OBS: Declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI nº 4.484, em sessão virtual de 4/9/2020 a 14/9/2020. Decisão transitada em julgado em 14/10/2020)<br /><br /><a name="artigo_112-A"><span class="label label-default">Art. 112-A</span></a> Todos os Municípios do Estado de Mato Grosso do Sul serão sede de Comarca, na forma da Lei. (acrescentado pela EC nº 75, de 16 de agosto de 2016, publicada no D.O. 9.230, de 17 de agosto de 2016, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii196821">Seção II<br ?/?> Do Tribunal de Justiça</span> </span><br /><br /><a name="artigo_113"><span class="label label-default">Art. 113.</span></a> O Tribunal de Justiça, com sede na capital e jurisdição em todo o território estadual, compor-se-á de Desembargadores, em número que a lei fixar, investidos ou promovidos de acordo com as normas constitucionais vigentes.<br /><br /><a name="artigo_114"><span class="label label-default">Art. 114.</span></a> Compete ao Tribunal de Justiça:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - privativamente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) eleger o Presidente e demais titulares dos cargos de sua direção;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) organizar seus serviços auxiliares, provendo-lhes os cargos nos termos da lei, propondo ao Poder Legislativo a criação ou a extinção de cargos e a fixação dos respectivos vencimentos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) elaborar o seu regimento interno, nele estabelecendo a competência de suas Turmas e outros órgãos com funções jurisdicionais ou administrativas;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) propor à Assembléia Legislativa a alteração do número de seus membros;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) propor à Assembléia Legislativa a criação de tribunais inferiores de segundo grau; as alterações da organização e divisão judiciárias do Estado; a criação de Juizados Especiais e de Justiça de Paz e a fixação dos vencimentos da Magistratura;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) conceder férias e licenças, nos termos da lei, a seus membros e aos magistrados e serventuários que lhe sejam subordinados;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) prover, por concurso público de provas ou de provas e títulos, os cargos de provimento efetivo necessários à administração da Justiça;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> h) prover, pela forma prevista nesta Constituição, os cargos de Juízes de carreira da sua jurisdição;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> i) resolver os conflitos de atribuições entre autoridades judiciárias e administrativas, quando interessados o Governador ou Secretários de Estado, autoridades legislativas estaduais ou o Procurador-Geral de Justiça;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> j) encaminhar ao Governador a lista de nomeação dos Desembargadores indicados pelo quinto constitucional;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> l) exercer, por seus órgãos competentes, o poder disciplinar sobre os Juízes de primeiro grau e Desembargadores;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> m) solicitar a intervenção federal no Estado na forma da Constituição Federal;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> n) exercer a correição dos serviços notariais e de registro;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> o) exercer as demais competências estabelecidas em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - processar e julgar, originariamente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) nos crimes comuns e nos de responsabilidade, os Deputados Estaduais, Secretários de Estado, o Procurador-Geral de Justiça, o Procurador-Geral do Estado, o Defensor Público-Geral do Estado, os Procuradores de Justiça, os membros do Ministério Público, os Procuradores do Estado, os membros da Defensoria Pública e os Prefeitos municipais; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br />OBS: O Supremo Tribunal Federal, nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 6.507, proferiu acórdão no sentido de julgar procedente, com eficácia ex nunc, a declaração de inconstitucionalidade das expressões "o Defensor Público-Geral do Estado", "os Procuradores do Estado" e "os membros da Defensoria Pública", contidas no art. 114, II, "a", da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao data-original-title='Constituição Estadual MS' data-id=848885>Constituição do Estado</a> de Mato Grosso do Sul, na Redação dada pela Emenda de nº 29, de 5 de julho de 2005. Decisão transitada em julgado com a publicação da ata de julgamento que se deu em 23/5/2022 (Ata nº 15, de 16/5/2022. DJE nº 98, divulgado em 20/5/2022).<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) os mandados de segurança contra atos do Governador, dos Secretários de Estado, da Mesa da Assembléia Legislativa, do Tribunal de Contas, incluídos os dos seus Presidentes, do próprio Tribunal de Justiça, seus membros e turmas, incluídos os dos seus Presidentes, do Conselho Superior da Magistratura, dos Juízes de primeiro grau, do Corregedor-Geral de Justiça, do Corregedor-Geral do Ministério Público, do Procurador-Geral de Justiça, do Defensor Público-Geral do Estado, do Corregedor-Geral da Defensoria Pública e do Procurador-Geral do Estado; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) a execução de sentença ou acórdão nas causas de sua competência originária, facultada a delegação de atos processuais, exceto os decisórios;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) as representações de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal e as que tiverem por objetivo a intervenção em Município, nos termos desta Constituição;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) o pedido de medida cautelar nas representações sujeitas à sua jurisdição;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) as causas e conflitos entre o Estado e os Municípios ou entre estes;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> h) os conflitos de jurisdição estabelecidos em lei;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> i) os habeas corpus e os habeas data, impetrados contra autoridades ou funcionários cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Tribunal de Justiça;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> j) os mandados de injunção, quando a ausência de norma regulamentadora de competência do Governador ou da Mesa da Assembléia Legislativa tornar inviável o exercício dos direitos e das liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - julgar, em grau de recurso:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) as causas decididas em primeira instância, na forma das leis processuais e de organização judiciária;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) as demais questões sujeitas, por lei, à sua competência.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii943143">Seção III<br ?/?> Do Tribunal do Júri</span> </span><br /><br /><a name="artigo_115"><span class="label label-default">Art. 115.</span></a> O Tribunal do Júri, que terá competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, na forma da legislação processual, tem funcionamento na sede de cada comarca, com a composição que a lei determinar, assegurados o sigilo das votações, a amplitude de defesa e a soberania dos vereditos.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv170604">Seção IV<br ?/?> Dos Juízes de Direito</span> </span><br /><br /><a name="artigo_116"><span class="label label-default">Art. 116.</span></a> Os Juízes de Direito, exercendo a jurisdição comum estadual de primeiro grau, integram a carreira da Magistratura, nas comarcas e juízos, com a competência que as leis de organização e divisão judiciárias determinarem.<br /><br /><a name="artigo_117"><span class="label label-default">Art. 117.</span></a> Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça designará Juízes de entrância especial, com competência exclusiva para tais questões.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. No exercício da atividade, o Juiz poderá, se reputar necessário à eficiência da prestação jurisdicional, deslocar-se até o local dos conflitos.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_v318631">Seção V<br ?/?> Dos Juizados Especiais Das Causas Cíveis de Menor Complexidade e de Infrações Penais de Menor Potencial Ofensivo</span> </span><br /><br /><a name="artigo_118"><span class="label label-default">Art. 118.</span></a> A competência e a composição dos juizados especiais, incluídos as dos órgãos competentes para o julgamento dos recursos de suas decisões, serão determinadas pelas leis de organização e divisão judiciárias do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Na composição dos juizados especiais poderão ser aproveitados leigos, recrutados de preferência na comunidade local, para atuar na fase de conciliação.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vi248375">Seção VI<br ?/?> Da Auditoria Militar</span> </span><br /><br /><a name="artigo_119"><span class="label label-default">Art. 119.</span></a> A Auditoria Militar, com sede na capital do Estado, competente para processar e julgar o pessoal da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, nos crimes militares definidos em lei, terá como órgãos de primeiro grau de jurisdição o Juiz Auditor e os Conselhos de Justiça Militar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A função de Juiz Auditor Militar será exercida por Juiz de Direito de entrância especial, integrante do quadro da magistratura de carreira do Estado de Mato Grosso do Sul, e será provido na forma prevista no art. 102 desta Constituição. (Redação dada pela EC nº 33, de 28 de junho de 2006, republicada no D.O. 6.761, de 6 de julho de 2006, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Em suas faltas ou impedimentos, o Juiz Auditor Militar será substituído por Juiz Substituto indicado pelo Conselho Superior da Magistratura e, na sua falta, por um dos Juízes das Varas Criminais da Capital, de acordo com o que for estabelecido por ato do Tribunal de Justiça. (Redação dada pela EC nº 33, de 28 de junho de 2006, republicada no D.O. 6.761, de 6 de julho de 2006, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_vii94322">Seção VII<br ?/?> Dos Juízes Substitutos</span> </span><br /><br /><a name="artigo_120"><span class="label label-default">Art. 120.</span></a> O ingresso na carreira da Magistratura dar-se-á no cargo de Juiz Substituto, que só adquirirá vitaliciedade após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do Tribunal de Justiça.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_viii813279">Seção VIII<br ?/?> Dos Juízes de Paz</span> </span><br /><br /><a name="artigo_121"><span class="label label-default">Art. 121.</span></a> A Justiça de Paz será remunerada e composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face da impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional.<br /><br /><a name="artigo_122"><span class="label label-default">Art. 122.</span></a> Haverá em cada Município e Distrito, um juiz de paz, para cada Cartório de Registro Civil existente, com o respectivo ofício de registro de casamentos, nascimentos e óbitos.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ix73012">Seção IX<br ?/?> Da Declaração de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Inconstitucionalidade</span> </span><br /><br /><a name="artigo_123"><span class="label label-default">Art. 123.</span></a> São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, contestado em face desta Constituição:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Governador do Estado e a Mesa da Assembléia Legislativa, se se tratar de lei ou ato normativo estadual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - prefeito e a Mesa da respectiva Câmara Municipal, se se tratar de lei ou ato normativo municipal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - Procurador-Geral de Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - os partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - as entidades de classe estaduais, desde que demonstrado o seu interesse jurídico no caso.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Procurador-Geral de Justiça será ouvido nas ações diretas de inconstitucionalidade, desde que não seja parte proponente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Declarada, nessas ações, a inconstitucionalidade, a decisão será comunicada à Assembléia Legislativa para a suspensão da execução, no todo ou em parte, da lei ou do ato impugnado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A argüição de descumprimento de norma de eficácia plena, de princípio ou de preceito fundamental decorrente desta Constituição será apreciada pelo Tribunal de Justiça.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma desta Constituição, será cientificado o Poder competente para adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.<br /><br /><a name="artigo_124"><span class="label label-default">Art. 124.</span></a> Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros poderá o Tribunal de Justiça declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, incidentalmente ou como objeto de ação direta.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O disposto no caput se aplica às hipóteses previstas nos §§ 3º e 4º do artigo anterior.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_x379660">Seção X<br ?/?> Dos Serviços Notariais e de Registro</span> </span><br /><br /><a name="artigo_125"><span class="label label-default">Art. 125.</span></a> Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei estabelecerá normas gerais para fixação de custas e emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, por mais de seis meses, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Para a lavratura dos atos, nas localidades onde houver serviços notariais e de registro oficializados e não oficializados, é livre a escolha do cartório pelas partes.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iv689766">Capítulo IV<br ?/?> DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i492303">Seção I<br ?/?> Do Ministério Público</span> </span><br /><br /><a name="artigo_126"><span class="label label-default">Art. 126.</span></a> O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.<br /><br /><a name="artigo_127"><span class="label label-default">Art. 127.</span></a> O Ministério Público do Estado tem por chefe o Procurador-Geral de Justiça, nomeado pelo Governador do Estado, escolhido, dentre os integrantes da classe final da carreira, em lista tríplice elaborada, através de votação, pelos membros da carreira em efetivo exercício, para o mandato de dois anos, permitida uma recondução.<br /><br /><a name="artigo_127"><span class="label label-default">Art. 127.</span></a> O Ministério Público do Estado tem por chefe o Procurador-Geral de Justiça, nomeado pelo Governador do Estado, escolhido, dentre os integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, em lista tríplice elaborada, através de votação, pelos membros da carreira em efetivo exercício, para o mandato de dois anos, permitida uma recondução. (Redação dada pela EC 79, de 20 de fevereiro de 2018, publicada no D.O. 9.602, de 26 de fevereiro de 2018, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A destituição do Procurador-Geral de Justiça por iniciativa do Governador, antes do término do mandato, deverá ser precedida de autorização votada pela maioria absoluta da Assembléia Legislativa, que poderá a qualquer tempo, por igual quórum, destituí-lo.<br /><br /><a name="artigo_128"><span class="label label-default">Art. 128.</span></a> O Ministério Público será organizado por lei complementar de iniciativa facultada ao Procurador-Geral de Justiça, a qual disporá sobre sua organização e funcionamento, assegurada sua autonomia funcional, financeira e administrativa, observado o seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do Colégio de Procuradores do Ministério Público, por voto de dois terços de seus membros, e assegurada a ampla defesa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - irredutibilidade de vencimentos, observados, quanto à remuneração, o que dispõem os artigos 37, XI, 135, 150, II, e 153, III, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - vencimentos fixados com diferença não excedente a dez por cento de uma para outra entrância e da entrância mais elevada para os do cargo de Procurador de Justiça;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - ingresso na carreira através de concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização e observada, nas nomeações, a ordem de classificação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - promoção voluntária de entrância a entrância alternadamente, por antigüidade e merecimento, apurados na entrância imediatamente anterior, observado o seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) no caso de antigüidade, o Conselho Superior do Ministério Público somente poderá recusar o mais antigo pelo voto de dois terços dos seus membros, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - acesso à Procuradoria de Justiça dar-se-á por antigüidade e por merecimento, alternadamente, apurados na última entrância, somente podendo ser recusado o mais antigo pela maioria absoluta dos membros do Conselho Superior do Ministério Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - vedação de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) receber, a qualquer título ou sob qualquer pretexto, honorários, percentagens e custas processuais;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) exercer a advocacia;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) participar de sociedade comercial;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) exercer atividade político-partidária, salvo nas exceções previstas em lei.<br /><br /><a name="artigo_129"><span class="label label-default">Art. 129.</span></a> Ao Ministério Público serão reservadas instalações condignas nas dependências dos fóruns, podendo a instalação das Promotorias de Justiça e serviços auxiliares se dar em prédios sob sua administração junto aos edifícios forenses.<br /><br /><a name="artigo_130"><span class="label label-default">Art. 130.</span></a> Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, aplicado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 110, desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_131"><span class="label label-default">Art. 131.</span></a> Compete privativamente ao Ministério Público propor à Assembléia Legislativa, através de projeto de lei:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a alteração do número de seus membros;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a criação e a extinção de cargos e de serviços auxiliares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a fixação dos vencimentos dos seus membros e servidores.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os cargos do Ministério Público e os de seus serviços auxiliares serão providos por concurso público de provas e de provas e títulos.<br /><br /><a name="artigo_132"><span class="label label-default">Art. 132.</span></a> São funções institucionais do Ministério Público:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - promover inquérito civil e a ação civil pública para proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - promover a ação de inconstitucionalidade e a representação para fins de intervenção do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos para instruí-los, nos termos da respectiva lei complementar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Ao Ministério Público do Estado compete exercer o controle externo da atividade policial do Estado, na forma da lei complementar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A legitimação do Ministério Público do Estado para as ações civis previstas neste artigo não exclui as de terceiros, nas mesmas hipóteses, nos termos da Constituição Federal, desta e das leis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As funções do Ministério Público do Estado só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º No exercício de suas funções, os membros do Ministério Público do Estado podem requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, devendo indicar os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais.<br /><br /><a name="artigo_133"><span class="label label-default">Art. 133.</span></a> Incluem-se ainda, nas funções do Ministério Público do Estado, as seguintes atividades:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - exercer a fiscalização dos estabelecimentos prisionais e dos que abrigam idosos, menores, incapazes ou pessoas portadoras de deficiência;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - aprovar registro e mudanças estatutárias das fundações de direito público e privado, exercendo a fiscalização nos termos da lei civil;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - deliberar sobre a participação em organismos estatais de defesa do meio ambiente, do consumidor, do patrimônio cultural, de política penal e penitenciária e de outros afetos a sua área de atuação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa por desrespeito aos direitos assegurados na Constituição Federal e nesta.<br /><br /><a name="artigo_134"><span class="label label-default">Art. 134.</span></a> São órgãos do Ministério Público do Estado:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - de administração superior:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) a Procuradoria-Geral de Justiça;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) Colégio de Procuradores;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) Conselho Superior do Ministério Público;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) a Corregedoria-Geral do Ministério Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - de execução:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) no segundo grau de jurisdição, o Procurador-Geral de Justiça e os Procuradores de Justiça;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) no primeiro grau de jurisdição, os Promotores de Justiça e os Promotores de Justiça Substitutos.<br /><br /><a name="artigo_135"><span class="label label-default">Art. 135.</span></a> Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o que dispõe o art. 108 desta Constituição.<br /><br /><a name="artigo_136"><span class="label label-default">Art. 136.</span></a> Para cada cargo da carreira da Magistratura do Estado haverá um cargo correspondente na carreira do Ministério Público.<br /><br /><a name="artigo_137"><span class="label label-default">Art. 137.</span></a> A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Ministério Público, quanto à legalidade, à legitimidade, à economicidade, à aplicação de dotações e recursos próprios e à renúncia de receitas será exercida pelo Poder Legislativo, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno estabelecido na sua lei complementar.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii268846">Seção II<br ?/?> Da Advocacia</span> </span><br /><br /><a name="artigo_138"><span class="label label-default">Art. 138.</span></a> O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º É obrigatório o patrocínio das partes por advogado em qualquer juízo ou tribunal, incluídos os Juizados de Pequenas Causas Cíveis de Menor Complexidade e de Infrações Penais de Menor Potencial Ofensivo, sendo facultativo no contencioso administrativo ou disciplinar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O advogado que não seja Defensor Público, quando nomeado pelo Juiz do feito, para assistir ao necessitado, na inexistência, na ausência ou no impedimento de membro da Defensoria Pública, terá os honorários pagos pelo Estado ou por sucumbência.<br /><br /><a name="artigo_139"><span class="label label-default">Art. 139.</span></a> O Poder Judiciário, o Poder Executivo e o Tribunal de Contas reservarão em todos os fóruns, tribunais, delegacias de polícia e presídios do Estado, salas privativas, condignas e permanentes, para os advogados.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii298084">Seção III<br ?/?> Da Defensoria Pública</span> </span><br /><br /><a name="artigo_140"><span class="label label-default">Art. 140.</span></a> A Defensoria Pública é instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe de prestar gratuita e integral assistência jurídica, judicial e extrajudicial aos necessitados, compreendendo a orientação, postulação e defesa de seus direitos e interesses em todos os graus e instâncias, na forma do art. 5º, inciso LXXIV da Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a autonomia funcional. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Para cada cargo da carreira da Magistratura do Estado haverá no mínimo um cargo correspondente na carreira da Defensoria Pública. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_141"><span class="label label-default">Art. 141.</span></a> A Defensoria Pública do Estado tem por chefe o Defensor Público-Geral, nomeado pelo Governador do Estado, dentre os membros estáveis da Carreira e maiores de 35 (trinta e cinco) anos, escolhido em lista tríplice formada pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus membros, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução. (Redação dada pela EC nº 52, de 6 de junho de 2012, publicada no D.O. nº 8.208, de 11 de junho de 2012, página 1) (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A destituição do Defensor Público-Geral do Estado, por iniciativa do Governador, antes do término do mandato, deverá ser precedida de autorização pela maioria absoluta da Assembléia Legislativa, que poderá, a qualquer tempo, por igual quórum destituí-lo, na forma da lei complementar. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_142"><span class="label label-default">Art. 142.</span></a> A Defensoria Pública será organizada por lei complementar de iniciativa facultada ao Defensor Público-Geral do Estado, que disporá sobre sua organização e funcionamento, assegurado aos seus membros: (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público fundado em decisão adotada por voto de dois terços dos membros do Conselho Superior da Defensoria Pública, assegurada a ampla defesa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 37, X, XI e XV, do art. 39, § 4º, art. 134, § 1º e art. 135 todos da Constituição Federal; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - estabilidade, após três anos de exercício, não podendo ser demitido do cargo senão por sentença judicial ou em conseqüência de processo disciplinar administrativo em que lhes seja assegurada ampla defesa; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - ingresso na classe inicial da carreira por meio de concurso público de provas e títulos, promovido pela Defensoria Pública do Estado, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - promoção voluntária de entrância para entrância e da última para Defensor Público de Segunda Instância, alternadamente, por antiguidade e merecimento, esta por meio de lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior da Defensoria Pública; (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - aposentadoria e pensão de seus dependentes de conformidade com o disposto no art. 40 da Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - aposentadoria e pensão de seus dependentes, aplicando-se, no que couber, o que dispõe o art. 108 desta Constituição. (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aos membros da carreira é vedado receberem, a qualquer título ou sob qualquer pretexto, honorários, percentagens e custas processuais e exercerem a advocacia fora das atribuições institucionais. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_142-A"><span class="label label-default">Art. 142-A</span></a> À Defensoria Pública é assegurada autonomia funcional, financeira e administrativa, cabendo-lhe: (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - praticar atos próprios de gestão; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - praticar atos e decidir sobre a situação funcional e administrativa dos membros da carreira e dos servidores dos serviços auxiliares, organizados em quadros próprios; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - adquirir bens e contratar serviços; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - privativamente propor ao Poder Legislativo a criação e a extinção de seus cargos de carreira, bem como a fixação e a revisão dos subsídios de seus membros; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - privativamente propor ao Poder Legislativo a criação e a extinção dos cargos de seus serviços auxiliares, bem como a fixação e o reajuste dos vencimentos de seus servidores; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - prover os cargos iniciais da carreira e dos serviços auxiliares, por nomeação, remoção ou promoção e demais formas de provimento derivado; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - editar atos de aposentadoria, exoneração, demissão, afastamento e outros que importem vacância do cargo da carreira e dos serviços auxiliares, bem como os de disponibilidade de membro da sua carreira e dos servidores dos serviços auxiliares; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - editar exoneração, demissão, afastamento e outros que importem vacância do cargo da carreira e dos serviços auxiliares, bem como os de disponibilidade de membro da sua carreira e dos servidores dos serviços auxiliares; (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - organizar os serviços de apoio institucional e administrativo das Defensorias Públicas de Primeira e Segunda Instâncias; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - elaborar e aprovar seu regimento interno e dos seus órgãos colegiados; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e encaminha-la à Assembléia Legislativa; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - exercer outras competências que forem definidas em lei. (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e os especiais, consignados à Defensoria Pública, ser-lhe-ão repassados em duodécimos até o dia vinte de cada mês, corrigidas as parcelas na mesma proporção do excesso de arrecadação apurado em relação à previsão orçamentária. (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O percentual de repasse do duodécimo previsto no parágrafo anterior será estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias em, no mínimo, um ponto e meio percentuais (1,5%) sobre a receita líquida corrente do Estado. (Redação dada pela EC nº 34, de 12 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.867, de 13 de dezembro de 2006, página 1) (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_142-B"><span class="label label-default">Art. 142-B</span></a> São funções institucionais da Defensoria Pública, dentre outras definidas em Lei: (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - promover, extrajudicialmente, a conciliação entre as partes em conflito de interesse; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - patrocinar ação penal privada e a subsidiária da pública; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - patrocinar ação civil; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - patrocinar defesa de direitos e interesses em ação penal; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - patrocinar defesa em ação civil e reconvir; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - atuar como Curador Especial, Curador à Lide e Defensor do Interditando, quando a interdição for pedida pelo órgão do Ministério Público; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - patrocinar os direitos e interesses do consumidor lesado; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - exercer a defesa da criança e do adolescente; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - atuar perante os estabelecimentos policiais e penitenciários, visando a assegurar a pessoa, sob qualquer circunstância, o exercício dos direitos e garantias individuais; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - assegurar aos seus assistidos, em processo judicial ou administrativo e aos acusados em geral, o contraditório e a ampla defesa, com os recursos e meios a ela inerentes; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - promover ação civil pública, nos casos previstos em lei; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - atuar perante os Juizados Especiais e respectivas Turmas Recursais; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - patrocinar os interesses de pessoas jurídicas de direito privado e necessitadas na forma da lei. (acrescentado pela EC nº 55, de 4 de junho de 2013, publicada no D.O. nº 8.446, de 5 de junho de 2013, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As funções da Defensoria Pública somente poderão ser exercidas por membros da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da instituição. (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_142-C"><span class="label label-default">Art. 142-C</span></a> A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul é integrada pelos seguintes órgãos: (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - de administração superior: (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) Defensoria Pública-Geral do Estado; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) Primeira Subdefensoria Pública-Geral; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) Segunda Subdefensoria Pública-Geral; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) Conselho Superior da Defensoria Pública; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> e) Corregedoria-Geral da Defensoria Pública; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> f) Subcorregedoria-Geral da Defensoria Pública; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> g) Colégio de Defensores Públicos de 2ª Instância; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - de atuação: (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) Defensorias Públicas; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) Defensorias Públicas de Segunda Instância; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) Núcleos da Defensoria Pública; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> d) Curadorias Especiais; (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - de execução: (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) no segundo grau de jurisdição: (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> 1. Defensor Público-Geral do Estado; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> 2. Defensores Públicos de Segunda Instância; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) no primeiro grau de jurisdição: (acrescentada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> 1. Defensores Públicos; (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /> <span style="margin-left:30px"></span> 2. Defensores Públicos Substitutos. (acrescentado pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_143"><span class="label label-default">Art. 143.</span></a> O Poder Judiciário e o Poder Executivo reservarão em todos os fóruns, tribunais, delegacias de polícia e presídios do Estado, salas privativas, condignas e permanentes, para os defensores públicos.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv503736">Seção IV<br ?/?> Da Procuradoria-geral do Estado</span> </span><br /><br /><a name="artigo_144"><span class="label label-default">Art. 144.</span></a> A Procuradoria-Geral do Estado é instituição essencial à Administração Pública estadual, que representa em caráter exclusivo o Estado, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe a defesa de seus direitos e interesses na área judicial e administrativa, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.<br /><br /><a name="artigo_145"><span class="label label-default">Art. 145.</span></a> A Procuradoria-Geral do Estado tem por chefe o Procurador-Geral do Estado, nomeado pelo Governador do Estado dentre integrantes da carreira de Procurador do Estado em atividade, com, no mínimo, trinta anos de idade e dez de efetivo exercício no cargo. (Redação dada pela EC nº 30, de 22 de novembro de 2005, publicada no D.O. nº 6.612, de 24 de novembro de 2005, página 1)<br /><br /><a name="artigo_146"><span class="label label-default">Art. 146.</span></a> Lei complementar disporá sobre a organização, as atribuições e o funcionamento da Procuradoria-Geral do Estado e sobre o Estatuto dos Procuradores do Estado, com observância do seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - ingresso nos cargos iniciais da carreira de Procurador do Estado, por concurso público de provas e títulos, realizado perante comissão composta por Procuradores do Estado, sob a Presidência do Procurador-Geral, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil na sua realização e observada a ordem de classificação nas nomeações;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - irredutibilidade de vencimentos, observados, quanto à remuneração, os artigos 37, XI, 135, 150, II, e 153, III, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a aposentadoria e pensão de seus dependentes, aplicando-se, no que couber, o que dispõe o art. 108 desta Constituição. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_v582737">Título V<br ?/?> DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i729041">Capítulo I<br ?/?> DA TRIBUTAÇÃO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i49176">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_147"><span class="label label-default">Art. 147.</span></a> A lei poderá isentar, reduzir ou agravar tributos, com finalidade extrafiscal de favorecimento de atividades úteis ou de contenção das atividades inconvenientes ao interesse público.<br /><br /><a name="artigo_148"><span class="label label-default">Art. 148.</span></a> Não será admitida a concessão de anistia ou isenção fiscal no último exercício de cada legislatura, salvo no caso de calamidade pública, nos termos da Lei.<br /><br /><a name="artigo_149"><span class="label label-default">Art. 149.</span></a> O Estado orientará os contribuintes visando ao cumprimento da legislação tributária, que conterá, entre outros princípios, o da justiça fiscal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Estado poderá firmar convênios com os municípios, incumbindo estes de prestar informações e dados, em especial os relacionados com o trânsito de mercadorias ou produtos, com vista a resguardar o efetivo ingresso de tributos estaduais nos quais tenham participação, assim como o Estado deverá informar os dados das operações com cartões de crédito/débito, operações de leasing e outras às municipalidades, para fins de fiscalização e de recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, como disposto no Código Tributário Nacional. (acrescentado pela EC nº 65, de 25 de novembro de 2015, publicada no D.O. 9.054, de 27 de novembro de 2015, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O fornecimento das informações disponíveis para os municípios ocorrerá de forma continuada, por meio eletrônico, contendo rol das seguintes operações: (acrescentado pela EC nº 65, de 25 de novembro de 2015, publicada no D.O. 9.054, de 27 de novembro de 2015, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - com cartões de crédito, de débito e outros, ocorridas em seus respectivos territórios, por administradora de cartões, na forma do convênio; (acrescentado pela EC nº 65, de 25 de novembro de 2015, publicada no D.O. 9.054, de 27 de novembro de 2015, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - de leasing, arrendamento mercantil e outras. (acrescentado pela EC nº 65, de 25 de novembro de 2015, publicada no D.O. 9.054, de 27 de novembro de 2015, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii696503">Seção II<br ?/?> Das Competências Locais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_150"><span class="label label-default">Art. 150.</span></a> Observadas as normas do sistema tributário nacional, compete ao Estado e aos Municípios instituir:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - os impostos previstos na Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - contribuição de melhoria, atribuída aos proprietários de imóveis valorizados por obras públicas que terá como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultou para cada imóvel beneficiado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Revogado pela EC nº 7, de 2 de julho de 1997, publicada no D.O. nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28)<br /><br /><a name="artigo_151"><span class="label label-default">Art. 151.</span></a> A concessão, a suspensão, a revisão ou a revogação de incentivos e de benefícios fiscais estaduais, por lei, serão propostos pelo Fórum Deliberativo do MS-Indústria (MS-INDÚSTRIA), integrado por nove membros, nomeados pelo Governador do Estado, com mandato de dois anos, depois de aprovada a escolha pela Assembleia Legislativa, sendo: (Redação dada pela EC nº 47, de 13 de julho de 2011, publicada no D.O. nº 7.990, de 15 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - um terço, dentre os representantes dos empresários contribuintes da indústria, do comércio e da agropecuária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - um terço, dentre os representantes dos trabalhadores nos setores referidos no inciso anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - um terço, dentre os representantes da área econômica do governo estadual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei disporá sobre outras atribuições, sobre a estrutura e sobre o funcionamento do MS-INDÚSTRIA. (Redação dada pela EC nº 47, de 13 de julho de 2011, publicada no D.O. nº 7.990, de 15 de junho de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A destituição de qualquer membro do MS-INDÚSTRIA, por iniciativa do Governador, antes do término do mandato, deverá ser precedida de autorização votada pela maioria absoluta da Assembleia Legislativa, que poderá, a qualquer tempo, por igual quórum, destituí-lo. (Redação dada pela EC nº 47, de 13 de julho de 2011, publicada no D.O. nº 7.990, de 15 de junho de 2011, página 1)<br /><br /><a name="artigo_152"><span class="label label-default">Art. 152.</span></a> As deliberações do Conselho de Política Fazendária, em matéria tributária de competência do Estado, terão sua vigência condicionada à aprovação pela Assembléia Legislativa.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii298925">Seção III<br ?/?> Da Repartição Das Receitas Tributárias</span> </span><br /><br /><a name="artigo_153"><span class="label label-default">Art. 153.</span></a> Pertencem aos Municípios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre propriedade de veículos automotores licenciados em seu território;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - setenta por cento, para o Município de origem, do produto da arrecadação do imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores mobiliários, incidente sobre ouro, quando definido em lei federal como ativo financeiro ou instrumento cambial.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios mencionados no inciso II serão creditadas:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - 65% (sessenta e cinco por cento), no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios; (Redação dada pela EC nº 86, de 22 de abril 2021, publicada no D.O. nº 10.481, de 23 de abril 2021, página 2)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - até 35% (trinta e cinco por cento), de acordo com o que dispuser lei estadual, observada, obrigatoriamente, a distribuição de, no mínimo, 10 (dez) pontos percentuais com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos. (Redação dada pela EC nº 86, de 22 de abril 2021, publicada no D.O. nº 10.481, de 23 de abril 2021, página 2)<br /><br /><a name="artigo_154"><span class="label label-default">Art. 154.</span></a> São vedadas ao Estado a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos nesta Seção aos Municípios, neles compreendidos adicionais, multas e acréscimos relativos a impostos.<br /><br /><a name="artigo_155"><span class="label label-default">Art. 155.</span></a> O Estado divulgará, até o último dia do mês subseqüente ao da arrecadação, o montante de cada um dos tributos arrecadados, os recursos recebidos, os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio, devendo os dados divulgados ser discriminados por Município, implicando, o não cumprimento, em crime de responsabilidade.<br /><br /><a name="artigo_156"><span class="label label-default">Art. 156.</span></a> Lei complementar disporá sobre a criação e a organização de conselho formado por representantes dos Municípios e do Estado, que terá a incumbência de conferir e de publicar os valores referidos no artigo anterior.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii722946">Capítulo II<br ?/?> Do Orçamento </span><br /></span><br /><a name="artigo_157"><span class="label label-default">Art. 157.</span></a> Nenhuma despesa será ordenada sem que existam recursos orçamentários ou crédito votado pela Assembléia Legislativa.<br /><br /><a name="artigo_158"><span class="label label-default">Art. 158.</span></a> A despesa do pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limites estabelecidos na lei complementar federal a que se refere o art. 169 da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou a alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesas de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.<br /><br /><a name="artigo_158"><span class="label label-default">Art. 158.</span></a> A despesa do pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limites estabelecidos na Lei Complementar Federal a que se refere o art. 169 da Constituição Federal. (Redação dada pela EC 67, de 9 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.064, de 11 de dezembro de 2015, página 1.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou a alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas: (Redação dada pela EC 67, de 9 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.064, de 11 de dezembro de 2015, página 1.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesas de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; (Redação dada pela EC 67, de 9 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.064, de 11 de dezembro de 2015, página 1.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - se houver autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. (Redação dada pela EC 67, de 9 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.064, de 11 de dezembro de 2015, página 1.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ficam vedados os atos relacionados no § 1º deste artigo, quando o impacto financeiro de sua aplicação ocorrer em mandato posterior ao qual fora instituído, e devendo sua implantação ser imediatamente incluída na execução orçamentária do exercício financeiro em curso, respeitado o plexo normativo aplicável sobre as finanças públicas. (acrescentado pela EC 67, de 9 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.064, de 11 de dezembro de 2015, página 1.)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º É nulo de pleno direito o ato que resulte no aumento da despesa com pessoal relacionado no §1º deste artigo expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato ao qual fora instituído. (acrescentado pela EC 67, de 9 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.064, de 11 de dezembro de 2015, página 1.)<br /><br /><a name="artigo_159"><span class="label label-default">Art. 159.</span></a> O Poder Executivo publicará e enviará ao Legislativo, até cinqüenta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária dos órgãos da administração direta, das autarquias, das empresas públicas, das sociedades de economia mista e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Até vinte dias antes do encerramento do prazo de que trata este artigo, as autoridades nele referidas remeterão ao Poder Executivo as informações necessárias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os Poderes Judiciário e Legislativo, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Defensoria Pública publicarão seus relatórios nos termos deste artigo. (Redação dada pela EC nº 29, de 30 de junho de 2005, republicada no D.O. nº 6.519, de 5 de julho de 2005, páginas 1 a 3)<br /><br /><a name="artigo_160"><span class="label label-default">Art. 160.</span></a> Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - plano plurianual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as diretrizes orçamentárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - os orçamentos anuais do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública estadual para as despesas de capital e outras decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e as prioridades da administração pública estadual, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os planos e programas estaduais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pela Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º A lei orçamentária anual compreenderá:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - orçamento de investimentos das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Os orçamentos previstos nos incisos I e II, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades interregionais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º A previsão de receita e a fixação da despesa no projeto e na lei orçamentária anual devem refletir com fidedignidade a conjuntura econômica e a política fiscal do Estado de Mato Grosso do Sul. (acrescentado pela EC nº 70, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /><a name="artigo_160-A"><span class="label label-default">Art. 160-A</span></a> É obrigatória a execução dos créditos constantes na lei orçamentária anual, resultantes de emendas parlamentares, financiadas exclusivamente com recursos consignados na reserva parlamentar instituída com a finalidade de dar cobertura às referidas emendas. (acrescentado pela EC nº 71, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Aplicam-se aos créditos decorrentes das emendas parlamentares de que trata o caput as mesmas normas e obrigações acessórias da execução orçamentária prevista na legislação específica sobre as matérias. (acrescentado pela EC nº 71, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Poder Executivo inscreverá em restos a pagar os valores dos saldos orçamentários, referentes às emendas parlamentares de que trata o caput, apurados no final de cada exercício. (acrescentado pela EC nº 71, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Lei Complementar regulamentará o valor e a área de destinação do recurso oriundo de emenda parlamentar. (acrescentado pela EC nº 71, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /><a name="artigo_161"><span class="label label-default">Art. 161.</span></a> A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação de despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e de contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As operações de crédito por antecipação de receita não poderão exceder à quarta parte da receita total estimada para o exercício financeiro e, até trinta dias depois do encerramento deste, serão obrigatoriamente liquidadas ou renegociadas.<br /><br /><a name="artigo_162"><span class="label label-default">Art. 162.</span></a> Cabe à lei complementar, com observância da legislação federal:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.<br /><br /><a name="artigo_163"><span class="label label-default">Art. 163.</span></a> Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais, bem como suas emendas, serão apreciados pela Assembléia Legislativa, na forma do regimento interno.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem serão admitidas desde que:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) dotações para pessoal e seus encargos;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) serviço da divida;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> c) transferências tributárias constitucionais para Municípios;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - sejam relacionadas:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> a) com a correção de erros ou omissões;<br /> <span style="margin-left:30px"></span> b) com os dispositivos de texto do projeto de lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O Governador poderá enviar mensagem ao Legislativo propondo modificação nos projetos a que se refere este artigo, enquanto não iniciada, na comissão competente, a votação da parte cuja alteração é proposta.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta Seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição total ou parcial do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º É obrigatória a execução da programação incluída na lei orçamentária anual, resultante das emendas parlamentares, nos limites da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, e estabelecidas na peça orçamentária em grandezas nominais. (acrescentado pela EC nº 70, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º A não execução da programação orçamentária, nas condições previstas no § 6º deste artigo, implica em crime de responsabilidade, salvo nas situações abaixo especificadas, desde que autorizadas pela Assembleia Legislativa: (acrescentado pela EC nº 70, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - nos casos de impedimento de ordem técnica, legal ou operacional, que torne impossível a sua execução, mediante justificativa apresentada pelo Poder Executivo até 90 (noventa) dias antes do encerramento da sessão legislativa; (acrescentado pela EC nº 70, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - quando for constatado que o montante previsto poderá resultar no não cumprimento das metas fiscais estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias, situação em que as emendas parlamentares poderão ser reduzidas em percentual igual ao que incidir sobre o conjunto das despesas discricionárias. (acrescentado pela EC nº 70, de 5 de abril de 2016, publicada no D.O. 9.139, de 6 de abril de 2016, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 8º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite máximo de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. (acrescentado pela EC nº 78, de 9 de novembro de 2017, publicada no D.O. 9.529, de 10 de novembro de 2017, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 9º É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 8º deste artigo, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165 da Constituição Federal. (acrescentado pela EC nº 78, de 9 de novembro de 2017, publicada no D.O. 9.529, de 10 de novembro de 2017, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 10 Quando a transferência obrigatória do Estado, para a execução da programação prevista no § 9º deste artigo, for destinada aos Municípios, independerá da adimplência do destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169 da Constituição Federal. (acrescentado pela EC nº 78, de 9 de novembro de 2017, publicada no D.O. 9.529, de 10 de novembro de 2017, página 1)<br /><br /><a name="artigo_163-A"><span class="label label-default">Art. 163-A</span></a> O projeto de Lei correspondente a diretrizes orçamentárias (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do Estado de Mato Grosso do Sul deverá ser encaminhado à Assembleia Legislativa até 45 (quarenta e cinco) dias antes do encerramento do primeiro período da Sessão Legislativa Ordinária. (acrescentado pela EC nº 66, de 25 de novembro de 2015, publicada no D.O. 9.054, de 27 de novembro de 2015, página 1)<br /><br /><a name="artigo_164"><span class="label label-default">Art. 164.</span></a> Caberá à Comissão Permanente de Acompanhamento da Execução Orçamentária da Assembléia Legislativa:<br /><br /><a name="artigo_164"><span class="label label-default">Art. 164.</span></a> Caberá à Assembleia Legislativa, na forma do Regimento Interno. (Redação dada pela EC Nº 76, de 11 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.390, de 17 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - examinar e emitir parecer sobre projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Governador do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas estaduais e setoriais e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões da Assembléia Legislativa.<br /><br /><a name="artigo_165"><span class="label label-default">Art. 165.</span></a> São vedados:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - início de programas, projetos e atividades não incluídos na lei orçamentária anual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizações mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade específica, aprovadas pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a vinculação de receita de impostos a órgãos, fundo ou despesas, ressalvadas as permissões previstas nos artigos 167, IV, 218, § 5º, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a utilização, sem autorização legislativa especifica, de recursos dos orçamentos fiscais e da seguridade social para suprir necessidades ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, incluídos os mencionados no art. 165, § 5º, da Constituição Federal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - na forma estabelecida na lei complementar de que trata o § 22 do art. 40 da Constituição Federal, a utilização de recursos de regime próprio de previdência social, incluídos os valores integrantes dos fundos previstos no art. 249 da Constituição Federal, para a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua organização e ao seu funcionamento. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse o exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que foram autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento financeiro subseqüente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º À abertura de crédito extraordinário será admitida para atender somente a despesas imprevisíveis e urgentes, entre outras as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="titulo_vi984827">Título VI<br ?/?> DA ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_i267791">Capítulo I<br ?/?> DISPOSIÇÕES GERAIS </span><br /></span><br /><a name="artigo_166"><span class="label label-default">Art. 166.</span></a> A ordem econômica e social será organizada de acordo com os princípios da justiça social.<br /><br /><a name="artigo_167"><span class="label label-default">Art. 167.</span></a> O Estado estabelecerá e executará plano estadual de desenvolvimento integrado, que terá como objetivos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - desenvolvimento social e econômico integrado do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a racionalização e a coordenação das ações do Governo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o incremento das atividades produtivas do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a superação das desigualdades sociais e regionais do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a expansão do mercado de trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - o desenvolvimento dos Municípios de escassas condições;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o desenvolvimento técnico do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a proteção ao consumidor;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a defesa do meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - o apoio ao desenvolvimento da organização popular e às pequenas e microempresas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Na fixação das diretrizes para a consecução dos objetivos previstos neste artigo deverá o Estado respeitar e preservar os valores culturais.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O planejamento governamental para o setor privado terá caráter indicativo.<br /><br /><a name="artigo_168"><span class="label label-default">Art. 168.</span></a> Não será permitida a exploração de atividades econômicas pelo Estado, salvo quando motivadas por relevante e justificado interesse coletivo, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As entidades da administração indireta, no exercício de atividade econômica, não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos ao setor privado.<br /><br /><a name="artigo_169"><span class="label label-default">Art. 169.</span></a> Às microempresas e empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, o Estado dispensará tratamento jurídico diferenciado, com a simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado, para o atendimento desses objetivos, poderá adotar sistema tributário diferenciado, na forma da lei.<br /><br /><a name="artigo_170"><span class="label label-default">Art. 170.</span></a> A política de fomento ao desenvolvimento econômico do Estado poderá ser implementada por instituição oficial de crédito.<br /><br /><a name="artigo_171"><span class="label label-default">Art. 171.</span></a> O Estado, juntamente com os segmentos envolvidos no setor, definirá a política estadual de turismo, observado o seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a adoção de plano integrado e permanente, estabelecido em lei, para o desenvolvimento do turismo no Estado, observado o principio da regionalização;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a criação de colônias de férias, observado o disposto no inciso anterior;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a manutenção e o aparelhamento de parques estaduais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - o estímulo à produção artesanal típica de cada região do Estado mediante política de redução ou de isenção de tributos devidos por serviços estaduais, nos termos da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a regulamentação do uso, da ocupação e da fruição dos bens naturais e culturais de interesse turístico.<br /><br /><a name="artigo_172"><span class="label label-default">Art. 172.</span></a> São isentos do pagamento da tarifa de transportes coletivos urbanos de passageiros:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - cidadão com mais de sessenta e cinco anos, mediante a apresentação de documento oficial de identificação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - as pessoas portadoras de deficiência com reconhecida dificuldade de locomoção;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - os policiais em serviço;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - os colegiais, na forma da lei.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ii783469">Capítulo II<br ?/?> DA SEGURIDADE SOCIAL </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i228830">Seção I<br ?/?> Da Saúde</span> </span><br /><br /><a name="artigo_173"><span class="label label-default">Art. 173.</span></a> A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido através de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Assegura-se aos portadores de hanseníase; câncer; doença renal crônica; síndrome de imunodeficiência adquirida; tuberculose e outras moléstias, desde que comprovadamente carentes e pelo período de duração do tratamento que, embora contínuo, dispense a internação hospitalar, o direito ao transporte público gratuito, garantido pelo Estado e Município, conforme seja intermunicipal ou municipal o seu deslocamento. (acrescentado pela EC nº 14, de 29 de junho de 1999, publicada no D.O. nº 5.050, de 1º de julho de 1999, página 1) Declarados inconstitucionais os textos taxados, em Sede de RE 1148326, no Supremo Tribunal Federal. Decisão Transitada em julgado em 26/4/2019.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O sistema de transporte público referido no parágrafo anterior é de competência do Estado nas linhas intermunicipais, e dos Municípios nas municipais, cabendo-lhes incluir na proposta orçamentária anual, a favor dos respectivos órgãos assistenciais competentes, dotação global destinada à satisfação das despesas decorrentes de tais encargos. (acrescentado pela EC nº 14, de 29 de junho de 1999, publicada no D.O. nº 5.050, de 1º de julho de 1999, página 1) Declarado inconstitucional o texto taxado, em Sede de RE 1148326, no Supremo Tribunal Federal. Decisão Transitada em julgado em 26/4/2019.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Para efeitos do benefício, o tratamento à saúde dos carentes de que trata o § 1º, engloba além do tratamento específico da moléstia, as terapias complementares necessárias, como fisioterapia, assistência psicológica, nutricional e demais práticas que tenham por objetivo a melhora da qualidade de vida do paciente. (acrescentado pela EC nº 37, de 7 de novembro de 2007, publicada no D.O. nº 7.089, de 8 de novembro de 2007, página 1)<br /><br /><a name="artigo_174"><span class="label label-default">Art. 174.</span></a> São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros, pessoa física ou jurídica de direito privado.<br /><br /><a name="artigo_175"><span class="label label-default">Art. 175.</span></a> As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem o sistema único de saúde no nível estadual, organizado de acordo com o seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a municipalização dos recursos, dos serviços e das ações;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a integralidade na prestação das ações de saúde adequadas às realidades epidemiológicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a participação, em nível de decisão, de entidades representativas de usuários e profissionais de saúde, na formulação, na gestão e no controle das políticas e das ações de saúde nos níveis estadual e municipal, através da constituição de conselhos estaduais e municipais de saúde.<br /><br /><a name="artigo_176"><span class="label label-default">Art. 176.</span></a> A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º As instituições privadas poderão participar, de forma complementar, do sistema único de saúde no nível estadual, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º São vedados quaisquer incentivos fiscais e a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenção a instituições privadas com fins lucrativos.<br /><br /><a name="artigo_177"><span class="label label-default">Art. 177.</span></a> São objetivos do sistema único de saúde no nível estadual:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a formulação de políticas destinadas a promover, nos campos econômico e social, a observância do disposto no art. 189;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a identificação e a divulgação dos fatos condicionantes e determinantes da saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas.<br /><br /><a name="artigo_178"><span class="label label-default">Art. 178.</span></a> Além do disposto no artigo anterior, compreendem-se ainda no campo do sistema único de saúde, no nível estadual:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a execução de ações de vigilância sanitária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a execução de ações de vigilância epidemiológica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a formulação da política e a participação na execução de ações de segurança e saúde no trabalho, através do plano de saúde do trabalhador;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a formulação da política e a participação na execução de ações de saneamento básico;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a colaboração na proteção do meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - a participação na formulação da política de produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos de interesse para a saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - o controle e a fiscalização de serviços, procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a fiscalização e a inspeção de alimentos, bem como de bebidas e de água para consumo humano;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - a participação no controle e na fiscalização da produção, do transporte, da guarda e da utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos ou radioativos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - a formação de recursos humanos na área de saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - o desenvolvimento de sistema estadual público regionalizado de coleta, de processamento e de transfusão de sangue e de seus derivados, vedado qualquer tipo de comercialização;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - a participação na formulação do plano referente à assistência integral à saúde da mulher;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - as disposições sobre a fiscalização e a regulamentação de remoção de órgãos, tecidos e substâncias, para fins de transplante, de pesquisa e de tratamento.<br /><br /><a name="artigo_179"><span class="label label-default">Art. 179.</span></a> Junto à direção do sistema único de saúde, no nível estadual, funcionará o Conselho Estadual de Saúde, órgão de deliberação coletiva, composto paritariamente pelo governo e pela sociedade, com as funções de acompanhamento das ações de saúde e de distribuição dos recursos que lhes forem destinados e de assessoramento na elaboração da política de saúde.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Conselho atuará em articulação com a Comissão Interinstitucional de Saúde, as Comissões Interinstitucionais Municipais de Saúde e os Conselhos Comunitários.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A composição e atribuições do Conselho Estadual de Saúde serão estabelecidas por lei.<br /><br /><a name="artigo_180"><span class="label label-default">Art. 180.</span></a> É facultado ao cidadão o direito de fazer constar, em seu documento de identidade, a qualidade de doador de órgãos, de tecidos ou de substâncias para fins de transplante, de pesquisa ou de tratamento, bem como o seu tipo sangüíneo.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii792118">Seção II<br ?/?> Da Previdência Social</span> </span><br /><br /><a name="artigo_181"><span class="label label-default">Art. 181.</span></a> Cabe ao Estado a implantação de estrutura administrativa que viabilize o sistema único de previdência social.<br /><br /><a name="artigo_181"><span class="label label-default">Art. 181.</span></a> O Estado e os Municípios que mantêm RPPS instituirão, por meio de lei, contribuições para custeio de regime próprio de previdência social, cobradas dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas, que poderão ter alíquotas progressivas de acordo com o valor da base de contribuição ou do benefício recebido. (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Estado e os Municípios poderão instituir contribuição a ser cobrada de seus servidores, em benefício destes, para custeio de sistemas de previdência e assistência social.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Na ocorrência de déficit atuarial do RPPS, a contribuição ordinária dos aposentados e pensionistas do Estado e dos Municípios que mantêm RPPS poderá incidir sobre o valor dos proventos de aposentadoria e de pensões que superem o salário mínimo, não se aplicando a base de cálculo prevista no § 19 do art. 31-B desta Constituição. (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Observados os critérios de compensação financeira entre os diversos sistemas de previdência, é assegurada a contagem recíproca, para efeito de aposentadoria, do tempo de contribuição pública e na atividade privada rural e na urbana.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Demonstrada a insuficiência da medida prevista no § 1º deste artigo para equacionar o déficit atuarial, é facultada a instituição, por Lei Complementar Estadual e Municipal, de contribuição extraordinária, no âmbito do Estado e dos Municípios que mantêm RPPS, a ser cobrada dos servidores e dos membros ativos, dos aposentados e dos pensionistas. (Redação dada pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A contribuição extraordinária de que trata o § 2º deste artigo será instituída simultaneamente com outras medidas para equacionamento do déficit e vigorará por período determinado contado da data da sua instituição. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_181-A"><span class="label label-default">Art. 181-A</span></a> A transparência da gestão previdenciária será assegurada mediante a ampla divulgação dos estudos atuariais do Regime Próprio de Previdência Social. (acrescentado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_182"><span class="label label-default">Art. 182.</span></a> Os Prefeitos e Vereadores são contribuintes e segurados facultativos do Instituto de Previdência do Estado e, nessa condição, terão direito aos serviços e aos benefícios prestados aos servidores públicos estaduais, incluída a aposentadoria, observado o disposto no art. 31. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Ao término do mandato, os Prefeitos e Vereadores poderão continuar como segurados, recolhendo em dobro as contribuições. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei disporá sobre a forma de inscrição, o período de carência e o valor das contribuições. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_183"><span class="label label-default">Art. 183.</span></a> É vedada a instituição, pelos Municípios, de qualquer modalidade de aposentadoria, de auxílio, de pensão ou de benefícios de natureza previdenciária a Prefeitos, Vice-Prefeitos, Vereadores e ex-Vereadores, com critérios diversos daqueles aplicáveis aos servidores públicos do Estado. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_184"><span class="label label-default">Art. 184.</span></a> Os servidores municipais poderão integrar o sistema previdenciário do Estado quando, no Município, não existir sistema próprio de previdência. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii123912">Seção III<br ?/?> Da Assistência Social</span> </span><br /><br /><a name="artigo_185"><span class="label label-default">Art. 185.</span></a> A assistência social será prestada a quem dela necessitar e tem por objetivos:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o amparo às crianças e aos adolescentes carentes;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a promoção da integração ao mercado de trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração na vida comunitária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a orientação, o cadastramento e o encaminhamento das pessoas portadoras de deficiência e dos idosos que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida pela família, para que possam auferir os benefícios que lhes garante a União, conforme o disposto no art. 203, V, da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_186"><span class="label label-default">Art. 186.</span></a> As ações estaduais na área da assistência social serão implementadas com recursos do orçamento do Estado e de outras fontes, observado o seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a descentralização administrativa, segundo a política de regionalização com participação de entidades beneficentes e de assistência social;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.<br /><br /><a name="artigo_187"><span class="label label-default">Art. 187.</span></a> O Estado, observados os limites de pessoal e orçamentários, auxiliará com recursos humanos e materiais os órgãos públicos e entidades privadas sem fins lucrativos cujas atividades estejam voltadas à prevenção contra o uso indevido de drogas e entorpecentes.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O auxílio será prestado desde que as atividades sejam desenvolvidas no território do Estado.<br /><br /><a name="artigo_188"><span class="label label-default">Art. 188.</span></a> Compete ao Estado a responsabilidade pelos serviços de abrangência estadual ou regional, ou por programas, projetos ou atividades que não possam, por seu custo, especialização ou grau de complexidade, ser executados pelos Municípios.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iii897436">Capítulo III<br ?/?> DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i520229">Seção I<br ?/?> Da Educação</span> </span><br /><br /><a name="artigo_189"><span class="label label-default">Art. 189.</span></a> A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao seu preparo para o exercício da cidadania e à sua qualificação para o trabalho.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a liberdade de aprender, de ensinar, de pesquisar e de divulgar o pensamento, a arte e o saber;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, vedada a cobrança de taxas de qualquer natureza;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a gestão democrática do ensino público na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - a garantia de padrão de qualidade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a preservação dos valores educacionais, regionais e locais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - o ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade. (Redação dada pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 1º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /><a name="artigo_190"><span class="label label-default">Art. 190.</span></a> É dever do Estado garantir:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; (Redação dada pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o atendimento em creches e pré-escolas às crianças de até 5 anos de idade; (Redação dada pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - o acesso a níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a oferta de ensino noturno regular adequado às condições do educando;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático, de transporte, de alimentação e de assistência à saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a criação e a manutenção de bibliotecas escolares nos estabelecimentos estaduais de ensino;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a promoção, em toda rede estadual de ensino fundamental, de exames preventivos de deficiência visual;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; (acrescentado pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. (acrescentado pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - os meios para que, progressivamente, seja oferecido horário integral aos alunos do ensino fundamental. (acrescentado pela EC nº 62, de 10 de dezembro de 2014, republicada no D.O. nº 8.823, de 18 de dezembro de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo. (Redação dada pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou sua oferta irregular importam em responsabilidade da autoridade competente.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada anual e zelar, junto aos pais ou aos responsáveis, pela freqüência à escola.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O ensino noturno será estruturado de maneira a salvaguardar as experiências práticas dos alunos e a assegurar-lhes condições escolares compatíveis com a sua situação de aluno trabalhador.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais de todas as séries das escolas públicas de ensino fundamental e médio.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos seis anos de idade, no ensino fundamental. (acrescentado pela EC nº 50, de 18 de outubro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.054, de 20 de outubro de 2011, página 1)<br /><br /><a name="artigo_191"><span class="label label-default">Art. 191.</span></a> O Estado estimularia o acesso da população carente ao ensino médio e superior através de programas que atendam à necessidade de transporte, de alimentação, de moradia para estudantes, de material escolar e de atendimento médico e odontológico.<br /><br /><a name="artigo_192"><span class="label label-default">Art. 192.</span></a> É de competência do Estado autorizar, supervisionar e inspecionar o funcionamento dos seus estabelecimentos e os das redes municipal e particular.<br /><br /><a name="artigo_193"><span class="label label-default">Art. 193.</span></a> Os Municípios atuarão prioritariamente nos níveis de educação pré-escolar e fundamental, oferecendo também a modalidade de ensino especial, com a cooperação do Estado.<br /><br /><a name="artigo_194"><span class="label label-default">Art. 194.</span></a> A lei estabelecerá o plano estadual de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público, que devem conduzir à:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - erradicação do analfabetismo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - universalização do atendimento escolar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - melhoria da qualidade de ensino;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - formação para o trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - promoção humanística, científica e técnica do Estado;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - educação para o trânsito.<br /><br /><a name="artigo_195"><span class="label label-default">Art. 195.</span></a> O Estado, tendo em vista as peculiaridades regionais e as características de grupos sociais, estimulará, diretamente ou através de incentivos fiscais, a criação e a expansão do ensino técnico e do de agropecuária, a serem ministrados gratuitamente ou através de bolsas de estudo.<br /><br /><a name="artigo_196"><span class="label label-default">Art. 196.</span></a> As entidades subvencionadas pelo Poder Público assegurarão estágios supervisionados a alunos de cursos profissionalizantes mantidos pelo Estado e pelos Municípios.<br /><br /><a name="artigo_197"><span class="label label-default">Art. 197.</span></a> O Conselho Estadual de Educação é órgão consultivo, deliberativo e normativo da policia estadual de educação.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A composição, a estrutura administrativa, o funcionamento e as atribuições do Conselho Estadual de Educação serão definidos por lei.<br /><br /><a name="artigo_198"><span class="label label-default">Art. 198.</span></a> A manutenção e o desenvolvimento do ensino do Estado far-se-á mediante a aplicação dos dispositivos contidos na Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 06, de 2 de julho de 1997, D.O. nº 4.562, de 7 de julho de 1997, página 28)<br /><br /><a name="artigo_199"><span class="label label-default">Art. 199.</span></a> Os recursos vinculados ao ensino serão transferidos ao órgão encarregado de sua aplicação no prazo máximo de quinze dias úteis após o encerramento do mês em que ocorrer a arrecadação e poderão ser utilizados somente para o fim a que se destinam.<br /><br /><a name="artigo_200"><span class="label label-default">Art. 200.</span></a> Os programas suplementares de alimentação e de assistência à saúde serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e com outros recursos orçamentários previamente estabelecidos.<br /><br /><a name="artigo_201"><span class="label label-default">Art. 201.</span></a> É defeso ao Estado auxiliar, com recursos financeiros e humanos, o Município que deixe de comprovar a regular e eficaz aplicação, no ano imediatamente anterior, do mínimo constitucional, na manutenção e desenvolvimento do ensino.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii252029">Seção II<br ?/?> Da Cultura</span> </span><br /><br /><a name="artigo_202"><span class="label label-default">Art. 202.</span></a> O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional, estadual e municipal, apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.<br /><br />Obs: Os incisos de I a VIII deste artigo foram revogados pela EC nº 9, de 10 de dezembro de 1997, art. 2º, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 52.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Sistema Estadual da Cultura compõe-se da Secretaria de Estado de Cultura e Esportes, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e do Conselho Estadual de Cultura. (Redação dada pela EC nº 09, de 10 de dezembro de 1997, art. 1º, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 52).<br /><br /><a name="artigo_203"><span class="label label-default">Art. 203.</span></a> Os proprietários de bens de qualquer natureza tombados pelo Estado receberão, para a sua preservação, os incentivos definidos em lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. As instituições públicas estaduais deverão dar prioridade à ocupação dos prédios tombados nos diferentes Municípios, desde que não haja dano à sua preservação.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii871148">Seção III<br ?/?> Do Desporto</span> </span><br /><br /><a name="artigo_204"><span class="label label-default">Art. 204.</span></a> O Estado, utilizando a rede oficial de ensino e em colaboração com entidades desportivas, garantirá, através de lei, a promoção, o estímulo, a orientação e o apoio à prática e à difusão da educação física e do desporto, formal e não formal:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - através da destinação de recursos públicos à promoção prioritária do desporto educacional e, em situações específicas, do desporto de alto rendimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - através do tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - através da obrigatoriedade de reserva de áreas destinadas a praças e a campos de esporte nos projetos de urbanização e de unidades escolares e de desenvolvimento de programas de construção de áreas para a prática do esporte comunitário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Poder Público garantirá, no desporto, atendimento especializado ao deficiente, sobretudo no âmbito escolar.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_iv843752">Capítulo IV<br ?/?> DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM, DO DEFICIENTE E DO IDOSO </span><br /></span><br />(Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 1º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i555028">Seção I<br ?/?> Da Família</span> </span><br /><br /><a name="artigo_205"><span class="label label-default">Art. 205.</span></a> A família receberá, na forma da lei, proteção do Estado. (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado, isoladamente ou em cooperação, manterá programas destinados à assistência à família, com o objetivo de assegurar: (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - acesso à informação sobre os meios e os métodos adequados ao planejamento familiar, respeitadas as convicções éticas e religiosas do casal; (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a orientação psicossocial às famílias de baixa renda; (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a prevenção da violência no âmbito das relações familiares; (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - o acolhimento preferencial de mulheres, de crianças, de adolescentes e de jovens, vítimas de violência familiar e extrafamiliar, em casas especializadas. (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 2º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii939954">Seção II<br ?/?> Da Criança, do Adolescente e do Jovem</span> </span><br /><br />(Redação dada pela EC nº 58, de 3 de abril de 2014, publicada no D.O. nº 8.650, de 4 de abril de 2014, página 1)<br /><br /><a name="artigo_206"><span class="label label-default">Art. 206.</span></a> É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, de discriminação, de exploração, de violência, de crueldade e de opressão. (Redação dada pela EC nº 58, de 3 de abril de 2014, publicada no D.O. nº 8.650, de 4 de abril de 2014, página 1) (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Estado estimulará, através de assistência jurídica, de incentivos fiscais e subsídios, nos termos da lei, o acolhimento, sob a forma de guarda, de criança, de adolescente, de jovens ou de abandonado. (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Aos servidores públicos que adotarem crianças recém nascidas aplica-se o disposto no art. 7º, XVIII e XIX, da Constituição Federal. (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º As servidoras públicas gestantes ou as que adotarem crianças recém nascidas poderão ter a licença maternidade prevista no inciso XVIII do caput do art. 7º da Constituição Federal, prorrogada por 60 (sessenta) dias nos termos da lei que regulamentar a sua concessão. (Redação dada pela EC nº 41, de 7 de outubro de 2009, publicada no D.O. nº 7.560, de 9 de outubro de 2009, página 10 (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º-A Aplica-se às ocupantes de mandato eletivo na Assembleia Legislativa gestantes ou as que adotarem crianças recém-nascidas o disposto no § 3º deste artigo. (acrescentado pela EC nº 91, de 13 de julho de 2022, publicada no Diário Oficial nº 10.891, de 14 de julho de 2022, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Lei própria, de iniciativa do Poder Executivo, estabelecerá o plano estadual de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias esferas do poder público para a execução de políticas públicas. (Redação dada pela EC nº 49, de 21 de setembro de 2011, art. 3º, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /><a name="artigo_207"><span class="label label-default">Art. 207.</span></a> As ações do Estado de proteção à infância e à juventude serão organizadas nos termos da lei, com base no seguinte:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a descentralização do atendimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a valorização dos vínculos familiares e comunitários;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - o atendimento prioritário em situações de risco, definidas em lei, observadas as características culturais, sociais e econômicas locais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a participação da sociedade, através das organizações representativas, na formulação de políticas e de programas, bem assim no acompanhamento e na fiscalização de sua execução.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Estado promoverá a articulação e a execução de políticas públicas específicas para os jovens, por meio de seus órgãos. (acrescentado pela EC nº 58, de 3 de abril de 2014, publicada no D.O. nº 8.650, de 4 de abril de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Estado poderá criar, na forma da lei, o Plano Estadual da Juventude, para que sejam estabelecidas metas decenais de concretização das políticas públicas para os jovens. (acrescentado pela EC nº 58, de 3 de abril de 2014, publicada no D.O. nº 8.650, de 4 de abril de 2014, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii954453">Seção III<br ?/?> Do Deficiente</span> </span><br /><br /><a name="artigo_208"><span class="label label-default">Art. 208.</span></a> O Estado assegurará condições de prevenção da deficiência física, sensorial ou mental, com prioridade para a assistência pré-natal e a infância, bem como a integração social do adolescente portador de deficiência, através de treinamento para o trabalho e para a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e remoção de obstáculos arquitetônicos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Para assegurar a implementação dessas medidas, incumbe ao Poder Público:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - estabelecer normas para a construção de logradouros e de edifícios de uso público e para a adaptação de veículos de transporte coletivo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - estabelecer convênios, com entidades profissionalizantes, visando à formação profissional e à preparação para o trabalho, destinando-lhes recursos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - criar mecanismos, através de incentivos fiscais, que estimulem as empresas a absorver a mão-de-obra de pessoas portadoras de deficiência;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - criar centros profissionalizantes para treinamento, habilitação e reabilitação profissional do acidentado, assegurando a integração entre educação e trabalho;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - criar programas de assistência integral para excepcionais não reabilitáveis;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - promover a participação das entidades representativas do segmento na formulação da política de atendimento ao deficiente, no controle das ações em todos os níveis e nos órgãos estaduais responsáveis pela política do deficiente.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iv923700">Seção IV<br ?/?> Do Idoso</span> </span><br /><br /><a name="artigo_209"><span class="label label-default">Art. 209.</span></a> É dever de todos amparar as pessoas idosas, assegurando-lhes a dignidade e garantindo-lhes o bem-estar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O amparo aos idosos será, o quanto possível, exercido no próprio lar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Para assegurar a integração do idoso na comunidade e na família, serão criados centros de amparo e de lazer dos idosos e programas de preparação para a aposentadoria, com a participação de instituições dedicadas a esta finalidade.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_v479411">Capítulo V<br ?/?> Da Comunicação Social </span><br /></span><br /><a name="artigo_210"><span class="label label-default">Art. 210.</span></a> O Estado, dando prioridade à cultura regional, estimulará a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, as quais não sofrerão qualquer restrição.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_vi604841">Capítulo VI<br ?/?> Da Ciência e da Tecnologia </span><br /></span><br /><a name="artigo_211"><span class="label label-default">Art. 211.</span></a> O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento da ciência e da capacitação técnica e a pesquisa, que terá tratamento prioritário.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A pesquisa científica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas regionais e para o desenvolvimento da produção no Estado.<br /><br /><a name="artigo_211-A"><span class="label label-default">Art. 211-A</span></a> O Estado Digital, através da informação tecnológica, oportunizará por meio da implementação de uma rede de transmissão de dados com acesso a internet, a participação e a construção de uma cidadania ativa, oferecendo entre outras as seguintes ações: (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - Viabilizar na apropriação de tecnologias de informação e da comunicação pela gestão pública estadual à oferta de conteúdos e serviços digitais; (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - Promover através da difusão da tecnologia digital o acesso a políticas públicas sociais valorizando as inovações como forma de otimização da prestação do serviço público; (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - Apoiar de maneira concorrente à implantação e a gestão de projeto de acesso à internet nas cidades sul-mato-grossenses. (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Estado Digital através da ciência e tecnologia fomentará a pratica de ações de desenvolvimento local dos municípios sul-mato-grossenses, promovendo através dos arranjos produtivos a inclusão da comunidade. (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Estado poderá estabelecer parcerias com a União, Municípios, Universidades e Sociedade Civil Organizada na implementação do Estado Digital. (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º A regulamentação das diretrizes do Estado Digital será na forma da Lei. (acrescentado pela EC nº 60, de 14 de agosto de 2014, publicada no D.O. nº 8.738, de 15 de agosto de 2014, página 1)<br /><br /><a name="artigo_212"><span class="label label-default">Art. 212.</span></a> O órgão de deliberação e formulação da política de ciência e de tecnologia é o Conselho Estadual de Ciência e de Tecnologia, vinculado à Secretaria de Planejamento e Coordenação-Geral.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_vii549817">Capítulo VII<br ?/?> DA POLÍTICA DO MEIO URBANO </span><br /></span><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_i560673">Seção I<br ?/?> Disposições Gerais</span> </span><br /><br /><a name="artigo_213"><span class="label label-default">Art. 213.</span></a> A política urbana, a ser formulada em conjunto pelo Estado e pelos Municípios, e executada por estes, estabelecerá as diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano e assegurarão: (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem estar de seus habitantes; (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a observância das normas urbanísticas de segurança, higiene e qualidade de vida; (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - que as áreas definidas em projetos de loteamento com áreas verdes, institucionais ou correlatas, somente poderão ter alteradas sua destinação, fim ou objetivo originariamente estabelecidos, através de lei específica. (Redação dada pela EC nº 20, de 18 de dezembro de 2002, publicada no D.O. nº 5.904, de 23 de dezembro de 2002, página 1) (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a participação das respectivas entidades da sociedade civil no estudo, encaminhamento e solução dos problemas, planos, programas e projetos que lhes sejam concernentes; (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a criação e manutenção de áreas de especial interesse histórico, urbanístico, ambiental, turístico e de utilização pública; (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a preservação, proteção e recuperação do meio ambiente urbano e cultural. (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /><a name="artigo_214"><span class="label label-default">Art. 214.</span></a> O Plano Diretor, obrigatório para todos os Municípios, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana e deverá considerar: (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a totalidade do território municipal; (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - os aspectos econômicos, administrativo-institucionais, físico-territoriais e sociais do município. (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://www.leismunicipais.com.br>Lei municipal</a> estabelecerá em conformidade com as diretrizes do Plano Diretor, normas sobre zoneamento, loteamento, parcelamento, uso e ocupação do solo, índices urbanísticos, proteção ambiental e demais limitações administrativas pertinentes. (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Os Municípios observarão, quando for o caso, os parâmetros urbanísticos de interesse regional, fixados em lei estadual, prevalecendo, quando houver conflito, as normas de caráter mais restritivo, respeitadas as respectivas autonomias. (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Ao Estado, em consonância com seus objetivos de desenvolvimento econômico e social, cabe estabelecer, mediante lei, diretrizes para localização e integração das atividades industriais, considerando os aspectos ambientais, locacionais, sociais, econômicos e estratégicos, atendendo ao melhor aproveitamento das condições naturais urbanas e de organização espacial, observadas as diretrizes de desenvolvimento urbano no âmbito e de competência dos Municípios. (Redação dada pela EC nº 11, de 10 de dezembro de 1997, publicada no D.O. nº 4.680, de 22 de dezembro de 1997, página 53)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_ii989895">Seção II<br ?/?> Do Saneamento Básico</span> </span><br /><br /><a name="artigo_215"><span class="label label-default">Art. 215.</span></a> O saneamento básico é serviço público essencial, sendo dever do Poder Público sua extensão a toda população, como condição básica à qualidade de vida, à proteção ambiental e ao desenvolvimento social.<br /><br /><a name="artigo_216"><span class="label label-default">Art. 216.</span></a> O saneamento básico, como atividade preventiva das ações de saúde e de meio ambiente, tem caráter de abrangência estadual.<br /><br /><a name="artigo_217"><span class="label label-default">Art. 217.</span></a> A lei disporá sobre o controle e a fiscalização do processamento do lixo de indústrias, hospitais, laboratórios de pesquisa e análises clínicas e assemelhados.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center"><br /><span class="anchor_target" id="secao_iii233618">Seção III<br ?/?> Da Habitação</span> </span><br /><br /><a name="artigo_218"><span class="label label-default">Art. 218.</span></a> A lei estabelecerá a política estadual de habitação, que deverá prever a articulação e a integração das ações do Poder Público e a participação das comunidades organizadas, bem como os instrumentos institucionais e financeiros adequados à sua execução, de forma a assegurar o acesso à habitação, como condição especial à qualidade de vida.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Poder Público estadual, na elaboração da proposta orçamentária anual, assegurará prioridade ao atendimento das necessidades sociais, nos termos da política estadual de habitação, destinando recursos específicos dentro do limite percentual das receitas correntes, cujo índice será fixado nas respectivas leis de diretrizes orçamentárias.<br /><br /><a name="artigo_219"><span class="label label-default">Art. 219.</span></a> O Estado e os Municípios, com a colaboração da sociedade, promoverão e executarão programas de interesse social, que visem prioritariamente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - à regularização fundiária;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - à dotação de infraestrutura básica e de equipamentos sociais, especialmente aqueles relacionados à educação e à saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - à implantação de empreendimentos habitacionais.<br /><br /><a name="artigo_220"><span class="label label-default">Art. 220.</span></a> O Poder Público, a fim de facilitar o acesso à habitação, apoiará a construção, pelos próprios interessados, de moradias populares e as demais modalidades alternativas de construção.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O Poder Público assegurará assistência técnica, prestada por profissionais habilitados.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O Estado apoiará o desenvolvimento de pesquisa de materiais e de técnicas de construção alternativas e de padronização de componentes, visando ao barateamento da obra.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os empreendimentos habitacionais deverão possuir, obrigatoriamente, pré-escola, ensino fundamental, posto de saúde, creche e transporte coletivo regular.<br /><br /><a name="artigo_221"><span class="label label-default">Art. 221.</span></a> O Conselho Estadual de Habitação, disciplinado por lei, estabelecerá as diretrizes para a política estadual de habitação e será composto paritariamente por representantes do Poder Público e do setor privado.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_viii324488">Capítulo VIII<br ?/?> Do Meio Ambiente </span><br /></span><br /><a name="artigo_222"><span class="label label-default">Art. 222.</span></a> Toda pessoa tem direito a fruir de um ambiente físico e social livre dos fatores nocivos à saúde.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Incumbe ao Poder Público, através de órgãos próprios e do apoio a iniciativas populares, proteger o meio ambiente, preservar os recursos naturais, ordenando seu uso e exploração, e resguardar o equilíbrio do sistema ecológico, sem discriminação de indivíduos ou regiões, através de política de proteção do meio ambiente definida por lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Incumbe ainda ao Poder Público:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - distribuir equilibradamente a urbanização em seu território, ordenando o espaço territorial de forma a constituir paisagens biologicamente equilibradas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - prevenir e controlar a poluição e seus efeitos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens, locais de interesse da Arqueologia, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação dos valores culturais de interesse histórico, turístico e artístico;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - compatibilizar o desenvolvimento econômico e social do Estado, com a preservação, o melhoramento e a estabilidade do meio ambiente, resguardando sua capacidade de renovação e a melhoria da qualidade de vida;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - prevenir e reprimir a degradação do meio ambiente e promover a responsabilidade dos autores de condutas e atividades lesivas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - exigir, na forma da lei, para a instalação de obra de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio do impacto ambiental, a que se dará publicidade por meio de audiências públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, de métodos e de substâncias que comportem risco para a vida, para a qualidade de vida e para o meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - registrar, acompanhar e fiscalizar a concessão de direitos de pesquisa e de exploração de recursos hídricos e minerais em seu território;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> X - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético no âmbito estadual e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e à manipulação genética;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XI - proibir os desmatamentos indiscriminados, principalmente os das matas ciliares;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XII - combater a erosão e promover, na forma da lei, o planejamento do solo agrícola independentemente de divisas ou limites de propriedade;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIII - fiscalizar e controlar o uso de agrotóxicos e demais produtos químicos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIV - fiscalizar e controlar as atividades de garimpagem, especialmente as de beneficiamento do ouro, que não poderão, em hipótese alguma, comprometer a saúde e a vida ambiental;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XV - controlar e fiscalizar a atividade pesqueira, incluída a dos frigoríficos de pescado, que só será permitida através da utilização de métodos adequados de captura;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVI - implantar banco de dados sobre o meio ambiente da região;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVII - criar incentivos fiscais para beneficiar os proprietários de áreas cobertas por florestas e demais formas de vegetação natural, ressalvadas as de preservação permanente definidas em lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XVIII - exigir a utilização de práticas conservacionistas que assegurem a potencialidade produtiva do solo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XIX - incentivar a formação de consórcio de Municípios, visando à preservação dos recursos hídricos da região e à adoção de providências que assegurem o desenvolvimento e a expansão urbana dentro dos limites que garantam a manutenção das condições ambientais imprescindíveis ao bem estar da população;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XX - disciplinar, através de lei, a restrição à participação em concorrências públicas e ao acesso a benefícios fiscais e a créditos oficiais de responsáveis por atos de degradação ao meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> XXI - preservar os valores estéticos indispensáveis à dignidade das aglomerações humanas.<br /><br /><a name="artigo_223"><span class="label label-default">Art. 223.</span></a> Aquele que explorar recursos naturais fica obrigado a recuperar o ambiente degradado de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, apresentada antes do início da atividade, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A lei definirá os critérios, os métodos de recuperação, bem como as penalidades aos infratores, sem prejuízo da obrigação de reparar o dano.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A lei definirá os critérios de recuperação da vegetação em áreas urbanas.<br /><br /><a name="artigo_224"><span class="label label-default">Art. 224.</span></a> A área do Pantanal Sul-Mato-Grossense localizada neste Estado constituirá área especial de proteção ambiental, cuja utilização se fará na forma da lei, assegurando a conservação do meio ambiente. (Redação dada pela EC nº 48, de 21 de setembro de 2011, publicada no D.O. nº 8.042, de 29 de setembro de 2011, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado criará e manterá mecanismos de ação conjunta com o Estado de Mato Grosso, com o objetivo de preservar o Pantanal e seus recursos naturais.<br /><br /><a name="artigo_225"><span class="label label-default">Art. 225.</span></a> São indisponíveis as terras devolutas arrecadadas pelo Poder Público estadual, em ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas.<br /><br /><a name="artigo_226"><span class="label label-default">Art. 226.</span></a> O órgão de deliberação e formulação da política estadual de proteção ao meio ambiente é o Conselho Estadual de Controle Ambiental, cuja composição e regulamentação se fará por Lei. (Redação dada pela EC nº 3, de 22 de junho de 1995, publicada no D.O. nº 4.065, de 26 de junho de 1995, página 63)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_ix808885">Capítulo IX<br ?/?> Da Política do Meio Rural </span><br /></span><br /><a name="artigo_227"><span class="label label-default">Art. 227.</span></a> A política do meio rural será formulada e executada visando à melhoria das condições de vida e à fixação do homem na zona rural, implantando a justiça social e garantindo o desenvolvimento econômico e técnico dos produtores e trabalhadores rurais.<br /><br /><a name="artigo_228"><span class="label label-default">Art. 228.</span></a> A ação dos órgãos oficiais somente atenderá aos imóveis que cumpram a função social da propriedade e preferencialmente aos beneficiários de projeto de reforma agrária.<br /><br /><a name="artigo_229"><span class="label label-default">Art. 229.</span></a> O Estado desenvolverá planos de valorização e de aproveitamento de seus recursos fundiários a fim de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - promover a efetiva exploração agropecuária ou florestal de terras que se encontram ociosas, subaproveitadas ou aproveitadas inadequadamente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - criar oportunidades de trabalho e de progresso social e econômico para trabalhadores rurais sem terras ou com terras insuficientes para a garantia de sua subsistência.<br /><br /><a name="artigo_230"><span class="label label-default">Art. 230.</span></a> Os planos de política do meio rural deverão:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - abranger exclusivamente as terras que, por sua aptidão, ensejam a criação de empresa agropecuária ou florestal, rentável, capaz de operar segundo padrões técnicos apropriados;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - proporcionar aumento da produção agrícola, ocupação estável, renda adequada e meios de desenvolvimento cultural e social a seus beneficiários;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - assegurar a plena participação dos trabalhadores rurais, reunidos em sociedades civis do tipo associativo ou cooperativas, em todas as fases de sua elaboração e de sua execução.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - promover, na forma da lei, por meio de convênio com outros entes federativos, a indenização, nos casos de desapropriação, aos proprietários rurais, que, de boa fé, tenham posse, título e registro de propriedade de seus respectivos imóveis. (acrescentado pela EC nº 31, de 13 de dezembro de 2005, publicada no D.O. nº 6.627, de 15 de dezembro de 2005, página 1)<br /><br /><a name="artigo_231"><span class="label label-default">Art. 231.</span></a> O Estado adotará programas de desenvolvimento rural destinados a fomentar a produção agropecuária, a organizar o abastecimento alimentar e a fixar o homem no campo, compatibilizados com a política agrícola e com o plano de reforma agrária estabelecidos pela União e com o plano estadual de controle ambiental.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Para a consecução dos objetivos será assegurada, no planejamento e na execução da política rural, na forma da lei agrícola, a participação dos setores de produção, envolvendo produtores e trabalhadores rurais, bem como dos setores de comercialização de armazenamento, transportes e de abastecimento, levando-se em conta, especialmente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - os instrumentos creditícios e fiscais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o incentivo à pesquisa técnica e científica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a assistência técnica e extensão rural;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - o seguro agrícola;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - o cooperativismo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - a eletrificação rural e a irrigação;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - a habitação para o trabalhador rural;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a alienação ou concessão, a qualquer título, de terras públicas para assentamento de produtores rurais, pessoa física ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, limitada a dois mil e quinhentos hectares, com prévia autorização da Assembléia Legislativa.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O disposto no inciso VIII do § 1º não se aplica nos casos de execução do plano de reforma agrária estadual devidamente aprovado em lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Serão outorgados títulos de domínio ou de concessão de direito real de uso, inegociáveis pelo prazo de dez anos, aos beneficiários do disposto no inciso VIII do § 1º<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º O título de domínio e a concessão de direito real de uso serão conferidos a homem ou a mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil, nos termos e nas condições previstos em lei.<br /><br /><a name="artigo_232"><span class="label label-default">Art. 232.</span></a> A política do meio rural será adotada, observadas as peculiaridades locais, visando desenvolver e consolidar a diversificação e a especialização regionais, assegurando se:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a implantação e a manutenção de núcleos de profissionalização especifica;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a criação e a manutenção de fazendas-modelo e de núcleos de preservação da saúde animal;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a divulgação de dados técnicos relevantes relativos à política rural;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a garantia, pelo Poder Público, de armazenamento da produção;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - a repressão ao uso indiscriminado de agrotóxicos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - o incentivo, com a participação dos Municípios, à criação de pequenas propriedades em sistema familiar;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VII - o estímulo à organização comunitária da população rural;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VIII - a adoção de treinamento na prática preventiva de medicina humana e veterinária, nas técnicas de reposição florestal, compatibilizadas com a exploração do solo e preservação do meio ambiente;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IX - a garantia, pelo Poder Público, de escolas, de postos de saúde e de centros de lazer.<br /><br /><a name="artigo_233"><span class="label label-default">Art. 233.</span></a> O Estado promoverá periodicamente o cadastramento geral das propriedades rurais, com a indicação da natureza de seus produtos, para efeito de concessão de assistência técnica e creditícia.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_x373240">Capítulo X<br ?/?> Dos Recursos Hídricos </span><br /></span><br /><a name="artigo_234"><span class="label label-default">Art. 234.</span></a> A administração pública manterá plano estadual de recursos hídricos e instituirá, por lei, sistema de gestão desses recursos, congregando organismos estaduais e municipais e a sociedade civil e assegurando recursos financeiros e mecanismos institucionais necessários para garantir:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - a utilização racional das águas superficiais e subterrâneas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - o aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos e o rateio dos custos das respectivas obras, na forma da lei;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a proteção das águas contra ações que possam comprometer o seu uso atual ou futuro;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - a defesa contra eventos críticos que ofereçam riscos à saúde e à segurança pública ou prejuízos econômicos ou sociais.<br /><br /><a name="artigo_235"><span class="label label-default">Art. 235.</span></a> A gestão dos recursos hídricos deverá:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - propiciar o uso múltiplo das águas e reduzir seus diversos efeitos;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - ser descentralizada, comunitária e integrada aos demais recursos naturais;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - adotar a bacia hidrográfica como base a considerar o ciclo das águas em todas as suas fases.<br /><br /><a name="artigo_235-A"><span class="label label-default">Art. 235-A</span></a> O órgão de deliberação e formulação da política dos recursos hídricos no Estado é o Conselho Estadual dos Recursos Hídricos, cuja composição e regulamentação se fará por lei. (acrescentado pela EC nº 27, de 3 de novembro de 2004, publicada no D.O. nº 6.368, de 18 de novembro de 2004, página 54)<br /><br /><a name="artigo_236"><span class="label label-default">Art. 236.</span></a> O Estado celebrará convênios com os Municípios para a gestão, por estes, das águas de interesse exclusivamente local, condicionada à política e às diretrizes estabelecidas em planos estaduais de bacias hidrográficas, de cuja elaboração participarão os Municípios.<br /><br /><a name="artigo_237"><span class="label label-default">Art. 237.</span></a> No aproveitamento das águas superficiais e subterrâneas será considerado prioritário o abastecimento à população.<br /><br /><a name="artigo_238"><span class="label label-default">Art. 238.</span></a> As águas subterrâneas, reservas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social e necessárias ao suprimento de água à população, deverão ter programa permanente de preservação e proteção contra poluição e superexploração.<br /><br /><a name="artigo_239"><span class="label label-default">Art. 239.</span></a> Constarão nas leis orgânicas municipais disposições relativas ao uso, à conservação, à proteção e ao controle dos recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, no sentido de:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - serem obrigatórias a conservação e a proteção das águas e a inclusão, nos planos diretores municipais, de áreas de preservação daquelas utilizáveis para abastecimento da população;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - serem zoneadas as áreas inundáveis com restrições a edificações;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - ser mantida a capacidade de infiltração do solo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - serem implantados sistemas de vigilância e de defesa civil para garantir a segurança e a saúde públicas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - serem condicionados à aprovação prévia por órgãos estaduais de controle ambiental e de gestão de recursos hídricos os atos de outorga, pelos Municípios, a terceiros, de direitos que possam influir na qualidade ou quantidade de águas, superficiais e subterrâneas;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - serem implantados programas permanentes de racionalização do uso de águas no abastecimento público e industrial e na irrigação.<br /><br /><a name="artigo_240"><span class="label label-default">Art. 240.</span></a> A utilização dos recursos hídricos será cobrada segundo as peculiaridades de cada bacia hidrográfica e de acordo com as diretrizes do plano estadual de recursos hídricos, na forma da lei.<br /><br /><a name="artigo_241"><span class="label label-default">Art. 241.</span></a> Na exploração dos serviços e na instalação de energia elétrica e no aproveitamento energético dos cursos de água em seu território, o Estado levará em conta o uso múltiplo, o controle de águas, a drenagem e o aproveitamento de várzeas, sem prejuízo de participação de que trata o § 1º do art. 20 da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_242"><span class="label label-default">Art. 242.</span></a> O produto da participação do Estado no resultado da exploração de potenciais hidroernegéticos em seu território, ou da respectiva compensação financeira, será aplicado em serviços e obras hidráulicas, na capitalização do Fundo de Previdência Social do Estado, e no abatimento de dívidas decorrentes da Conta Gráfica do Estado para com a União, na forma fixada no Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias. (Redação dada pela EC nº 18, de 26 de março de 2002, art. 1º, republicada no D.O. nº 5.729, de 11 de abril de 2002, página 1) (Redação dada pela EC nº 15, de 17 de outubro de 2011, publicada no D.O. nº 5.615, de 18 de outubro de 2001, página 1)<br /><br /><a name="artigo_243"><span class="label label-default">Art. 243.</span></a> A conservação da quantidade e qualidade das águas será levada obrigatoriamente em conta quando da elaboração de normas legais relativas a florestas, à caça, à pesca, à fauna, à conservação da natureza, à defesa do solo e aos demais recursos naturais, ao meio ambiente e ao controle da poluição.<br /><br /><a name="artigo_244"><span class="label label-default">Art. 244.</span></a> O Estado e os Municípios estabelecerão programas conjuntos visando ao tratamento de despejos urbanos e industriais e de resíduos sólidos, à proteção e à utilização racional da água, assim como ao combate às inundações e à erosão.<br /><br /><a name="artigo_245"><span class="label label-default">Art. 245.</span></a> A irrigação deverá ser desenvolvida em harmonia com a política de recursos hídricos e com os programas de conservação do solo e da água.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_xi538112">Capítulo XI<br ?/?> Da Defesa do Consumidor </span><br /></span><br /><a name="artigo_246"><span class="label label-default">Art. 246.</span></a> O Estado promoverá ação sistemática de proteção ao consumidor de modo a garantir-lhe a segurança, a saúde e a defesa de seus interesses.<br /><br /><a name="artigo_247"><span class="label label-default">Art. 247.</span></a> A política econômica de consumo será planejada e executada pelo Poder Público, com a participação de empresários e de trabalhadores dos setores da produção, da industrialização, da comercialização, do armazenamento e do transporte e também dos consumidores para, especialmente:<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - instituir o sistema estadual de defesa do consumidor, visando à fiscalização, ao controle e à aplicação de sanções, quanto à qualidade dos produtos e dos serviços; à manipulação dos preços no mercado e ao impacto de mercadorias supérfluas ou nocivas e à normalização do abastecimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - estimular e incentivar as cooperativas ou outras formas de associativismo de consumo;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - elaborar estudos econômicos e sociais de mercados consumidores, a fim de estabelecer sistemas de planejamento, de acompanhamento e de orientação de consumo capazes de corrigir distorções e promover seu crescimento;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - propiciar meios que possibilitem ao consumidor o exercício do direito à informação, à escolha e à defesa de seus interesses econômicos, bem como a sua segurança e sua saúde;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> V - estimular a formação de uma consciência política voltada para a defesa dos interesses do consumidor;<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> VI - prestar atendimento e orientação ao consumidor, através do Programa de Defesa do Consumidor, cujas atribuições e funcionamento serão definidos por lei.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_xii326060">Capítulo XII<br ?/?> Do Índio </span><br /></span><br /><a name="artigo_248"><span class="label label-default">Art. 248.</span></a> As terras, as tradições, os usos, os costumes dos grupos indígenas do Estado integram o seu patrimônio cultural e ambiental e como tal serão protegidos.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Essa proteção se estende ao controle das atividades econômicas que danifiquem o ecossistema ou ameacem a sobrevivência e a cultura dos indígenas.<br /><br /><a name="artigo_249"><span class="label label-default">Art. 249.</span></a> O Estado reconhece as nações indígenas de seu território, assegurando-lhes modos de vida próprios, respeitando sua cultura e sua língua.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Poder Público poderá estabelecer projetos especiais visando organizar programas de estudos e de pesquisa de idiomas, artes e culturas para preservar e valorizar suas formas tradicionais de expressão.<br /><br /><a name="artigo_250"><span class="label label-default">Art. 250.</span></a> São asseguradas às comunidades indígenas a proteção e a assistência social e de saúde prestadas pelos Poderes Públicos estadual e municipal.<br /><br /><a name="artigo_251"><span class="label label-default">Art. 251.</span></a> O Poder Público assegurará às comunidades indígenas a Educação Básica, preferencialmente por professores indígenas habilitados, ministrado em língua portuguesa, garantindo-lhes a utilização da língua materna e de processos próprios de aprendizagem. (Redação dada pela EC nº 54, de 11 de setembro de 2012, publicada no D.O. nº 8.273, de 1 2 e setembro de 2012, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Na realização dos concursos públicos para provimentos de cargos da carreira do magistério das escolas indígenas da rede estadual, o Estado garantirá a reserva mínima de 50% das vagas para professores indígenas habilitados da respectiva etnia. (Redação dada pela EC nº 54, de 11 de setembro de 2012, publicada no D.O. nº 8.273, de 1 2 e setembro de 2012, página 1)<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_xiii558836">Capítulo XIII<br ?/?> Do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana </span><br /></span><br /><a name="artigo_252"><span class="label label-default">Art. 252.</span></a> O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana será criado por lei, com a finalidade de investigar as violações dos direitos humanos no território do Estado, devendo ele encaminhar as denúncias às autoridades competentes e propor soluções gerais a esses problemas.<br /><span class=titulo style="width: auto;display: block;text-align:center;text-transform:uppercase"><br /><span class="anchor_target" id="capitulo_xiv329673">CAPÍTULO XIV<br ?/?> Dos Direitos da Mulher </span><br /></span><br />(acrescentado pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /><a name="artigo_253"><span class="label label-default">Art. 253.</span></a> É responsabilidade do Estado a proteção ao mercado de trabalho da mulher, na forma da lei, bem como estabelecer política de combate e prevenção à violência contra a mulher, que incluirá os seguintes mecanismos: (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - criação e administração de Delegacia de Defesa da Mulher em todos os Municípios; (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - criação e manutenção, por administração direta ou através de convênios, de serviços de assistência jurídica, médica, social e psicológica às mulheres vítimas de violência. (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A assistência jurídica de que trata o inciso II, deste artigo, será prestada pela Defensoria Pública do Estado, sempre que a mulher, na forma da lei, for juridicamente necessitada. (acrescentado pela EC nº 25, de 11 de dezembro de 2003, publica no D.O. nº 6.147, de 17 de dezembro de 2003, página 33)<br /><br /><a name="artigo_254"><span class="label label-default">Art. 254.</span></a> O Estado garantirá, perante a sociedade, a imagem social da mulher como mãe, trabalhadora e cidadã em igualdade de condições com o homem, objetivando: (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - impedir a veiculação de mensagens que atentem contra a dignidade da mulher; (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - criar mecanismos de assistência integral à saúde da mulher em todas as fases de sua vida, através de programas governamentais desenvolvidos, implementados e controlados, com a participação das entidades representativas da mulher; (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - garantir a educação não diferenciada através de preparação de seus agentes educacionais, seja no comportamento pedagógico ou no conteúdo do material didático, de modo a não discriminar a mulher. (redação pela EC nº 23, de 22 de outubro de 2003, publicada no D.O. nº 6.110, de 24 de outubro de 2003, página 1)<br /><br />Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias<br /><br /><a name="artigo_1"><span class="label label-default">Art. 1º</span></a> No ato da promulgação, o Governador do Estado, o Presidente do Tribunal de Justiça e os Deputados à Assembléia Estadual Constituinte prestarão o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição.<br /><br /><a name="artigo_2"><span class="label label-default">Art. 2º</span></a> A revisão constitucional será realizada pelo voto da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa do Estado, logo após a revisão da Constituição Federal prevista no art. 32 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_3"><span class="label label-default">Art. 3º</span></a> No prazo máximo de um ano a contar da promulgação da Constituição, a Assembléia Legislativa promoverá, através de comissão especial, o exame analítico e pericial dos atos e fatos geradores da dívida externa do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A comissão terá, para os fins de requisição e convocação, força de comissão parlamentar de inquérito, e atuará com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado.<br /><br /><a name="artigo_4"><span class="label label-default">Art. 4º</span></a> As empresas que estiverem em desacordo com o disposto no art. 168 da Constituição serão extintas no prazo de vinte e quatro meses, na forma da lei.<br /><br /><a name="artigo_5"><span class="label label-default">Art. 5º</span></a> Dentro de noventa dias a contar da promulgação da Constituição, os órgãos públicos darão cumprimento ao que determina o § 1º do art. 27 da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_6"><span class="label label-default">Art. 6º</span></a> Os fundos existentes na data da promulgação da Constituição, excetuados os resultantes de isenções fiscais que passam a integrar o patrimônio privado e os de conveniência do interesse público, extinguir-se-ão, se não forem ratificados, no prazo de dois anos, pela Assembléia.<br /><br /><a name="artigo_7"><span class="label label-default">Art. 7º</span></a> No prazo de um ano a contar da promulgação da Constituição, o Poder Executivo do Estado e o dos Municípios reavaliarão todos os incentivos fiscais de natureza setorial, sem prazo determinado, ora em vigor, propondo ao respectivo Poder Legislativo as medidas cabíveis.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Decorrido o prazo, considerar-se-ão revogados os incentivos que não forem ratificados por lei especifica.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º A revogação não prejudicará os direitos que já tiverem sido adquiridos em relação a incentivos concedidos sob condição e com prazo certo.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Os incentivos concedidos em razão de convênio com outros Estados, celebrados nos termos do art. 23, § 6º, da Constituição de 1967, com a Redação dada pela Emenda nº 1, de 17 de outubro de 1969, também deverão ser reavaliados e reconfirmados nos prazos deste artigo.<br /><br /><a name="artigo_8"><span class="label label-default">Art. 8º</span></a> Terão validade até 31 de dezembro de 1989 as normas de administração financeira, contábil e de execução orçamentária, vigentes na data da promulgação da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_9"><span class="label label-default">Art. 9º</span></a> As microempresas que comprovem preencher os requisitos da Lei nº <a class=link_law rel="tooltip" data-id="879851" data-ambito="2" data-toggle="tooltip" href="https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/lei-ordinaria/1985/541/lei-ordinaria-n-541-1985-dispoe-nos-termos-da-lei-complementar-no-48-de-10-de-dezembro-de-1-984-sobre-normas-integrantes-do-estatuto-microempresa-estabelece-a-substituicao-tributaria-nos-produtos-que-especifica-e-da-outras" data-original-title=" Data da Norma: 04.06.1985 - Dispõe, nos termos da Lei Complementar nº _48 de _10 de dezembro de _1._984, sobre normas integrantes do Estatuto Microempresa, estabelece a substituição tributária nos produtos que especifica e dá outras providências.">541</a>, de 4 de junho de 1985, que se encontrem, na data da promulgação da Constituição, em débito para com o Estado, é garantido o direito de saldar a obrigação tributária com isenção da correção monetária, desde que se manifestem dentro de noventa dias a partir da concessão do benefício.<br /><br /><a name="artigo_10"><span class="label label-default">Art. 10.</span></a> O Poder Executivo, no prazo de um ano após a promulgação da Constituição, promoverá ações discriminatórias sobre imóveis rurais irregulares.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os imóveis arrecadados serão destinados a projetos de recuperação ambiental, programas habitacionais e assentamentos rurais.<br /><br /><a name="artigo_11"><span class="label label-default">Art. 11.</span></a> A Assembléia Legislativa, no prazo de noventa dias, criará comissão especial suprapartidária para rever, sob o critério da legalidade, as doações, vendas e concessões de imóveis públicos rurais e urbanos, concretizados no período de 1º de janeiro de 1979 até a data da promulgação da Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Apurada a ilegalidade e havendo interesse público, as terras reverterão ao patrimônio do Estado ou ao dos Municípios.<br /><br /><a name="artigo_12"><span class="label label-default">Art. 12.</span></a> O Poder Executivo estadual deverá remeter à Assembléia Legislativa projeto de lei agrícola em até noventa dias após a promulgação da lei agrícola nacional.<br /><br /><a name="artigo_13"><span class="label label-default">Art. 13.</span></a> A partir da data da promulgação da Constituição, será concedido um prazo de sete anos para que sejam reconstituídos, com apoio técnico-científico do Estado, os mananciais de recursos naturais degradados, na forma da lei.<br /><br /><a name="artigo_14"><span class="label label-default">Art. 14.</span></a> O Estado, no prazo máximo de dois anos a partir da data da promulgação da Constituição, adotará as medidas administrativas necessárias à identificação e à delimitação de seus imóveis, incluídas as terras devolutas.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Do processo de identificação participará comissão técnica da Assembléia Legislativa.<br /><br /><a name="artigo_15"><span class="label label-default">Art. 15.</span></a> Através da Procuradoria-Geral do Estado, o Estado cooperará na demarcação das terras indígenas, nos termos do art. 67 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_16"><span class="label label-default">Art. 16.</span></a> Para os fins de que trata o art. 226, será editada a lei, no prazo de noventa dias da promulgação da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_17"><span class="label label-default">Art. 17.</span></a> Será criada, dentro de noventa dias da promulgação da Constituição, comissão de estudos territoriais, composta por três membros indicados pela Assembléia Legislativa e por três pelo Poder Executivo, com a finalidade de apresentar estudos sobre o território estadual e apresentar anteprojetos relativos à divisão e à redivisão territorial.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A comissão terá prazo de um ano para apresentar o resultado de seus estudos, extinguindo-se em seguida.<br /><br /><a name="artigo_18"><span class="label label-default">Art. 18.</span></a> Dentro de noventa dias contados a partir da promulgação da Constituição, proceder-se-á à revisão dos direitos dos servidores públicos estaduais, inativos e pensionistas e à atualização dos proventos e pensões a eles devidos, a fim de ajustá-los ao disposto na Constituição Federal e na Constituição.<br /><br /><a name="artigo_19"><span class="label label-default">Art. 19.</span></a> São considerados estáveis no serviço público os servidores públicos civis do Estado, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há, pelo menos, cinco anos continuados, que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 27 da Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título quando se submeterem a concurso para fins de efetivação, na forma da lei.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos, de funções e de empregos de confiança ou em comissão, nem aos que a lei declare de livre exoneração, cujo tempo de serviço não será computado para os fins deste artigo, exceto se se tratar de servidor.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior os servidores admitidos para os cargos criados pela Lei nº 103, de 26 de junho de 1980.<br /><br /><a name="artigo_20"><span class="label label-default">Art. 20.</span></a> Ficam extintos os efeitos jurídicos de qualquer ato legislativo ou administrativo lavrado a partir da instalação da Assembléia Nacional Constituinte, que tenha por objeto a concessão de estabilidade a servidor admitido sem concurso público, da administração direta ou indireta, incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.<br /><br /><a name="artigo_21"><span class="label label-default">Art. 21.</span></a> Os servidores públicos civis da administração direta, autárquica e das fundações públicas do Estado, considerados estáveis, serão regidos, a partir da promulgação da Constituição, pelo Estatuto dos Servidores Civis do Estado de Mato Grosso do Sul.<br /><br /><a name="artigo_22"><span class="label label-default">Art. 22.</span></a> O disposto no art. 28 da Constituição produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 1990.<br /><br /><a name="artigo_23"><span class="label label-default">Art. 23.</span></a> Ficam enquadrados na referência inicial da classe A da categoria funcional de Agente Tributário Estadual os servidores públicos civis da Administração direta, indireta e das fundações do Estado aprovados em concurso público de 19 de maio de 1985, para o preenchimento de tal cargo, desde que comprovem, no prazo de trinta dias, contados da promulgação da Constituição, o cumprimento do disposto no art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. (Declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal - Sessão de 27 de maio de 1994 - Diário da Justiça, 1º de julho de 1994).<br /><br /><a name="artigo_24"><span class="label label-default">Art. 24.</span></a> As vagas de Conselheiro do Tribunal de Contas ocorridas a partir da promulgação da Constituição serão preenchidas da seguinte forma: (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 2º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - as três primeiras e a quinta pela Assembléia Legislativa; (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 2º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - a quarta pelo Governador do Estado, na forma prevista no art. 80, § 3º, I; (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 2º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - a sexta e a sétima pelo Governador do Estado, em atendimento à indicação constante da lista tríplice de que trata o art. 80, § 3º, I. (Redação dada pela EC nº 2, de 6 de setembro de 1994, art. 2º, publicada no D.O. nº 3.868, de 8 de setembro de 1994, página 1)<br /><br /><a name="artigo_25"><span class="label label-default">Art. 25.</span></a> Os servidores estaduais efetivos, lotados na Procuradoria-Geral de Justiça, passam a integrar, a partir da data de promulgação da Constituição, o quadro de servidores auxiliares do Ministério Público.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Ficam mantidos os cargos auxiliares do Ministério Público até a elaboração da lei complementar.<br /><br /><a name="artigo_26"><span class="label label-default">Art. 26.</span></a> Ficam abonadas, para todos os efeitos legais, as faltas dos servidores do Estado que, no período de dez anos anteriores à data da promulgação da Constituição, não ultrapassem o número total de vinte, contadas a partir da mais recente, excluídos os efeitos financeiros.<br /><br /><a name="artigo_27"><span class="label label-default">Art. 27.</span></a> Fica o Poder Executivo autorizado a criar a Escola Superior de Administração Pública do Estado para o preparo e o aperfeiçoamento dos servidores da administração pública direta e indireta.<br /><br /><a name="artigo_28"><span class="label label-default">Art. 28.</span></a> No prazo de noventa dias será editada lei estabelecendo os critérios para aproveitamento dos atuais Assistentes Jurídicos, estáveis no serviço público, em funções de assessoria jurídica junto aos órgãos da administração pública estadual.<br /><br /><a name="artigo_29"><span class="label label-default">Art. 29.</span></a> Quando no exercício de mandato ou função dos cargos de Governador, Secretário de Estado e de Deputado estadual, seu titular ficar impedido de exercê-lo, por falecimento ou por doença grave, é assegurado ao cônjuge, se houver, enquanto viver, ou aos filhos menores, uma pensão equivalente à maior remuneração recebida. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º A pensão será devidamente atualizada, na mesma proporção e data, sempre que se modificar a remuneração daqueles em atividade. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Contraído novo matrimônio, a pensão será transferida automaticamente, do cônjuge para os filhos menores até a maioridade. (revogado pela EC nº 82, de 18 de dezembro de 2019, publicada no D.O. 10.054, de 19 de dezembro de 2019)<br /><br /><a name="artigo_29-A"><span class="label label-default">Art. 29-A</span></a> Cessada a investidura no cargo de Governador do Estado, quem o tiver exercido em caráter permanente, fará jus a um subsídio, mensal e vitalício, igual ao percebido pelo chefe do Poder Executivo. (acrescentado pela EC nº 35, de 20 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.878, de 29 de dezembro de 2006, página 1) Declarado inconstitucional por decisão do Supremo Tribunal Federal, ADI 3853, Sessão plenária de 12 de setembro de 2007.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º O recebimento do subsídio é restrito ao exercente de mandato integral e não poderá ser cumulativo com a remuneração de cargo eletivo ou de livre nomeação federal, estadual ou municipal. (acrescentado pela EC nº 35, de 20 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.878, de 29 de dezembro de 2006, página 1) Declarado inconstitucional por decisão do Supremo Tribunal Federal, ADI 3853, Sessão plenária de 12 de setembro de 2007.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Em caso de falecimento do beneficiário o cônjuge superstite receberá a metade do subsídio, aplicando a mesma a inacumulabilidade prevista no parágrafo anterior. (acrescentado pela EC nº 35, de 20 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.878, de 29 de dezembro de 2006, página 1) Declarado inconstitucional por decisão do Supremo Tribunal Federal (ADI 3853, Sessão plenária de 12 de setembro de 2007.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O subsídio poderá ser retirado pelo voto de 2/3 da Assembléia Legislativa em caso de provada indignidade do beneficiário, pela prática de ato grave no exercício de mandato eletivo ou cargo de livre nomeação. (acrescentado pela EC nº 35, de 20 de dezembro de 2006, publicada no D.O. nº 6.878, de 29 de dezembro de 2006, página 1) Declarado inconstitucional por decisão do Supremo Tribunal Federal, ADI 3853, Sessão plenária de 12 de setembro de 2007.<br /><br /><a name="artigo_30"><span class="label label-default">Art. 30.</span></a> A legislação que criar a Justiça de Paz manterá os atuais juízes de paz até a posse dos novos titulares, assegurando-lhes os direitos e as atribuições conferidos a estes, e designará o dia para a eleição prevista no art. 121 da Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Os juízes de paz nomeados até a data da eleição poderão continuar filiados ao Instituto de Previdência do Estado como contribuintes facultativos, com direito à percepção dos benefícios e serviços concedidos aos servidores públicos estaduais.<br /><br /><a name="artigo_31"><span class="label label-default">Art. 31.</span></a> Revogado pela EC nº 28, de 27 de abril de 2005, publicada no D.O. nº 6.478, de 4 de maio de 2005, página 1.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Revogado pela EC nº 28, de 27 de abril de 2005, publicada no D.O. nº 6.478, de 4 de maio de 2005, página 1.<br /><br /><a name="artigo_32"><span class="label label-default">Art. 32.</span></a> Aplica-se o disposto no art. 125 da Constituição aos serviços notariais e de registro oficializados, salvaguardando-se os direitos adquiridos dos servidores estáveis no respectivo cargo, facultando-se-lhes o direito de permanecerem em caráter privado consoante o art. 236 da Constituição Federal.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Aplica-se aos servidores referidos neste artigo o disposto no art. 41, § 3º, da Constituição Federal.<br /><br /><a name="artigo_33"><span class="label label-default">Art. 33.</span></a> A Assembléia Legislativa, dentro de um ano, a partir da promulgação da Constituição, editará o Código Estadual de Proteção à Infância, ao Adolescente e à Juventude.<br /><br /><a name="artigo_34"><span class="label label-default">Art. 34.</span></a> No prazo de noventa dias a contar da promulgação da Constituição, o Governador encaminhará à Assembléia Legislativa os projetos de lei complementar dispondo sobre a organização e funcionamento da Procuradoria-Geral do Estado, da Procuradoria-Geral da Defensoria Pública, da Polícia Civil e da Polícia Militar.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º No mesmo prazo, o Procurador-Geral de Justiça encaminhará à Assembléia Legislativa o projeto de lei complementar dispondo sobre o Estatuto do Ministério Público estadual.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º No prazo de um ano, o Governador encaminhará à Assembléia Legislativa, o projeto de lei complementar dispondo sobre a organização e funcionamento do Corpo de Bombeiros Militar, que até então se regerá pelas disposições aplicáveis à Polícia Militar do Estado.<br /><br /><a name="artigo_35"><span class="label label-default">Art. 35.</span></a> O Departamento de Polícia Técnica, integrado pelos Institutos de Criminalística, Médico-Legal e de Identificação, passa a denominar-se Coordenadoria-Geral de Perícias e, com a manutenção de seus quadros de pessoal, fica subordinada diretamente ao Secretário de Segurança Pública do Estado.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A Coordenadoria-Geral de Perícias terá sua organização e funcionamento regidos por estatuto próprio nos termos da lei complementar, que será editada no prazo de cento e oitenta dias, contados da promulgação da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_36"><span class="label label-default">Art. 36.</span></a> A composição e atribuições do Conselho Estadual de Saúde serão estabelecidas em lei, no prazo de noventa dias, a partir da promulgação da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_37"><span class="label label-default">Art. 37.</span></a> O Estado articular-se-á com os Municípios para promover, no prazo de cento e oitenta dias contados da promulgação da Constituição, o recenseamento escolar prescrito no art. 190, § 3º, da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_38"><span class="label label-default">Art. 38.</span></a> As Câmaras Municipais, dentro de noventa dias a contar da promulgação da Constituição, poderão promover a revisão dos atuais subsídios dos Prefeitos e dos Vereadores, da representação dos Vice-Prefeitos e da remuneração dos Secretários municipais, observado o que dispõe o art. 19 da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_39"><span class="label label-default">Art. 39.</span></a> Para a aplicação do art. 20 da Constituição, será considerado o número de habitantes de cada Município apurado por certidão de população fornecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.<br /><br /><a name="artigo_40"><span class="label label-default">Art. 40.</span></a> As Câmaras Municipais, nesta legislatura, convocarão, para dar-lhes posse, os candidatos a Vereador, nas eleições realizadas em 15 de novembro de 1988, que vierem a ser diplomados pela Justiça Eleitoral, por força do art. 20 da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_41"><span class="label label-default">Art. 41.</span></a> No prazo máximo de cento e vinte dias contados da promulgação da Constituição, o Poder Executivo estadual encaminhará à Assembléia Legislativa projeto de lei regulamentando a disposição constante no art. 182 da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_42"><span class="label label-default">Art. 42.</span></a> O Estado criará a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia, destinando-lhe o mínimo de meio por cento de sua receita tributária, em parcelas mensais correspondentes a um doze avos, para aplicação em desenvolvimento científico e tecnológico. (Redação dada pela EC nº 13, de 23 de junho de 1999, publicada no D.O. nº 5.050, de 1º de julho de 1999, página 1) (redação dada EC nº 12, de 3 de junho de 1998, publicada no D.O. nº 4.786, de 4 de junho de 1998, pág. 20)<br /><br /><a name="artigo_43"><span class="label label-default">Art. 43.</span></a> O Estado instalará, nos Municípios, progressivamente, no âmbito da segurança pública, delegacias de polícia especializadas no trato de assuntos referentes à integridade física e moral da mulher.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Até que se instale a delegacia especializada, o serviço de atendimento à mulher será implantado junto às delegacias policiais.<br /><br /><a name="artigo_44"><span class="label label-default">Art. 44.</span></a> O Estado instituirá creches nos presídios femininos, assegurando-se às mães internas o direito de permanecer com o filho, no período de aleitamento.<br /><br /><a name="artigo_45"><span class="label label-default">Art. 45.</span></a> Fica criado o Arquivo Público do Estado, vinculado à Secretaria de Justiça, incumbido da guarda, da organização e da preservação, bem como da respectiva regulamentação, dos documentos acumulados pela administração pública.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização e funcionamento do Arquivo Público do Estado.<br /><br /><a name="artigo_46"><span class="label label-default">Art. 46.</span></a> Fica criada, junto à Fundação Centro de Educação Rural de Aquidauana, a Faculdade de Zootecnia, que será instalada no prazo de um ano a contar da promulgação da Constituição.<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. O Estado criará uma comissão para promover os estudos e providências necessárias à sua implantação.<br /><br /><a name="artigo_47"><span class="label label-default">Art. 47.</span></a> Fica criado o Museu Histórico e Cultural de Mato Grosso do Sul, com sede na Capital, que será implantado sob coordenação do Conselho Estadual de Cultura e com a colaboração das fundações culturais existentes no Estado.<br /><br /><a name="artigo_47-A"><span class="label label-default">Art. 47-A</span></a> Fica criada Biblioteca Estadual Digital de Mato Grosso do Sul, com sede na Capital, com a função de dispor a população o acervo do Arquivo Público Estadual, a literatura e toda a forma de expressão cultural do Estado, reunir o Patrimônio histórico e cultural do Estado, receber exposições e ser fonte de pesquisa para estudantes com a disponibilização das obras recomendadas pelo Conselho Estadual de Educação. (acrescentado pela EC nº 63, de 4 de março de 2015, republicada no D.O. nº 8.876, de 9 de março de 2015, página 1)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A Biblioteca Estadual Digital deverá estar disponível para acesso nas Escolas para suprir eventual ausência da biblioteca física. (acrescentado pela EC nº 63, de 4 de março de 2015, republicada no D.O. nº 8.876, de 9 de março de 2015, página 1)<br /><br /><a name="artigo_48"><span class="label label-default">Art. 48.</span></a> Fica criada a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, com sede na cidade de Dourados, cuja instalação e funcionamento deverão ocorrer no início do ano letivo de 1992.<br /><br /><a name="artigo_49"><span class="label label-default">Art. 49.</span></a> Fica criada, no Município de Ponta Porã, a Escola Técnica Agrícola de Primeiro e de Segundo Graus, cabendo ao Estado orientar, manter e fixar diretrizes de ensino, cuja instalação e funcionamento deverá ocorrer no início do ano letivo de 1992.<br /><br /><a name="artigo_50"><span class="label label-default">Art. 50.</span></a> Fica criado o Centro de Ciências Humanas e Sociais, com sede na cidade de Jardim, pertencente à Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, devendo sua instalação e funcionamento ocorrer no início do ano letivo de 1992.<br /><br /><a name="artigo_51"><span class="label label-default">Art. 51.</span></a> No prazo de noventa dias contados a partir da promulgação da Constituição, lei deverá ser editada para os fins de que trata a alínea d do inciso I do art. 114 da Constituição.<br /><br /><a name="artigo_52"><span class="label label-default">Art. 52.</span></a> O Departamento da Imprensa Oficial do Estado promoverá a edição do texto integral da Constituição, que será posto, gratuitamente, à disposição dos interessados.<br /><br /><a name="artigo_53"><span class="label label-default">Art. 53.</span></a> Para pagamento de dívidas da chamada Conta Gráfica do Estado para com a União, serão destinados R$ 66.947.204,27 (sessenta e seis milhões, novecentos e quarenta e sete mil, duzentos e quatro reais e vinte e sete centavos), decorrentes de royalties e compensação financeira, e o remanescente será destinado para capitalização do Fundo de Previdência Social do Estado. (acrescentado pela EC nº 18, de 26 de março de 2002, art. 2º, republicada no D.O. nº 5.729, de 11 de abril de 2002, página 1)<br /><br /><a name="artigo_54"><span class="label label-default">Art. 54.</span></a> Durante o período de trinta anos, ou até a eliminação do déficit habitacional, serão destinados, anualmente, recursos orçamentários ao Fundo de Habitação de Interesse Social do Estado de Mato Grosso do Sul, de no mínimo um por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea "a", e inciso II, da Constituição Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos Municípios. (acrescentado pela EC nº 44, de 30 de março de 2010, publicada no D.O. nº 7.675, de 31 de março de 2010)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso IV do art. 165 da <a class=link_law rel=tooltip data-toggle=tooltip href=https://leis.org/estaduais/ms/mato-grosso-do-sul/lei/constituicao-estadual/1989/1/constituicao-estadual-n-1-1989-constituicao data-original-title='Constituição Estadual MS' data-id=848885>Constituição Estadual</a> não se aplicará ao disposto neste artigo, durante o seu período de sua vigência. (acrescentado pela EC nº 44, de 30 de março de 2010, publicada no D.O. nº 7.675, de 31 de março de 2010)<br /><br /><a name="artigo_55"><span class="label label-default">Art. 55.</span></a> Fica instituído o Regime de Limitação de Gastos no âmbito dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social do Estado, que vigorará por dez exercícios financeiros, nos termos dos arts. 56 a 59 deste Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /><a name="artigo_56"><span class="label label-default">Art. 56.</span></a> Ficam estabelecidos em cada exercício, para as despesas primárias, limites individualizados para o Poder Executivo Estadual, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Poder Judiciário Estadual, Ministério Público Estadual e para a Defensoria Pública do Estado. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 1º Cada um dos limites a que se refere o caput deste artigo equivalerá: (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - para o exercício de 2018, o valor nominal previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias correspondente; (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - para os exercícios posteriores, ao valor do limite referente ao exercício imediatamente anterior, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ou outro que vier a substituí-lo, acumulado no período de doze meses encerrado em abril do exercício anterior ao que se refere a lei orçamentária; (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - para o exercício de 2023, ao valor nominal estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias correspondente; (acrescentado pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> IV - para os exercícios de 2024 a 2027, ao valor do limite referente ao exercício imediatamente anterior, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou outro que vier a substituí-lo, acumulado no período de 12 (doze) meses encerrado em abril do exercício anterior ao que se refere a lei orçamentária. (acrescentado pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ao limite indicado no inciso II do § 1º deste artigo, será acrescido o percentual correspondente a 20% do crescimento da Receita Corrente Líquida que exceder ao índice de correção estabelecido no mesmo inciso. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 2º Ao limite indicado no inciso IV do § 1º deste artigo será acrescido, por exercício: (Redação dada pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - o percentual correspondente a 30% (trinta por cento) do crescimento da Receita Corrente Líquida que exceder ao índice de correção estabelecido no referido inciso IV deste artigo; (acrescentado pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - 1/4 (um quarto) do valor nominal correspondente ao incremento do exercício de 2022 para 2023, de cada Poder e Instituição, conforme previsto em lei complementar. (acrescentado pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O percentual de que trata o § 2º deste artigo poderá, por ato do chefe do Poder Executivo, ser elevado até a 50% do crescimento da Receita Corrente Líquida que exceder ao índice de correção estabelecido, desde que a realização da receita não comprometa a meta de resultado primário, estabelecida no anexo de metas fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 3º O percentual de que trata o inciso I do § 2º deste artigo poderá, por ato do Chefe do Poder Executivo, ser elevado até a 70% (setenta por cento) do crescimento da Receita Corrente Líquida que exceder ao índice de correção estabelecido, desde que a realização da receita não comprometa a meta de resultado primário, estabelecida no anexo de metas fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias. (Redação dada pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Fica limitado a 90% do valor do crescimento nominal da receita corrente liquida o incremento de que tratam o inciso II do §§ 1º, 2º e 3º deste artigo, apurado no período de doze meses encerrado em abril do exercício anterior. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 4º Fica limitado a 90% (noventa por cento) do valor do crescimento nominal da receita corrente liquida o incremento de que tratam o inciso IV do caput e os §§ 2º e 3º deste artigo, apurado no período de 12 (doze) meses encerrado em abril do exercício anterior. (Redação dada pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 5º A mensagem que encaminhar o projeto de lei orçamentária, bem como as propostas orçamentárias dos Poderes, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado mencionados no caput deste artigo, deverão obedecer aos valores máximos de programação compatíveis com os limites individualizados, calculados na forma dos §§ 1º, 2º e 4º deste artigo. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 6º Não se incluem na base de cálculo e nos limites estabelecidos neste artigo: (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> I - transferências constitucionais e legais obrigatórias aos Municípios; (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> II - fundos e receitas de aplicação vinculada aos Poderes Executivo, Judiciário, Legislativo, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Defensoria Pública do Estado; (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> III - em relação aos Poderes Judiciário e Legislativo, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Defensoria Pública os recursos que lhes forem repassados pelo Poder Executivo para as despesas de investimentos, mediante instrumento jurídico próprio e previsão na lei orçamentária anual. (acrescentado pela EC nº 89, de 15 de junho de 2022, publicada no D.O. 10.865, de 20 de junho de 2022)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> § 7º Para fins de verificação do cumprimento dos limites de que trata este artigo, serão consideradas as despesas empenhadas. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /><a name="artigo_57"><span class="label label-default">Art. 57.</span></a> O Governador do Estado poderá propor, a partir do quinto exercício da vigência do Regime de Limitação de Gastos, projeto de lei complementar para alteração do método de correção dos limites a que se refere o §§ 1º ao 4º do art. 56 deste Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /><a name="artigo_58"><span class="label label-default">Art. 58.</span></a> As disposições introduzidas pelo Regime de Limitação de Gastos não revogam, dispensam ou suspendem o cumprimento de dispositivos constitucionais federais e legais que disponham sobre metas fiscais ou sobre limites máximos de despesas, bem como de aplicação mínima nas áreas de Saúde e Educação. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /><a name="artigo_59"><span class="label label-default">Art. 59.</span></a> Aplica-se aos artigos 56, 110, 130 e 142-A e a seus respectivos parágrafos e incisos desta Constituição o disposto nos §§ 1º ao 4º do art. 56 do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br /> <span style="margin-left:30px"></span> Parágrafo único. Fica vedado ao Poder Executivo efetuar os repasses de que trata o art. 168 da Constituição Federal, em valores acima dos limites previstos nos §§ 1º ao 4º do art. 56 do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias. (acrescentado pela EC nº 77, de 18 de abril de 2017, publicada no D.O. 9.392, de 19 de abril de 2017)<br /><br />Campo Grande, 5 de outubro de 1989<br />Deputado Londres Machado - Presidente<br />Deputado Pedro Dobes - 1º Secretário<br />Deputado Fernando Saldanha - 2º Secretário<br />Deputado Claudio Valério - 1º Vice-Presidente<br />Deputado Benedito Leal - 3º Vice-Presidente<br />Deputado Cícero de Souza - 3º Secretário<br />Deputado Roberto Razuk - 2º Vice-Presidente e Presidente da Comissão de<br /><br />Sistematização<br />Deputado Ricardo Bacha - Relator Geral<br />Deputado Waldemir Moka - Líder PMDB<br />Deputado Walter Carneiro - Líder PTB<br />Deputada Marilú Guimarães - Líder PFL<br />Deputada Marilene Coimbra - Líder PDS<br />Deputado Akira Otsubo<br />Deputado André Puccinelli<br />Deputado Armando Anache<br />Deputado Ary Rigo<br />Deputado Henrique Dedé<br />Deputado Jonatan Barbosa<br />Deputado Ozéias Pereira<br />Deputado Nilson Lima<br />Deputado Pedro Paulo<br />Deputado Valdenir Machado<br /><br />Participantes:<br /><br />Deputado Carlos Fróes<br />Deputado Daudt Conceição<br />Deputado Daladier Agi<br />Deputado José de Oliveira<br />Deputado Onevan de Matos<br />Deputado Júlio Maia - In memorian <!-- BEGIN ANCORA --> <style> .fixar { position:fixed; margin-top: -400px !important; _margin-left: 320px; margin-left: 380px; padding-top:15px; background-color: #fff !important; } #select-art { _margin-top: 15px; width: 300px; position:absolute; display: none; margin-left: 320px; } #scrollable-content { max-height: 200px; overflow: auto; padding: 3px; } </style>
<!-- END ANCORA -->
<div id="meuMenu"> <div class="input-prepend" id="enderr">
</div> <div id="select-art" class="well well-small"> <div id="scrollable-content"> <p><a href="#titulo_i247704" class="anchor_link">Título I <br /> Fundamentais </a></p><p><a href="#artigo_1" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 1</span></a></p><p><a href="#artigo_2" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 2</span></a></p><p><a href="#artigo_3" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 3</span></a></p><p><a href="#titulo_ii125465" class="anchor_link">Título II <br /> DO ESTADO </a></p><p><a href="#capitulo_i930229" class="anchor_link">Capítulo I <br /> Da Organização do Estado </a></p><p><a href="#artigo_4" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 4</span></a></p><p><a href="#artigo_5" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 5</span></a></p><p><a href="#artigo_6" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 6</span></a></p><p><a href="#artigo_7" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 7</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii458850" class="anchor_link">Capítulo II <br /> DA COMPETÊNCIA DO ESTADO </a></p><p><a href="#secao_i738888" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_8" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 8</span></a></p><p><a href="#artigo_9" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 9</span></a></p><p><a href="#secao_ii312802" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Assistência Aos Municípios</span> </a></p><p><a href="#artigo_10" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 10</span></a></p><p><a href="#secao_iii924223" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Intervenção</span> </a></p><p><a href="#artigo_11" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 11</span></a></p><p><a href="#artigo_12" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 12</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii172242" class="anchor_link">Capítulo III <br /> Dos Municípios </a></p><p><a href="#artigo_13" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 13</span></a></p><p><a href="#artigo_14" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 14</span></a></p><p><a href="#artigo_15" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 15</span></a></p><p><a href="#artigo_16" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 16</span></a></p><p><a href="#artigo_17" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 17</span></a></p><p><a href="#artigo_18" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 18</span></a></p><p><a href="#artigo_18-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 18-A</span></a></p><p><a href="#artigo_19" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 19</span></a></p><p><a href="#artigo_20" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 20</span></a></p><p><a href="#artigo_21" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 21</span></a></p><p><a href="#artigo_22" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 22</span></a></p><p><a href="#artigo_23" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 23</span></a></p><p><a href="#artigo_24" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 24</span></a></p><p><a href="#titulo_iii127426" class="anchor_link">Título III <br /> DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA </a></p><p><a href="#capitulo_i97208" class="anchor_link">Capítulo I <br /> DISPOSIÇÕES GERAIS </a></p><p><a href="#artigo_25" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 25</span></a></p><p><a href="#artigo_26" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 26</span></a></p><p><a href="#artigo_27" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 27</span></a></p><p><a href="#artigo_28" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 28</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii494730" class="anchor_link">Capítulo II <br /> DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS </a></p><p><a href="#secao_i989104" class="anchor_link">Seção I <br /> Dos Servidores Públicos Civis</span> </a></p><p><a href="#artigo_29" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 29</span></a></p><p><a href="#artigo_30" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 30</span></a></p><p><a href="#artigo_30" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 30</span></a></p><p><a href="#artigo_31" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31</span></a></p><p><a href="#artigo_31-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31-A</span></a></p><p><a href="#artigo_31-B" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31-B</span></a></p><p><a href="#artigo_31-C" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31-C</span></a></p><p><a href="#artigo_32" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 32</span></a></p><p><a href="#artigo_33" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 33</span></a></p><p><a href="#artigo_34" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 34</span></a></p><p><a href="#artigo_35" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 35</span></a></p><p><a href="#artigo_36" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 36</span></a></p><p><a href="#artigo_37" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 37</span></a></p><p><a href="#artigo_38" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 38</span></a></p><p><a href="#secao_ii25085" class="anchor_link">Seção II <br /> Dos Servidores Públicos Militares</span> </a></p><p><a href="#artigo_39" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 39</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii553666" class="anchor_link">Capítulo III <br /> DA SEGURANÇA PÚBLICA </a></p><p><a href="#secao_i523054" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_40" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 40</span></a></p><p><a href="#artigo_40" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 40</span></a></p><p><a href="#artigo_41" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 41</span></a></p><p><a href="#artigo_41" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 41</span></a></p><p><a href="#artigo_42" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 42</span></a></p><p><a href="#secao_ii513442" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Polícia Civil</span> </a></p><p><a href="#artigo_43" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 43</span></a></p><p><a href="#artigo_44" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 44</span></a></p><p><a href="#artigo_45" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 45</span></a></p><p><a href="#secao_iii771472" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Polícia Militar</span> </a></p><p><a href="#artigo_46" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 46</span></a></p><p><a href="#artigo_47" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 47</span></a></p><p><a href="#artigo_48" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 48</span></a></p><p><a href="#artigo_49" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 49</span></a></p><p><a href="#secao_iv662760" class="anchor_link">Seção IV <br /> Do Corpo de Bombeiros Militar</span> </a></p><p><a href="#artigo_50" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 50</span></a></p><p><a href="#artigo_51" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 51</span></a></p><p><a href="#secao_v622336" class="anchor_link">Seção V <br /> Da Polícia Penal</span> </a></p><p><a href="#artigo_51-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 51-A</span></a></p><p><a href="#titulo_iv274004" class="anchor_link">Título IV <br /> DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES </a></p><p><a href="#capitulo_i736609" class="anchor_link">Capítulo I <br /> DO PODER LEGISLATIVO </a></p><p><a href="#secao_i417280" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Assembleia Legislativa</span> </a></p><p><a href="#artigo_52" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 52</span></a></p><p><a href="#artigo_53" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 53</span></a></p><p><a href="#artigo_54" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 54</span></a></p><p><a href="#artigo_55" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 55</span></a></p><p><a href="#artigo_56" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 56</span></a></p><p><a href="#secao_ii644346" class="anchor_link">Seção II <br /> Deputados </a></p><p><a href="#artigo_57" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 57</span></a></p><p><a href="#artigo_58" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 58</span></a></p><p><a href="#artigo_59" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 59</span></a></p><p><a href="#artigo_60" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 60</span></a></p><p><a href="#artigo_61" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 61</span></a></p><p><a href="#secao_iii90294" class="anchor_link">Seção III <br /> Das Atribuições do Poder Legislativo</span> </a></p><p><a href="#artigo_62" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 62</span></a></p><p><a href="#artigo_63" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 63</span></a></p><p><a href="#secao_iv676194" class="anchor_link">Seção IV <br /> Comissões </a></p><p><a href="#artigo_64" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 64</span></a></p><p><a href="#secao_v928150" class="anchor_link">Seção V <br /> Do Processo Legislativo</span> </a></p><p><a href="#subsecao_i162786" class="anchor_link">Subseção I <br /> Disposição Geral</span> </a></p><p><a href="#artigo_65" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 65</span></a></p><p><a href="#subsecao_ii357800" class="anchor_link">Subseção II <br /> Da Emenda à Constituição</span> </a></p><p><a href="#artigo_66" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 66</span></a></p><p><a href="#subsecao_iii804188" class="anchor_link">Subseção III <br /> Das Leis</span> </a></p><p><a href="#artigo_67" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 67</span></a></p><p><a href="#artigo_67" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 67</span></a></p><p><a href="#artigo_67" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 67</span></a></p><p><a href="#artigo_67" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 67</span></a></p><p><a href="#artigo_67" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 67</span></a></p><p><a href="#artigo_68" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 68</span></a></p><p><a href="#artigo_69" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 69</span></a></p><p><a href="#artigo_70" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 70</span></a></p><p><a href="#artigo_71" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 71</span></a></p><p><a href="#artigo_72" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 72</span></a></p><p><a href="#artigo_73" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 73</span></a></p><p><a href="#artigo_74" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 74</span></a></p><p><a href="#secao_vi717989" class="anchor_link">Seção VI <br /> Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária</span> </a></p><p><a href="#artigo_75" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 75</span></a></p><p><a href="#artigo_76" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 76</span></a></p><p><a href="#artigo_77" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 77</span></a></p><p><a href="#artigo_78" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 78</span></a></p><p><a href="#artigo_79" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 79</span></a></p><p><a href="#artigo_80" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 80</span></a></p><p><a href="#artigo_81" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 81</span></a></p><p><a href="#artigo_81" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 81</span></a></p><p><a href="#artigo_81" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 81</span></a></p><p><a href="#artigo_81" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 81</span></a></p><p><a href="#artigo_82" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 82</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii746202" class="anchor_link">Capítulo II <br /> DO PODER EXECUTIVO </a></p><p><a href="#secao_i583100" class="anchor_link">Seção I <br /> Do Governador e do Vice-governador</span> </a></p><p><a href="#artigo_83" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 83</span></a></p><p><a href="#artigo_84" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 84</span></a></p><p><a href="#artigo_85" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 85</span></a></p><p><a href="#artigo_86" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 86</span></a></p><p><a href="#artigo_87" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 87</span></a></p><p><a href="#artigo_88" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 88</span></a></p><p><a href="#artigo_88-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 88-A</span></a></p><p><a href="#secao_ii47881" class="anchor_link">Seção II <br /> Das Atribuições do Governador</span> </a></p><p><a href="#artigo_89" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 89</span></a></p><p><a href="#secao_iii898770" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Responsabilidade do Governador</span> </a></p><p><a href="#artigo_90" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 90</span></a></p><p><a href="#artigo_91" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 91</span></a></p><p><a href="#artigo_92" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 92</span></a></p><p><a href="#secao_iv112553" class="anchor_link">Seção IV <br /> Dos Secretários de Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_93" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 93</span></a></p><p><a href="#artigo_94" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 94</span></a></p><p><a href="#artigo_95" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 95</span></a></p><p><a href="#artigo_96" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 96</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii765261" class="anchor_link">Capítulo III <br /> DO PODER JUDICIÁRIO </a></p><p><a href="#secao_i229620" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_97" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 97</span></a></p><p><a href="#artigo_98" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 98</span></a></p><p><a href="#artigo_99" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 99</span></a></p><p><a href="#artigo_100" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 100</span></a></p><p><a href="#artigo_101" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 101</span></a></p><p><a href="#artigo_102" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 102</span></a></p><p><a href="#artigo_103" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 103</span></a></p><p><a href="#artigo_104" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 104</span></a></p><p><a href="#artigo_105" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 105</span></a></p><p><a href="#artigo_106" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 106</span></a></p><p><a href="#artigo_107" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 107</span></a></p><p><a href="#artigo_108" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 108</span></a></p><p><a href="#artigo_108" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 108</span></a></p><p><a href="#artigo_109" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 109</span></a></p><p><a href="#artigo_110" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 110</span></a></p><p><a href="#artigo_111" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 111</span></a></p><p><a href="#artigo_112" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 112</span></a></p><p><a href="#artigo_112-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 112-A</span></a></p><p><a href="#secao_ii196821" class="anchor_link">Seção II <br /> Do Tribunal de Justiça</span> </a></p><p><a href="#artigo_113" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 113</span></a></p><p><a href="#artigo_114" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 114</span></a></p><p><a href="#secao_iii943143" class="anchor_link">Seção III <br /> Do Tribunal do Júri</span> </a></p><p><a href="#artigo_115" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 115</span></a></p><p><a href="#secao_iv170604" class="anchor_link">Seção IV <br /> Dos Juízes de Direito</span> </a></p><p><a href="#artigo_116" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 116</span></a></p><p><a href="#artigo_117" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 117</span></a></p><p><a href="#secao_v318631" class="anchor_link">Seção V <br /> Dos Juizados Especiais Das Causas Cíveis de Menor Complexidade e de Infrações Penais de Menor Potencial Ofensivo</span> </a></p><p><a href="#artigo_118" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 118</span></a></p><p><a href="#secao_vi248375" class="anchor_link">Seção VI <br /> Da Auditoria Militar</span> </a></p><p><a href="#artigo_119" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 119</span></a></p><p><a href="#secao_vii94322" class="anchor_link">Seção VII <br /> Dos Juízes Substitutos</span> </a></p><p><a href="#artigo_120" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 120</span></a></p><p><a href="#secao_viii813279" class="anchor_link">Seção VIII <br /> Dos Juízes de Paz</span> </a></p><p><a href="#artigo_121" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 121</span></a></p><p><a href="#artigo_122" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 122</span></a></p><p><a href="#secao_ix73012" class="anchor_link">Seção IX <br /> Da Declaração de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Inconstitucionalidade</span> </a></p><p><a href="#artigo_123" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 123</span></a></p><p><a href="#artigo_124" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 124</span></a></p><p><a href="#secao_x379660" class="anchor_link">Seção X <br /> Dos Serviços Notariais e de Registro</span> </a></p><p><a href="#artigo_125" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 125</span></a></p><p><a href="#capitulo_iv689766" class="anchor_link">Capítulo IV <br /> DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA </a></p><p><a href="#secao_i492303" class="anchor_link">Seção I <br /> Do Ministério Público</span> </a></p><p><a href="#artigo_126" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 126</span></a></p><p><a href="#artigo_127" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 127</span></a></p><p><a href="#artigo_127" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 127</span></a></p><p><a href="#artigo_128" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 128</span></a></p><p><a href="#artigo_129" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 129</span></a></p><p><a href="#artigo_130" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 130</span></a></p><p><a href="#artigo_131" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 131</span></a></p><p><a href="#artigo_132" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 132</span></a></p><p><a href="#artigo_133" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 133</span></a></p><p><a href="#artigo_134" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 134</span></a></p><p><a href="#artigo_135" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 135</span></a></p><p><a href="#artigo_136" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 136</span></a></p><p><a href="#artigo_137" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 137</span></a></p><p><a href="#secao_ii268846" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Advocacia</span> </a></p><p><a href="#artigo_138" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 138</span></a></p><p><a href="#artigo_139" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 139</span></a></p><p><a href="#secao_iii298084" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Defensoria Pública</span> </a></p><p><a href="#artigo_140" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 140</span></a></p><p><a href="#artigo_141" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 141</span></a></p><p><a href="#artigo_142" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 142</span></a></p><p><a href="#artigo_142-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 142-A</span></a></p><p><a href="#artigo_142-B" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 142-B</span></a></p><p><a href="#artigo_142-C" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 142-C</span></a></p><p><a href="#artigo_143" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 143</span></a></p><p><a href="#secao_iv503736" class="anchor_link">Seção IV <br /> Da Procuradoria-geral do Estado</span> </a></p><p><a href="#artigo_144" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 144</span></a></p><p><a href="#artigo_145" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 145</span></a></p><p><a href="#artigo_146" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 146</span></a></p><p><a href="#titulo_v582737" class="anchor_link">Título V <br /> DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO </a></p><p><a href="#capitulo_i729041" class="anchor_link">Capítulo I <br /> DA TRIBUTAÇÃO </a></p><p><a href="#secao_i49176" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_147" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 147</span></a></p><p><a href="#artigo_148" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 148</span></a></p><p><a href="#artigo_149" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 149</span></a></p><p><a href="#secao_ii696503" class="anchor_link">Seção II <br /> Das Competências Locais</span> </a></p><p><a href="#artigo_150" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 150</span></a></p><p><a href="#artigo_151" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 151</span></a></p><p><a href="#artigo_152" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 152</span></a></p><p><a href="#secao_iii298925" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Repartição Das Receitas Tributárias</span> </a></p><p><a href="#artigo_153" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 153</span></a></p><p><a href="#artigo_154" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 154</span></a></p><p><a href="#artigo_155" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 155</span></a></p><p><a href="#artigo_156" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 156</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii722946" class="anchor_link">Capítulo II <br /> Do Orçamento </a></p><p><a href="#artigo_157" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 157</span></a></p><p><a href="#artigo_158" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 158</span></a></p><p><a href="#artigo_158" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 158</span></a></p><p><a href="#artigo_159" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 159</span></a></p><p><a href="#artigo_160" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 160</span></a></p><p><a href="#artigo_160-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 160-A</span></a></p><p><a href="#artigo_161" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 161</span></a></p><p><a href="#artigo_162" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 162</span></a></p><p><a href="#artigo_163" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 163</span></a></p><p><a href="#artigo_163-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 163-A</span></a></p><p><a href="#artigo_164" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 164</span></a></p><p><a href="#artigo_164" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 164</span></a></p><p><a href="#artigo_165" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 165</span></a></p><p><a href="#titulo_vi984827" class="anchor_link">Título VI <br /> DA ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA </a></p><p><a href="#capitulo_i267791" class="anchor_link">Capítulo I <br /> DISPOSIÇÕES GERAIS </a></p><p><a href="#artigo_166" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 166</span></a></p><p><a href="#artigo_167" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 167</span></a></p><p><a href="#artigo_168" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 168</span></a></p><p><a href="#artigo_169" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 169</span></a></p><p><a href="#artigo_170" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 170</span></a></p><p><a href="#artigo_171" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 171</span></a></p><p><a href="#artigo_172" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 172</span></a></p><p><a href="#capitulo_ii783469" class="anchor_link">Capítulo II <br /> DA SEGURIDADE SOCIAL </a></p><p><a href="#secao_i228830" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Saúde</span> </a></p><p><a href="#artigo_173" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 173</span></a></p><p><a href="#artigo_174" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 174</span></a></p><p><a href="#artigo_175" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 175</span></a></p><p><a href="#artigo_176" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 176</span></a></p><p><a href="#artigo_177" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 177</span></a></p><p><a href="#artigo_178" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 178</span></a></p><p><a href="#artigo_179" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 179</span></a></p><p><a href="#artigo_180" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 180</span></a></p><p><a href="#secao_ii792118" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Previdência Social</span> </a></p><p><a href="#artigo_181" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 181</span></a></p><p><a href="#artigo_181" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 181</span></a></p><p><a href="#artigo_181-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 181-A</span></a></p><p><a href="#artigo_182" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 182</span></a></p><p><a href="#artigo_183" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 183</span></a></p><p><a href="#artigo_184" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 184</span></a></p><p><a href="#secao_iii123912" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Assistência Social</span> </a></p><p><a href="#artigo_185" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 185</span></a></p><p><a href="#artigo_186" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 186</span></a></p><p><a href="#artigo_187" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 187</span></a></p><p><a href="#artigo_188" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 188</span></a></p><p><a href="#capitulo_iii897436" class="anchor_link">Capítulo III <br /> DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO </a></p><p><a href="#secao_i520229" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Educação</span> </a></p><p><a href="#artigo_189" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 189</span></a></p><p><a href="#artigo_190" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 190</span></a></p><p><a href="#artigo_191" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 191</span></a></p><p><a href="#artigo_192" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 192</span></a></p><p><a href="#artigo_193" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 193</span></a></p><p><a href="#artigo_194" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 194</span></a></p><p><a href="#artigo_195" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 195</span></a></p><p><a href="#artigo_196" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 196</span></a></p><p><a href="#artigo_197" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 197</span></a></p><p><a href="#artigo_198" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 198</span></a></p><p><a href="#artigo_199" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 199</span></a></p><p><a href="#artigo_200" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 200</span></a></p><p><a href="#artigo_201" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 201</span></a></p><p><a href="#secao_ii252029" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Cultura</span> </a></p><p><a href="#artigo_202" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 202</span></a></p><p><a href="#artigo_203" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 203</span></a></p><p><a href="#secao_iii871148" class="anchor_link">Seção III <br /> Do Desporto</span> </a></p><p><a href="#artigo_204" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 204</span></a></p><p><a href="#capitulo_iv843752" class="anchor_link">Capítulo IV <br /> DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM, DO DEFICIENTE E DO IDOSO </a></p><p><a href="#secao_i555028" class="anchor_link">Seção I <br /> Da Família</span> </a></p><p><a href="#artigo_205" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 205</span></a></p><p><a href="#secao_ii939954" class="anchor_link">Seção II <br /> Da Criança, do Adolescente e do Jovem</span> </a></p><p><a href="#artigo_206" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 206</span></a></p><p><a href="#artigo_207" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 207</span></a></p><p><a href="#secao_iii954453" class="anchor_link">Seção III <br /> Do Deficiente</span> </a></p><p><a href="#artigo_208" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 208</span></a></p><p><a href="#secao_iv923700" class="anchor_link">Seção IV <br /> Do Idoso</span> </a></p><p><a href="#artigo_209" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 209</span></a></p><p><a href="#capitulo_v479411" class="anchor_link">Capítulo V <br /> Da Comunicação Social </a></p><p><a href="#artigo_210" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 210</span></a></p><p><a href="#capitulo_vi604841" class="anchor_link">Capítulo VI <br /> Da Ciência e da Tecnologia </a></p><p><a href="#artigo_211" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 211</span></a></p><p><a href="#artigo_211-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 211-A</span></a></p><p><a href="#artigo_212" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 212</span></a></p><p><a href="#capitulo_vii549817" class="anchor_link">Capítulo VII <br /> DA POLÍTICA DO MEIO URBANO </a></p><p><a href="#secao_i560673" class="anchor_link">Seção I <br /> Disposições Gerais</span> </a></p><p><a href="#artigo_213" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 213</span></a></p><p><a href="#artigo_214" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 214</span></a></p><p><a href="#secao_ii989895" class="anchor_link">Seção II <br /> Do Saneamento Básico</span> </a></p><p><a href="#artigo_215" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 215</span></a></p><p><a href="#artigo_216" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 216</span></a></p><p><a href="#artigo_217" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 217</span></a></p><p><a href="#secao_iii233618" class="anchor_link">Seção III <br /> Da Habitação</span> </a></p><p><a href="#artigo_218" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 218</span></a></p><p><a href="#artigo_219" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 219</span></a></p><p><a href="#artigo_220" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 220</span></a></p><p><a href="#artigo_221" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 221</span></a></p><p><a href="#capitulo_viii324488" class="anchor_link">Capítulo VIII <br /> Do Meio Ambiente </a></p><p><a href="#artigo_222" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 222</span></a></p><p><a href="#artigo_223" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 223</span></a></p><p><a href="#artigo_224" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 224</span></a></p><p><a href="#artigo_225" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 225</span></a></p><p><a href="#artigo_226" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 226</span></a></p><p><a href="#capitulo_ix808885" class="anchor_link">Capítulo IX <br /> Da Política do Meio Rural </a></p><p><a href="#artigo_227" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 227</span></a></p><p><a href="#artigo_228" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 228</span></a></p><p><a href="#artigo_229" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 229</span></a></p><p><a href="#artigo_230" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 230</span></a></p><p><a href="#artigo_231" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 231</span></a></p><p><a href="#artigo_232" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 232</span></a></p><p><a href="#artigo_233" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 233</span></a></p><p><a href="#capitulo_x373240" class="anchor_link">Capítulo X <br /> Dos Recursos Hídricos </a></p><p><a href="#artigo_234" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 234</span></a></p><p><a href="#artigo_235" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 235</span></a></p><p><a href="#artigo_235-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 235-A</span></a></p><p><a href="#artigo_236" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 236</span></a></p><p><a href="#artigo_237" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 237</span></a></p><p><a href="#artigo_238" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 238</span></a></p><p><a href="#artigo_239" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 239</span></a></p><p><a href="#artigo_240" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 240</span></a></p><p><a href="#artigo_241" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 241</span></a></p><p><a href="#artigo_242" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 242</span></a></p><p><a href="#artigo_243" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 243</span></a></p><p><a href="#artigo_244" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 244</span></a></p><p><a href="#artigo_245" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 245</span></a></p><p><a href="#capitulo_xi538112" class="anchor_link">Capítulo XI <br /> Da Defesa do Consumidor </a></p><p><a href="#artigo_246" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 246</span></a></p><p><a href="#artigo_247" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 247</span></a></p><p><a href="#capitulo_xii326060" class="anchor_link">Capítulo XII <br /> Do Índio </a></p><p><a href="#artigo_248" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 248</span></a></p><p><a href="#artigo_249" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 249</span></a></p><p><a href="#artigo_250" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 250</span></a></p><p><a href="#artigo_251" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 251</span></a></p><p><a href="#capitulo_xiii558836" class="anchor_link">Capítulo XIII <br /> Do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana </a></p><p><a href="#artigo_252" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 252</span></a></p><p><a href="#capitulo_xiv329673" class="anchor_link">CAPÍTULO XIV <br /> Dos Direitos da Mulher </a></p><p><a href="#artigo_253" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 253</span></a></p><p><a href="#artigo_254" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 254</span></a></p><p><a href="#artigo_1" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 1</span></a></p><p><a href="#artigo_2" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 2</span></a></p><p><a href="#artigo_3" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 3</span></a></p><p><a href="#artigo_4" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 4</span></a></p><p><a href="#artigo_5" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 5</span></a></p><p><a href="#artigo_6" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 6</span></a></p><p><a href="#artigo_7" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 7</span></a></p><p><a href="#artigo_8" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 8</span></a></p><p><a href="#artigo_9" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 9</span></a></p><p><a href="#artigo_10" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 10</span></a></p><p><a href="#artigo_11" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 11</span></a></p><p><a href="#artigo_12" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 12</span></a></p><p><a href="#artigo_13" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 13</span></a></p><p><a href="#artigo_14" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 14</span></a></p><p><a href="#artigo_15" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 15</span></a></p><p><a href="#artigo_16" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 16</span></a></p><p><a href="#artigo_17" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 17</span></a></p><p><a href="#artigo_18" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 18</span></a></p><p><a href="#artigo_19" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 19</span></a></p><p><a href="#artigo_20" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 20</span></a></p><p><a href="#artigo_21" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 21</span></a></p><p><a href="#artigo_22" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 22</span></a></p><p><a href="#artigo_23" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 23</span></a></p><p><a href="#artigo_24" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 24</span></a></p><p><a href="#artigo_25" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 25</span></a></p><p><a href="#artigo_26" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 26</span></a></p><p><a href="#artigo_27" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 27</span></a></p><p><a href="#artigo_28" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 28</span></a></p><p><a href="#artigo_29" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 29</span></a></p><p><a href="#artigo_29-A" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 29-A</span></a></p><p><a href="#artigo_30" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 30</span></a></p><p><a href="#artigo_31" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 31</span></a></p><p><a href="#artigo_32" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 32</span></a></p><p><a href="#artigo_33" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 33</span></a></p><p><a href="#artigo_34" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 34</span></a></p><p><a href="#artigo_35" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 35</span></a></p><p><a href="#artigo_36" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 36</span></a></p><p><a href="#artigo_37" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 37</span></a></p><p><a href="#artigo_38" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 38</span></a></p><p><a href="#artigo_39" class="anchor_link"><span 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class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 48</span></a></p><p><a href="#artigo_49" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 49</span></a></p><p><a href="#artigo_50" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 50</span></a></p><p><a href="#artigo_51" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 51</span></a></p><p><a href="#artigo_52" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 52</span></a></p><p><a href="#artigo_53" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 53</span></a></p><p><a href="#artigo_54" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 54</span></a></p><p><a href="#artigo_55" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 55</span></a></p><p><a href="#artigo_56" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 56</span></a></p><p><a href="#artigo_57" class="anchor_link"><span class="label label-default">Art. 57</span></a></p><p><a href="#artigo_58" 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<!-- Consolida Modal Window --> <div id="consolidacao-modal" class="modal hide fade" style="width:400px;left:55%;right:auto;"> <div class="modal-header"> <button type="button" class="close" data-dismiss="modal" aria-hidden="true">×</button> <p style="font-size:16px;font-weight:bold">Atos vinculados/indexados</p> </div> <div class="modal-body"> <div style="height:300px;padding-top:15px;padding-left:20px"> <p><small><strong>Atos que alteram, regulamentam ou revogam esta Constituição Estadual</strong></small></p> <div> <p><small><em class=muted>Nenhum Ato.</em></small></p> </div> <div><p><br /></p></div> <p><small><strong>Atos que são alterados, regulamentados ou revogados por esta Constituição Estadual</strong></small></p> <div><p><small><em class=muted>Nenhum Ato.</em></small></p></div> <div><hr></div> </div> </div> </div>